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Mensagem de Natal 2013
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Com data de 16 de Abril, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a seguinte mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra este domingo, 22

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No dia 24 de Abril, a Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda, celebra o seu patrono e fundador da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, S.

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Domingo do Bom Pastor – 22 de Abril - Mensagem de D. Manuel Felício para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Com data de 16 de Abril, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a seguinte mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra este domingo, 22 de Abril:
“Celebramos no próximo domingo, o Domingo do Bom Pastor, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o que acontece pela 55ª vez. Para este ano, em que se realiza, no próximo mês de Outubro, o Sínodo sobre os jovens, a Fé e o discernimento vocacional, o Papa Francisco propõe as seguintes três atitudes para todos cultivarmos: escutar, discernir e viver o chamamento do Senhor. Sobre a atitude do escutar, lembra-nos o Papa Francisco que Deus vem de forma discreta, sem se impor à nossa liberdade. Daí a redobrada atenção que cada um deve dar aos sinais discretos desta presença de Deus, que sempre interpela cada um pessoalmente para percorrer o seu caminho próprio ou seja a sua vocação. Sobre a atitude do discernir, remete-nos para o que diz o documento preparatório do Sínodo, onde se afirma que o discernimento espiritual é um processo pelo qual cada pessoa, em diálogo com Deus e na escuta da voz do Espírito, realiza as suas opções fundamentais, a começar pela do estado de vida. Temos de reconhecer que o grande défice do percurso das pessoas em geral, a começar na idade juvenil, é a falta de ambientes e de disponibilidade pessoal , mas também de alguma ajuda externa para que esta caminhada de discernimento se faça. Parece que a vocação de cada pessoa é o que menos conta nos percursos de formação oferecidos na actualidade. Sobre o viver em resposta ao chamamento do Senhor, diz o Papa que essa é a grande urgência na vida de cada pessoa. Daí ser necessário que cada um assuma o risco de fazer escolhas, segundo a certeza de que viver é escolher. Por isso, quem escolhe bem vive bem, quem escolhe mal vive mal e quem não é capaz de assumir o risco da escolha ainda vive pior. Por isso o Papa continua a dizer-nos que a vocação não é algo do passado ou que se possa adiar indefinidamente para o futuro, mas de hoje. Sendo assim, cada um é chamado a ser testemunha do mesmo Senhor, quer na vida matrimonial, que no ministério ordenado, quer na vida de especial consagração Cumpre-nos criar as condições, nas famílias, nas comunidades paroquiais e outras, e também nos ambientes da vida em sociedade, para que o discernimento vocacional possa acontecer, na vida de cada um, a começar pelas idades iniciais”.

Casa de Saúde Bento Menni celebra Dia da Família Hospitaleira

No dia 24 de Abril, a Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda, celebra o seu patrono e fundador da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, S. Bento Menni.
O programa começa às 11.00 horas, no momento de acção de graças e de louvor com a celebração da Eucaristia. Depois do almoço convívio de colaboradores, voluntários e irmãs segue-se o “Ringue da Hospitalidade” (14.30 horas). Uma dinâmica que envolve equipas de colaboradores na defesa dos valores institucionais. Neste 1º ringue encontram-se a ética-em-toda-a-actuação e acolhimento-libertador. As actividades terminam às 18.00 horas, com a presentação do caderno de poesia – “Um Silêncio cheio de Rosas”, da autoria de Maria de Lurdes Ribeiro, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.

Póvoa do Concelho - Trancoso - Homenagem ao Padre João Miguel de Barros

O Padre João Miguel de Barros foi homenageado, a título póstumo, pelos paroquianos de Póvoa do Concelho, Feital e Vale de Mouro, no último domingo, 15 de Abril.
“Foi um dia verdadeiramente emotivo e perpassou o sentimento de que a homenagem a este grande homem e sacerdote já deveria ter acontecido”, disse o actual pároco destas paróquias, Carlos Manuel Helena. E acrescentou: “O tempo não conseguiu apagar as boas memórias de tantas pessoas que sentiram o cuidado e a proximidade deste sacerdote”. As paróquias de Póvoa do Concelho, Feital e Vale de Mouro, “passados 51 anos após a sua inesperada morte, quiseram manifestar o seu tributo à sua vida e obra que ainda permanece na memória de todos os que conviveram com ele”. O Padre João Miguel de Barros nasceu em 1909, na freguesia de Pousafoles, concelho do Sabugal. Aos 14 anos entrou no Seminário Menor do Espírito Santo, em Viana do Castelo. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Setembro de 1935. Seguiu, nesse mesmo ano, para as Missões de Angola, onde foi colocado pelos Superiores da Congregação na Missão Católica de Malange, na qual permaneceu em missão de serviço, dedicado à evangelização até 1940. Em 1941, enfrenta novo desafio missionário na Missão Católica dos Bângalas, próximo de Malange, na qualidade de professor, acumulando com o cargo de Superior da instituição e sede do Seminário com o mesmo nome. Em 1943 vem à Metrópole em gozo de período de férias e não regressou à Missão dos Bângalas, por motivo de saúde de um familiar próximo. Em 11 de Abril de 1944 foi nomeado para as paróquias de Feital, Vale de Mouro e Póvoa do Concelho. Nestes lugares do concelho de Trancoso o padre João Miguel de Barros lançou mãos à obra nas seguintes áreas de acção: Dinamização da liturgia; coordenação da catequese nos diferentes grupos etários; planeamento e ensino da disciplina de Religião e Moral Católica nas Escolas Primárias; intervenção na pastoral dos doentes; promoção das Irmandades; apoio à família; preparação de jovens casais para o casamento; estímulo na constituição do grupo coral; organização de excursões a Fátima; administração, manutenção e conservação dos bens patrimoniais da igreja. No âmbito social destacou-se na aplicação do Programa Alimentar da Cáritas Americana nas paróquias; na prestação de serviço gratuito às pessoas nos cuidados primários de saúde; na introdução de hábitos de higiene; na ampliação de intervenção no auxílio aos lavradores no campo sanitário dos animais domésticos. Morreu com 57 anos, no dia 3 de Abril 1967. Foi enterrado no cemitério de Pousafoles do Bispo.

Guarda - Uma noite com Maria

O Movimento católico de espiritualidade conjugal, Equipas de Nossa Senhora, vai promover uma “NOITE COM MARIA”.
Esta actividade está marcada para segunda-feira 30 de Abril (véspera de feriado), às 21.00 horas no Seminário da Guarda. O encontro terminará com a oração do terço a Maria, à volta do Seminário e com os mistérios encenados.

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Mensagem de Natal 2013
alt Vamos viver, de novo, neste Natal a maravilha de Deus que se fez um de nós no Menino de Belém, nascido fora da cidade, por não haver lugar para ele numa casa normal. Deus não podia ter encontrado melhor maneira de mostrar que quer estar próximo de todos, a começar por aqueles que como ele são excluídos da cidade. Este Natal convida-nos, por isso, a reforçar a proximidade com todos, a começar pelos que mais precisam, sobretudo porque lhes falta trabalho. De facto, são muitos os que entre nós não têm trabalho. Outros têm trabalho, mas precário, ou seja trabalho a prazo, ou em risco de acabar por insustentabilidade das empresas ou ainda porque não lhes garante um salário justo que permita a sustentação dos próprio e das suas famílias. E os jovens, mesmo com diplomas de ensino superior e universitário, são os mais atingidos, o que os obriga, muitas vezes a decidirem-se pelo caminho da emigração, com prejuízo para todos nós. O trabalho, é sem dúvida, um direito fundamental. E do trabalho espera-se que ele seja realizador de riqueza, traduzida ou não em dinheiro; mas espera-se sobretudo que ele seja caminho de realização pessoal para quem trabalha. É principalmente por esta última razão que o Papa Francisco insiste em que precisamos de voltar a colocar no centro a pessoa humana e o trabalho. Se, pelo contrário continuar¬mos a ceder à tentação de deixar que o dinheiro tenha a primazia, entramos por caminhos que levam á exclusão e à desigualdade. E quando permitimos que o dinheiro, em vez de servir esteja a governar, continua ele, o ser humano passa a ser considera-do como mais um bem de consumo que se pode usar e depois deitar fora. Por isso, é bom não esquecer que na base da actual crise financeira está uma crise antropológica profunda, que é a negação da primazia e centralidade do ser humano relativamente a todos os processos de organização da sociedade, a começar pela organização do trabalho. Grande dificuldade é que muitas empresas que deviam garantir aos cidadãos o direito fundamental ao trabalho com justa remuneração passam por grandes dificuldades, que são ainda maiores na nossa região. Precisamos que sejam criadas as condições necessárias para que as empresas que temos se mantenham e outras venham preencher vazios que a todos nos preocupam. Entre essas condições estão por um lado o financiamento e por outro a responsabilização tanto de empregadores como de trabalhadores, o que obriga a pôr em prática uma cultura de justiça, onde os trabalhadores dão a máxima colaboração para serem atingidos os resultados desejáveis e os empregadores pagam, a tempo, os salários justos a quem trabalha. Quanto ao financiamento há a promessa de que o próximo quadro comunitário será predominantemente direcionado para a recapitalização das empresas existentes e a criação de outras. Esperamos que a promessa seja cumprida e que se atenda às necessidades acrescidas da nossa região que tem sido muito desprezada. Aqui os responsáveis pela nossa governação local têm importante palavra a dizer, incluindo sobre discriminação justa em matéria de impostos. Sabendo nós que a situação difícil de desemprego não vai acabar tão de¬pressa quanto desejávamos, precisamos de ser criativos e procurar soluções que permitam às pessoas ter de imediato os recursos indispensáveis para viver. Há, felizmente entre nós algumas iniciativas de trabalho cooperativo e de actividades tradicionais que, quando devi¬da¬mente organizadas, podem dar resposta às necessidades das pessoas. E para as apoiar também há alguns instrumentos que é preciso conhecer e ter a coragem de aplicar, como por exemplo o microcrédito e outras linhas de financiamento com finalidades específicas. Precisamos de ajudar as pessoas a utilizar estes meios, dando-lhos a conhecer e pondo à sua disposição quem as possa acompanhar e monitorizar nas suas iniciativas. Finalmente é de justiça reconhecer que a instituição familiar, sobre-tudo nos nossos meios constitui almofada de grande importância para ajudar a superar as dificuldades momentâneas e outras mais duradouras. Neste Natal prestamos homenagem às nossas famílias. Elas são, de facto, o santuário da vida e do amor, são as primeiras e as mais autênticas escolas do verdadeiro humanismo. Com a complementaridade de homem e mulher, do pai e da mãe e com os afectos, elas são o ambiente indispensável e o caminho seguro para fazer crescer as pessoas na vida. É, por isso, legítimo pedir a quem governa e também aos legisladores que não criem dificuldades à vida das famílias, mas, pelo contrário, lhes dêem os meios indispensáveis para desempenharem bem funções essenciais que nenhuma sociedade pode dispensar. Feliz Natal para todos e suas famílias. Guarda e Paço Episcopal, 16 de Dezembro de 2013 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda