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Incêndios - Bispo da Guarda destaca papel da Cárias Diocesana no apoio às vítimas
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O Secretariado da Liturgia da Diocese da Guarda vai promover formação para Ministros Extraordinários da Comunhão na Covilhã, em Gouveia e Guarda. A primeira formação será na Covilhã, no Centro Cultural,

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Diocese - Formação para Ministros Extraordinários da Comunhão

O Secretariado da Liturgia da Diocese da Guarda vai promover formação para Ministros Extraordinários da Comunhão na Covilhã, em Gouveia e Guarda.
A primeira formação será na Covilhã, no Centro Cultural, no dia 2 Dezembro, entre as 10.00 e as 16.00 horas. Esta actividade tem em vista a formação permanente de Ministros Extraordinários da Comunhão. Em Janeiro de 2018, no dia 13 a formação permanente de Ministros Extraordinários da Comunhão, será em Gouveia, na Casa Rainha do Mundo e no dia 27 na Guarda, no Seminário Maior. Para os dias 3 e 10 de Fevereiro, na Covilhã, está marcado um Curso para Novos Ministros Extraordinários da Comunhão.

Antigo pároco de Santa Maria celebrou 90 anos de vida

O Padre Gralha faz parte da História de Manteigas O Padre Francisco Salvado Gralha, antigo pároco Santa Maria, em Manteigas, celebrou 90 anos de vida, no dia 4 de Janeiro. A data foi assinalada com diversas iniciativas promovidas pela Paróquia de Santa Maria, de Manteigas.
“Por fazer parte da nossa História, não será esquecido”, disse o Presidente da Câmara Municipal de Manteigas, no jantar convívio que decorreu nas instalações da Banda da Boa União – Música Velha e que juntou largas dezenas de pessoas. Esmeraldo Carvalhinho referiu que “Manteigas não apagará da sua história o Pároco que, tanto quanto soube e pôde, pastoreou o seu rebanho na busca operosa do bem comum invocando a bênção de Deus sobre todos”. O autarca destacou a forma como “o padre Gralha soube preservar as tradições”, sendo sempre um “Homem respeitador e respeitado, com espírito de serviço, e verdadeiro exemplo de humildade”. E acrescentou: “louvamos-lhe a sua seriedade, verdade, humanismo e dignidade, princípios que seguiu e pretendeu transmitir”. Para Esmeraldo Carvalhinho “em todas as situações e nas diferentes épocas, mais ou menos atribuladas e até turbulentas”, o Padre Gralha “soube estar sempre discretamente presente e foi uma voz que defendeu uma sociedade justa apelando e assumindo o respeito pela dignidade transcendente das pessoas”. O Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, Paulo Costa, disse que “o Padre Francisco Salvado Gralha veio para manteigas, para uma terra de pastores, onde ele também foi Pastor”. E acrescentou: “Foram 49 anos a servir as gentes de Manteigas” e “passou a fazer parte desta freguesia”. Agradecido a toda a vila de Manteigas, o Padre Gralha disse que procurou ser “um bom Pastor”. E acrescentou: “Quero ser sepultado aqui, porque quero ficar no meio do meu rebanho”. Adiantou que nunca fomentou o “chamado bairrismo”, apesar de o considerar “salutar, natural e estimulante”. Durante a Missa de Acção de Graças, na Igreja de Santa Maria, o Bispo da Guarda destacou o trabalho desenvolvido pelo Padre Francisco Gralha em prol da população de Manteigas dizendo que a vida do padre se resume em “seguir o Mestre”. D. Manuel Felício explicou que se encontrava em Manteigas para participar na homenagem ao Padre Francisco Gralha e também para falar sobre as propostas resultantes da Assembleia Diocesana e os caminhos para as pôr em prática. A homenagem ao aniversariante terminou com um concerto pelo Grupo Coral Paroquial que apresentou cânticos, principalmente composições de sabor litúrgico, da autoria do padre Francisco Gralha.

Diocese da Guarda - Actividades do Secretariado Regional da Conferência dos Institutos Religiosos Portugueses

O Secretariado Regional da Conferência dos Institutos Religiosos Portugueses divulgou o programa de actividades que vai realizar ao longo do ano de 2018, na Diocese da Guarda. A primeira iniciativa está anunciada para o dia 13 de Janeiro e será um Convívio com as Irmãs Carmelitas, no Carmelo da santíssima Trindade, na Guarda. O programa começa às 9.30 horas com a celebração da Missa no Carmelo. Segue-se o convívio com as Irmãs com partilha de cantares e de bens.
O Dia do Consagrado, 2 de Fevereiro, será assinalado com a celebração da Missa presidida pelo Bispo da Guarda, às 18.00 horas, na Sé Catedral da Guarda. Na altura haverá a celebração das Bodas de Vida Consagrada das consagradas da Diocese. Em Fevereiro, no dia 17, tem lugar o retiro de início da Quaresma, orientado pelo Padre José Miguel Barata Pereira, Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei, Lisboa, Responsável pelo departamento de Pastoral Vocacional e do Diaconado Permanente, em Lisboa. O retiro vai decorrer no Seminário Maior da Imaculada Conceição, na Guarda. No dia 26 de Maio, haverá manhã de formação para consagrados e aberta a todo o Povo de Deus, sobre o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, no âmbito do Sínodo dos Jovens em Roma, no mês de Outubro. Este trabalho, que decorre no Seminário Maior da Guarda será orientado pela Irmã Paula Jordão, Missionária Verbum Dei, Licenciada em Teologia e Mestre em Formadora por Salamanca e com uma larga experiência em Pastoral Juvenil. Haverá também um painel de testemunhos de jovens vocacionados.

13 anos ao serviço da Diocese da Guarda, no exercício do Ministério Episcopal

Faz hoje 13 anos que cheguei à Diocese da Guarda, como Bispo Coadjutor, nomeado ainda pelo Papa S. João Paulo II.
É este o momento para dar graças pela forma como o próprio Deus tem actuado em favor do seu povo, através do ministério que me confiou; mas também tempo para fazer revisão das opções feitas e das iniciativas tomadas; revisão principalmente sobre os objectivos definidos e atingidos ou não e sobre a forma como foram reunidos os meios humanos e materiais necessários para dar vida à nossa comunidade diocesana. Nesta minha revisão diante da Diocese, vou fixar-me no tempo que decorreu desde o último 16 de janeiro (2017). 1. Ao longo deste ano, a minha grande preocupação, como a de todo o nosso presbitério e outros agentes pastorais foi a nossa assembleia diocesana, que, por graça de Deus, se cumpriu em três sessões, nos meses de abril, maio e junho. Elaborou-se o instrumento de trabalho (“Instrumentum laboris”), que foi analisado e comentado nos conselhos pastorais arciprestais e no conselho pastoral diocesano, como também no conselho presbiteral. Constituiu-se a mesa desta assembleia diocesana, que, a partir dos contributos recebidos das várias reflexões feitas sobre o instrumento de trabalho, elaborou as propostas das proposições que foram apresentadas, discutidas e votadas na assembleia. Para esta assembleia diocesana foram convocados 220 delegados, que se pretendeu serem representantes de cada conjunto de paróquias confiado ao mesmo pároco, dos diferentes secretariados e departamentos da pastoral diocesana, dos diferentes movimentos, serviços e obras de apostolado existentes na Diocese, dos vários níveis etários que compõem as nossas comunidades cristãs e ainda com alguns representantes da sociedade civil. A assembleia diocesana realizou-se em três sessões, nos dias 29 de abril, 20 de maio e 17 de junho, respectivamente. Na primeira sessão, os delegados pronunciaram-se sobre o modelo de Igreja recomendado pelo Vaticano II e que queremos ser, sendo aprovadas 20 proposições. Na segunda, aprovaram-se 33 proposições sobre a Palavra de Deus na vida pessoal e das comunidades e sobre a responsabilidade de evangelizar. Na terceira sessão, os delegados pronunciaram-se sobre a celebração da Fé e sua renovação e aprovaram 36 proposições. Após a assembleia, a grande preocupação do Bispo Diocesano, assim como dos sacerdotes, dos diáconos e outros agentes da pastoral passou a ser o esforço de promover a recepção destas proposições nas várias comunidades da Diocese. Nesse sentido apontou a sessão extraordinária da mesma assembleia realizada em 5 de outubro passado e agora está a constituir a razão das visitas pastorais em curso que o Bispo Diocesano faz a cada pároco e seu conjunto paroquial. Está prometido que este ano pastoral encerrará com a apresentação á Diocese de uma carta pastoral, em que o Bispo indica prioridades pastorais e traça linhas de rumo para a pastoral diocesana nos próximos anos. 2. A reorganização pastoral da Diocese é outro assunto ligado à assembleia diocesana, mas que já nos preocupa desde há alguns anos. Nesse sentido foram feitas consultas variadas, tendo havido pronunciamentos dos arciprestados e também do Conselho Pastoral Diocesano. A pedido da assembleia, foi constituída uma comissão diocesana com o encargo de elaborar uma proposta de reorganização pastoral da Diocese. Foram-lhe entregues todos os dados existentes fruto das consultas várias anteriormente feitas e está-lhe pedido que essa proposta de reorganização tenha em conta conjuntos de paróquias, cada um deles confiado ao mesmo pároco que devem evoluir para constituírem unidades pastorais, arciprestados que tenham condições para serem verdadeiras instâncias de pastoral intermédias entre a Diocese e as Paróquias, secretariados e departamentos da pastoral da Diocese, assim como o funcionamento da Cúria Diocesana. Esta proposta de reorganização será oportunamente sujeita ao Conselho Pastoral Diocesano e ao Presbiteral e ainda ao Colégio de Consultores da Diocese, antes de ser aprovada e promulgada. 3. A Pastoral familiar motivada pela exortação apostólica “Amoris Laetitia” do Papa Francisco, fruto dos trabalhos de dois sínodos, em 2014 e 2015, que foi publicada em março de 2016, como não podia deixar de ser, esteve também no centro das nossas preocupações. Por isso, orientámos as jornadas de formação do clero realizadas nos dias 2 e 3 de fevereiro, para este assunto. E pedimos ajuda ao Instituto Superior de Ciências da Família da Universidade Pontifícia de Salamanca, que nos enviou três professores. Deste trabalho resultou um conjunto de orientações pastorais para o acompanhamento das famílias, que agora precisamos de, com o empenho de todos, pôr em prática. 4. A aplicação da concordata, acordo entre o Estado Português e a Santa Sé, assinado em 2004, que regula as relações entre as instituições da Igreja e as instituições civis foi também objecto de estudo pelo nosso clero. Para o orientar tivemos, durante um dia, connosco dois peritos vindos de Lisboa que nos ajudaram a clarificar pontos concretos da relação das nossas instituições canónicas com os órgãos da sociedade civil, nomeadamente em duas áreas – a fiscalidade e os acordos para serviços determinados, principalmente com a segurança social. 5. 2017 foi o ano do centenário das aparições de Fátima. A vinda do Papa Francisco nos dias 12 e 13 de maio foi o ponto alto que a nossa Diocese também viveu intensamente e com grande entusiasmo tanto pelos que puderam deslocar-se a Fátima acompanhando o Bispo Diocesano quer por outros que o não puderam fazer, mas acompanharam pela comunicação social. A Casa Abrigo da nossa Diocese, em Fátima como também a Casa de Nossa Senhora do Rosário de Fátima da Liga dos Servos de Jesus não tiveram mãos e medir para acolher os peregrinos. A canonização dos dois pastorinhos Francisco e Jacinta ficou na nossa memória. Para marcar o simbolismo deste centenário esteve também entre nós o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, no dia 4 de novembro, a pronunciar uma conferência, dentro da jornada promovida pelo Movimento Mensagem de Fátima da nossa Diocese. 6. A Escola da Missão D. João de Oliveira Matos, em Angola, promovida pela Liga dos Servos de Jesus exigiu especial atenção quer do Conselho da Liga quer do Bispo Diocesano. Algumas dificuldades surgidas no ano lectivo anterior levaram o Bispo Diocesano e a Coordenadora Geral da Liga dos Servos de Jesus a deslocar-se a Angola, no mês de março, durante uma semana, para dialogarem “in loco”, quer com as duas irmãs da Liga que a acompanham de perto, quer com algumas autoridades locais ligadas ao sistema da educação escolar, quer sobretudo com o Bispo da Diocese de Sumbe. No diálogo estabelecido com este ficou claro o que pretendemos desta Escola, a saber, que seja uma Escola Católica, que se afirme pela qualidade do ensino, também porque a Escola do Magistério local a escolheu como lugar de estágio para os futuros professores, que possa primar por uma boa organização que promova o seu corpo docente, sobretudo através da formação permanente e ainda que os pais e encarregados de educação se sintam devidamente correspondidos na confiança que depositam na Escola. O Bispo de Sumbe concordou em assumir a condução do processo desta escola enquanto escola católica e, de imediato, comprometeu-se a nomear um director capaz, que também corresponda aos requisitos colocados pela lei local em matéria de educação escolar. 7. Lembramos agora alguns acontecimentos marcantes deste ano 7.1.O primeiro deles foi a ordenação sacerdotal de um novo padre para a nossa Diocese, o Rev.do Padre Bruno António. Consideramos este o sinal por excelência que o Senhor nos dá de que continua a acompanhar-nos e a velar pelas nossas comunidades. 7.2.A realização de dois cursos de cristandade, um de homens, com 17 cursistas e outros de mulheres com 19. Como sabemos, o movimento dos cursos de cristandade marcou profundamente a espiritualidade e o apostolado na nossa Diocese. Durante vários anos esteve adormecido. Esperamos agora a sua revitalização. 7.3.Foi assinado com a Direcção Regional da Cultura do Centro o acordo para a construção do órgão de tubos da Sé da Guarda. Está neste momento a ser constituída a comissão de acompanhamento deste processo que esperamos venha a dotar a nossa Sé deste valioso instrumento para a dignificação do culto, mas também para bem da cultura na nossa cidade. 7.4.Também se iniciou diálogo com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela com vista a estabelecer um acordo que permita por um lado completar a inventariação do nosso património de arte sacra e por outro elaborar roteiros e outras formas de fazer a sua apresentação para poder ser fruída por quem nos visita. O nosso museu de arte sacra na Guarda, assim como outros espaços museológicos também de arte sacra que já temos espalhados pela Diocese e mais alguns que desejamos criar são importantes pontos de apoio neste projecto de valorização da nossa arte sacra. 7.5.Assinalámos, em data oportuna, o centenário do nascimento do Bispo D. Manuel Damasceno que foi Bispo de Angra do Heroísmo, com a colaboração da Câmara Municipal da Covilhã, sua terra natal, e de familiares do mesmo. 8. Acontecimentos que prevemos para o ano que vem 8.1. Esperamos concluir este ano pastoral, conforme está pedido e também prometido, com uma carta pastoral em que o Bispo Diocesano indica um conjunto de opções pastorais realizáveis que possam marcar o futuro próximo da nossa Diocese, tendo em conta as proposições da assembleia diocesana. 8. 2. A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Manteigas celebra 400 anos de existência, durante o ano de 2018. 8.3. O Sínodo sobre os jovens, a Fé e o discernimento vocacional, marcado para outubro próximo, desafia a nossa pastoral e, por isso a formação permanente do clero que temos marcada para os dias 6 e 7 de fevereiro próximo vai centrar-se na pastoral juvenil e para orientar esta formação convidámos peritos ligados aos Salesianos, cujo carisma é mesmo a educação da juventude. 8.4.No horizonte da nossa pastoral para este ano continuam as orientações sobre acompanhamento das famílias saídas das jornadas de formação do clero do ano passado, completadas por indicações sobre o mesmo assunto vindas tanto da Conferência Episcopal como dos encontros regulares dos Bispos do Centro. 8.5. Não temos ainda no nosso Seminário e mesmo no Pré-Seminário os candidatos de que precisamos. Por isso, o assunto das vocações sacerdotais tem de continuar a preocupar muito as nossas comunidades, com seus agentes pastorais, mas principalmente os sacerdotes do nosso Presbitério, em permanente diálogo com os sacerdotes do Seminário e o Director do Pré-seminário. Este é sempre assunto presente em todas as visitas pastorais que o Bispo Diocesano está a fazer a cada pároco e seu conjunto paroquial sobre a recepção da Assembleia Diocesana. 8.6. Para responder às necessidades pastorais das nossas comunidades cristãs precisamos de continuar o esforço de conjugar da melhor maneira o trabalho dos nossos sacerdotes entre si e com os diáconos permanentes, mas também com os vários ministérios laicais, exigindo-se especial empenho na preparação dos leigos para os vários serviços que lhes são pedidos. Partimos para o novo ano muito confiados no conforto que o Senhor da Messe não nega a quem se dispõe a segui-lo com Fé e entrega decidida. E contamos com a bênção maternal de Maria Santíssima. Guarda, 16 de janeiro de 2018 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

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Incêndios - Bispo da Guarda destaca papel da Cárias Diocesana no apoio às vítimas
alt A Cáritas Diocesana da Guarda “está a tomar conta de algumas situações rápidas” relacionadas com o apoio às vítimas dos incêndios florestais dos dias 15 e 16 de Outubro, anunciou o Bispo da Guarda, que considera que os serviços públicos “deviam ter estado mais presentes a ajudar as pessoas” que foram atingidas pela tragédia. “Neste momento a Cáritas está no terreno e há situações que está a resolver. Por exemplo, eu falo num senhor que perdeu os tractores e eu espero que ele, neste momento, já os lá tenha”, disse D. Manuel Felício aos jornalistas, na quarta-feira, dia 13 de Dezembro, no final da leitura da Mensagem de Natal intitulada “O Natal de Jesus, Salvador”. E acrescentou: “Nós não vamos repetir ajudas que são feitas aqui pela administração central, mas queríamos ser complementares e também intervir num processo conjugado. E, neste momento a nossa Cáritas está a tomar conta de algumas situações rápidas que é preciso responder”. O prelado diocesano lembrou que na área da Diocese da Guarda os incêndios causaram a morte de cinco pessoas e que “houve pessoas que ficaram sem a corte dos animais e outras que ficaram mais contentes quando lá lhes chegou a ração dos animais do que quando lá chegou a comida para eles”. E, são essas “respostas pontuais que não entram nos números”, disse. O Bispo da Guarda considerou ainda que os serviços públicos “deviam ter estado mais presentes a ajudar as pessoas” que foram atingidas pela tragédia dos fogos deste ano. “Quando eu falo em máquina do Estado, não falo só das figuras públicas que aparecem na televisão. Eu falo nos serviços que o Estado tem distribuídos por aqui. Uns estão em Lisboa e outros estão em vários lugares e esses serviços, direccionados para isto, deviam ter estado mais presentes a ajudar as pessoas, a dizer-lhe como é. «Olhe, pronto, aconteceu isto, agora faça isto, faça de outra maneira». Por exemplo, há lenha queimada que se fosse imediatamente cortada e condicionada valia xis, se estiver lá uns meses à chuva e ao temporal, vale zero”. E concluiu: “Ora bem, os serviços mandatados, que nós pagamos, não é, para estarem neste lugar, deviam estar lá. «Olhe, sim senhor, então armazenamos a madeira aqui desta maneira e daquela», fica resolvido e praticamente salvava-se aquilo que eu digo aqui, o que restou dos incêndios. Assim, o que restou dos incêndios, em muitas situações vai para a valeta”. Na opinião de D. Manuel Felício, “tem havido resposta lenta, lenta, lenta, tinha que ser mais rápido. Sabemos bem que a maneira queimada se for imediatamente tratada num prazo razoável vale xis, se for agora depois das chuvas, vale um quarto de xis”. Disse também que passaram dois meses sobre o último incêndio e já tinha havido uma experiência anterior. “Dois meses era para se fazerem muito mais coisas do que se fizeram. Por exemplo, o levantamento está por fazer. O levantamento, o cadastro das situações, não está feito. E devia estar feito porque houve tempo de o fazer. E isso era prioritário para nós agora darmos respostas devidas às pessoas”. No entanto, referiu que conhece “várias instituições, por exemplo associações, que foram para o terreno rapidamente, procurar encontrar soluções, mas até mesmo recolher, fazer os levantamentos. Os levantamentos, é importante que se façam, e na devida altura, penso que aí devia ter havido muito mais agilidade”. “Queira Deus que as situações se não repitam. Mas nós devíamos preparar as pessoas e as respostas e a coordenação das respostas para a eventualidade do drama se repetir”, augurou, referindo que “houve um drama em Junho, houve um drama em Outubro”. “Ora, o drama em Outubro aprendeu pouco do drama de Junho. Devia de ter aprendido mais em meu entender”, concluiu.