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Ordenação do Padre Daniel Cordeiro - Homilia de D. Manuel Felício
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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande

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O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

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Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

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Ordenação do Padre Daniel Cordeiro - Homilia de D. Manuel Felício
alt Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo Homilia de D. Manuel Felício na Ordenação sacerdotal do Daniel José Tomé da Silva Cordeiro 1. Celebramos hoje a Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. Eles são os dois mais importantes pilares sobre os quais está assente a Igreja de Jesus Cristo, que a si mesmo se define como Igreja Apostólica. E são dois pilares distintos, mas que se completam, como vai acentuar o prefácio próprio do dia de hoje ao definir a pessoa de Pedro como aquele que primeiro confessou a Fé em Cristo e a de Paulo como aquele que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro que estabeleceu a Igreja de Cristo entre os filhos de Israel e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos. Com as suas diferenças e mesmo algumas discordâncias, o certo é que ambos trabalharam, cada um segundo o seu dom, para formar a única Igreja de Cristo. Sendo assim, eles representam hoje a garantia para toda a Igreja da sua solidez apostólica. 2. O Evangelho de Mateus hoje diz-nos que a solidez da Igreja como também a solidez do Colégio apostólico e do ministério que, por vontade de Cristo, os apóstolos iniciam está na profissão da verdadeira Fé. Os apóstolos são interpelados por Cristo para se definirem na sua relação de Fé com o mestre, que eles admiravam e seguiam, com algum entusiasmo, embora à mistura com muitas incompreensões e expectaticas desajustadas. Todos tiveram dificuldade em dar a sua resposta pessoal comprometida à pergunta decisiva que o mestre lhes fez – e vós quem dizeis que eu sou? A resposta de Pedro, que de facto é resposta também do grupo, está certa, mas só foi possível com a garantia de uma revelação superior vinda do Pai que está no Céu. De facto, a carne e o sangue não chegaram já. A Fé de Pedro, como a dos apóstolos, assim como a Fé de cada um de nós no seio da Igreja é sempre um dom que recebemos, vivemos, guardamos e procuramos comunicar, no exercício da nossa responsabilidade missionária. De facto, a nossa identidade de baptizados é sermos discípulos missionários. Também o Apóstolo Paulo, ao relatar a sua experiência de Apóstolo para o discípulo Timóteo dá conta da sua satisfação ao dizer – guardei a Fé. Guardar a Fé é acolher este grande dom, mas é também fazer dele vida da nossa vida, sempre na fidelidade à sua fonte quer é Pessoa de Cristo. E é igualmente, no exercício da nossa responsabilidade missionária, levá-la àqueles que a não têm. Foi essa a experiência e Paulo, que em si mesmo viveu a vocação missionária de levar aos gentios a Boa Nova ou Evangelho de Cristo. Este foi de facto o combate da sua vida e, se é legítimo ligar o nosso ministério a qualquer espécie de carreira, essa foi também a carreira, pela qual deu a sua vida. A base desta experiência feliz feita pela pessoa de Paulo também ele a explicita para todos nós quando diz na Carta a Timóteo: “ O Senhor esteve a meu lado e deu-me força para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem”. 3. Daniel Cordeiro, a partir de hoje vão chamar-te Padre Daniel. Não te esqueças de que o ministério que o nosso título de padre representa é o ministério que remonta aos apóstolos e só pode ser exercido em benefício da Igreja com base na Fé em Cristo ressuscitado e vivo. Que a tua experiência de Padre a partir de hoje seja como a de Paulo, que experimentou como o Senhor esteve sempre a seu lado e lhe deu força. Tal como a profissão de Pedro hoje relatada no Evangelho de Mateus foi o ponto de partida para o Senhor lhe confiar duas grandes responsabilidades – pedra fundamental da Igreja enquanto chefe do colégio apostólico e garantia do ministério da reconciliação – também a tua profissão de Fé na Pessoa de Cristo e só ela pode ser a garantia de que exerces com responsabilidade o ministério sacerdotal que hoje te é conferido. Não tenhas medo, pois como aconteceu com o apóstolo Paulo, o Senhor libertar-te-á sempre da boca do Leão, diga-se. Estará sempre contigo no meio das dificuldades e para as enfrentar. E como aconteceu com Pedro, libertar-te-á sempre das muitas prisões que teimam em impedir o exercício do nosso ministério para bem da Igreja e da própria sociedade que Ele próprio nos manda evangelizar. E quando inicias o importante ministério apostólico na vida da Igreja, desejo lembrar-te com brevidade algumas orientações do nosso Papa Francisco que ele dirige a toda a Igreja, mas se aplicam também e de modo especial ao exercício do nosso ministério. Ele recomenda a toda a Igreja que seja uma Igreja em saída, ao encontro das periferias. Para que tal aconteça recomendo que sejamos nós a tomar a iniciativa e ir ao encontro das pessoas, sobretudo as que mais precisam. E usa mesmo um neologismo para sublinhar esta atitude de iniciativa - primeirear. Depois da iniciativa de ir ao encontro das pessoas recomenda o envolvimento com elas, no conjunto das suas preocupações. E diz que tal como Cristo lavou os pés aos apóstolos num gesto profético que destruiu todas as distâncias, também nós havemos de procurar sempre a proximidade e desfazer barreiras. Utilizando as palavras do mesmo Papa Francisco, lembramos que “a comunidade missionária encurta distâncias, abaixa-se, se for necessário, até à humilhação e assume a vida humana tocando a carne sofredora de Cristo no Povo”. Estas palavras do Papa (Evangelium Gaudium, n.24) são em primeiro lugar para nós sacerdotes. O terceiro passo que o Papa nos recomenda para cumprirmos o desígnio de uma Igreja em saída é o acompanhamento das pessoas. E continua o Papa, este acompanhamento “conhece longas esperas e exige muita paciência, pede que evitemos o pessimismo de quem só olha para o lado mau em vez de confiar na providência de Deus e ser capaz de ler os seus sinais, ainda que por vezes muito ténues e discretos. O Papa pede-nos ainda que demos atenção aos frutos que vão aparecendo, embora muitas vezes não com a abundância e sobretudo a visibilidade desejada. Como comunidade evangelizadora nós sabemos que é sempre o Senhor da Messe quem fecunda e faz frutificar. Sabemos também que ele, sendo o Senhor que cuida o trigo, não se revolta por causa do joio, não perde a paciência. Sabe esperar até que chegue o momento de separação. Até lá cabe-nos a nós tomar consciência da distinção que tem de existir entre trigo e joio e levar essa consciência a círculos cada vez mais alargados da Igreja e da sociedade. Finalmente, lembra-nos também o Santo Padre, que, como comunidade evangelizadora, havemos de saber festejar; festejar, como ele diz, cada pequena vitória, cada passo em frente na nossa vida de Fé e vida da Igreja. E este festejar dos passos dados no caminho da Evangelização acontece na Liturgia oficial da Igreja, mas também em outros momentos adaptados às circunstância onde a alegria do encontro com Cristo vivo se transforme em alegria de construção de vida comunitária, dando beleza, sentido e entusiasmo às nossas relações. É esta Igreja que nós queremos amar e dar por ela a nossa vida. E sabemos quanto a Igreja é indispensável caminho de Salvação. Por isso o Santo Padre na audiência geral de quarta feira passada insistia em que ninguém se salva sozinho, ninguém se salva sem a Igreja. Daniel Cordeiro, a Igreja espera por ti, agora no exercício do ministério sacerdotal para lhe lembrares constantemente esta e outras urgências de Cristo e do Seu Evangelho. Catedral da Guarda, 29 de Junho de 2014 +Manuel da Rocha, Bispo da Guarda