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48º Dia Mundial da Paz
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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande

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O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

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Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

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48º Dia Mundial da Paz
alt Dia 1 de janeiro de 2015 – Homilia de D. Manuel Felício Louvemos o Senhor que nos dá a graça de iniciarmos mais um ano. Agradecemos-lhe o tempo que até agora nos deu para vivermos e peçamos a sua graça e companhia, ao começarmos um novo ano. Iniciamos este novo ano sob a protecção de Nossa Senhora, pois que hoje celebramos a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Como é habitual, o Santo Padre, o Papa Francisco, ofereceu à Igreja e também à sociedade uma mensagem sobre o 48º Dia Mundial da Paz, que hoje se celebra. E o assunto que nela nos é proposto vem enunciado também na leitura da carta aos Gálatas que hoje escutámos e onde se diz: “Já não és escravo, mas filho”. Já não escravos, mas irmãos é o título que o Santo Padre dá à mensagem, que, no dia de hoje, dirige à Igreja e ao mundo. O tempo que passa é sempre a oportunidade que Deus nos dá para nos abrirmos à sua oferta de salvação; a oportunidade de colaborarmos com Ele na obra de levar a criação ao seu pleno cumprimento. Podemos dizer que o tempo nos dá a oportunidade de completarmos, em comunhão com o criador, a obra por Ele iniciada. E é também pela forma como fazemos a gestão do nosso tempo, o aplicamos desta ou daquela forma, como o aproveitamos mais ou aproveitamos menos que seremos julgados. Ou melhor, já estamos a ser julgados em cada momento que passa, por nós mesmos e pelas outras pessoas, atendendo à obra realizada. Em todo este processo, em que somos chamados a aproveitar o tempo para nossa construção pessoal e comunitária e para organizar o mundo que nos envolve, não estamos sozinhos, porque Deus está sempre connosco, acompanha-nos, embora discretamente, em tudo o que decidimos e realizamos. Mas precisamos de estar também com outras pessoas e que elas estejam connosco, sempre no propósito de fazer pro¬gredir a sociedade e o mundo em contínuo aperfeiçoamento. Esse é o sentido da bênção que Deus, através de Moisés e seus colaboradores, distribui pelo povo, como refere o Livro dos Números. A companhia de Deus faz-se sentir na protecção que Ele constantemente nos dispensa, mas sobretudo no facto de Ele se querer comunicar ao mundo através da vida de cada pessoa e sua comunidade, depois de se ter revelado, em plenitude, na Pessoa de Seu Filho Único Jesus Cristo. Por isso, a máxima expressão da dignidade de cada pessoa dá-se quando ela sente que é amada por Deus, mandatada para O anunciar e portadora dos seus bens. E entre esses bens, o Livro dos Números hoje enumera a paz. De facto, a paz, tão desejada por todos os seres humanos, mas tão fragilizada pelos muitos erros de pessoas e grupos, continua a ser um bem essencial, embora escasso, um bem que só o esforço dos políticos e as estratégias deste mundo não conseguem realizar. Mas nós continuamos a acreditar que a paz é possível, porque absolutamente necessária ao bem estar da humanidade e porque o próprio Deus não cessa de no-la oferecer. Já não somos escravos, mas irmãos, escreve o Papa em título da sua mensagem para o dia de hoje. E vai buscar um exemplo bíblico descrito por S. Paulo, na sua carta a Filémon, onde o apóstolo recomenda a Filémon o escravo Onésimo, a fim de o tratar não já como escravo, mas como irmão em Cristo, porque baptizado. Este exemplo bíblico dado pelo Papa Francisco, indica, de facto, que, ao longo da história humana, houve períodos muito prolongados em que a escravatura de pessoas humanas era aceite e reconhecida pelas leis vigentes, como sendo um facto de direito. E essa situação histórica, mesmo nos países ditos evoluídos, passou pelo século das luzes, pois só no século XIX se deu por anulada a aceitação legal da escravatura no mundo livre, assim chamado. Como a este propósito refere o Papa, hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura foi formalmente abolida no mundo. Mas, apesar deste passo, altamente positivo na história da humanidade, continua o Papa, ainda hoje há milhões de pessoas privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura. E enumera uma série de situações que, por si mesmas, constituem novas formas de escravatura. É o caso de pessoas obrigadas a trabalhar em condições desumanas e de outras a quem pura e simplesmente é negado o direito ao trabalho. São casos de migrantes enganados ou a quem se retira a possibilidade de reclamarem os seus direitos. O Papa enumera também casos de compra e venda de pessoas para fins de utilização de seus órgãos ou para comércio sexual. Denuncia igualmente o facto de continuar a haver crianças maltratadas até à morte, outras vezes obrigadas a pegar em armas ou então sequestradas para serem utilizadas como moeda de troca por grupos terroristas. Por estranho que pareça, práticas como estas estão a acontecer em pleno século XXI e constituem por si mesmas desafio à consciência da humanidade, na medida em que significam, de facto, um retrocesso na caminhada civilizacional, feita principalmente nos últimos séculos, rumo à defesa sem condições da dignidade da pessoa humana. E, na realidade, é a defesa da dignidade de cada pessoa e de todas as pessoas que está em causa. Porque nunca pessoa alguma pode ser tratada como objecto de que outros possam dispor seja para que fins for. Pelo contrário, cada pessoa é sempre sujeito e como tal indisponível para qualquer espécie de manipulação. A sua liberdade e autonomia são bens inalienáveis, como também a vocação para a comunhão e a relação fraterna, que tem de ser promovida por todos e em todo o lugar. É por isso que as pessoas têm de estar sempre em primeiro lugar, quando se trata de organizar a sociedade, a começar pelos processos económicos de produção e consumo. Precisamos de ver, nas nossas sociedades, com mais transparência, que a economia está sempre ao serviço das pessoas e nunca as pessoas instrumentalizadas pela economia, seja em que circunstâncias for. E aqui é legítimo pedir aos responsáveis pela organização da sociedade, como o faz o Papa, vigilância constante e de forma concertada entre as várias instâncias responsáveis pela promoção do bem das pessoas e das comunidades. O Papa Francisco diz que, nesta matéria, é preciso prevenir, quanto possível, mas também, quando as circunstâncias o exigem, urge utilizar as competências da autoridade, incluindo o recurso aos tribunais. Iniciamos o novo ano invocando a protecção de Nossa Senhora, na solenidade que lhe é dedicada de Santa Maria Mãe de Deus. De Maria nasceu Jesus Cristo, a grande bênção para toda a humanidade. Como diz a carta aos Gálatas que hoje lemos, Jesus Cristo, nascido de uma mulher como qualquer outro ser humano, neste caso nascido de Maria Santíssima, sua Mãe, é o grande dom de Deus á humanidade. N´Ele e por Ele cada pessoa é chamada a assumir o estatuto de filho de Deus. Em Cristo tornamo-nos filhos adoptivos de Deus, como lembra S. Paulo e desse estatuto faz parte que já não somos escravos, mas filhos e, portanto, livres. É essa liberdade de filhos de Deus que, concretamente ao longo de todo este ano, queremos cultivar para nosso bem e de toda a sociedade. E queremos cultivá-la em nós, mas também ajudar outros a progredirem na mesma liberdade. Como aconteceu com os pastores que se dirigiram apressadamente ao encontro do Menino anunciado pelo anjo, também nós queremos experimentar a alegria do encontro com o Salvador Jesus Cristo, ele que é o fim de todas as escravaturas e a fonte da verdadeira liberdade. Como Maria guardava e meditava em seu coração as maravilhas do próprio Deus revelado na pessoa de Cristo, também nós desejamos progredir na descoberta do Mistério do nosso Salvador Jesus Cristo com todas as suas implicações na construção da vida das pessoas e da própria sociedade. O ano de 2015 é também o ano da realização do Sínodo Ordinário sobre a Família, depois do Sínodo extraordinário realizado em Outubro passado. Que Maria Santíssima, Senhora Mãe de Deus e nossa Mãe, proteja todas as família e nos ajude a participar activamente, com entusiasmo e à nossa medida, na preparação do próximo sínodo sobre a Família, que se reunirá em Roma no mês de Outubro deste ano. Que a bênção de Deus e a protecção de Nossa Senhora estejam com todos nós ao longo do novo ano que hoje começa. Seia, 1 de janeiro de 2015 +Manuel R. Felício, bispo da Guarda