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Homília de D. Manuel Felício na Vigília Pascal – 2015
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A Igreja Católica em Portugal vai viver a Semana de Oração pelas Vocações, este ano com propostas da Diocese de Bragança-Miranda, incluindo um vídeo com jovens. O guião nacional para

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Com data de 16 de Abril, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a seguinte mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra este domingo, 22

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Semana de Oração pelas Vocações apresenta proposta de felicidade pela voz dos jovens

A Igreja Católica em Portugal vai viver a Semana de Oração pelas Vocações, este ano com propostas da Diocese de Bragança-Miranda, incluindo um vídeo com jovens.
O guião nacional para iniciativa inclui a mensagem do Papa Francisco, uma proposta de rosário vocacional e Lectio Divina, uma vigília de oração e catequeses para crianças e para jovens. O Secretariado da Pastoral Juvenil e Vocacional da Diocese de Bragança-Miranda chamou os jovens no hino “É Cristo que me chama a ser Feliz”, gravado em vídeo, bem como um conjunto de propostas para apoiar as comunidades, os grupos de catequese e de formação, nomeadamente nas celebrações. A semana de Oração pelas Vocações começa a 15 de Abril e termina Domingo, 22 de Abril.

Domingo do Bom Pastor – 22 de Abril - Mensagem de D. Manuel Felício para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Com data de 16 de Abril, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, divulgou a seguinte mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra este domingo, 22 de Abril:
“Celebramos no próximo domingo, o Domingo do Bom Pastor, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o que acontece pela 55ª vez. Para este ano, em que se realiza, no próximo mês de Outubro, o Sínodo sobre os jovens, a Fé e o discernimento vocacional, o Papa Francisco propõe as seguintes três atitudes para todos cultivarmos: escutar, discernir e viver o chamamento do Senhor. Sobre a atitude do escutar, lembra-nos o Papa Francisco que Deus vem de forma discreta, sem se impor à nossa liberdade. Daí a redobrada atenção que cada um deve dar aos sinais discretos desta presença de Deus, que sempre interpela cada um pessoalmente para percorrer o seu caminho próprio ou seja a sua vocação. Sobre a atitude do discernir, remete-nos para o que diz o documento preparatório do Sínodo, onde se afirma que o discernimento espiritual é um processo pelo qual cada pessoa, em diálogo com Deus e na escuta da voz do Espírito, realiza as suas opções fundamentais, a começar pela do estado de vida. Temos de reconhecer que o grande défice do percurso das pessoas em geral, a começar na idade juvenil, é a falta de ambientes e de disponibilidade pessoal , mas também de alguma ajuda externa para que esta caminhada de discernimento se faça. Parece que a vocação de cada pessoa é o que menos conta nos percursos de formação oferecidos na actualidade. Sobre o viver em resposta ao chamamento do Senhor, diz o Papa que essa é a grande urgência na vida de cada pessoa. Daí ser necessário que cada um assuma o risco de fazer escolhas, segundo a certeza de que viver é escolher. Por isso, quem escolhe bem vive bem, quem escolhe mal vive mal e quem não é capaz de assumir o risco da escolha ainda vive pior. Por isso o Papa continua a dizer-nos que a vocação não é algo do passado ou que se possa adiar indefinidamente para o futuro, mas de hoje. Sendo assim, cada um é chamado a ser testemunha do mesmo Senhor, quer na vida matrimonial, que no ministério ordenado, quer na vida de especial consagração Cumpre-nos criar as condições, nas famílias, nas comunidades paroquiais e outras, e também nos ambientes da vida em sociedade, para que o discernimento vocacional possa acontecer, na vida de cada um, a começar pelas idades iniciais”.

Casa de Saúde Bento Menni celebra Dia da Família Hospitaleira

No dia 24 de Abril, a Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda, celebra o seu patrono e fundador da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, S. Bento Menni.
O programa começa às 11.00 horas, no momento de acção de graças e de louvor com a celebração da Eucaristia. Depois do almoço convívio de colaboradores, voluntários e irmãs segue-se o “Ringue da Hospitalidade” (14.30 horas). Uma dinâmica que envolve equipas de colaboradores na defesa dos valores institucionais. Neste 1º ringue encontram-se a ética-em-toda-a-actuação e acolhimento-libertador. As actividades terminam às 18.00 horas, com a presentação do caderno de poesia – “Um Silêncio cheio de Rosas”, da autoria de Maria de Lurdes Ribeiro, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.

Póvoa do Concelho - Trancoso - Homenagem ao Padre João Miguel de Barros

O Padre João Miguel de Barros foi homenageado, a título póstumo, pelos paroquianos de Póvoa do Concelho, Feital e Vale de Mouro, no último domingo, 15 de Abril.
“Foi um dia verdadeiramente emotivo e perpassou o sentimento de que a homenagem a este grande homem e sacerdote já deveria ter acontecido”, disse o actual pároco destas paróquias, Carlos Manuel Helena. E acrescentou: “O tempo não conseguiu apagar as boas memórias de tantas pessoas que sentiram o cuidado e a proximidade deste sacerdote”. As paróquias de Póvoa do Concelho, Feital e Vale de Mouro, “passados 51 anos após a sua inesperada morte, quiseram manifestar o seu tributo à sua vida e obra que ainda permanece na memória de todos os que conviveram com ele”. O Padre João Miguel de Barros nasceu em 1909, na freguesia de Pousafoles, concelho do Sabugal. Aos 14 anos entrou no Seminário Menor do Espírito Santo, em Viana do Castelo. Foi ordenado sacerdote no dia 7 de Setembro de 1935. Seguiu, nesse mesmo ano, para as Missões de Angola, onde foi colocado pelos Superiores da Congregação na Missão Católica de Malange, na qual permaneceu em missão de serviço, dedicado à evangelização até 1940. Em 1941, enfrenta novo desafio missionário na Missão Católica dos Bângalas, próximo de Malange, na qualidade de professor, acumulando com o cargo de Superior da instituição e sede do Seminário com o mesmo nome. Em 1943 vem à Metrópole em gozo de período de férias e não regressou à Missão dos Bângalas, por motivo de saúde de um familiar próximo. Em 11 de Abril de 1944 foi nomeado para as paróquias de Feital, Vale de Mouro e Póvoa do Concelho. Nestes lugares do concelho de Trancoso o padre João Miguel de Barros lançou mãos à obra nas seguintes áreas de acção: Dinamização da liturgia; coordenação da catequese nos diferentes grupos etários; planeamento e ensino da disciplina de Religião e Moral Católica nas Escolas Primárias; intervenção na pastoral dos doentes; promoção das Irmandades; apoio à família; preparação de jovens casais para o casamento; estímulo na constituição do grupo coral; organização de excursões a Fátima; administração, manutenção e conservação dos bens patrimoniais da igreja. No âmbito social destacou-se na aplicação do Programa Alimentar da Cáritas Americana nas paróquias; na prestação de serviço gratuito às pessoas nos cuidados primários de saúde; na introdução de hábitos de higiene; na ampliação de intervenção no auxílio aos lavradores no campo sanitário dos animais domésticos. Morreu com 57 anos, no dia 3 de Abril 1967. Foi enterrado no cemitério de Pousafoles do Bispo.

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Homília de D. Manuel Felício na Vigília Pascal – 2015
alt Bispo da Guarda aponta Sacramentos da Iniciação Cristã como “caminho da Igreja” Na Homília da Vigília Pascal, na noite de 4 de Abril, na Sé da Guarda, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, anunciou Cristo Ressuscitado e chamou a atenção para a importância dos Sacramentos, de forma particular para os sacramentos da Iniciação Cristã. “Celebramos, com alegria, nesta que é vigília mãe de todas as Vigílias, a ressurreição do senhor Jesus Cristo. Alegremo-nos, irmãos, porque o Crucificado voltou à vida para não mais morrer. A surpresa das mulheres que se dirigiram ao sepulcro naquela manhã do primeiro dia da semana é também a fonte da nossa alegria. Disse-lhes o anjo: Procurais Jesus Cristo? Ressuscitou, não está aqui. Ide dizer aos discípulos que partam para a Galileia, que ele lá os precede, acrescentou. E elas cumpriram a ordem do anjo. Foram dizer aos discípulos que ele ressuscitou e vai à sua frente para a Galileia, diga-se, para a vida real que eles deviam retomar, depois da desilusão de sexta-feira Santa. E de facto, tudo começou de novo. Pedro e o outro discípulo correram ao sepulcro. Não encontraram o corpo de Jesus. Viram e acreditaram. Depois foi a experiência dos discípulos de Emaús e das muitas aparições que Jesus ressuscitado fez aos seus mais directos colaboradores, motivando-os para continuarem a sua causa. Era a Igreja a nascer e a iniciar a Sua missão no mundo, agora participada por todos e cada um de nós baptizados e discípulos de Cristo, que ele continua a fortalecer na Fé e a enviar. De facto, também nós, enquanto discípulos de Cristo, sentimos particularmente nesta Vigília Pascal que o nosso baptismo é um programa. Renovamos, por isso, nesta noite pascal, as promessas baptismais e, nesse gesto, manifestamos a nossa vontade de continuar a obra de Cristo no mundo. A Carta aos Romanos, que acabamos de escutar, lembra-nos a nossa identidade de configurados com Cristo na sua morte e também na sua ressurreição. Revivemos também, nesta prolongada Vigília da noite pascal, a história das relações de Deus com a Humanidade, desde a criação à escolha de um Povo com responsabilidades especiais diante do mundo. É um povo onde a experiência do Êxodo é central e marcante para todo o seu percurso e missão no mundo. E pela experiência de Deus que foi fazendo, apontou sempre para o Messias que havia de vir - e agora o sabemos – é a pessoa de Cristo, Filho de Deus e companhia da humanidade pela Sua Encarnação. Nesta Vigília, aprofundamos a consciência de sermos Igreja de Cristo que assume de novo e com coragem a missão de levar ao mundo a novidade de Cristo e da Sua Salvação”. Importância dos Sacramentos da Iniciação Cristã “Os Sacramentos e particularmente os sacramentos da Iniciação Cristã são o caminho da Igreja, como também de cada um dos seus membros. Neles se realiza a configuração com Cristo de cada um dos fiéis. Por isso a iniciação cristã e os sacramentos que lhe dão corpo são uma responsabilidade de toda a Igreja, que há-de, primeiro que tudo, saber conduzir os fiéis, que os pedem ou que os recordam, para o encontro vivo com a pessoa de Cristo. De facto, a iniciação cristã e a celebração dos sacramentos também chamados da Iniciação – Baptismo, Confirmação, Eucaristia - só atingem os seus objectivos quando se conhece verdadeiramente a pessoa de Cristo e se assume o compromisso com Ele. Como sabemos, o crisma não pode ser encarado e tratado como se fosse apenas mais uma cerimónia, uma festa que se celebra para preencher a cédula de identidade cristã. Pelo contrário é um acto de compromisso adulto com a pessoa de Cristo e com o seu projecto de vida consubstanciado no Evangelho. Sentimos que as nossas comunidades estão a sentir dificuldades em conjugar a catequese que deve levar à relação comprometida com Cristo e os Sacramentos da Iniciação Cristã. Sem uma catequese assim entendida e organizada, os sacramentos deixam de ter a devida compreensão e ficam simples ritos de passagem. Por isso, quando se pede o crisma só para se ter tudo o que é exigido para ser padrinho, estamos a afastar-nos da verdade dos sacramentos e da importância da Fé e consequentemente de tudo o que a Igreja, em nome de Cristo, tem para oferecer à Humanidade – o Evangelho. Falando dos sacramentos da Iniciação cristã e da catequese que os tem de enquadrar, nunca é demais lembrar a necessidade de haver empenhamento conjunto das estruturas paroquiais e das famílias. Tal como acontece para haver educação séria nas escolas, também para haver catequese séria de crianças, adolescentes e jovens é sempre necessária a colaboração das famílias. E este é ponto chave na vida das nossas comunidades cristãs. Que nesta Páscoa, a força de Cristo Ressuscitado e a luz do Espírito Santo nos inspirem os melhores caminhos para fazer das nossas catequeses instrumentos de crescimento humano e espiritual das crianças, adolescentes e jovens para eles virem a ser os cristãos adultos que a Igreja e o mundo precisam”.