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Ordenação do Padre Daniel Cordeiro - Homilia de D. Manuel Felício
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A Igreja Católica em Portugal vai viver a Semana de Oração pelas Vocações, este ano com propostas da Diocese de Bragança-Miranda, incluindo um vídeo com jovens. O guião nacional para

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Com data de 16 de Abril, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a seguinte mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra este domingo, 22

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Semana de Oração pelas Vocações apresenta proposta de felicidade pela voz dos jovens

A Igreja Católica em Portugal vai viver a Semana de Oração pelas Vocações, este ano com propostas da Diocese de Bragança-Miranda, incluindo um vídeo com jovens.
O guião nacional para iniciativa inclui a mensagem do Papa Francisco, uma proposta de rosário vocacional e Lectio Divina, uma vigília de oração e catequeses para crianças e para jovens. O Secretariado da Pastoral Juvenil e Vocacional da Diocese de Bragança-Miranda chamou os jovens no hino “É Cristo que me chama a ser Feliz”, gravado em vídeo, bem como um conjunto de propostas para apoiar as comunidades, os grupos de catequese e de formação, nomeadamente nas celebrações. A semana de Oração pelas Vocações começa a 15 de Abril e termina Domingo, 22 de Abril.

Domingo do Bom Pastor – 22 de Abril - Mensagem de D. Manuel Felício para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Com data de 16 de Abril, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a seguinte mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra este domingo, 22 de Abril:
“Celebramos no próximo domingo, o Domingo do Bom Pastor, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o que acontece pela 55ª vez. Para este ano, em que se realiza, no próximo mês de Outubro, o Sínodo sobre os jovens, a Fé e o discernimento vocacional, o Papa Francisco propõe as seguintes três atitudes para todos cultivarmos: escutar, discernir e viver o chamamento do Senhor. Sobre a atitude do escutar, lembra-nos o Papa Francisco que Deus vem de forma discreta, sem se impor à nossa liberdade. Daí a redobrada atenção que cada um deve dar aos sinais discretos desta presença de Deus, que sempre interpela cada um pessoalmente para percorrer o seu caminho próprio ou seja a sua vocação. Sobre a atitude do discernir, remete-nos para o que diz o documento preparatório do Sínodo, onde se afirma que o discernimento espiritual é um processo pelo qual cada pessoa, em diálogo com Deus e na escuta da voz do Espírito, realiza as suas opções fundamentais, a começar pela do estado de vida. Temos de reconhecer que o grande défice do percurso das pessoas em geral, a começar na idade juvenil, é a falta de ambientes e de disponibilidade pessoal , mas também de alguma ajuda externa para que esta caminhada de discernimento se faça. Parece que a vocação de cada pessoa é o que menos conta nos percursos de formação oferecidos na actualidade. Sobre o viver em resposta ao chamamento do Senhor, diz o Papa que essa é a grande urgência na vida de cada pessoa. Daí ser necessário que cada um assuma o risco de fazer escolhas, segundo a certeza de que viver é escolher. Por isso, quem escolhe bem vive bem, quem escolhe mal vive mal e quem não é capaz de assumir o risco da escolha ainda vive pior. Por isso o Papa continua a dizer-nos que a vocação não é algo do passado ou que se possa adiar indefinidamente para o futuro, mas de hoje. Sendo assim, cada um é chamado a ser testemunha do mesmo Senhor, quer na vida matrimonial, que no ministério ordenado, quer na vida de especial consagração Cumpre-nos criar as condições, nas famílias, nas comunidades paroquiais e outras, e também nos ambientes da vida em sociedade, para que o discernimento vocacional possa acontecer, na vida de cada um, a começar pelas idades iniciais”.

Casa de Saúde Bento Menni celebra Dia da Família Hospitaleira

No dia 24 de Abril, a Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda, celebra o seu patrono e fundador da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, S. Bento Menni.
O programa começa às 11.00 horas, no momento de acção de graças e de louvor com a celebração da Eucaristia. Depois do almoço convívio de colaboradores, voluntários e irmãs segue-se o “Ringue da Hospitalidade” (14.30 horas). Uma dinâmica que envolve equipas de colaboradores na defesa dos valores institucionais. Neste 1º ringue encontram-se a ética-em-toda-a-actuação e acolhimento-libertador. As actividades terminam às 18.00 horas, com a presentação do caderno de poesia – “Um Silêncio cheio de Rosas”, da autoria de Maria de Lurdes Ribeiro, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.

Póvoa do Concelho - Trancoso - Homenagem ao Padre João Miguel de Barros

O Padre João Miguel de Barros foi homenageado, a título póstumo, pelos paroquianos de Póvoa do Concelho, Feital e Vale de Mouro, no último domingo, 15 de Abril.
“Foi um dia verdadeiramente emotivo e perpassou o sentimento de que a homenagem a este grande homem e sacerdote já deveria ter acontecido”, disse o actual pároco destas paróquias, Carlos Manuel Helena. E acrescentou: “O tempo não conseguiu apagar as boas memórias de tantas pessoas que sentiram o cuidado e a proximidade deste sacerdote”. As paróquias de Póvoa do Concelho, Feital e Vale de Mouro, “passados 51 anos após a sua inesperada morte, quiseram manifestar o seu tributo à sua vida e obra que ainda permanece na memória de todos os que conviveram com ele”. O Padre João Miguel de Barros nasceu em 1909, na freguesia de Pousafoles, concelho do Sabugal. Aos 14 anos entrou no Seminário Menor do Espírito Santo, em Viana do Castelo. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Setembro de 1935. Seguiu, nesse mesmo ano, para as Missões de Angola, onde foi colocado pelos Superiores da Congregação na Missão Católica de Malange, na qual permaneceu em missão de serviço, dedicado à evangelização até 1940. Em 1941, enfrenta novo desafio missionário na Missão Católica dos Bângalas, próximo de Malange, na qualidade de professor, acumulando com o cargo de Superior da instituição e sede do Seminário com o mesmo nome. Em 1943 vem à Metrópole em gozo de período de férias e não regressou à Missão dos Bângalas, por motivo de saúde de um familiar próximo. Em 11 de Abril de 1944 foi nomeado para as paróquias de Feital, Vale de Mouro e Póvoa do Concelho. Nestes lugares do concelho de Trancoso o padre João Miguel de Barros lançou mãos à obra nas seguintes áreas de acção: Dinamização da liturgia; coordenação da catequese nos diferentes grupos etários; planeamento e ensino da disciplina de Religião e Moral Católica nas Escolas Primárias; intervenção na pastoral dos doentes; promoção das Irmandades; apoio à família; preparação de jovens casais para o casamento; estímulo na constituição do grupo coral; organização de excursões a Fátima; administração, manutenção e conservação dos bens patrimoniais da igreja. No âmbito social destacou-se na aplicação do Programa Alimentar da Cáritas Americana nas paróquias; na prestação de serviço gratuito às pessoas nos cuidados primários de saúde; na introdução de hábitos de higiene; na ampliação de intervenção no auxílio aos lavradores no campo sanitário dos animais domésticos. Morreu com 57 anos, no dia 3 de Abril 1967. Foi enterrado no cemitério de Pousafoles do Bispo.

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Ordenação do Padre Daniel Cordeiro - Homilia de D. Manuel Felício
alt Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo Homilia de D. Manuel Felício na Ordenação sacerdotal do Daniel José Tomé da Silva Cordeiro 1. Celebramos hoje a Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. Eles são os dois mais importantes pilares sobre os quais está assente a Igreja de Jesus Cristo, que a si mesmo se define como Igreja Apostólica. E são dois pilares distintos, mas que se completam, como vai acentuar o prefácio próprio do dia de hoje ao definir a pessoa de Pedro como aquele que primeiro confessou a Fé em Cristo e a de Paulo como aquele que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro que estabeleceu a Igreja de Cristo entre os filhos de Israel e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos. Com as suas diferenças e mesmo algumas discordâncias, o certo é que ambos trabalharam, cada um segundo o seu dom, para formar a única Igreja de Cristo. Sendo assim, eles representam hoje a garantia para toda a Igreja da sua solidez apostólica. 2. O Evangelho de Mateus hoje diz-nos que a solidez da Igreja como também a solidez do Colégio apostólico e do ministério que, por vontade de Cristo, os apóstolos iniciam está na profissão da verdadeira Fé. Os apóstolos são interpelados por Cristo para se definirem na sua relação de Fé com o mestre, que eles admiravam e seguiam, com algum entusiasmo, embora à mistura com muitas incompreensões e expectaticas desajustadas. Todos tiveram dificuldade em dar a sua resposta pessoal comprometida à pergunta decisiva que o mestre lhes fez – e vós quem dizeis que eu sou? A resposta de Pedro, que de facto é resposta também do grupo, está certa, mas só foi possível com a garantia de uma revelação superior vinda do Pai que está no Céu. De facto, a carne e o sangue não chegaram já. A Fé de Pedro, como a dos apóstolos, assim como a Fé de cada um de nós no seio da Igreja é sempre um dom que recebemos, vivemos, guardamos e procuramos comunicar, no exercício da nossa responsabilidade missionária. De facto, a nossa identidade de baptizados é sermos discípulos missionários. Também o Apóstolo Paulo, ao relatar a sua experiência de Apóstolo para o discípulo Timóteo dá conta da sua satisfação ao dizer – guardei a Fé. Guardar a Fé é acolher este grande dom, mas é também fazer dele vida da nossa vida, sempre na fidelidade à sua fonte quer é Pessoa de Cristo. E é igualmente, no exercício da nossa responsabilidade missionária, levá-la àqueles que a não têm. Foi essa a experiência e Paulo, que em si mesmo viveu a vocação missionária de levar aos gentios a Boa Nova ou Evangelho de Cristo. Este foi de facto o combate da sua vida e, se é legítimo ligar o nosso ministério a qualquer espécie de carreira, essa foi também a carreira, pela qual deu a sua vida. A base desta experiência feliz feita pela pessoa de Paulo também ele a explicita para todos nós quando diz na Carta a Timóteo: “ O Senhor esteve a meu lado e deu-me força para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem”. 3. Daniel Cordeiro, a partir de hoje vão chamar-te Padre Daniel. Não te esqueças de que o ministério que o nosso título de padre representa é o ministério que remonta aos apóstolos e só pode ser exercido em benefício da Igreja com base na Fé em Cristo ressuscitado e vivo. Que a tua experiência de Padre a partir de hoje seja como a de Paulo, que experimentou como o Senhor esteve sempre a seu lado e lhe deu força. Tal como a profissão de Pedro hoje relatada no Evangelho de Mateus foi o ponto de partida para o Senhor lhe confiar duas grandes responsabilidades – pedra fundamental da Igreja enquanto chefe do colégio apostólico e garantia do ministério da reconciliação – também a tua profissão de Fé na Pessoa de Cristo e só ela pode ser a garantia de que exerces com responsabilidade o ministério sacerdotal que hoje te é conferido. Não tenhas medo, pois como aconteceu com o apóstolo Paulo, o Senhor libertar-te-á sempre da boca do Leão, diga-se. Estará sempre contigo no meio das dificuldades e para as enfrentar. E como aconteceu com Pedro, libertar-te-á sempre das muitas prisões que teimam em impedir o exercício do nosso ministério para bem da Igreja e da própria sociedade que Ele próprio nos manda evangelizar. E quando inicias o importante ministério apostólico na vida da Igreja, desejo lembrar-te com brevidade algumas orientações do nosso Papa Francisco que ele dirige a toda a Igreja, mas se aplicam também e de modo especial ao exercício do nosso ministério. Ele recomenda a toda a Igreja que seja uma Igreja em saída, ao encontro das periferias. Para que tal aconteça recomendo que sejamos nós a tomar a iniciativa e ir ao encontro das pessoas, sobretudo as que mais precisam. E usa mesmo um neologismo para sublinhar esta atitude de iniciativa - primeirear. Depois da iniciativa de ir ao encontro das pessoas recomenda o envolvimento com elas, no conjunto das suas preocupações. E diz que tal como Cristo lavou os pés aos apóstolos num gesto profético que destruiu todas as distâncias, também nós havemos de procurar sempre a proximidade e desfazer barreiras. Utilizando as palavras do mesmo Papa Francisco, lembramos que “a comunidade missionária encurta distâncias, abaixa-se, se for necessário, até à humilhação e assume a vida humana tocando a carne sofredora de Cristo no Povo”. Estas palavras do Papa (Evangelium Gaudium, n.24) são em primeiro lugar para nós sacerdotes. O terceiro passo que o Papa nos recomenda para cumprirmos o desígnio de uma Igreja em saída é o acompanhamento das pessoas. E continua o Papa, este acompanhamento “conhece longas esperas e exige muita paciência, pede que evitemos o pessimismo de quem só olha para o lado mau em vez de confiar na providência de Deus e ser capaz de ler os seus sinais, ainda que por vezes muito ténues e discretos. O Papa pede-nos ainda que demos atenção aos frutos que vão aparecendo, embora muitas vezes não com a abundância e sobretudo a visibilidade desejada. Como comunidade evangelizadora nós sabemos que é sempre o Senhor da Messe quem fecunda e faz frutificar. Sabemos também que ele, sendo o Senhor que cuida o trigo, não se revolta por causa do joio, não perde a paciência. Sabe esperar até que chegue o momento de separação. Até lá cabe-nos a nós tomar consciência da distinção que tem de existir entre trigo e joio e levar essa consciência a círculos cada vez mais alargados da Igreja e da sociedade. Finalmente, lembra-nos também o Santo Padre, que, como comunidade evangelizadora, havemos de saber festejar; festejar, como ele diz, cada pequena vitória, cada passo em frente na nossa vida de Fé e vida da Igreja. E este festejar dos passos dados no caminho da Evangelização acontece na Liturgia oficial da Igreja, mas também em outros momentos adaptados às circunstância onde a alegria do encontro com Cristo vivo se transforme em alegria de construção de vida comunitária, dando beleza, sentido e entusiasmo às nossas relações. É esta Igreja que nós queremos amar e dar por ela a nossa vida. E sabemos quanto a Igreja é indispensável caminho de Salvação. Por isso o Santo Padre na audiência geral de quarta feira passada insistia em que ninguém se salva sozinho, ninguém se salva sem a Igreja. Daniel Cordeiro, a Igreja espera por ti, agora no exercício do ministério sacerdotal para lhe lembrares constantemente esta e outras urgências de Cristo e do Seu Evangelho. Catedral da Guarda, 29 de Junho de 2014 +Manuel da Rocha, Bispo da Guarda