Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Homilia no Primeiro Domingo da Quaresma
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A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito

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Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso

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FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero,

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“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo

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Brasão de D. António Luciano

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito e verdade. O Livro aberto significa que a primeira missão do Bispo é ensinar e anunciar a alegria do Evangelho a todos. O Alfa e o Omega falam-nos da pessoa de Jesus Cristo, Aquele que nos revela a Palavra criadora e misericordiosa do Pai, o que na “água viva” nos oferece o Espírito que santifica.
Os rios de água viva evocam o rio Alva e o Mondego, cujas águas descem da Serra para banharem a Beira Alta e depois se misturarem na imensidão do mar. Mistério incomparável de amor, de comunhão e de unidade. O brasão tem duas cores. O azul e o amarelo. O azul revela o acto criador de Deus. Lembra o firmamento do céu, a vida nova em Cristo Ressuscitado e o desejo de “aspirar às coisas do alto” (Col 3, 2), a glória de Deus. Evoca a figura de Maria de Nazaré, a Mulher do tempo novo, a Senhora do Fiat. A Serra da Estrela, a mais alta, aparece como símbolo de uma meta a atingir, de uma espiritualidade cristã a escalar. A neve branca, pura e cristalina, aponta o ideal das Bem-Aventuranças. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). A vocação cristã é uma experiência de vida, de serviço, de amor, de entrega, um caminho de santidade a atingir por todos e em cada dia. A Estrela, coroada ao centro em fundo azul, mostra-nos Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a Estrela da “Nova Evangelização”, a Senhora da Assunção, a Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos, que, com o seu manto de graça, de luz e de virtude, nos protege. O amarelo lembra a Igreja que está no mundo como luz e sinal de salvação para construir o Reino de Deus entre os homens. Na parte superior, o granito cortado evoca a beleza arquitectónica, única e singular das catedrais. Os traços, em figura de montanha, lembram os pontos mais altos da Sé da Guarda, que nos desafiam a fazer um caminho para Deus. A Candeia acesa é Cristo, luz do mundo. Ele veio para iluminar a humanidade e dissipar as trevas do erro. Ela é sinal da fé viva dos cristãos. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). O símbolo da Enfermagem representado na candeia acesa recorda o serviço na promoção e defesa da vida humana, e a entrega abnegada aos doentes e a todos os que sofrem. Recorda também ao Bispo que Ele deve iluminar, vigiar, amar, cuidar e estar próximo do seu rebanho, imitando a Cristo o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade. “Fiat Voluntas Tua” (Mt 6, 10) – é uma prece da oração do Pai-Nosso.

Ordenação Episcopal de D. António Luciano dos Santos Costa - Homilia de D. Manuel Felício

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso Irmão António Luciano que hoje, recebendo a plenitude do Espírito Santo, e revestido com os seus dons, vai ficar especialmente configurado com Cristo para exercer o ministério Episcopal.
De facto, pela imposição de mãos dos Bispos presentes ele é constituído cabeça e pastor de uma Igreja particular, neste caso, a Diocese de Viseu, mas também e ao mesmo tempo membro do Colégio Episcopal e portanto corresponsável com a Igreja no seu todo. De facto, para cumprir o maravilhoso desígnio de salvação dirigido a todas as pessoas, povos e nações, Deus enviou o Seu Filho Único, que inaugurou o anúncio da Boa Nova, vivendo entre nós e partilhando a nossa condição. Quis depois que essa Sua Missão fosse continuada pelo ministério dos Doze, constituídos em Colégio Apostólico, presidido pelo Apóstolo Pedro. Estes, por sua vez, transmitiram aos seus sucessores, pela imposição de mãos e a oração, o mesmo mandato recebido do Senhor Jesus. Por isso, os Bispos, cada um a presidir à sua Igreja particular e todos constituídos em colégio episcopal transportam consigo a responsabilidade de garantir a Tradição da Fé que nos vem dos Apóstolos e por eles do próprio Jesus Cristo. E cumpriram esta missão quer quando cada um deles preside à Igreja particular quer quando, em comunhão com os outros Bispos, em colégio episcopal presidio pelo Sucessor de Pedro, vivem a corresponsabilidade pela condução de vida da Igreja universal. Jesus Cristo é, de facto, o único Bom Pastor, como lembra o Evangelho de S. João que escutámos. Hoje, através dos Bispos e seus colaboradores mais diretos, a começar pelos que com eles partilham o Sacramento da Ordem mas também de outros ministérios e serviços, é o mesmo Cristo quem continua a pastorear a Sua Igreja. Sendo assim, na pessoa do Bispo, rodeado principalmente dos seus presbíteros e diáconos, é o mesmo Jesus Cristo que está presente para continuar a anunciar o Evangelho, a oferecer-nos os mistérios da fé e a conduzir-nos através da história, em peregrinação, rumo à pátria eterna. E enquanto único Bom Pastor, Jesus Cristo diz aos Bispos e seus colaboradores quais as posturas que hão-de assumir para construção daa vida da Igreja e a conduzirem pelos caminhos da salvação. Ora, a Sua Palavra hoje escutada no Evangelho de S. João é clara e vai direta ao assunto, quando nos diz: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É mesmo essa disposição de dar a vida que em breve, tu, irmão D. António Luciano nos vais manifestar, respondendo à pergunta: “Queres consagrar-te até à morte ao Ministério Episcopal?”. Contrariamente ao mercenário, que explora as ovelhas e as abandona, o Bom Pastor conhece-as e é conhecido de cada uma delas. Lembrando recomendações do Papa Francisco, o Pastor que o é de verdade procura estar próximo das suas ovelhas para as acompanhar de perto e defendê-las dos lobos que tentam desgarrar o rebanho (cf. Evg. 17, 1). E se estamos preocupados com os fiéis que constituem o tecido das nossas comunidades, não o podemos estar menos com os que estão fora. É o próprio Cristo quem nos alerta, ao dizer: “Tenho ainda outras ovelhas que não estão neste redil e preciso de as reunir”. E aqui, todos nós Bispos nos sentimos interpelados pela pergunta que vai ser feita ao que hoje é ordenado, nos seguintes termos: “Queres, como bom pastor, procurar as ovelhas dispersas e conduzi-las ao redil do Senhor?” Sempre, mas hoje mais do que nunca, é para nós urgente “primeirear” a responsabilidade missionária da Igreja, usando a expressão muito própria do Papa Francisco. Concretizando ainda mais, como Bispos responsáveis pela condução das nossas Igrejas particulares e corresponsáveis pela vida da Igreja universal, temos a especial obrigação de despertar em nós, como também nos nossos mais diretos colaboradores e nos fiéis em geral, o dinamismo missionário. Não queremos uma Igreja à defesa, mas sim uma Igreja empenhada em cumprir o Sonho do Papa Francisco, colocando todas as suas capacidades mais ao serviço da evangelização do mundo atual do que da sua auto-preservação (7.Eg, 27). O especial Outubro missionário de 2019 proclamado pelo Papa Francisco bem como o especial ano missionário (2018-2019) declarado pela Conferência Episcopal Portuguesa constituem também para nós Bispos forte interpelação. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou” – escutámos nós na leitura do Profeta Isaías. De facto o Espírito Santo ungiu a Pessoa de Cristo e presidiu ao cumprimento de toda a Sua missão messiânica de evangelizar os pobres, consolar os aflitos e de proclamar o ano da justiça divina, que substitui o luto pela alegria. Hoje o mesmo Espírito Divino, como cantaremos em breve, pela imposição das nossas mãos, desce abundantemente sobre o novo Bispo, fazendo dele verdadeiro Sacerdote do Senhor, servidor da Nova Aliança estabelecida em Cristo Jesus. Sim, é para servir que o Senhor hoje te faz Bispo, Irmão D. António Luciano, como lembra o Pontifical Romano de Ordenação Episcopal, nos seguintes termos: “O Episcopado significa trabalho e não honra; e o Bispo, mais do que presidir tem obrigação de servir”. E nesse serviço inclui-se o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Sendo assim, e sobre o múnus de ensinar ressoa em nós, particularmente neste momento, a exortação do Apóstolo dirigido a seu discípulo Timóteo: Proclama a Palavra, a tempo e fora de tempo; exorta com toda a paciência e doutrina. Quanto à função de santificar que nos está confiada, nós Bispos vamos escutar hoje de novo o convite para perseverar na oração a Deus Pai Todo-poderoso em favor do Povo Santo de Deus e a exercer a plenitude do Sacerdócio com toda a fidelidade. Na Ordenação Episcopal é-nos também entregue a missão de governar em ordem à edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja, permanecendo em unidade com a Ordem dos Bispos e sob a autoridade do Sumo Pontífice (P.R., n.40) Por isso, compreendemos a recomendação que o Pontifical Romano faz ao novo Bispo na hora da Sua Ordenação Episcopal, com os seguintes termos – “Com amor paterno e fraterno, ama todos quantos Deus confia ao ter cuidado pastoral, sobretudo os presbíteros e os diáconos que têm parte contigo no ministério de Cristo…exorta os fiéis a colaborarem contigo no trabalho apostólico e dispõe-te a ouvi-los de bom grado” (P.R, 39). Aceitando e ponto em prática estas sábias recomendações, saberemos promover a verdadeira comunhão de ministérios, ao serviço da comunhão da Igreja dentro de cada uma das suas comunidades, como também das mesmas comunidades entre si, sempre focada no mandato missionário recebido do próprio Cristo. Mas as palavras do profeta Isaías que hoje escutámos privilegiam, de facto, a atenção que temos de continuar a dar aos pobres, aos atribulados, aos prisioneiros, aos cativos necessitados de libertação, aos que se encontram envolvidos pelo luto da dor. Numa palavra, chamam a nossa atenção para as periferias da pobreza, mas também da dor e do abandono ou simplesmente da marginalidade, como são referidas pelo Papa Francisco. Também nós Bispos hoje contigo, irmão D. António Luciano, queremos responder à pergunta que te vai ser assim feita: “Queres ser, pelo nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres, os deslocados e todos os que precisam?”. Diante desta forte interpelação que a Liturgia nos faz, queremos escutar mais uma vez, palavras do Papa Francisco, lembrando a cada cristão e a cada comunidade cristã o encargo de serem instrumento do Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres para que possam integrar-se plenamente na Sociedade (Eg, 187). Perante a experiência que Paulo nos conta na sua II carta aos Coríntios, também nós não esperamos facilidades no cumprimento da missão episcopal que o Senhor Jesus Cristo nos confia para, em Seu nome, pastorearmos a Igreja. Foram muitas as dificuldades que o Apóstolo experimentou e das quais nos dá testemunho, desde a perseguição, à perplexidade, passando pelo abatimento e pelo abandono. Uma luz, porém, bastou para dar sentido a todos os seus sofrimentos e tribulações. Essa luz para ele e para nós hoje vem-nos da certeza da Ressurreição de Cristo, garantia da nossa Ressurreição, pois, como lembra a referida carta, “Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar com Ele e nos levará para junto d’Ele”. Sendo assim, saberemos compreender igualmente como os nossos sofrimentos são oportunidade para participarmos nos sofrimentos de Cristo. Finalmente diante da mesma experiência de Paulo lembramos a nossa grande fragilidade, por levarmos em vasos de barro um grande tesouro, o tesouro do ministério que nos está confiado. Cumpre-nos ao mesmo tempo, a obrigação de transformar as nossas múltiplas fragilidades em oportunidades para deixar brilhar em nós e em tudo o que fazemos a grandeza e a força do próprio Deus, única fonte de todo o bem que nós possamos realizar. De facto, uma só coisa é necessária – Que Ele reine nos nossos corações, na vida da Igreja e na vida do mundo. Que Deus seja louvado, Sua Mãe Maria Santíssima e nossa Padroeira, seja honrada com todos os santos, na comunhão da Igreja, para que o mundo creia. Amén.

Bula do Nomeação

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero, eleito Bispo de Viseu, saúde e Bênção Apostólica.
Sendo necessário prover de Pastor a diocese de Viseu, vaga após a renúncia do Venerável Irmão Ilídio Pinto Leandro, ouvida a Congregação para os Bispos, tu, amado Filho, ornado com as devidas qualidades, perito em teologia moral e nos assuntos eclesiásticos, és considerado digno de a governar. Por isso, Nós, ocupando a Cátedra do bem-aventurado Pedro e com a solicitude por toda a grei do Senhor, com o Nosso supremo poder Apostólico, nomeamos-te Bispo de Viseu, com todos os direitos e obrigações. Permitimos que recebas a Ordenação por qualquer Bispo católico fora da cidade de Roma, observando as leis litúrgicas e antecedida da profissão da Fé católica e do Juramento de Fidelidade dirigido a Nós e aos Nossos Sucessores, segundo os sagrados cânones. Mandamos, além disso, que esta Carta seja dada a conhecer ao clero e ao povo da tua Sede própria; e exortamo-los a que te recebam com alegria e permaneçam continuamente unidos a ti. Finalmente, dilecto Filho, procura cumprir o gravíssimo ofício de Bispo, de tal modo que os fiéis a ti confiados cresçam continuamente na Fé, na Esperança e, acima de tudo, na Caridade, a rainha de todas as virtudes. A paz e a alegria de Cristo, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estejam continuamente contigo e com esta caríssima comunidade eclesial, no amado Portugal. Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos três dias do mês de Maio do ano de dois mil e dezoito, sexto do Nosso Pontificado. Francisco, Papa.

MENSAGEM DE D. ANTÓNIO LUCIANO DOS SANTOS COSTA

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo caminha connosco e surpreende-nos. “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28,20), cumpriram-se nesta tarde, aqui na Sé da Guarda, estas Palavras de Jesus. Agora, posso “partir e servir com aquela atitude de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo”(Gaudete et Exsultate nº 129).
A oração é o verdadeiro respiro de Deus nas nossas vidas, e, eu senti-o do modo particular na minha Ordenação Episcopal. Esta leva-nos ao coração de Deus e traz o coração de Deus à nossa frágil condição humana. Ao rezar ao Pai, “Venha o teu reino e “seja feita a Tua vontade”, a Igreja reunida entra no coração de Deus Pai, fonte de vida, de amor e de paz. Assim foi a oração de Maria, a serva humilde e fiel, a cuidadora das feridas da humanidade sofredora, a Senhora da Piedade, que nos ensina a amar e a servir o Seu Filho, o Bom Pastor, presente na fragilidade do género humano. Peço a São José, o dom do silêncio prudente e fiel, que me ajude a guardar, a administrar bem a Igreja e a vigiar pela sua unidade e integridade. Que a coragem e o testemunho dos Apóstolos e de todos os Santos me ajudem a cantar convosco eternamente as maravilhas do Senhor. Reitero profunda gratidão, comunhão, obediência na fé e veneração filial à Igreja, na pessoa do Papa Francisco, sucessor do Apóstolo São Pedro, que me chamou para fazer parte do Colégio Apostólico. Agradeço cordialmente ao Senhor Núncio Apostólico a sua presença amiga e carinhosa manifestada desde a primeira hora. Peço-lhe que seja portador destes meus sentimentos de gratidão e comunhão ao Santo Padre. Um obrigado de filho e irmão ao Senhor D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Senhor D, Jorge Ortiga Arcebispo de Braga, ao Senhor D. Ilídio Leandro, Administrador da Diocese de Viseu, aos meus irmãos Bispos presentes, aos sacerdotes, diáconos, religiosos (as) consagrados (as), aos seminaristas e leigos empenhados na vida da Igreja, aos amigos e pessoas de bem. Às Autoridades civis, académicas, institucionais, militarizadas e outras aqui presentes, aos representantes dos Meios de Comunicação Social, a todos os que foram meus paroquianos e colaboradores na Capelania da UBI, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital da Guarda, no Instituto Politécnico, Escola Superior de Saúde da Guarda, na Pastoral da Saúde, Associação Católica dos Enfermeiros, Capelanias Hospitalares, Movimentos e Obras, Associações Académicas e tantas pessoas amigas que comigo privaram e trabalharam, alunos, professores e colegas dos vários estabelecimentos de ensino, hospitais, comissões de ética e instituições, com quem tive o privilégio de trabalhar e com quem muito aprendi. A todas as pessoas amigas, conhecidas e anónimas que participaram nesta bela celebração Eucarística e a todos os que estão unidos espiritualmente um bem-haja sincero e beirão! Que Deus vos recompense por tanto bem realizado e o transforme em graça e dom de novas vocações para a Igreja. Uma palavra de gratidão de, esperança e estima às crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, frágeis, doentes, abandonados e a todos os que experimentam a dor e a solidão. Que nunca vos faltem bons cuidadores! Deus ama-vos muito. Há sempre um receber e um dar. Dai sem medida e sereis felizes! A comunhão fraterna, a proximidade, a gratuidade e a solidariedade são muito mais que gestos importantes, são a base sólida de uma sociedade sadia e de uma Igreja renovada. À minha família, às minhas imãs, cunhados, sobrinhos, sobrinha, aos que não puderam vir, um grande abraço, tenho vos a todos no meu coração. Um bem haja sincero: Aos meus paroquianos de hoje e de sempre, aos amigos vindos de tantos pontos do país, aos diocesanos de Viseu e da Guarda, aos que vieram de Coimbra, conterrâneos de Corgas e de toda a paróquia de Sandomil; Ao nosso pároco o Padre Carlos Dionísio, a todo o arciprestado de Seia, que comigo louva o Senhor, pelo dom da minha Ordenação Episcopal; À Equipa nomeada pelo Senhor Bispo para preparar esta belíssima festa com todos os seus membros presidida pelo Vigário Geral, Cónego Manuel Pereira de Matos; À paróquia da Sé e de S. Vicente, à Casa Veritas, à Editora Paulus, ao Seminário Maior e sua Equipa, às Servas de Jesus, às empregadas (os), a todos os que me manifestaram a sua amizade, oração e presença amiga ao longo deste mês e meio e nesta semana de tanto trabalho, oração e preocupações; Ao arciprestado da Guarda com os seus padres, consagradas e leigos que puseram tanto empenho e beleza nesta festa e na sua ornamentação, à equipa de liturgia e paramentaria ao grupo coral, aos que trabalharam muito, rezaram no silêncio e clausura, aos doentes e seus cuidadores, aos que estão aqui e aos que não podem estar. Um obrigado do coração a todos. Rezarei sempre por vós ao Senhor, que Deus vos recompense. Ousadia dioceses da Guarda e de Viseu, renovação, força, confiança, coragem e muita esperança em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor. Deus está connosco, em tudo “amar e servir”, eis o desafio feito à Igreja. Deus está connosco e espera com zelo apostólico a nossa colaboração. Que Maria, a Virgem das mãos orantes, a Senhora da Assunção guie sempre os nossos passos. “Para maior honra e glória de Deus” rezemos, “Fiat Voluntas Tua”. + António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

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Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Homilia no Primeiro Domingo da Quaresma

Homilia de D. Manuel Felício, no primeiro Domingo da Quaresma

 

1. Iniciámos a Quaresma na passada Quarta–Feira, com a celebração das cinzas. Nestes quarenta dias de preparação para a Páscoa, queremos, de verdade, viver o tempo favorável, a grande oportunidade de salvação que o Senhor nos oferece. Eles são, de facto, uma caminhada sobretudo em direcção à Noite Pascal, em que somos convidados a renovar os nossos compromissos baptismais.

 

 

O Santo Padre Bento XVI, na sua mensagem para a Quaresma, convida-nos a fazer com que, na nossa vida pessoal e comunitária, a Fé possa desabrochar em obras de caridade. Pela Fé nós como que subimos ao monte para abrir o coração a Deus e nos deixarmos encher com o Seu Amor; mas logo somos convidados a descer para oferecer aos irmãos este mesmo Amor de Deus, em gestos de caridade.  Sendo assim, fica conjugada na nossa vida a acção, que nos leva ao encontro com os irmãos e a contemplação do mistério de Deus, sendo a nossa vida sempre definida por estas duas linhas e a primeira garantia da segunda -  a vertical que nos põe em comunhão com Deus e a  horizontal que nos coloca na comunhão dos irmãos.

Vamos viver esta quaresma em ano da Fé. E queremos aproveitá-la bem para redescobrirmos todas as dimensões da nossa Fé e como ela dá novo sentido e novo sabor tanto à vida pessoal como à vida em sociedade.

 

2. S. Paulo propõe-nos hoje uma meditação sobre a Fé, na carta aos Romanos que acabámos de escutar. A Fé, que nasce da Palavra de Deus, começa por nos transformar interiormente, a partir do coração. Desenvolve-se depois naquilo que chamamos Fé confessada, não só com palavras, mas sobretudo nos nossos comportamentos. E é ao confessarmos, como diz Paulo, a Fé em Jesus, que nós nos sentimos de verdade salvos. Portanto, a nossa Fé que começa geralmente com um acto de confiança na Pessoa de Jesus, desenvolve-se a seguir no conhecimento aprofundado do mesmo Jesus Cristo e da mensagem evangélica resumido nos artigos do Credo, ou Fé confessada. Depois leva-nos a celebrar a gratuidade do amor de Deus que vem aos nosso encontro na Igreja e particularmente através dos sacramentos e temos a Fé celebrada. Preenche toda a nossa vida que há-de ser vivida em atitude permanente de oração, inspirada no modelo do Pai-Nosso. E temos a Fé rezada. Finalmente comanda todas as nossas decisões e comportamentos e temos a fé vivida. Estas são as 4 dimensões da Fé que o catecismo da Igreja Católica trata em 4 capítulos distintos. Sobre eles havemos de procurar fazer também, ao longo desta quaresma, a nossa revisão de vida.

 

3. A Quaresma pretende ajudar-nos a colocar , de novo Deus no centro da nossa vida, objectivo que também tem o ano da Fé. Sabendo nós que hoje vivemos inseridos num mundo e numa cultura que nos desviam, muitas vezes, do essencial e nos procuram incutir só a preocupação pelo que é secundário, este tempo forte é convite à conversão ou seja mudança de orientação da nossa vida.

Também Jesus foi tentado a desviar-se desta centralidade de Deus na Sua vida. O quadro das tentações de Jesus, segundo o Evangelho que acabámos de ler, representa também as nossas tentações, a saber, a tentação ter, a tentação do poder e a tentação da facilidade ou da cedência ao prazer. Jesus recusa-as em nome da centralidade de Deus na sua vida. E certamente que não as recusou uma só vez, pois o texto evangélico diz que o diabo se afastou até outra ocasião, portanto voltou para o tentar de novo, como acontece com cada um de nós. As tentações não são acontecimentos pontuais, mas preenchem toda a nossa vida, como aconteceu com Jesus. A preocupação por colocar Deus no centro da vida pessoal e mesmo comunitária vem-nos já do Antigo  testamento, da experiência do Povo eleito, como recorda a oração que hoje nos apresenta o Livro do Deuteronómio. O bom judeu lembra constantemente que Deus acompanha permanentemente o povo e cada um dos seus membros e lembra sobretudo as maravilhas desta sua presença acontecidas no passado e com a certeza de que elas se repetem no presente.

 

4. Convido agora, quando estamos ainda no início da Quaresma, cada um a fazer o seu programa de vida quaresmal, se possível dialogado em família. E que esse programa se possa inspirar na pedagogia recomendada pela sabedoria milenar da Igreja e envolva, por isso:

* Tempos de oração mais intensa, com paragem diante de Deus e da sua Palavra;

* a preocupação do jejum, demonstrando, assim, a nós mesmos que não vivemos para comer, mas comemos para viver

*Respeito pela recomendação da esmola, que interpretamos como obrigação de partilhar também os bens materiais com os irmãos. Desta forma reconhecemos que não somos donos de nada, mas só administradores.

 

Convido, para terminar, à celebração do Sacramento da Penitência ou da Confissão, experimentando, assim, a maravilhosa consolação do perdão de Deus, que Cristo põe à nossa disposição neste sacramento.

 

17.02.2013

 

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda