Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Dia Mundial da Paz - Homilia de D. Manuel Felício
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A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito

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Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso

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FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero,

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“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo

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Brasão de D. António Luciano

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito e verdade. O Livro aberto significa que a primeira missão do Bispo é ensinar e anunciar a alegria do Evangelho a todos. O Alfa e o Omega falam-nos da pessoa de Jesus Cristo, Aquele que nos revela a Palavra criadora e misericordiosa do Pai, o que na “água viva” nos oferece o Espírito que santifica.
Os rios de água viva evocam o rio Alva e o Mondego, cujas águas descem da Serra para banharem a Beira Alta e depois se misturarem na imensidão do mar. Mistério incomparável de amor, de comunhão e de unidade. O brasão tem duas cores. O azul e o amarelo. O azul revela o acto criador de Deus. Lembra o firmamento do céu, a vida nova em Cristo Ressuscitado e o desejo de “aspirar às coisas do alto” (Col 3, 2), a glória de Deus. Evoca a figura de Maria de Nazaré, a Mulher do tempo novo, a Senhora do Fiat. A Serra da Estrela, a mais alta, aparece como símbolo de uma meta a atingir, de uma espiritualidade cristã a escalar. A neve branca, pura e cristalina, aponta o ideal das Bem-Aventuranças. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). A vocação cristã é uma experiência de vida, de serviço, de amor, de entrega, um caminho de santidade a atingir por todos e em cada dia. A Estrela, coroada ao centro em fundo azul, mostra-nos Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a Estrela da “Nova Evangelização”, a Senhora da Assunção, a Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos, que, com o seu manto de graça, de luz e de virtude, nos protege. O amarelo lembra a Igreja que está no mundo como luz e sinal de salvação para construir o Reino de Deus entre os homens. Na parte superior, o granito cortado evoca a beleza arquitectónica, única e singular das catedrais. Os traços, em figura de montanha, lembram os pontos mais altos da Sé da Guarda, que nos desafiam a fazer um caminho para Deus. A Candeia acesa é Cristo, luz do mundo. Ele veio para iluminar a humanidade e dissipar as trevas do erro. Ela é sinal da fé viva dos cristãos. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). O símbolo da Enfermagem representado na candeia acesa recorda o serviço na promoção e defesa da vida humana, e a entrega abnegada aos doentes e a todos os que sofrem. Recorda também ao Bispo que Ele deve iluminar, vigiar, amar, cuidar e estar próximo do seu rebanho, imitando a Cristo o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade. “Fiat Voluntas Tua” (Mt 6, 10) – é uma prece da oração do Pai-Nosso.

Ordenação Episcopal de D. António Luciano dos Santos Costa - Homilia de D. Manuel Felício

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso Irmão António Luciano que hoje, recebendo a plenitude do Espírito Santo, e revestido com os seus dons, vai ficar especialmente configurado com Cristo para exercer o ministério Episcopal.
De facto, pela imposição de mãos dos Bispos presentes ele é constituído cabeça e pastor de uma Igreja particular, neste caso, a Diocese de Viseu, mas também e ao mesmo tempo membro do Colégio Episcopal e portanto corresponsável com a Igreja no seu todo. De facto, para cumprir o maravilhoso desígnio de salvação dirigido a todas as pessoas, povos e nações, Deus enviou o Seu Filho Único, que inaugurou o anúncio da Boa Nova, vivendo entre nós e partilhando a nossa condição. Quis depois que essa Sua Missão fosse continuada pelo ministério dos Doze, constituídos em Colégio Apostólico, presidido pelo Apóstolo Pedro. Estes, por sua vez, transmitiram aos seus sucessores, pela imposição de mãos e a oração, o mesmo mandato recebido do Senhor Jesus. Por isso, os Bispos, cada um a presidir à sua Igreja particular e todos constituídos em colégio episcopal transportam consigo a responsabilidade de garantir a Tradição da Fé que nos vem dos Apóstolos e por eles do próprio Jesus Cristo. E cumpriram esta missão quer quando cada um deles preside à Igreja particular quer quando, em comunhão com os outros Bispos, em colégio episcopal presidio pelo Sucessor de Pedro, vivem a corresponsabilidade pela condução de vida da Igreja universal. Jesus Cristo é, de facto, o único Bom Pastor, como lembra o Evangelho de S. João que escutámos. Hoje, através dos Bispos e seus colaboradores mais diretos, a começar pelos que com eles partilham o Sacramento da Ordem mas também de outros ministérios e serviços, é o mesmo Cristo quem continua a pastorear a Sua Igreja. Sendo assim, na pessoa do Bispo, rodeado principalmente dos seus presbíteros e diáconos, é o mesmo Jesus Cristo que está presente para continuar a anunciar o Evangelho, a oferecer-nos os mistérios da fé e a conduzir-nos através da história, em peregrinação, rumo à pátria eterna. E enquanto único Bom Pastor, Jesus Cristo diz aos Bispos e seus colaboradores quais as posturas que hão-de assumir para construção daa vida da Igreja e a conduzirem pelos caminhos da salvação. Ora, a Sua Palavra hoje escutada no Evangelho de S. João é clara e vai direta ao assunto, quando nos diz: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É mesmo essa disposição de dar a vida que em breve, tu, irmão D. António Luciano nos vais manifestar, respondendo à pergunta: “Queres consagrar-te até à morte ao Ministério Episcopal?”. Contrariamente ao mercenário, que explora as ovelhas e as abandona, o Bom Pastor conhece-as e é conhecido de cada uma delas. Lembrando recomendações do Papa Francisco, o Pastor que o é de verdade procura estar próximo das suas ovelhas para as acompanhar de perto e defendê-las dos lobos que tentam desgarrar o rebanho (cf. Evg. 17, 1). E se estamos preocupados com os fiéis que constituem o tecido das nossas comunidades, não o podemos estar menos com os que estão fora. É o próprio Cristo quem nos alerta, ao dizer: “Tenho ainda outras ovelhas que não estão neste redil e preciso de as reunir”. E aqui, todos nós Bispos nos sentimos interpelados pela pergunta que vai ser feita ao que hoje é ordenado, nos seguintes termos: “Queres, como bom pastor, procurar as ovelhas dispersas e conduzi-las ao redil do Senhor?” Sempre, mas hoje mais do que nunca, é para nós urgente “primeirear” a responsabilidade missionária da Igreja, usando a expressão muito própria do Papa Francisco. Concretizando ainda mais, como Bispos responsáveis pela condução das nossas Igrejas particulares e corresponsáveis pela vida da Igreja universal, temos a especial obrigação de despertar em nós, como também nos nossos mais diretos colaboradores e nos fiéis em geral, o dinamismo missionário. Não queremos uma Igreja à defesa, mas sim uma Igreja empenhada em cumprir o Sonho do Papa Francisco, colocando todas as suas capacidades mais ao serviço da evangelização do mundo atual do que da sua auto-preservação (7.Eg, 27). O especial Outubro missionário de 2019 proclamado pelo Papa Francisco bem como o especial ano missionário (2018-2019) declarado pela Conferência Episcopal Portuguesa constituem também para nós Bispos forte interpelação. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou” – escutámos nós na leitura do Profeta Isaías. De facto o Espírito Santo ungiu a Pessoa de Cristo e presidiu ao cumprimento de toda a Sua missão messiânica de evangelizar os pobres, consolar os aflitos e de proclamar o ano da justiça divina, que substitui o luto pela alegria. Hoje o mesmo Espírito Divino, como cantaremos em breve, pela imposição das nossas mãos, desce abundantemente sobre o novo Bispo, fazendo dele verdadeiro Sacerdote do Senhor, servidor da Nova Aliança estabelecida em Cristo Jesus. Sim, é para servir que o Senhor hoje te faz Bispo, Irmão D. António Luciano, como lembra o Pontifical Romano de Ordenação Episcopal, nos seguintes termos: “O Episcopado significa trabalho e não honra; e o Bispo, mais do que presidir tem obrigação de servir”. E nesse serviço inclui-se o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Sendo assim, e sobre o múnus de ensinar ressoa em nós, particularmente neste momento, a exortação do Apóstolo dirigido a seu discípulo Timóteo: Proclama a Palavra, a tempo e fora de tempo; exorta com toda a paciência e doutrina. Quanto à função de santificar que nos está confiada, nós Bispos vamos escutar hoje de novo o convite para perseverar na oração a Deus Pai Todo-poderoso em favor do Povo Santo de Deus e a exercer a plenitude do Sacerdócio com toda a fidelidade. Na Ordenação Episcopal é-nos também entregue a missão de governar em ordem à edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja, permanecendo em unidade com a Ordem dos Bispos e sob a autoridade do Sumo Pontífice (P.R., n.40) Por isso, compreendemos a recomendação que o Pontifical Romano faz ao novo Bispo na hora da Sua Ordenação Episcopal, com os seguintes termos – “Com amor paterno e fraterno, ama todos quantos Deus confia ao ter cuidado pastoral, sobretudo os presbíteros e os diáconos que têm parte contigo no ministério de Cristo…exorta os fiéis a colaborarem contigo no trabalho apostólico e dispõe-te a ouvi-los de bom grado” (P.R, 39). Aceitando e ponto em prática estas sábias recomendações, saberemos promover a verdadeira comunhão de ministérios, ao serviço da comunhão da Igreja dentro de cada uma das suas comunidades, como também das mesmas comunidades entre si, sempre focada no mandato missionário recebido do próprio Cristo. Mas as palavras do profeta Isaías que hoje escutámos privilegiam, de facto, a atenção que temos de continuar a dar aos pobres, aos atribulados, aos prisioneiros, aos cativos necessitados de libertação, aos que se encontram envolvidos pelo luto da dor. Numa palavra, chamam a nossa atenção para as periferias da pobreza, mas também da dor e do abandono ou simplesmente da marginalidade, como são referidas pelo Papa Francisco. Também nós Bispos hoje contigo, irmão D. António Luciano, queremos responder à pergunta que te vai ser assim feita: “Queres ser, pelo nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres, os deslocados e todos os que precisam?”. Diante desta forte interpelação que a Liturgia nos faz, queremos escutar mais uma vez, palavras do Papa Francisco, lembrando a cada cristão e a cada comunidade cristã o encargo de serem instrumento do Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres para que possam integrar-se plenamente na Sociedade (Eg, 187). Perante a experiência que Paulo nos conta na sua II carta aos Coríntios, também nós não esperamos facilidades no cumprimento da missão episcopal que o Senhor Jesus Cristo nos confia para, em Seu nome, pastorearmos a Igreja. Foram muitas as dificuldades que o Apóstolo experimentou e das quais nos dá testemunho, desde a perseguição, à perplexidade, passando pelo abatimento e pelo abandono. Uma luz, porém, bastou para dar sentido a todos os seus sofrimentos e tribulações. Essa luz para ele e para nós hoje vem-nos da certeza da Ressurreição de Cristo, garantia da nossa Ressurreição, pois, como lembra a referida carta, “Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar com Ele e nos levará para junto d’Ele”. Sendo assim, saberemos compreender igualmente como os nossos sofrimentos são oportunidade para participarmos nos sofrimentos de Cristo. Finalmente diante da mesma experiência de Paulo lembramos a nossa grande fragilidade, por levarmos em vasos de barro um grande tesouro, o tesouro do ministério que nos está confiado. Cumpre-nos ao mesmo tempo, a obrigação de transformar as nossas múltiplas fragilidades em oportunidades para deixar brilhar em nós e em tudo o que fazemos a grandeza e a força do próprio Deus, única fonte de todo o bem que nós possamos realizar. De facto, uma só coisa é necessária – Que Ele reine nos nossos corações, na vida da Igreja e na vida do mundo. Que Deus seja louvado, Sua Mãe Maria Santíssima e nossa Padroeira, seja honrada com todos os santos, na comunhão da Igreja, para que o mundo creia. Amén.

Bula do Nomeação

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero, eleito Bispo de Viseu, saúde e Bênção Apostólica.
Sendo necessário prover de Pastor a diocese de Viseu, vaga após a renúncia do Venerável Irmão Ilídio Pinto Leandro, ouvida a Congregação para os Bispos, tu, amado Filho, ornado com as devidas qualidades, perito em teologia moral e nos assuntos eclesiásticos, és considerado digno de a governar. Por isso, Nós, ocupando a Cátedra do bem-aventurado Pedro e com a solicitude por toda a grei do Senhor, com o Nosso supremo poder Apostólico, nomeamos-te Bispo de Viseu, com todos os direitos e obrigações. Permitimos que recebas a Ordenação por qualquer Bispo católico fora da cidade de Roma, observando as leis litúrgicas e antecedida da profissão da Fé católica e do Juramento de Fidelidade dirigido a Nós e aos Nossos Sucessores, segundo os sagrados cânones. Mandamos, além disso, que esta Carta seja dada a conhecer ao clero e ao povo da tua Sede própria; e exortamo-los a que te recebam com alegria e permaneçam continuamente unidos a ti. Finalmente, dilecto Filho, procura cumprir o gravíssimo ofício de Bispo, de tal modo que os fiéis a ti confiados cresçam continuamente na Fé, na Esperança e, acima de tudo, na Caridade, a rainha de todas as virtudes. A paz e a alegria de Cristo, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estejam continuamente contigo e com esta caríssima comunidade eclesial, no amado Portugal. Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos três dias do mês de Maio do ano de dois mil e dezoito, sexto do Nosso Pontificado. Francisco, Papa.

MENSAGEM DE D. ANTÓNIO LUCIANO DOS SANTOS COSTA

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo caminha connosco e surpreende-nos. “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28,20), cumpriram-se nesta tarde, aqui na Sé da Guarda, estas Palavras de Jesus. Agora, posso “partir e servir com aquela atitude de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo”(Gaudete et Exsultate nº 129).
A oração é o verdadeiro respiro de Deus nas nossas vidas, e, eu senti-o do modo particular na minha Ordenação Episcopal. Esta leva-nos ao coração de Deus e traz o coração de Deus à nossa frágil condição humana. Ao rezar ao Pai, “Venha o teu reino e “seja feita a Tua vontade”, a Igreja reunida entra no coração de Deus Pai, fonte de vida, de amor e de paz. Assim foi a oração de Maria, a serva humilde e fiel, a cuidadora das feridas da humanidade sofredora, a Senhora da Piedade, que nos ensina a amar e a servir o Seu Filho, o Bom Pastor, presente na fragilidade do género humano. Peço a São José, o dom do silêncio prudente e fiel, que me ajude a guardar, a administrar bem a Igreja e a vigiar pela sua unidade e integridade. Que a coragem e o testemunho dos Apóstolos e de todos os Santos me ajudem a cantar convosco eternamente as maravilhas do Senhor. Reitero profunda gratidão, comunhão, obediência na fé e veneração filial à Igreja, na pessoa do Papa Francisco, sucessor do Apóstolo São Pedro, que me chamou para fazer parte do Colégio Apostólico. Agradeço cordialmente ao Senhor Núncio Apostólico a sua presença amiga e carinhosa manifestada desde a primeira hora. Peço-lhe que seja portador destes meus sentimentos de gratidão e comunhão ao Santo Padre. Um obrigado de filho e irmão ao Senhor D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Senhor D, Jorge Ortiga Arcebispo de Braga, ao Senhor D. Ilídio Leandro, Administrador da Diocese de Viseu, aos meus irmãos Bispos presentes, aos sacerdotes, diáconos, religiosos (as) consagrados (as), aos seminaristas e leigos empenhados na vida da Igreja, aos amigos e pessoas de bem. Às Autoridades civis, académicas, institucionais, militarizadas e outras aqui presentes, aos representantes dos Meios de Comunicação Social, a todos os que foram meus paroquianos e colaboradores na Capelania da UBI, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital da Guarda, no Instituto Politécnico, Escola Superior de Saúde da Guarda, na Pastoral da Saúde, Associação Católica dos Enfermeiros, Capelanias Hospitalares, Movimentos e Obras, Associações Académicas e tantas pessoas amigas que comigo privaram e trabalharam, alunos, professores e colegas dos vários estabelecimentos de ensino, hospitais, comissões de ética e instituições, com quem tive o privilégio de trabalhar e com quem muito aprendi. A todas as pessoas amigas, conhecidas e anónimas que participaram nesta bela celebração Eucarística e a todos os que estão unidos espiritualmente um bem-haja sincero e beirão! Que Deus vos recompense por tanto bem realizado e o transforme em graça e dom de novas vocações para a Igreja. Uma palavra de gratidão de, esperança e estima às crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, frágeis, doentes, abandonados e a todos os que experimentam a dor e a solidão. Que nunca vos faltem bons cuidadores! Deus ama-vos muito. Há sempre um receber e um dar. Dai sem medida e sereis felizes! A comunhão fraterna, a proximidade, a gratuidade e a solidariedade são muito mais que gestos importantes, são a base sólida de uma sociedade sadia e de uma Igreja renovada. À minha família, às minhas imãs, cunhados, sobrinhos, sobrinha, aos que não puderam vir, um grande abraço, tenho vos a todos no meu coração. Um bem haja sincero: Aos meus paroquianos de hoje e de sempre, aos amigos vindos de tantos pontos do país, aos diocesanos de Viseu e da Guarda, aos que vieram de Coimbra, conterrâneos de Corgas e de toda a paróquia de Sandomil; Ao nosso pároco o Padre Carlos Dionísio, a todo o arciprestado de Seia, que comigo louva o Senhor, pelo dom da minha Ordenação Episcopal; À Equipa nomeada pelo Senhor Bispo para preparar esta belíssima festa com todos os seus membros presidida pelo Vigário Geral, Cónego Manuel Pereira de Matos; À paróquia da Sé e de S. Vicente, à Casa Veritas, à Editora Paulus, ao Seminário Maior e sua Equipa, às Servas de Jesus, às empregadas (os), a todos os que me manifestaram a sua amizade, oração e presença amiga ao longo deste mês e meio e nesta semana de tanto trabalho, oração e preocupações; Ao arciprestado da Guarda com os seus padres, consagradas e leigos que puseram tanto empenho e beleza nesta festa e na sua ornamentação, à equipa de liturgia e paramentaria ao grupo coral, aos que trabalharam muito, rezaram no silêncio e clausura, aos doentes e seus cuidadores, aos que estão aqui e aos que não podem estar. Um obrigado do coração a todos. Rezarei sempre por vós ao Senhor, que Deus vos recompense. Ousadia dioceses da Guarda e de Viseu, renovação, força, confiança, coragem e muita esperança em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor. Deus está connosco, em tudo “amar e servir”, eis o desafio feito à Igreja. Deus está connosco e espera com zelo apostólico a nossa colaboração. Que Maria, a Virgem das mãos orantes, a Senhora da Assunção guie sempre os nossos passos. “Para maior honra e glória de Deus” rezemos, “Fiat Voluntas Tua”. + António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

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Dia Mundial da Paz - Homilia de D. Manuel Felício

Dia Mundial da Paz - Homilia de D. Manuel Felício

1.O mundo alegrou-se com a chegada do novo ano de 2013. E nós reunimo-nos hoje em assembleia festiva para celebrar o Senhor do tempo e da história, da nossa vida pessoal, familiar e comunitária.

 

 

O ano que agora iniciamos é uma nova oportunidade que Ele nos dá para, com entusiasmo e muita criatividade,  podermos, todos sem excepção, dar o nosso contributo para uma sociedade nova, verdadeiramente capaz de promover e expressar o autêntico desenvolvimento que as pessoas desejam.

Iniciamos o novo ano, nesta solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, olhando para o Presépio com o Menino Jesus, sua Mãe e S. José e os pastores, a representarem as gentes simples e pobres também do mundo na actualidade.

E o que vemos nós no presépio? Se formos capazes de abandonar preconceitos e de nos vestir de novo com sentimentos de criança e da pobreza dos pastores, veremos naquele quadro, com o Menino, S. José e Sua Mãe,  a bênção de Deus para toda a humanidade, a de ontem, a de hoje, a de sempre.

2. De bênção nos fala hoje a Palavra de Deus que acabámos  de escutar. No livro dos Números, é o próprio Deus que  recomenda aos sacerdotes ou levitas do tempo, representados em Aarão e seus filhos, através de Moisés, a distribuição da bênção sobre todo o Povo. E a grande bênção de que o Povo precisa e que lhe é prometida é a companhia do próprio Deus, a sua presença em todos os momentos da vida pessoal e comunitária. Entre os bens distribuídos pelo mesmo Deus encontra-se a paz, um valor sempre apreciado e desejado pelas pessoas e pelas comunidades, ao longo da história. Esta promessa feita por Deus através de Moisés ao Povo e  periodicamente  recordada pelos Sacerdotes cumpriu-se definitivamente na pessoa de Jesus Cristo. Por isso, aquele menino que se apresenta no Presépio de Belém com as fragilidades próprias de todos os meninos, que encanta os pastores, capazes de, na sua simplicidade, contemplarem  n’Ele o mistério de Deus para além das aparências,  mistério que Maria e José também contemplavam e, por isso,  ela, como diz o Evangelho, guardava todas estas coisas no seu coração; esse menino é  o grande dom de Deus à Humanidade, a Sua grande bênção para todos nós.

Como nos lembra hoje a Carta aos Gálatas, quando os tempos chegaram ao seu termo, diga-se na plenitude dos  tempos, Deus enviou o Seu Filho Único nascido de uma mulher, como todas as crianças, sujeito a todas as condicionantes da condição humana – sujeito à Lei, como diz a Carta. E enviou-o para quê? – Para resgatar  todos os que estavam na condição humana, abrindo-lhes novos horizontes próprios de filhos de Deus, herdeiros da Sua herança eterna e contando, desde já, com a luz e a força do Espírito que nos lembra constantemente essa nossa condição de filhos.

É este de verdade o resultado da bênção de Deus oferecida na pessoa de Seu Filho Único a toda a Humanidade.

3. Mas, como dissemos, o tempo é para todos nós uma oportunidade; e oportunidade  que queremos  aproveitar para, como colaboradores de Deus, podermos ajudar a história, e em  particular a sociedade que mais de perto nos envolve, a progredir no sentido de vir a ser a casa comum habitada por todos os seres humanos e onde todos se sentem bem.

Na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz que hoje celebramos, cumprindo uma  cadeia ininterrupta que remonta ao ano de 1968, por iniciativa do  então Papa Paulo VI, o actual  Papa começa por lembrar  o que ele chama simultaneamente dever  e direito de todos os cidadãos e que é o desenvolvimento integral social e comunitário. E este é de verdade o novo nome da paz.  Construir a paz é, de facto, empenhar-se neste desenvolvimento e, por isso, o Papa dirige-se particularmente  na Sua mensagem aos verdadeiros construtores da paz,  inspirando-se nas palavras de Jesus que dizem: “Bem-aventurados os construtores da paz,  porque serão chamados filhos de Deus”. Claro que o Papa não se fica em generalidades nesta  sua mensagem. Faz  interpelações directas aos cidadãos em geral e particularmente aos mais responsáveis pela condução da história na actualidade.

E uma dessas interpelações é para que todos se empenhem na defesa e promoção da vida humana, em todas as suas fases e condições. E sobre esta matéria, fundamental para a sobrevivência da humanidade e que a nós portugueses nos toca de forma muito ajustada, na hora actual,  usa as seguintes palavras: “Não é justo codificar ardilosamente  falsos direitos ou  opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental  à vida”. Esta intervenção do Papa, também nos termos em que é feita, devia fazer acordar a sociedade portuguesa para repensar e pôr em causa a lei do aborto que nós temos. Os últimos dados estatísticos  são aflitivos, quando dizem que a taxa de natalidade em Portugal é a mais baixa da Europa; provavelmente o número de nascimentos em Portugal durante o ano de 2012 ficou abaixo dos 90.000; e esse é o grande factor de desequilíbrio que mais no afecta, com a inversão da chamada pirâmide das idades, o que torna, de imediato, insustentável o regime de segurança social que nos prometeram e com o qual estivemos comprometidos ao longo de décadas. E não será um falso direito pedir o aborto só porque a criança que vai  nascer exige mudanças  na vida dos pais e até da restante família? Não será, nesta matéria, a lei portuguesa verdadeiramente cruel para as crianças, dando assim cobertura à eliminação dos mais fracos em nome de interesses mesquinhos dos mais fortes? E também nesta matéria, entre nós, para fazer passar a lei injusta que continua a regular a nossa sociedade e a permitir, com a sua cobertura, a morte de inocentes se usou da artimanha referida pelo Papa, ou seja  “o recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer o suposto directo ao aborto”. Não terá sido essa  a razão que levou as promotores da lei iníqua que nós temos a substituir a palavra aborto por outra expressão mais suave e designada como interrupção voluntária da gravidez?

Se nós portugueses queremos ser, de verdade, cidadãos sérios e responsáveis pela sustentabilidade da sociedade que nos está confiada, temos de assumir a coragem de pôr  em causa esta lei e procurar caminhos novos de acolhimento às crianças,  que são de facto o nosso futuro. E  isto tão só em nome do estatuto de verdadeiros construtores da paz.

Mas para acolhermos e cuidarmos bem as crianças, temos de ter também a coragem de promover as nossas famílias e dar-lhes condições para exercerem com dignidade o seu estatuto de serviço à sociedade. E nesta matéria há que denunciar tentativas de querer comparar e fazer igual o que não é comparável nem nunca pode ser igual. Sobre este assunto é bom escutar o palavra do Papa na referida mensagem para o dia mundial da paz. Diz ele: “ A estrutura natural do matrimónio, como  união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida contra as tentativas de a tornar  juridicamente equivalente a outras formas radicalmente diversas de união”,  as quais, no mínimo, obscurecem a sua insubstituível  função social.

Também aqui nós portugueses temos de assumir a coragem de questionar aspectos da nossa legislação sobre a Família. Sobretudo não há direito de querer confundir as autênticas famílias organizadas num matrimónio estável,  feitas de marido e esposa, pais e filhos com outros supostos modelos de família que não passam de uniões de facto. E devo dizer que me confesso surpreendido por essa equiparação estar a ser promovida, com apoio dos nossos dinheiros públicos, por organismos da máquina  administrativa  do nosso governo, mais propriamente pela dita Comissão para a Igualdade do Género, que lançou no público uma banda desenhada, com esta pergunta em título “Como é a tua família?”E a resposta vem a seguir, em banda desenhada, certamente com o intuito de doutrinar as crianças. E nessa resposta pretende-se comparar o que é incomparável ou seja famílias verdadeiras com simples uniões de facto, indiciando mesmo dar-lhes estatuto de igualdade.

É  preciso todos tomarmos consciência de que iniciativas como esta em nada ajudam a nossa sociedade, só a desarranjam. Não são educativas, só deseducam e retiram condições de verdadeiro desenvolvimento às nossas crianças.

Finalmente desejo escutar convosco o apelo do Papa, nesta sua mensagem, feito aos que desejam ser verdadeiros construtores da Paz, para que se empenhem sobretudo em promover novos modelos de desenvolvimento e de economia. E nestes novos modelos é fundamental garantir o direito ao trabalho, como o Papa diz. Nesta hora de crise que a todos nos afecta, é fundamental que os  nossos  decisores políticos se empenhem em criar condições para que todos possam trabalhar, mesmo sem a oferta dos empregos  tradicionais. De facto, nestes nossos meios do interior já bastante desertificado, não vamos poder voltar a contar com as antigas unidades de produção que empregavam mão de obra intensiva e barata. Hoje os chamados “outsourcings”, ou seja a deslocação destas unidades de produção para países de mão de obra mais barata,  já nos atingiram e muito.

Mas o certo é que os nossos meios continuam a ter potencialidades próprias, capazes de produzir bens que outros meios não produzem. Precisamos,  por isso,  nesta hora, de quem, com imaginação e criatividade, nos ajude a abrir os caminhos novos do desenvolvimento e  da economia, a que o Papa se refere e que possam dar trabalho às nossas gentes, mesmo sem os modelos tradicionais do emprego.

Que Deus, no novo ano que hoje começa, nos dê a graça de todos progredirmos por estes caminhos do autêntico desenvolvimento.

Guarda, 1 de Janeiro de 2013

+ Manuel R. Felício, Bispo da Guarda