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11 anos ao serviço da Diocese da Guarda no exercício o Ministério Episcopal
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O Secretariado da Liturgia da Diocese da Guarda vai promover formação para Ministros Extraordinários da Comunhão na Covilhã, em Gouveia e Guarda. A primeira formação será na Covilhã, no Centro Cultural,

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Diocese - Formação para Ministros Extraordinários da Comunhão

O Secretariado da Liturgia da Diocese da Guarda vai promover formação para Ministros Extraordinários da Comunhão na Covilhã, em Gouveia e Guarda.
A primeira formação será na Covilhã, no Centro Cultural, no dia 2 Dezembro, entre as 10.00 e as 16.00 horas. Esta actividade tem em vista a formação permanente de Ministros Extraordinários da Comunhão. Em Janeiro de 2018, no dia 13 a formação permanente de Ministros Extraordinários da Comunhão, será em Gouveia, na Casa Rainha do Mundo e no dia 27 na Guarda, no Seminário Maior. Para os dias 3 e 10 de Fevereiro, na Covilhã, está marcado um Curso para Novos Ministros Extraordinários da Comunhão.

Diocese da Guarda - Actividades do Secretariado Regional da Conferência dos Institutos Religiosos Portugueses

O Secretariado Regional da Conferência dos Institutos Religiosos Portugueses divulgou o programa de actividades que vai realizar ao longo do ano de 2018, na Diocese da Guarda. A primeira iniciativa está anunciada para o dia 13 de Janeiro e será um Convívio com as Irmãs Carmelitas, no Carmelo da santíssima Trindade, na Guarda. O programa começa às 9.30 horas com a celebração da Missa no Carmelo. Segue-se o convívio com as Irmãs com partilha de cantares e de bens.
O Dia do Consagrado, 2 de Fevereiro, será assinalado com a celebração da Missa presidida pelo Bispo da Guarda, às 18.00 horas, na Sé Catedral da Guarda. Na altura haverá a celebração das Bodas de Vida Consagrada das consagradas da Diocese. Em Fevereiro, no dia 17, tem lugar o retiro de início da Quaresma, orientado pelo Padre José Miguel Barata Pereira, Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei, Lisboa, Responsável pelo departamento de Pastoral Vocacional e do Diaconado Permanente, em Lisboa. O retiro vai decorrer no Seminário Maior da Imaculada Conceição, na Guarda. No dia 26 de Maio, haverá manhã de formação para consagrados e aberta a todo o Povo de Deus, sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, no âmbito do Sínodo dos Jovens em Roma, no mês de Outubro. Este trabalho, que decorre no Seminário Maior da Guarda será orientado pela Irmã Paula Jordão, Missionária Verbum Dei, Licenciada em Teologia e Mestre em Formadora por Salamanca e com uma larga experiência em Pastoral Juvenil. Haverá também um painel de testemunhos de jovens vocacionados.

13 anos ao serviço da Diocese da Guarda, no exercício do Ministério Episcopal

Faz hoje 13 anos que cheguei à Diocese da Guarda, como Bispo Coadjutor, nomeado ainda pelo Papa S. João Paulo II.
É este o momento para dar graças pela forma como o próprio Deus tem actuado em favor do seu povo, através do ministério que me confiou; mas também tempo para fazer revisão das opções feitas e das iniciativas tomadas; revisão principalmente sobre os objectivos definidos e atingidos ou não e sobre a forma como foram reunidos os meios humanos e materiais necessários para dar vida à nossa comunidade diocesana. Nesta minha revisão diante da Diocese, vou fixar-me no tempo que decorreu desde o último 16 de janeiro (2017). 1. Ao longo deste ano, a minha grande preocupação, como a de todo o nosso presbitério e outros agentes pastorais foi a nossa assembleia diocesana, que, por graça de Deus, se cumpriu em três sessões, nos meses de abril, maio e junho. Elaborou-se o instrumento de trabalho (“Instrumentum laboris”), que foi analisado e comentado nos conselhos pastorais arciprestais e no conselho pastoral diocesano, como também no conselho presbiteral. Constituiu-se a mesa desta assembleia diocesana, que, a partir dos contributos recebidos das várias reflexões feitas sobre o instrumento de trabalho, elaborou as propostas das proposições que foram apresentadas, discutidas e votadas na assembleia. Para esta assembleia diocesana foram convocados 220 delegados, que se pretendeu serem representantes de cada conjunto de paróquias confiado ao mesmo pároco, dos diferentes secretariados e departamentos da pastoral diocesana, dos diferentes movimentos, serviços e obras de apostolado existentes na Diocese, dos vários níveis etários que compõem as nossas comunidades cristãs e ainda com alguns representantes da sociedade civil. A assembleia diocesana realizou-se em três sessões, nos dias 29 de abril, 20 de maio e 17 de junho, respectivamente. Na primeira sessão, os delegados pronunciaram-se sobre o modelo de Igreja recomendado pelo Vaticano II e que queremos ser, sendo aprovadas 20 proposições. Na segunda, aprovaram-se 33 proposições sobre a Palavra de Deus na vida pessoal e das comunidades e sobre a responsabilidade de evangelizar. Na terceira sessão, os delegados pronunciaram-se sobre a celebração da Fé e sua renovação e aprovaram 36 proposições. Após a assembleia, a grande preocupação do Bispo Diocesano, assim como dos sacerdotes, dos diáconos e outros agentes da pastoral passou a ser o esforço de promover a recepção destas proposições nas várias comunidades da Diocese. Nesse sentido apontou a sessão extraordinária da mesma assembleia realizada em 5 de outubro passado e agora está a constituir a razão das visitas pastorais em curso que o Bispo Diocesano faz a cada pároco e seu conjunto paroquial. Está prometido que este ano pastoral encerrará com a apresentação á Diocese de uma carta pastoral, em que o Bispo indica prioridades pastorais e traça linhas de rumo para a pastoral diocesana nos próximos anos. 2. A reorganização pastoral da Diocese é outro assunto ligado à assembleia diocesana, mas que já nos preocupa desde há alguns anos. Nesse sentido foram feitas consultas variadas, tendo havido pronunciamentos dos arciprestados e também do Conselho Pastoral Diocesano. A pedido da assembleia, foi constituída uma comissão diocesana com o encargo de elaborar uma proposta de reorganização pastoral da Diocese. Foram-lhe entregues todos os dados existentes fruto das consultas várias anteriormente feitas e está-lhe pedido que essa proposta de reorganização tenha em conta conjuntos de paróquias, cada um deles confiado ao mesmo pároco que devem evoluir para constituírem unidades pastorais, arciprestados que tenham condições para serem verdadeiras instâncias de pastoral intermédias entre a Diocese e as Paróquias, secretariados e departamentos da pastoral da Diocese, assim como o funcionamento da Cúria Diocesana. Esta proposta de reorganização será oportunamente sujeita ao Conselho Pastoral Diocesano e ao Presbiteral e ainda ao Colégio de Consultores da Diocese, antes de ser aprovada e promulgada. 3. A Pastoral familiar motivada pela exortação apostólica “Amoris Laetitia” do Papa Francisco, fruto dos trabalhos de dois sínodos, em 2014 e 2015, que foi publicada em março de 2016, como não podia deixar de ser, esteve também no centro das nossas preocupações. Por isso, orientámos as jornadas de formação do clero realizadas nos dias 2 e 3 de fevereiro, para este assunto. E pedimos ajuda ao Instituto Superior de Ciências da Família da Universidade Pontifícia de Salamanca, que nos enviou três professores. Deste trabalho resultou um conjunto de orientações pastorais para o acompanhamento das famílias, que agora precisamos de, com o empenho de todos, pôr em prática. 4. A aplicação da concordata, acordo entre o Estado Português e a Santa Sé, assinado em 2004, que regula as relações entre as instituições da Igreja e as instituições civis foi também objecto de estudo pelo nosso clero. Para o orientar tivemos, durante um dia, connosco dois peritos vindos de Lisboa que nos ajudaram a clarificar pontos concretos da relação das nossas instituições canónicas com os órgãos da sociedade civil, nomeadamente em duas áreas – a fiscalidade e os acordos para serviços determinados, principalmente com a segurança social. 5. 2017 foi o ano do centenário das aparições de Fátima. A vinda do Papa Francisco nos dias 12 e 13 de maio foi o ponto alto que a nossa Diocese também viveu intensamente e com grande entusiasmo tanto pelos que puderam deslocar-se a Fátima acompanhando o Bispo Diocesano quer por outros que o não puderam fazer, mas acompanharam pela comunicação social. A Casa Abrigo da nossa Diocese, em Fátima como também a Casa de Nossa Senhora do Rosário de Fátima da Liga dos Servos de Jesus não tiveram mãos e medir para acolher os peregrinos. A canonização dos dois pastorinhos Francisco e Jacinta ficou na nossa memória. Para marcar o simbolismo deste centenário esteve também entre nós o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, no dia 4 de novembro, a pronunciar uma conferência, dentro da jornada promovida pelo Movimento Mensagem de Fátima da nossa Diocese. 6. A Escola da Missão D. João de Oliveira Matos, em Angola, promovida pela Liga dos Servos de Jesus exigiu especial atenção quer do Conselho da Liga quer do Bispo Diocesano. Algumas dificuldades surgidas no ano lectivo anterior levaram o Bispo Diocesano e a Coordenadora Geral da Liga dos Servos de Jesus a deslocar-se a Angola, no mês de março, durante uma semana, para dialogarem “in loco”, quer com as duas irmãs da Liga que a acompanham de perto, quer com algumas autoridades locais ligadas ao sistema da educação escolar, quer sobretudo com o Bispo da Diocese de Sumbe. No diálogo estabelecido com este ficou claro o que pretendemos desta Escola, a saber, que seja uma Escola Católica, que se afirme pela qualidade do ensino, também porque a Escola do Magistério local a escolheu como lugar de estágio para os futuros professores, que possa primar por uma boa organização que promova o seu corpo docente, sobretudo através da formação permanente e ainda que os pais e encarregados de educação se sintam devidamente correspondidos na confiança que depositam na Escola. O Bispo de Sumbe concordou em assumir a condução do processo desta escola enquanto escola católica e, de imediato, comprometeu-se a nomear um director capaz, que também corresponda aos requisitos colocados pela lei local em matéria de educação escolar. 7. Lembramos agora alguns acontecimentos marcantes deste ano 7.1.O primeiro deles foi a ordenação sacerdotal de um novo padre para a nossa Diocese, o Rev.do Padre Bruno António. Consideramos este o sinal por excelência que o Senhor nos dá de que continua a acompanhar-nos e a velar pelas nossas comunidades. 7.2.A realização de dois cursos de cristandade, um de homens, com 17 cursistas e outros de mulheres com 19. Como sabemos, o movimento dos cursos de cristandade marcou profundamente a espiritualidade e o apostolado na nossa Diocese. Durante vários anos esteve adormecido. Esperamos agora a sua revitalização. 7.3.Foi assinado com a Direcção Regional da Cultura do Centro o acordo para a construção do órgão de tubos da Sé da Guarda. Está neste momento a ser constituída a comissão de acompanhamento deste processo que esperamos venha a dotar a nossa Sé deste valioso instrumento para a dignificação do culto, mas também para bem da cultura na nossa cidade. 7.4.Também se iniciou diálogo com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela com vista a estabelecer um acordo que permita por um lado completar a inventariação do nosso património de arte sacra e por outro elaborar roteiros e outras formas de fazer a sua apresentação para poder ser fruída por quem nos visita. O nosso museu de arte sacra na Guarda, assim como outros espaços museológicos também de arte sacra que já temos espalhados pela Diocese e mais alguns que desejamos criar são importantes pontos de apoio neste projecto de valorização da nossa arte sacra. 7.5.Assinalámos, em data oportuna, o centenário do nascimento do Bispo D. Manuel Damasceno que foi Bispo de Angra do Heroísmo, com a colaboração da Câmara Municipal da Covilhã, sua terra natal, e de familiares do mesmo. 8. Acontecimentos que prevemos para o ano que vem 8.1. Esperamos concluir este ano pastoral, conforme está pedido e também prometido, com uma carta pastoral em que o Bispo Diocesano indica um conjunto de opções pastorais realizáveis que possam marcar o futuro próximo da nossa Diocese, tendo em conta as proposições da assembleia diocesana. 8. 2. A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas celebra 400 anos de existência, durante o ano de 2018. 8.3. O Sínodo sobre os jovens, a Fé e o discernimento vocacional, marcado para outubro próximo, desafia a nossa pastoral e, por isso a formação permanente do clero que temos marcada para os dias 6 e 7 de fevereiro próximo vai centrar-se na pastoral juvenil e para orientar esta formação convidámos peritos ligados aos Salesianos, cujo carisma é mesmo a educação da juventude. 8.4.No horizonte da nossa pastoral para este ano continuam as orientações sobre acompanhamento das famílias saídas das jornadas de formação do clero do ano passado, completadas por indicações sobre o mesmo assunto vindas tanto da Conferência Episcopal como dos encontros regulares dos Bispos do Centro. 8.5. Não temos ainda no nosso Seminário e mesmo no Pré-Seminário os candidatos de que precisamos. Por isso, o assunto das vocações sacerdotais tem de continuar a preocupar muito as nossas comunidades, com seus agentes pastorais, mas principalmente os sacerdotes do nosso Presbitério, em permanente diálogo com os sacerdotes do Seminário e o Director do Pré-seminário. Este é sempre assunto presente em todas as visitas pastorais que o Bispo Diocesano está a fazer a cada pároco e seu conjunto paroquial sobre a recepção da Assembleia Diocesana. 8.6. Para responder às necessidades pastorais das nossas comunidades cristãs precisamos de continuar o esforço de conjugar da melhor maneira o trabalho dos nossos sacerdotes entre si e com os diáconos permanentes, mas também com os vários ministérios laicais, exigindo-se especial empenho na preparação dos leigos para os vários serviços que lhes são pedidos. Partimos para o novo ano muito confiados no conforto que o Senhor da Messe não nega a quem se dispõe a segui-lo com Fé e entrega decidida. E contamos com a bênção maternal de Maria Santíssima. Guarda, 16 de janeiro de 2018 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

D. Manuel Felício visitou o complexo mineiro da Panasqueira

Bispo da Guarda rezou junto da imagem de Santa Bárbara O Bispo da Guarda visitou as Minas da Panasqueira, no dia 18 de Janeiro, onde rezou junto da padroeira dos mineiros, benzeu uma máquina que vai melhorar as condições de trabalho e esteve com os trabalhadores.
À entrada da mina, o bispo da Guarda presidiu a uma oração diante do nicho de Santa Bárbara, pediu a sua protecção para todos os que diariamente passam junto da padroeira dos mineiros antes de uma jornada de trabalho. Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Manuel Felício disse que “todos os anos” procura passar pelas minas, onde encontra “gente acolhedora” que “escuta com muita atenção e que dá valor ao esforço que a Igreja faz no seu acompanhamento”. As minas da Panasqueira estão em laboração há 130 anos e foi na Segunda Guerra Mundial que viveram um grande crescimento impulsionado pela procura do volfrâmio. Actualmente o volfrâmio continua com muita procura, sendo o das Minas da Panasqueira considerado o melhor do mundo, procurado para enriquecer o volfrâmio chinês, de menor qualidade. O complexo mineiro da Panasqueira chegou a ser habitado por 10 mil pessoas, nos anos 40 do século XX, e actualmente continuam a chegar muitas pessoas, vindas de todas as partes do país, para trabalhar na exploração do minério, dando à localidade dinamismo que não se encontra na região. A densidade populacional motivou a presença da estruturada da Igreja Católica, hoje a cargo do padre André Roque, capelão da Panasqueira e pároco de localidades vizinhas. Depois de visitar diversas estruturas deste complexo mineiro, o bispo da Guarda presidiu à Eucaristia celebrada na Igreja da Barroca Grande, participada por muitas crianças que fazem a sua preparação cristã no Centro Pastoral para a Família Mineira. José Luís, colaborador da mina, técnico de segurança, disse à Agência ECCLESIA que o bispo da Guarda é uma presença sempre “muito aguardada”. “É sempre bom ter aqui o nosso bispo, é um incentivo para toda esta gente e alguém muito estimado por mineiros e administradores da empresa”, sublinhou. “Gostaria e tenho esperança que, para o ano, possamos celebrar a missa no interior da mina”, disse José Luís.

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11 anos ao serviço da Diocese da Guarda no exercício o Ministério Episcopal
alt Faz hoje onze anos que entrei ao Serviço da Diocese da Guarda, no exercício do Ministérios Episcopal. Por isso, diante d’Aquele que para aqui me enviou, desejo prestar contas da administração que tenho realizado sobretudo durante os últimos 12 meses. E neste prestar de contas vai a minha acção de graças pelo bem que, por graça de Deus, aconteceu, mas também a “mea culpa” pelo bem que deixou de acontecer e devia ter acontecido, como igualmente pelos erros cometidos. Conforta-me o facto de saber que só não erra quem decide nada fazer; mas também que quem assim decide já cometeu o grave erro de virar as costas às responsabilidades. Desejo, por isso, hoje fazer o meu exame de consciência diante da Diocese e do Senhor que para ela me enviou. Começo por dizer que a grande preocupação pastoral do ano de 2015 foi procurar acompanhar e motivar a Diocese, juntamente com todo o nosso Presbitério e diáconos, no processo da preparação da assembleia diocesana que temos agendada para o ano de 2017. Nesse sentido, até Junho passado, procurámos que a responsabilidade de evangelizar fosse fortalecida em todos pelo encontro com a Palavra de Deus, à luz da constituição “Dei Verbum” do Concílio Vaticano II. “Evangelizar para ser pessoa e comunidade” foi o apelo que todos quisemos escutar vindo da constituição “Dei Verbum”, mas também da exortação apostólica do Papa Francisco “Evangelii Gaudium” . Para dar resposta a este apelo, logo no mês de Janeiro, procurámos, nas jornadas de formação do Clero, repensar a nossa catequese da infância e adolescência, com a ajuda da experiência de duas dioceses que praticamente vivem realidades pastorais e sociais idênticas à nossa – foram elas Vila Real e Portalegre-Castelo Branco. Em Fevereiro, na Jornada de formação dirigida principalmente aos cooperadores pastorais dos nossos párocos, centrámos a atenção naqueles ministérios mais necessários ao compromisso com a evangelização. Ministérios que precisamos de descobrir e motivar, mas também de preparar continuamente e cuidar bem em todo o processo evangelizador. O dia da Igreja Diocesana, celebrado na cidade da Guarda e à sombra da nossa catedral, foi também marco importante. Ao avaliar os resultados do empenho de todos neste ano pastoral e no que se refere à motivação para o encontro com a Palavra de Deus e para a renovação da nossa responsabilidade evangelizadora, sinto que os resultados atingidos, em termos dos objectivos propostos, de facto, não foram inteiramente conseguidos. Isso motiva-nos também a modificar algumas formas de acção no ano pastoral em curso. Nele pretendemos voltar a atenção de toda a Diocese para a recepção das orientações dadas pelo Concílio Vaticano II quanto à celebração da Fé. Temos como fonte iluminadora deste nosso esforço conjunto, que queremos fazer em caminhada sinodal, a constituição conciliar “Sacrosantum Conciliar”. O objectivo é refletir as nossas formas de celebração da Fé para sobre elas fazer incidir a luz do Concílio e, a partir das reflexões feitas, preparar a assembleia diocesana. A nossa habitual peregrinação a Fátima no mês de Agosto e a jornada de apresentação do programa do ano pastoral em Setembro foram momentos importantes. Por sua vez, a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que percorreu toda a nossa Diocese de 17 de Setembro a 11 de Outubro, dentro do programa preparatório do centenário das aparições, em 2017, foi especialíssimo momento de graça. O Bispo Diocesano presidiu sempre a algum acto celebrativo ou de manifestação pública em todas as sedes do concelho existentes na Diocese. Momento alto foi a consagração de toda a nossa Diocese à Senhora de Fátima, diante da Sua imagem peregrina recebida na Sé da Guarda. 2015 foi também marcado pela celebração do ano da vida consagrada convocado pelo Papa Francisco, tendo começado ainda no ano de 2014 para se prolongar até Fevereiro próximo. Procurei fazer esforço para visitar todas as 28 comunidades religiosas e de vida consagrada que temos na Diocese. Dentro dos tempos de oração e diálogo que preencheram estes encontros, pretendemos dar graças a Deus pelo dom inestimável dos consagrados à Igreja e à sociedade e também aprofundar os aspectos em que devemos optimizar a cooperação dos mesmos consagrados e suas comunidades na vida pastoral da Diocese, conforme pede a Carta convocatória do Papa Francisco. Também de acordo com o expresso desejo do Papa na mesma carta, procurámos dialogar sobre formas de dar a conhecer ao Povo de Deus os respectivos carismas, incluindo a vida e virtudes dos seus fundadores. A preparação e abertura do Jubileu extraordinário da misericórdia foi outra prioridade pastoral. A abertura solene na catedral em 13 de Dezembro foi, de facto, precedida por muitos contactos com sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e outros consagrados e consagradas e leigos, de modo a definir os diversos programas jubilares, quer o diocesano quer os dos arciprestados. Pretendemos, com este ano jubilar, por um lado, ir ao encontro das pessoas para elas experimentarem a alegria da misericórdia de Deus; por outros lado, procurar motivá-las para a peregrinação aos centros jubilares, principalmente a catedral e, em todo este processo, descobrir que receber o dom da misericórdia divina obriga a oferecê-la também aos outros principalmente através da prática das obras de misericórdia. Olhando para os últimos 12 meses, dou graças a Deus porque Ele nos deu a graça de termos a ordenação de um sacerdote na nossa Diocese da Guarda. Foi na paróquia de Pínzio, no dia 13 de Junho, para a Ordem dos Missionários Capuchinhos. Claro que naturalmente sinto a falta de não termos tido, nos últimos 12 meses, nenhuma ordenação sacerdotal para o nosso Presbitério diocesano. E sinto igualmente que esta falta é apelo a maior empenho, da minha parte certamente, mas também de todos nós sacerdotes e dos outros agentes pastorais para termos os seminaristas necessários nos nosso seminários Maior e Menor. E considero que esta é a realidade pastoral da nossa Diocese que a todos mais nos tem de preocupar. O nosso pré-seminário tem de ser fortalecido para que dele surjam os candidatos necessários para o Seminário Menor e para o Maior. E porque para o futuro próximo não se adivinha que haja ordenações sacerdotais em número suficiente para substituir os sacerdotes que terminam a sua actividade, impõe-se a todos nós procurar novas formas de fazer pastoral. Por exemplo, temos de saber conjugar melhor o trabalho dos sacerdotes com o dos diáconos; mas também o trabalho destes com o dos outros ministérios não ordenados. Com essa finalidade já começámos a dar alguns passos, como é o da iniciativa de formar ministros leigos capacitados para presidir às celebrações dominicais sem celebração da Eucaristia. Temos o programa aprovado e pronto para ser aplicado. Pretendemos com iniciativas como esta não apenas dar resposta às necessidades pastorais existentes, mas também anteciparmo-nos às que nos vão aparecer em futuro próximo. Este ano escolhemos como modelo de pastor para nós sacerdotes a figura do venerável Servo de Deus D. João de Oliveira Matos que serviu a nossa Diocese, no exercício do Ministério episcopal, durante quase 40 manos. A sua grande proximidade às pessoas e às comunidades, a sua espiritualidade sacerdotal forte e profundamente marcada pelo amor à Eucaristia, a sua dedicada entrega ao confessionário e à pregação, a arte de descobrir os colaboradores pastorais necessários, de os preparar e entusiasmar para a missão são importantes notas da sua vida de pastor que em muito podem ajudar o nosso ministério sacerdotal. Por isso o propusemos como nosso modelo na apresentação do programa pastoral para este ano. O ano 2015 foi também o ano da visita “ad limina” dos Bispos portugueses, na primeira semana de Setembro. Foi oportunidade, primeiro, para, através da elaboração do relatório quinquenal enviado à Santa Sé quatro meses antes, avaliarmos e repensarmos os aspectos essenciais da vida da nossa Diocese; depois foi motivadora a experiência do encontro com o Santo Padre, o Papa Francisco que, pelo diálogo franco e aberto com os Bispos portugueses, nos motivou e também às nossas Dioceses para continuarmos, com redobrado empenho e muita esperança, o serviço da evangelização. E falando do Papa Francisco, recordo o acolhimento que procurámos dar á sua encíclica “Laudato Si”, também publicada em 2015, sobre o respeito devido à natureza, essa casa comum criada por Deus para todos a podermos habitar, com dignidade e sem exclusões. Dou graças a Deus por mais este ano que Ele generosamente me ofereceu para viver com a nossa estimada Diocese da Guarda. Peço-lhe a Sua bênção para poder estar à altura de a servir com dignidade durante o tempo que Ele entender. A todos os diocesanos – Sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas, outros consagrados e consagradas, leigos e suas associações desejo, neste momento, expressar o meu apreço pela prestimosa colaboração que deles tenho recebido e pedir a necessária indulgência para as inevitáveis limitações que fazem parte do nosso viver uns com os outros. Que o Senhor a todos nos abençoe no percurso de Fé e de serviço à sociedade em que estamos empenhados. Guarda, 16 de janeiro de 2016 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda