Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Homilia de D. Manuel Felício na Solenidade da Imaculada Conceição
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/651951bras__o_final_12.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/683401Ordena____o_D._Luciano_023.JPGlink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/457644bula_1.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/448340Ordena____o_D._Luciano_068.JPGlink

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito

Ver Mais

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso

Ver Mais

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero,

Ver Mais

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo

Ver Mais

Brasão de D. António Luciano

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito e verdade. O Livro aberto significa que a primeira missão do Bispo é ensinar e anunciar a alegria do Evangelho a todos. O Alfa e o Omega falam-nos da pessoa de Jesus Cristo, Aquele que nos revela a Palavra criadora e misericordiosa do Pai, o que na “água viva” nos oferece o Espírito que santifica.
Os rios de água viva evocam o rio Alva e o Mondego, cujas águas descem da Serra para banharem a Beira Alta e depois se misturarem na imensidão do mar. Mistério incomparável de amor, de comunhão e de unidade. O brasão tem duas cores. O azul e o amarelo. O azul revela o acto criador de Deus. Lembra o firmamento do céu, a vida nova em Cristo Ressuscitado e o desejo de “aspirar às coisas do alto” (Col 3, 2), a glória de Deus. Evoca a figura de Maria de Nazaré, a Mulher do tempo novo, a Senhora do Fiat. A Serra da Estrela, a mais alta, aparece como símbolo de uma meta a atingir, de uma espiritualidade cristã a escalar. A neve branca, pura e cristalina, aponta o ideal das Bem-Aventuranças. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). A vocação cristã é uma experiência de vida, de serviço, de amor, de entrega, um caminho de santidade a atingir por todos e em cada dia. A Estrela, coroada ao centro em fundo azul, mostra-nos Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a Estrela da “Nova Evangelização”, a Senhora da Assunção, a Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos, que, com o seu manto de graça, de luz e de virtude, nos protege. O amarelo lembra a Igreja que está no mundo como luz e sinal de salvação para construir o Reino de Deus entre os homens. Na parte superior, o granito cortado evoca a beleza arquitectónica, única e singular das catedrais. Os traços, em figura de montanha, lembram os pontos mais altos da Sé da Guarda, que nos desafiam a fazer um caminho para Deus. A Candeia acesa é Cristo, luz do mundo. Ele veio para iluminar a humanidade e dissipar as trevas do erro. Ela é sinal da fé viva dos cristãos. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). O símbolo da Enfermagem representado na candeia acesa recorda o serviço na promoção e defesa da vida humana, e a entrega abnegada aos doentes e a todos os que sofrem. Recorda também ao Bispo que Ele deve iluminar, vigiar, amar, cuidar e estar próximo do seu rebanho, imitando a Cristo o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade. “Fiat Voluntas Tua” (Mt 6, 10) – é uma prece da oração do Pai-Nosso.

Ordenação Episcopal de D. António Luciano dos Santos Costa - Homilia de D. Manuel Felício

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso Irmão António Luciano que hoje, recebendo a plenitude do Espírito Santo, e revestido com os seus dons, vai ficar especialmente configurado com Cristo para exercer o ministério Episcopal.
De facto, pela imposição de mãos dos Bispos presentes ele é constituído cabeça e pastor de uma Igreja particular, neste caso, a Diocese de Viseu, mas também e ao mesmo tempo membro do Colégio Episcopal e portanto corresponsável com a Igreja no seu todo. De facto, para cumprir o maravilhoso desígnio de salvação dirigido a todas as pessoas, povos e nações, Deus enviou o Seu Filho Único, que inaugurou o anúncio da Boa Nova, vivendo entre nós e partilhando a nossa condição. Quis depois que essa Sua Missão fosse continuada pelo ministério dos Doze, constituídos em Colégio Apostólico, presidido pelo Apóstolo Pedro. Estes, por sua vez, transmitiram aos seus sucessores, pela imposição de mãos e a oração, o mesmo mandato recebido do Senhor Jesus. Por isso, os Bispos, cada um a presidir à sua Igreja particular e todos constituídos em colégio episcopal transportam consigo a responsabilidade de garantir a Tradição da Fé que nos vem dos Apóstolos e por eles do próprio Jesus Cristo. E cumpriram esta missão quer quando cada um deles preside à Igreja particular quer quando, em comunhão com os outros Bispos, em colégio episcopal presidio pelo Sucessor de Pedro, vivem a corresponsabilidade pela condução de vida da Igreja universal. Jesus Cristo é, de facto, o único Bom Pastor, como lembra o Evangelho de S. João que escutámos. Hoje, através dos Bispos e seus colaboradores mais diretos, a começar pelos que com eles partilham o Sacramento da Ordem mas também de outros ministérios e serviços, é o mesmo Cristo quem continua a pastorear a Sua Igreja. Sendo assim, na pessoa do Bispo, rodeado principalmente dos seus presbíteros e diáconos, é o mesmo Jesus Cristo que está presente para continuar a anunciar o Evangelho, a oferecer-nos os mistérios da fé e a conduzir-nos através da história, em peregrinação, rumo à pátria eterna. E enquanto único Bom Pastor, Jesus Cristo diz aos Bispos e seus colaboradores quais as posturas que hão-de assumir para construção daa vida da Igreja e a conduzirem pelos caminhos da salvação. Ora, a Sua Palavra hoje escutada no Evangelho de S. João é clara e vai direta ao assunto, quando nos diz: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É mesmo essa disposição de dar a vida que em breve, tu, irmão D. António Luciano nos vais manifestar, respondendo à pergunta: “Queres consagrar-te até à morte ao Ministério Episcopal?”. Contrariamente ao mercenário, que explora as ovelhas e as abandona, o Bom Pastor conhece-as e é conhecido de cada uma delas. Lembrando recomendações do Papa Francisco, o Pastor que o é de verdade procura estar próximo das suas ovelhas para as acompanhar de perto e defendê-las dos lobos que tentam desgarrar o rebanho (cf. Evg. 17, 1). E se estamos preocupados com os fiéis que constituem o tecido das nossas comunidades, não o podemos estar menos com os que estão fora. É o próprio Cristo quem nos alerta, ao dizer: “Tenho ainda outras ovelhas que não estão neste redil e preciso de as reunir”. E aqui, todos nós Bispos nos sentimos interpelados pela pergunta que vai ser feita ao que hoje é ordenado, nos seguintes termos: “Queres, como bom pastor, procurar as ovelhas dispersas e conduzi-las ao redil do Senhor?” Sempre, mas hoje mais do que nunca, é para nós urgente “primeirear” a responsabilidade missionária da Igreja, usando a expressão muito própria do Papa Francisco. Concretizando ainda mais, como Bispos responsáveis pela condução das nossas Igrejas particulares e corresponsáveis pela vida da Igreja universal, temos a especial obrigação de despertar em nós, como também nos nossos mais diretos colaboradores e nos fiéis em geral, o dinamismo missionário. Não queremos uma Igreja à defesa, mas sim uma Igreja empenhada em cumprir o Sonho do Papa Francisco, colocando todas as suas capacidades mais ao serviço da evangelização do mundo atual do que da sua auto-preservação (7.Eg, 27). O especial Outubro missionário de 2019 proclamado pelo Papa Francisco bem como o especial ano missionário (2018-2019) declarado pela Conferência Episcopal Portuguesa constituem também para nós Bispos forte interpelação. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou” – escutámos nós na leitura do Profeta Isaías. De facto o Espírito Santo ungiu a Pessoa de Cristo e presidiu ao cumprimento de toda a Sua missão messiânica de evangelizar os pobres, consolar os aflitos e de proclamar o ano da justiça divina, que substitui o luto pela alegria. Hoje o mesmo Espírito Divino, como cantaremos em breve, pela imposição das nossas mãos, desce abundantemente sobre o novo Bispo, fazendo dele verdadeiro Sacerdote do Senhor, servidor da Nova Aliança estabelecida em Cristo Jesus. Sim, é para servir que o Senhor hoje te faz Bispo, Irmão D. António Luciano, como lembra o Pontifical Romano de Ordenação Episcopal, nos seguintes termos: “O Episcopado significa trabalho e não honra; e o Bispo, mais do que presidir tem obrigação de servir”. E nesse serviço inclui-se o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Sendo assim, e sobre o múnus de ensinar ressoa em nós, particularmente neste momento, a exortação do Apóstolo dirigido a seu discípulo Timóteo: Proclama a Palavra, a tempo e fora de tempo; exorta com toda a paciência e doutrina. Quanto à função de santificar que nos está confiada, nós Bispos vamos escutar hoje de novo o convite para perseverar na oração a Deus Pai Todo-poderoso em favor do Povo Santo de Deus e a exercer a plenitude do Sacerdócio com toda a fidelidade. Na Ordenação Episcopal é-nos também entregue a missão de governar em ordem à edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja, permanecendo em unidade com a Ordem dos Bispos e sob a autoridade do Sumo Pontífice (P.R., n.40) Por isso, compreendemos a recomendação que o Pontifical Romano faz ao novo Bispo na hora da Sua Ordenação Episcopal, com os seguintes termos – “Com amor paterno e fraterno, ama todos quantos Deus confia ao ter cuidado pastoral, sobretudo os presbíteros e os diáconos que têm parte contigo no ministério de Cristo…exorta os fiéis a colaborarem contigo no trabalho apostólico e dispõe-te a ouvi-los de bom grado” (P.R, 39). Aceitando e ponto em prática estas sábias recomendações, saberemos promover a verdadeira comunhão de ministérios, ao serviço da comunhão da Igreja dentro de cada uma das suas comunidades, como também das mesmas comunidades entre si, sempre focada no mandato missionário recebido do próprio Cristo. Mas as palavras do profeta Isaías que hoje escutámos privilegiam, de facto, a atenção que temos de continuar a dar aos pobres, aos atribulados, aos prisioneiros, aos cativos necessitados de libertação, aos que se encontram envolvidos pelo luto da dor. Numa palavra, chamam a nossa atenção para as periferias da pobreza, mas também da dor e do abandono ou simplesmente da marginalidade, como são referidas pelo Papa Francisco. Também nós Bispos hoje contigo, irmão D. António Luciano, queremos responder à pergunta que te vai ser assim feita: “Queres ser, pelo nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres, os deslocados e todos os que precisam?”. Diante desta forte interpelação que a Liturgia nos faz, queremos escutar mais uma vez, palavras do Papa Francisco, lembrando a cada cristão e a cada comunidade cristã o encargo de serem instrumento do Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres para que possam integrar-se plenamente na Sociedade (Eg, 187). Perante a experiência que Paulo nos conta na sua II carta aos Coríntios, também nós não esperamos facilidades no cumprimento da missão episcopal que o Senhor Jesus Cristo nos confia para, em Seu nome, pastorearmos a Igreja. Foram muitas as dificuldades que o Apóstolo experimentou e das quais nos dá testemunho, desde a perseguição, à perplexidade, passando pelo abatimento e pelo abandono. Uma luz, porém, bastou para dar sentido a todos os seus sofrimentos e tribulações. Essa luz para ele e para nós hoje vem-nos da certeza da Ressurreição de Cristo, garantia da nossa Ressurreição, pois, como lembra a referida carta, “Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar com Ele e nos levará para junto d’Ele”. Sendo assim, saberemos compreender igualmente como os nossos sofrimentos são oportunidade para participarmos nos sofrimentos de Cristo. Finalmente diante da mesma experiência de Paulo lembramos a nossa grande fragilidade, por levarmos em vasos de barro um grande tesouro, o tesouro do ministério que nos está confiado. Cumpre-nos ao mesmo tempo, a obrigação de transformar as nossas múltiplas fragilidades em oportunidades para deixar brilhar em nós e em tudo o que fazemos a grandeza e a força do próprio Deus, única fonte de todo o bem que nós possamos realizar. De facto, uma só coisa é necessária – Que Ele reine nos nossos corações, na vida da Igreja e na vida do mundo. Que Deus seja louvado, Sua Mãe Maria Santíssima e nossa Padroeira, seja honrada com todos os santos, na comunhão da Igreja, para que o mundo creia. Amén.

Bula do Nomeação

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero, eleito Bispo de Viseu, saúde e Bênção Apostólica.
Sendo necessário prover de Pastor a diocese de Viseu, vaga após a renúncia do Venerável Irmão Ilídio Pinto Leandro, ouvida a Congregação para os Bispos, tu, amado Filho, ornado com as devidas qualidades, perito em teologia moral e nos assuntos eclesiásticos, és considerado digno de a governar. Por isso, Nós, ocupando a Cátedra do bem-aventurado Pedro e com a solicitude por toda a grei do Senhor, com o Nosso supremo poder Apostólico, nomeamos-te Bispo de Viseu, com todos os direitos e obrigações. Permitimos que recebas a Ordenação por qualquer Bispo católico fora da cidade de Roma, observando as leis litúrgicas e antecedida da profissão da Fé católica e do Juramento de Fidelidade dirigido a Nós e aos Nossos Sucessores, segundo os sagrados cânones. Mandamos, além disso, que esta Carta seja dada a conhecer ao clero e ao povo da tua Sede própria; e exortamo-los a que te recebam com alegria e permaneçam continuamente unidos a ti. Finalmente, dilecto Filho, procura cumprir o gravíssimo ofício de Bispo, de tal modo que os fiéis a ti confiados cresçam continuamente na Fé, na Esperança e, acima de tudo, na Caridade, a rainha de todas as virtudes. A paz e a alegria de Cristo, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estejam continuamente contigo e com esta caríssima comunidade eclesial, no amado Portugal. Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos três dias do mês de Maio do ano de dois mil e dezoito, sexto do Nosso Pontificado. Francisco, Papa.

MENSAGEM DE D. ANTÓNIO LUCIANO DOS SANTOS COSTA

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo caminha connosco e surpreende-nos. “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28,20), cumpriram-se nesta tarde, aqui na Sé da Guarda, estas Palavras de Jesus. Agora, posso “partir e servir com aquela atitude de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo”(Gaudete et Exsultate nº 129).
A oração é o verdadeiro respiro de Deus nas nossas vidas, e, eu senti-o do modo particular na minha Ordenação Episcopal. Esta leva-nos ao coração de Deus e traz o coração de Deus à nossa frágil condição humana. Ao rezar ao Pai, “Venha o teu reino e “seja feita a Tua vontade”, a Igreja reunida entra no coração de Deus Pai, fonte de vida, de amor e de paz. Assim foi a oração de Maria, a serva humilde e fiel, a cuidadora das feridas da humanidade sofredora, a Senhora da Piedade, que nos ensina a amar e a servir o Seu Filho, o Bom Pastor, presente na fragilidade do género humano. Peço a São José, o dom do silêncio prudente e fiel, que me ajude a guardar, a administrar bem a Igreja e a vigiar pela sua unidade e integridade. Que a coragem e o testemunho dos Apóstolos e de todos os Santos me ajudem a cantar convosco eternamente as maravilhas do Senhor. Reitero profunda gratidão, comunhão, obediência na fé e veneração filial à Igreja, na pessoa do Papa Francisco, sucessor do Apóstolo São Pedro, que me chamou para fazer parte do Colégio Apostólico. Agradeço cordialmente ao Senhor Núncio Apostólico a sua presença amiga e carinhosa manifestada desde a primeira hora. Peço-lhe que seja portador destes meus sentimentos de gratidão e comunhão ao Santo Padre. Um obrigado de filho e irmão ao Senhor D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Senhor D, Jorge Ortiga Arcebispo de Braga, ao Senhor D. Ilídio Leandro, Administrador da Diocese de Viseu, aos meus irmãos Bispos presentes, aos sacerdotes, diáconos, religiosos (as) consagrados (as), aos seminaristas e leigos empenhados na vida da Igreja, aos amigos e pessoas de bem. Às Autoridades civis, académicas, institucionais, militarizadas e outras aqui presentes, aos representantes dos Meios de Comunicação Social, a todos os que foram meus paroquianos e colaboradores na Capelania da UBI, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital da Guarda, no Instituto Politécnico, Escola Superior de Saúde da Guarda, na Pastoral da Saúde, Associação Católica dos Enfermeiros, Capelanias Hospitalares, Movimentos e Obras, Associações Académicas e tantas pessoas amigas que comigo privaram e trabalharam, alunos, professores e colegas dos vários estabelecimentos de ensino, hospitais, comissões de ética e instituições, com quem tive o privilégio de trabalhar e com quem muito aprendi. A todas as pessoas amigas, conhecidas e anónimas que participaram nesta bela celebração Eucarística e a todos os que estão unidos espiritualmente um bem-haja sincero e beirão! Que Deus vos recompense por tanto bem realizado e o transforme em graça e dom de novas vocações para a Igreja. Uma palavra de gratidão de, esperança e estima às crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, frágeis, doentes, abandonados e a todos os que experimentam a dor e a solidão. Que nunca vos faltem bons cuidadores! Deus ama-vos muito. Há sempre um receber e um dar. Dai sem medida e sereis felizes! A comunhão fraterna, a proximidade, a gratuidade e a solidariedade são muito mais que gestos importantes, são a base sólida de uma sociedade sadia e de uma Igreja renovada. À minha família, às minhas imãs, cunhados, sobrinhos, sobrinha, aos que não puderam vir, um grande abraço, tenho vos a todos no meu coração. Um bem haja sincero: Aos meus paroquianos de hoje e de sempre, aos amigos vindos de tantos pontos do país, aos diocesanos de Viseu e da Guarda, aos que vieram de Coimbra, conterrâneos de Corgas e de toda a paróquia de Sandomil; Ao nosso pároco o Padre Carlos Dionísio, a todo o arciprestado de Seia, que comigo louva o Senhor, pelo dom da minha Ordenação Episcopal; À Equipa nomeada pelo Senhor Bispo para preparar esta belíssima festa com todos os seus membros presidida pelo Vigário Geral, Cónego Manuel Pereira de Matos; À paróquia da Sé e de S. Vicente, à Casa Veritas, à Editora Paulus, ao Seminário Maior e sua Equipa, às Servas de Jesus, às empregadas (os), a todos os que me manifestaram a sua amizade, oração e presença amiga ao longo deste mês e meio e nesta semana de tanto trabalho, oração e preocupações; Ao arciprestado da Guarda com os seus padres, consagradas e leigos que puseram tanto empenho e beleza nesta festa e na sua ornamentação, à equipa de liturgia e paramentaria ao grupo coral, aos que trabalharam muito, rezaram no silêncio e clausura, aos doentes e seus cuidadores, aos que estão aqui e aos que não podem estar. Um obrigado do coração a todos. Rezarei sempre por vós ao Senhor, que Deus vos recompense. Ousadia dioceses da Guarda e de Viseu, renovação, força, confiança, coragem e muita esperança em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor. Deus está connosco, em tudo “amar e servir”, eis o desafio feito à Igreja. Deus está connosco e espera com zelo apostólico a nossa colaboração. Que Maria, a Virgem das mãos orantes, a Senhora da Assunção guie sempre os nossos passos. “Para maior honra e glória de Deus” rezemos, “Fiat Voluntas Tua”. + António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

Galeria Multimédia

Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Homilia de D. Manuel Felício na Solenidade da Imaculada Conceição
alt Solenidade da Imaculada Conceição e Ordenação do Diácono Daniel Cordeiro 1. Celebramos a solenidade da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, que para nós portugueses é a festa da Padroeira. Por ser a festa da Padroeira e por especial concessão da Santa Sé a Portugal, sobrepõe-se à Liturgia do II Domingo do Advento. Celebrar a festa da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, é lembrar a nossa identidade de nação e de povo, desde o início ligados à denominada terra de Santa Maria, título que presidiu às campanhas do Fundador da nacionalidade. É lembrar também como, desde os tempos da restauração, tanto as Cortes do reino como a Universidade de Coimbra professaram a verdade e o privilégio da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, isenta de pecado desde o primeiro momento da sua conceição. Esta mesma verdade viria a ser assumido como dogma pela Igreja, no ano de 1854, portanto, séculos depois de a intuição do povo português se ter manifestado quer em sede das Cortes do Reino quer através da nossa única universidade de então. Podemos dizer que há uma ligação umbilical entre a nação portuguesa e a pessoa de Maria Santíssima, em particular pelo reconhecimento explícito da sua imaculada conceição desde os tempos da restauração. Damos hoje especiais graças a Deus também por este importante dado da nossa cultura e da nossa identidade como povo e nação com mais de 8 séculos de história e quase 4 séculos a manifestar com clareza este importante privilégio de Maria Santíssima. 2. A Palavra de Deus que acabámos de escutar ajuda-nos a descobrir a realidade e as implicações deste grande mistério da vida de Nossa Senhora. Assim, à primeira Eva, que nos apresenta o livro do Génesis, contrapõe-se a segunda Eva do Evangelho. A primeira Eva é a mãe de todo o ser vivo; mas as suas opções vão deixar marcas negativas na história futura de toda a Humanidade. A segunda Eva é mãe da Humanidade Nova, na medida em que dela nasceu Jesus Cristo, a cabeça dessa mesma Humanidade Nova. Então vejamos agora o que distingue a humanidade velha da humanidade nova, sendo a primeira representada por Eva e a segunda por Maria. A Humanidade velha tem medo de Deus, como aconteceu com a primeira Eva. Por isso esconde-se dele, quando não pode apagá-lo do seu próprio horizonte. Apagá-lo é o que têm prendido as diferentes modalidades do ateísmo contemporâneo. Como não têm conseguido, promovem o seu esquecimento, procurando fazer passar a mensagem de que toda a vida humana se esgota na matéria, no consumo material e na fugacidade do instante presente que passa. Mas esta humanidade velha pretende ir mais longe. Tal como aconteceu com a primeira Eva, ela quer ser como Deus Deus, constituindo-se, assim, como única medida do bem e do mal. De facto, o individualismo e o orgulho pessoal estão a marcar fortemente as mentalidades dominantes na actualidade. Estas parecem querer recusar tudo o que sejam normas objectivas ou tudo o que se possa considerar lei natural. Para muitos a ética confunde-se com os impulsos da consciência individual, quando não mesmo com as elementares inclinações da sensibilidade sem mais. Vejamos agora o que está a acontecer a estas mentalidades dominantes herdeiras do que caracterizámos como humanidade velha. Nelas não há lei da natureza; mas tudo se reduz à cultura; não há moral objectiva, tudo é puro relativismo; não há Deus, ou pelo menos nega-se a sua importância determinante na vida real das pessoas. Cada pessoa fica, assim, entregue a si mesma e, em última análise entregue à lei do mais forte. Por isso, como cidadãos responsáveis, como cristãos e como Igreja que somos, tudo desejamos fazer para que outros caminhos diferentes destes, que a mentalidade dominante teima em nos impor, sejam de facto os nossos caminhos e da sociedade inclusiva pela qual todos trabalhamos. 3. Esses caminhos são aqueles que nos aponta a Nova Eva do Evangelho que hoje escutámos. Essa nova Eva, que identificamos com a figura de Maria Santíssima, Senhora da Imaculada Conceição, nunca se escondeu de Deus nem nunca quis que ele se apagasse no seu horizonte. Antes pelo contrário, soube escutá-lo na pessoa do Seu Mensageiro, o Anjo Gabriel. E a palavra que Deus lhe dirige, apesar de ser exigente, passa a ser a norma da sua vida. Não foi fácil para esta jovem de Nazaré, igual a tantas outras jovens da sua terra e do se tempo, obedecer às orientações da Palavra de Deus. E também teve certamente a tentação de dizer não à difícil proposta que o Arcanjo lhe fazia, em nome de Deus. Era uma proposta que exigia avançar para o desconhecido, mesmo para o escuro, fazer coisas para as quais ela não se julgava com capacidade e com as forças necessárias. O casamento não estava nas suas intenções, ser mãe do salvador era missão que parecia não se ajustar à condição humilde de uma rapariga de aldeia como ela. Todavia, assumiu com coragem a atitude de não querer tomar-se a si própria como medida da sua própria decisão, mas de se colocar inteiramente nas mãos de Deus. De facto, Ele é que é a medida e a verdadeira grandeza está em aceitar essa medida e dar-lhe cumprimento na nossa vida e na vida do mundo. É também esse o significado da resposta que Maria deu ao mensageiro de Deus, o Arcanjo Gabriel– Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra. 4. Diante da padroeira, queremos renovar hoje a decisão de trabalhar para que também na nossa vida e quanto possível nas mentalidades contemporâneas a Humanidade Nova possa substituir de verdade a humanidade velha. Com Maria queremos ajudar a construir uma sociedade onde não haja desprezo pelas regras elementares da lei natural, onde a moral e a ética não fiquem sujeitas aos caprichos da pessoas individuais ou dos grupos de pressão, que se instalam em centros dos quais depende a vida da sociedade. Pelo contrario trabalharemos para que se reconheçam e respeitem os valores essenciais que hão-de determinar a recta formação das consciências, o comportamento das pessoas e as leis que os regulam. Todavia, a Humanidade Nova que teve o seu início neste sim de Maria ao arcanjo S. Gabriel é mais do que isso. Ela é o amor e a bondade de Deus que se quer tornar vida das nossas vidas, quer determinar a qualidade das nossas relações e sobretudo nos convida a estarmos muito atentos uns aos outros. E a missão da Igreja é interpretar bem este programa. Ora, Maria, a Nova Eva, é também a mãe da Igreja, título consagrado a partir do Concílio Vaticano II. Enquanto mãe da Igreja Maria é modelo para todos nós, da relação com Deus, da relação com a pessoa de Cristo e do cumprimento do seu testamento. Queremos por isso, nesta hora de festa, a festa da Padroeira, pedir a Maria que nos ajude a sermos cada vez mais a Igreja que cumpre o testamento do seu fundador. E nós sabemos como, desde há 50 anos a esta parte, o Concílio Vaticano II nos recorda que a principal marca da identidade da Igreja é cumprir o testamento de Cristo. Esta é hora de todos nos interrogar¬mos sobre a maneira como estamos ou não a cumprir este testamento. É o que pretende o nosso programa pastoral diocesano para este ano. Queremos tomar consciência da Igreja que somos no conjunto das nossas comunidades; mas queremos sobretudo descobrir os caminhos da Igreja que nós devemos ser, à luz das orientações do Concílio Vaticano II contidas sobretudo nas duas constituições sobre a mesma Igreja, uma que olha para o seu interior e outra que contempla as suas relações com o mundo. 5. Daniel Cordeiro, neste dia tão importante para ti, mas também para a nossa diocese e para a Igreja, é importante que sintas de verdade a urgência do apelo que Cristo nos faz para cumprirmos, de verdade, o seu testamento. A tua vida de diácono será uma vida de serviço à Igreja e por ela à própria sociedade na medida em que te esforçares por dar cumprimento a este testamento. E lembra-te que a diaconia que a partir de hoje recebes por mandato de Cristo consubstanciado no primeiro grau do sacramento da Ordem, hás-de vivê-la sempre segundo a vontade de Cristo expressa no seu evangelho interpretado pela Igreja. A atitude permanente da escuta é aquela que mais hás-de saber cultivar no exercício do novo ministério que te é confiado a partir de hoje. Por isso, lembro-te o que nos diz a carta aos romanos que acabámos de escutar: “O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”... e depois continua: “Acolhei-vos uns aos outros como Cristo vos acolheu para glória de Deus”. Portanto que a diaconia seja na tua pessoa, a partir de hoje, um verdadeiro serviço para ajudar a construir uma Igreja onde as relações comunitárias de acolhimento uns aos outros sejam a sua regra de ouro. E termino com uma recomendação que nos faz a nosso Papa Francisco, na sua sua exortação apostólica, sobre o modelo de Igreja que devemos ser. Diz ele; “A igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita onde todos se possam sentir acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida do Evangelho” (n 114). Queremos fazer esta experiência no interior das nossas comunidades, para depois a podermos levar como missionários a toda a nossa sociedade, na qual, de facto, persiste o grande deficit da vida comunitária. +Manuel R. Felício, B. da Guarda 8 de Dezembro de 2013