JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Ordenação do Padre Daniel Cordeiro - Homilia de D. Manuel Felício
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/627544assembleia_img_2933.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/6551200001_3.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/416731Jovens.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/736891EMRC_17.jpglink

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda: Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços

Ver Mais

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais

Ver Mais

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica

Ver Mais

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula

Ver Mais

Assembleia Diocesana 2017

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda:
Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços na vida da igreja e vocacionados para a relação com o mundo, Caros delegados a esta assembleia; Irmãos em Cristo e amigos: Convosco dou abundantes graças a Deus por estarmos, finalmente, na 1ª sessão da nossa assembleia diocesana. Preparamo-la desde há quase quatro anos a esta parte. E na sua preparação usámos um primeiro instrumento para oferecer a todos a possibilidade de se pronunciarem sobre as grandes questões que nos preocupam e motivar as nossas comunidades, particularmente através dos seus mais directos colaboradores, a participarem na caminhada que nos conduziu ao dia de hoje. Esse primeiro instrumento foram os cadernos de orientação e deles o primeiro centrou-se na realidade da Igreja, tal como Jesus a fundou, o Evangelho a configura e o Concílio Vaticano II a reapresenta, em termos ajustados aos tempos e à cultura de hoje. É desse mesmo assunto que vamos tratar principalmente na presente sessão da nossa assembleia. Outro importante instrumento foi o documento preparatório, a que demos o nome técnico de “Instrumentum laboris” e que pretendeu assumir os pontos mais importantes das diferentes reflexões e comentários feitos na base, a partir dos referidos cadernos de orientação. Este documento foi trabalhado nas diferentes estruturas de participação que precisamos de valorizar cada vez mais na nossa vida comunitária, a saber: a) os conselhos paroquiais e interparoquiais, os conselhos pastorais arciprestais, o conselho pastoral diocesano e o conselho presbiteral. Trabalho decisivo desempenhou até agora a mesa desta nossa assembleia diocesana quer na feitura do dito “Instrumentum laboris” quer na recolha das sugestões e comentários que chegaram das diferentes instâncias que o trabalharam. Com base nelas elaborou as 20 proposições que nos foram enviadas e constituem a base do nosso trabalho de hoje. Felizmente que foi possível a cada um de nós recebê-las em sua casa para as ler antecipadamente, reflectir e eventualmente dialogar sobre elas com mais alguém, podendo agora estar em condições de as analisar em grupo e votar em plenário. Centrando-se estas 20 proposições no modelo de Igreja que nos cumpre viver e testemunhar nos dias de hoje, há grandes preocupações de fundo que vamos ter presentes ao analisá-las e votá-las. Cito algumas delas e a primeira é que a Igreja, no quotidiano das nossas comunidades, para cumprir a sua vocação de viver e crescer “até à estatura do próprio Cristo”, como nos lembra o Apóstolo Paulo, precisa de ministérios variados e bem coordenados para assim podermos progredir na comunhão da Igreja servida pela comunhão dos ministérios. E ao ministério ordenado dos sacerdotes e dos diáconos, longe da pretensão de assumir todos os serviços, pertence-lhe suscitar outros ministérios, formá-los, acompanhá-los e coordená-los para o exercício das funções que lhes estão cometidas. Desta forma cumprimos a nossa identidade de, enquanto Povo de Deus, sermos todos iguais, isto é partilhando a mesma dignidade de filhos de Deus e todos diferentes, ou seja portadores de variados carismas e ministérios, como lembra o citado Concílio Vaticano II. De facto, os ministérios existem não por causa de si mesmos e muito menos por causa das pessoas que os exercem, mas por causa da Igreja e da missão que lhe está confiada para serviço da própria comunidade humana. Por isso ninguém pode pretender ser chamado ao exercício de qualquer ministério para satisfazer gostos pessoais e para simples auto-promoção, ou para subir na hierarquia da importância social, como alguns pensam. De facto, por vontade do próprio Cristo, os ministérios, constituindo comunhão entre si, devem estar sempre e só ao serviço da comunhão da Igreja. Outra grande preocupação que nos há-de acompanhar-nos nesta assembleia, a começar pela sua primeira sessão no dia de hoje, é que a comunhão da Igreja constrói-se com a participação de todos, o que só se consegue através de um conjunto de instrumentos que são indispensáveis na nossa vida comunitária, porque, no dizer do Papa Francisco, nos colocam em constante caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta. Esses instrumentos são os conselhos já referidos, desde o conselho paroquial ou interparoquial até aos conselhos pastoral diocesano e presbiteral, passando pelos conselhos pastorais arciprestais. E a essa caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta chama-lhe o Papa caminhada sinodal, uma expressão há muito assumida na vida da Igreja. Por isso, a experiência de participação que até agora fizemos através destes mesmos conselhos, na percurso para presente assembleia é, já por si mesma, um primeiro fruto da caminhada sinodal em que nos envolvemos e que, nesta mesma assembleia e para além dela, queremos manter a profundar. Para isso precisamos de nos manter em constante reorganização dos nossos serviços, sejam os serviços centrais da Diocese, sejam aqueles que estão mais próximos das comunidades e das pessoas. E esta é a terceira grande preocupação que vai percorrer transversalmente as várias sessões da assembleia, a começar desde já. De facto, temos de saber reorganizar os espaços da vasta superfície da nossa Diocese da Guarda, à medida das reais necessidades das pessoas, das comunidades e do funcionamento dos próprios serviços; temos de saber aprofundar e optimizar a cooperação entre os vários serviços, a começar pelos sacerdotes entre si, com os diáconos e com os outros ministérios; e as próprias comunidades precisam de perceber que têm de saber cooperar mais, em vez de se fecharem sobre si mesmas e voltarem as costas umas às outras. Sobre este assuntos esperamos da assembleia indicadores reflectidos e assumidos que nos permitam avançar, de forma consistente no processo desta nossa reorganização. Lembro ainda que a experiência já vivida da nossa comunhão em Igreja, mas sobretudo os apelos da mensagem da Evangelho para percorrermos e ajudarmos outros a percorrerem caminhos de humanidade cada vez mais consistente não são para meter debaixo do alqueire, utilizando a expressão bíblica ou mantermos prisioneiros dos nossos hábitos e tradições, mas sim para transmitirmos a outros, para comunicarmos, com a maior eficácia possível, também a ambientes que se situam fora do círculo mais restrito das nossas vivências de Fé. Daí a importância de sabermos usar bem os meios de comunicação social ao serviço da evangelização, o que igualmente tem de nos preocupar nesta assembleia. De facto, nós estamos aqui como delegados à assembleia diocesana, transportando connosco um mandato missionário recebido do próprio Jesus Cristo; mandato esse que o Papa Francisco concretiza, convidando-nos a ser cada vez mais uma Igreja em saída para as diferentes periferias da nossa sociedade; e com desejo e capacidade para nos tornarmos hospital de campanha, na medida em que as diferentes necessidades e sofrimentos das pessoas o exigirem. Queremos, de facto, ser cada vez mais uma Igreja em comunhão para a missão, como se propõe, desde o seu início, a nossa caminhada sinodal. Para isso, durante toda esta nossa assembleia, começando já na sua primeira sessão vamos procurar escutar bem as moções do Espírito Santo, para identificarmos os caminhos que Ele, de facto, nos aponta. Confiamos a Nossa Senhora, a Virgem Maria, no centenário das aparições de Fátima, todos os nossos trabalhos, pedindo-lhe, como lembra a oração, que nos ajude a progredir “no testemunho da comunhão, no espírito de serviço, na Fé ardente e generosa, na justiça e no amor aos pobres”. 29.4.2017 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

Homenagem ao director do Jornal A GUARDA, Padre Eugénio da Cunha Sério

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais antigo do distrito e da diocese da Guarda pretende destacar o trabalho incansável do seu director, que antes foi colaborador e chefe de redacção e director adjunto.
Do programa da homenagem faz parte a celebração de uma Missa de Acção de Graças, às 19.00 horas, na Igreja da Misericórdia, presidida pelo Bispo da Diocese, D. Manuel Felício. Segue-se um jantar de confraternização, na Quinta de Santo António (Maçainhas – Guarda) e a apresentação do livro “Uma vida de Missão”. O Padre Eugénio da Cunha Sério, Director do Semanário Católico Regionalista A GUARDA, tem sido um timoneiro incansável, na divulgação e promoção de valores. Mentor de campanhas solidárias, nomeadamente a favor das obras do Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos e do Seminário Maior da Guarda, dedicou muitos dos artigos, que escrevia com regularidade, no Semanário A GUARDA, aos acontecimentos que iam marcando o quotidiano da vida. De uma cultura geral invejável, o Padre Eugénio sempre soube transmitir, com leveza, educação e grande profundidade, os conhecimentos adquiridos em longas e meditadas leituras que ainda hoje o definem. Atento e conhecedor da realidade que o rodeia, num mundo que é cada vez mais uma aldeia global, não se poupa a esforços para ajudar a desvendar os mistérios dos tempos. Há muito que se impunha o reconhecimento público deste Homem que tanto tem feito pela GUARDA. A homenagem ao Director do Jornal A GUARDA é aberta a toda a comunidade. Os interessados em participar podem fazer a inscrição na Casa VERITAS (Guarda), até ao dia 18 de Maio.

Preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” - Diocese promove inquérito para saber a opinião dos jovens

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica vai realizar em Roma, em 2018. O inquérito está disponível online (www.diocesedaguarda.pt) e pretende recolher dados, segundo os “lineamenta” que preparam o próximo Sínodo, “para serem posteriormente tratados e deles resultar a reflexão sobre o mundo juvenil”.
O inquérito é destinado aos jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 29 anos, a educadores, formadores, catequistas, sacerdotes e outros agentes da acção pastoral juvenil. De acordo com a introdução do inquérito, que estará disponível até ao fim do mês de Junho, “ele surge de uma releitura do questionário elaborado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, para, a pedido do Papa Francisco, ajudar a Igreja a que se interrogue sobre o modo como acompanha os jovens, no seu percurso de fé e de discernimento vocacional”. Ao longo do inquérito, os participantes são convidados a assinalar, com uma cruz, as respostas que lhes pareçam as mais adequadas. Ao longo do inquérito, os jovens são convidados a pronunciarem-se sobre três pontos centrais: Jovens, Igreja e Sociedade; A pastoral juvenil vocacional; Os Acompanhadores. Em relação ao primeiro ponto são formuladas as seguintes questões: Em que âmbitos/ espaços pode a Igreja escutar os jovens?; Quais os maiores desafios para os jovens da nossa Diocese? Quais as maiores oportunidades para os jovens da nossa Diocese?; Quais os lugares e formas de reunião para os jovens, dentro da Igreja? Quais os lugares e formas de reunião mais vocacionados para os jovens, fora do contexto da Igreja?; O que pedem os jovens à Igreja da Diocese da Guarda?; Em que âmbitos participam os jovens na vida cristã da Diocese da Guarda?; Como encontrar os jovens que estão “fora” da Igreja?; Em que espaços os podemos encontrar? No segundo ponto são estas as perguntas: Como participam as famílias e as comunidades cristãs no discernimento vocacional dos jovens?; Como participam os estabelecimentos de ensino na formação e desenvolvimento do discernimento vocacional dos jovens? Qual o valor do desenvolvimento tecnológico na mudança cultural a que assistimos?; Que importância têm os acontecimentos juvenis nacionais e internacionais na pastoral juvenil?; Como se projecta o futuro da pastoral juvenil e vocacional?; Como valorizar o passado cristão da Europa para pensar o futuro com esperança?; Como valorizar a insatisfação dos jovens face ao contexto socio-económico e político a fim de que essa insatisfação transforme os jovens nos agentes da mudança que eles mesmos desejam? Que níveis de relação inter-geracional permanecem ainda?; Das práticas de acompanhamento e discernimento vocacional desenvolvidas pela Diocese da Guarda quais as que consideras mais importantes? O último ponto pretende respostas para as seguintes perguntas: De que forma os sacerdotes acompanham o discernimento vocacional dos jovens?; Como promover a formação dos que acompanham os jovens no seu discernimento vocacional?; Que acompanhamento pessoal se deverá propor com maior preocupação nos Seminários?

Educação - Bispo da Guarda apela à matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
D. Manuel Felício refere que está em preparação o novo ano escolar, “que todos desejamos seja de verdadeiro crescimento para as nossas crianças, adolescentes e jovens, nas suas escolas”. Lembra que “em todos os programas do Ensino Básico e Secundário, desde o primeiro ano, a lei prevê a oferta da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica”. E acrescenta: “Pretende esta oferta proporcionar aos nossos educandos, desde o primeiro ano do Ensino Básico, um desenvolvimento no qual os valores morais e religiosos acompanhem e iluminem os diferentes saberes que são propostos na escola e também ajudar as nossas crianças, adolescentes e jovens a abrirem o seu entendimento para as dimensões mais belas da vida”. D. Manuel Felício diz ainda que “esta é a hora de lembrar aos pais e encarregados de educa¬ção, como também aos próprios alunos, que vale a pena gas¬tar tempo e fazer esforço para descobrir e abraçar com entusiasmo as dimensões moral e religiosa da vida e que sem elas a componente verdadeiramente humana do ensino fica incompleta”. Na mensagem aos pais e encarregados de educação, o Bispo da Guarda lembra “o exercício da responsabilidade pes¬soal no momento da matrícula, onde se propõe a escolha desta disciplina curricular”.

Galeria Multimédia

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Ordenação do Padre Daniel Cordeiro - Homilia de D. Manuel Felício
alt Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo Homilia de D. Manuel Felício na Ordenação sacerdotal do Daniel José Tomé da Silva Cordeiro 1. Celebramos hoje a Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. Eles são os dois mais importantes pilares sobre os quais está assente a Igreja de Jesus Cristo, que a si mesmo se define como Igreja Apostólica. E são dois pilares distintos, mas que se completam, como vai acentuar o prefácio próprio do dia de hoje ao definir a pessoa de Pedro como aquele que primeiro confessou a Fé em Cristo e a de Paulo como aquele que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro que estabeleceu a Igreja de Cristo entre os filhos de Israel e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos. Com as suas diferenças e mesmo algumas discordâncias, o certo é que ambos trabalharam, cada um segundo o seu dom, para formar a única Igreja de Cristo. Sendo assim, eles representam hoje a garantia para toda a Igreja da sua solidez apostólica. 2. O Evangelho de Mateus hoje diz-nos que a solidez da Igreja como também a solidez do Colégio apostólico e do ministério que, por vontade de Cristo, os apóstolos iniciam está na profissão da verdadeira Fé. Os apóstolos são interpelados por Cristo para se definirem na sua relação de Fé com o mestre, que eles admiravam e seguiam, com algum entusiasmo, embora à mistura com muitas incompreensões e expectaticas desajustadas. Todos tiveram dificuldade em dar a sua resposta pessoal comprometida à pergunta decisiva que o mestre lhes fez – e vós quem dizeis que eu sou? A resposta de Pedro, que de facto é resposta também do grupo, está certa, mas só foi possível com a garantia de uma revelação superior vinda do Pai que está no Céu. De facto, a carne e o sangue não chegaram já. A Fé de Pedro, como a dos apóstolos, assim como a Fé de cada um de nós no seio da Igreja é sempre um dom que recebemos, vivemos, guardamos e procuramos comunicar, no exercício da nossa responsabilidade missionária. De facto, a nossa identidade de baptizados é sermos discípulos missionários. Também o Apóstolo Paulo, ao relatar a sua experiência de Apóstolo para o discípulo Timóteo dá conta da sua satisfação ao dizer – guardei a Fé. Guardar a Fé é acolher este grande dom, mas é também fazer dele vida da nossa vida, sempre na fidelidade à sua fonte quer é Pessoa de Cristo. E é igualmente, no exercício da nossa responsabilidade missionária, levá-la àqueles que a não têm. Foi essa a experiência e Paulo, que em si mesmo viveu a vocação missionária de levar aos gentios a Boa Nova ou Evangelho de Cristo. Este foi de facto o combate da sua vida e, se é legítimo ligar o nosso ministério a qualquer espécie de carreira, essa foi também a carreira, pela qual deu a sua vida. A base desta experiência feliz feita pela pessoa de Paulo também ele a explicita para todos nós quando diz na Carta a Timóteo: “ O Senhor esteve a meu lado e deu-me força para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem”. 3. Daniel Cordeiro, a partir de hoje vão chamar-te Padre Daniel. Não te esqueças de que o ministério que o nosso título de padre representa é o ministério que remonta aos apóstolos e só pode ser exercido em benefício da Igreja com base na Fé em Cristo ressuscitado e vivo. Que a tua experiência de Padre a partir de hoje seja como a de Paulo, que experimentou como o Senhor esteve sempre a seu lado e lhe deu força. Tal como a profissão de Pedro hoje relatada no Evangelho de Mateus foi o ponto de partida para o Senhor lhe confiar duas grandes responsabilidades – pedra fundamental da Igreja enquanto chefe do colégio apostólico e garantia do ministério da reconciliação – também a tua profissão de Fé na Pessoa de Cristo e só ela pode ser a garantia de que exerces com responsabilidade o ministério sacerdotal que hoje te é conferido. Não tenhas medo, pois como aconteceu com o apóstolo Paulo, o Senhor libertar-te-á sempre da boca do Leão, diga-se. Estará sempre contigo no meio das dificuldades e para as enfrentar. E como aconteceu com Pedro, libertar-te-á sempre das muitas prisões que teimam em impedir o exercício do nosso ministério para bem da Igreja e da própria sociedade que Ele próprio nos manda evangelizar. E quando inicias o importante ministério apostólico na vida da Igreja, desejo lembrar-te com brevidade algumas orientações do nosso Papa Francisco que ele dirige a toda a Igreja, mas se aplicam também e de modo especial ao exercício do nosso ministério. Ele recomenda a toda a Igreja que seja uma Igreja em saída, ao encontro das periferias. Para que tal aconteça recomendo que sejamos nós a tomar a iniciativa e ir ao encontro das pessoas, sobretudo as que mais precisam. E usa mesmo um neologismo para sublinhar esta atitude de iniciativa - primeirear. Depois da iniciativa de ir ao encontro das pessoas recomenda o envolvimento com elas, no conjunto das suas preocupações. E diz que tal como Cristo lavou os pés aos apóstolos num gesto profético que destruiu todas as distâncias, também nós havemos de procurar sempre a proximidade e desfazer barreiras. Utilizando as palavras do mesmo Papa Francisco, lembramos que “a comunidade missionária encurta distâncias, abaixa-se, se for necessário, até à humilhação e assume a vida humana tocando a carne sofredora de Cristo no Povo”. Estas palavras do Papa (Evangelium Gaudium, n.24) são em primeiro lugar para nós sacerdotes. O terceiro passo que o Papa nos recomenda para cumprirmos o desígnio de uma Igreja em saída é o acompanhamento das pessoas. E continua o Papa, este acompanhamento “conhece longas esperas e exige muita paciência, pede que evitemos o pessimismo de quem só olha para o lado mau em vez de confiar na providência de Deus e ser capaz de ler os seus sinais, ainda que por vezes muito ténues e discretos. O Papa pede-nos ainda que demos atenção aos frutos que vão aparecendo, embora muitas vezes não com a abundância e sobretudo a visibilidade desejada. Como comunidade evangelizadora nós sabemos que é sempre o Senhor da Messe quem fecunda e faz frutificar. Sabemos também que ele, sendo o Senhor que cuida o trigo, não se revolta por causa do joio, não perde a paciência. Sabe esperar até que chegue o momento de separação. Até lá cabe-nos a nós tomar consciência da distinção que tem de existir entre trigo e joio e levar essa consciência a círculos cada vez mais alargados da Igreja e da sociedade. Finalmente, lembra-nos também o Santo Padre, que, como comunidade evangelizadora, havemos de saber festejar; festejar, como ele diz, cada pequena vitória, cada passo em frente na nossa vida de Fé e vida da Igreja. E este festejar dos passos dados no caminho da Evangelização acontece na Liturgia oficial da Igreja, mas também em outros momentos adaptados às circunstância onde a alegria do encontro com Cristo vivo se transforme em alegria de construção de vida comunitária, dando beleza, sentido e entusiasmo às nossas relações. É esta Igreja que nós queremos amar e dar por ela a nossa vida. E sabemos quanto a Igreja é indispensável caminho de Salvação. Por isso o Santo Padre na audiência geral de quarta feira passada insistia em que ninguém se salva sozinho, ninguém se salva sem a Igreja. Daniel Cordeiro, a Igreja espera por ti, agora no exercício do ministério sacerdotal para lhe lembrares constantemente esta e outras urgências de Cristo e do Seu Evangelho. Catedral da Guarda, 29 de Junho de 2014 +Manuel da Rocha, Bispo da Guarda