JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Homília de D. Manuel Felício, na Noite de Natal, na Sé da Guarda
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/306594Mossul.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/363483paul_2017_a.pnglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/417028DSC09728.JPGlink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/888963Paix__o_horizontal.jpglink

A Quaresma, com o número simbólico dos seus quarente dias, é convite de conversão a Deus, não só para recusarmos o pecado na nossa vida, mas também para fortalecermos a

Ver Mais

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

Ver Mais

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e a Coordenadora Geral da Liga, Irmã Graça Afonso, estiveram em Angola, na Quilenda, de 7 a 14 de Março, para tratar de

Ver Mais

Dia: Domingo de Ramos, 9 de Abril de 2017 Hora: 21.00 horas Local: Entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem Organização: Paróquias do Arciprestado da Guarda e Câmara Municipal da Guarda As

Ver Mais

Mensagem de D. Manuel Felício para a Quaresma 2017 - A Quaresma: Tempo de conversão a Deus e ao outro

A Quaresma, com o número simbólico dos seus quarente dias, é convite de conversão a Deus, não só para recusarmos o pecado na nossa vida, mas também para fortalecermos a amizade com Ele. É o tempo favorável para intensificarmos a nossa vida espiritual, através dos meios tradicionais que a Igreja nos oferece, como são o jejum, a oração e a esmola, mas principalmente pelo acolhimento da Palavra de Deus que havemos de saber escutar, meditar e partilhar com mais assiduidade ao longo destes 40 dias.
A nossa conversão não ficaria completa se não incluísse a conversão ao outro que é, por si mesmo, sinal e presença de Deus para cada um de nós. Se, como sublinha o Papa na Sua mensagem, “fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”, o contrário também é verdade. Quanto mais abrimos o coração a Deus mais sentimos necessidade de ir ao encontro dos irmãos, sobretudo dos mais fragilizados. Para aprofundarmos o caminho da nossa conversão a Deus, precisamos que durante este tempo de Quaresma, haja momentos fortes, nas comunidades cristãs, de encontro com a Palavra de Deus. Por isso é importante que, de semana a semana, os grupos que preparam a liturgia dominical dediquem tempo significativo a ler a palavra de Deus própria desse domingo, a meditá-la, com ajuda de algum comentário, a partilhá-la e a contemplá-la em termos que possam motivar atitudes de vida nova. Recomenda-se que esta preocupação chegue não apenas aos grupos corais; mas também a grupos de leitores, de acólitos e de outros serviços paroquiais. O apoio de comentário pode ser aquele que é publica¬do semanalmente no jornal diocesano A GUARDA, procurando nós que seja colocado também no site da Diocese. Na medida em que se consolidar esta prática nas nossas comunidades, também as homilias dos sacerdotes e dos diáconos, sobretudo nas assembleias dominicais, sairão beneficiadas. Para aprofundar a nossa espiritualidade, neste tempo especialmente favorável, é bom que em cada arciprestado, dentro da nossa tradição diocesana, se organize pelo menos um retiro, que seja anunciado em todas as paróquias. Não esqueceremos que esta quaresma precede imediatamente a celebração do centenário das Aparições de Fátima. E como lembra a carta pastoral da Conferência Episcopal sobre este centenário, a mensagem de Nossa Senhora aos três pastorinhos é uma bênção para a Igreja e para o mundo. E, como tal, interpela-nos para uma atitude orante diante da Santíssima Trindade. Convida-nos à contemplação, à compaixão e ao anúncio da Boa Nova, segundo o modelo das três crianças. Por sua vez, a presença e o olhar de Maria, como o sentiram os videntes, é mensagem de ternura e misericórdia que o mundo de hoje precisa, mais que nunca. E é bom lembrar que, no centro da mensagem de Fátima, está o convite à conversão para que a guerra pudesse acabar e a paz regressasse à vida das pessoas e das Famílias. O Papa insiste, na sua mensagem, em que é preciso “abrir a porta do nosso coração ao outro, “seja ele o nosso vizinho, seja o pobre desconhecido. Ora, todos nós, ao longo dos últimos tempos, temos sentido o drama dos refugiados que fogem da guerra que se instalou nas suas terras e insistentemente batem às portas da Europa, sobretudo atravessando as águas do Mediterrâneo, onde muitos milhares já perderam a vida. É necessário encontrar formas de acolher estes irmãos nossos, mas é ainda mais necessário tentar que voltem a ter condições de vida nas suas terras. No meio dos muitos dramas que afectam aqueles que fogem há o drama específico das comunidades cristãs do Iraque e da Síria que, sendo lugares com comunidades cristãs que remontam ao tempo dos apóstolos, agora estão em risco de desaparecer. Só a título de exemplo, em 2003 havia 1 milhão de cristãos no Iraque, agora não chegam a 250 mil, muitos deles deslocados das suas terras e das suas casas. Nos lugares onde se implantou o chamado Estado Islâmico, consta que os Jiha¬distas davam três saídas possíveis aos cristãos que ali viviam, a saber, ou deixa¬rem o cristianismo e converterem-se ao Islão radical que eles propõem, ou pagarem uma quantia mensal em dinheiro ou irem embora. Perante situações como estas, o Bispo de Mossul (antiga cidade bíblica de Nínive) desabafou assim: “Não há cristãos na minha diocese. Sou um Bispo sem diocese”. Mas acrescentava que surpreende a constância na Fé de muitos destes cristãos. Perante o quadro dramático das comunidades cristãs do Iraque e também da Síria, este ano vamos destinar-lhes a nossa renúncia quaresmal. E far-lha-emos chegar através da Fundação “Ajuda à Igreja que sofre” que o Papa Francisco expressamente convida a “fazer por todo o mundo uma obra de misericórdia”. Guarda, 19-02.2017 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Quilenda – Angola - Bispo da Guarda presidiu à abertura do ano escolar, na Escola D. João de Oliveira Matos

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e a Coordenadora Geral da Liga, Irmã Graça Afonso, estiveram em Angola, na Quilenda, de 7 a 14 de Março, para tratar de assuntos relacionados com a Escola Católica D. João de Oliveira Matos, nomeadamente com o Bispo da Diocese do Sumbe, D. Luzízila Kiala, “que nos acolheu com grande simpatia e disponibilidade” e com o Governador da zona, “que muito tem ajudado e apoiado a criação da Escola”.
A Irmã Graça Afonso disse ao Jornal A GUARDA que o Bispo da Diocese do Sumbe “mostrou grande interesse pela obra que a Liga está a desenvolver na sua Diocese e deu-nos orientações que considero serem eficazes no alcance dos objetivos que se pretendem: a criação de uma equipa missionária formada pelos dois párocos e as irmãs; a direção da escola segundo o protocolo existente entre a CEAST e o Ministério da Educação; e ainda a criação de um Centro Catequético a funcionar no Centro Missionário”. A Irmã Graça Afonso destacou ainda os contactos estabelecidos com os docentes da Escola D. João, com os alunos e Encarregados de Educação. “Participámos no louvor da manhã, que se faz cada dia logo às 7.45 horas, em que os alunos e professores, reunidos no ondjango, cantam o hino nacional, o hino da escola e, por fim, cânticos de mensagem como oração de louvor, indo depois para as respectivas salas de aula”, explicou. A abertura do ano lectivo foi assinalada com a celebração da Eucaristia presidida por D. Manuel Felício, em que concelebrou o padre Isaac, um dos párocos. Estiveram presentes muitos meninos e meninas (alunos da escola), professores e um significativo número de encarregados de educação. “Foi uma Eucaristia muito participada e vivida com os ritmos africanos que nos encantou e elevou”, disse a Irmã Graça Afonso que acredita que “esta visita vai ser fecunda em flores e frutos”.

Guarda - Paixão de Jesus segundo S. Mateus

Dia: Domingo de Ramos, 9 de Abril de 2017 Hora: 21.00 horas Local: Entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem Organização: Paróquias do Arciprestado da Guarda e Câmara Municipal da Guarda
As paróquias do Arciprestado da Guarda vão promover a “Paixão de Jesus segundo S. Mateus”. A encenação realizar-se-á na noite de Domingo de Ramos, dia 9 de Abril, às 21h00, e percorrerá as ruas da cidade da Guarda entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem. A entrada é livre. A iniciativa vai contar com a colaboração de cerca de 250 actores amadores, naturais das paróquias do Arciprestado da Guarda. Os actores estarão trajados à época de modo a conferir maior realismo à representação. O texto da encenação é adaptado do Evangelho segundo São Mateus, o evangelista que se lê nas Eucaristias dominicais deste ano litúrgico. A representação corresponde ao texto evangélico que vai da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, até à sua Paixão e Morte. A encenação está dividida em cinco actos e decorre em cinco espaços da cidade: I Acto: Sé Catedral da Guarda: A entrada triunfal em Jerusalém e a Ceia Pascal. II Acto: Largo Dr. Amândio Paul: A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. III Acto: Solar de Alarcão: Jesus no tribunal judaico. IV Acto: Escola de Santa Clara: Jesus levado a Pilatos. V Acto: Torre de Menagem: Calvário. Após a condenação de Jesus à morte, ao longo do percurso que vai da Escola de Santa Clara até à Torre de Menagem, serão reproduzidas cenas religiosas que a piedade cristã conserva na sua tradição. Nestes quadros da Via-Sacra, grupos de cantares, provenientes das paróquias do arciprestado da Guarda, irão cantar cantos quaresmais apropriados às cenas representadas: o encontro com Verónica; as quedas de Jesus; o encontro com Maria, sua Mãe; o encontro com as mulheres de Jerusalém. No final da encenação, na Torre de Menagem, um grupo de crianças fará uma coreografia. A iniciativa é das paróquias do Arciprestado da Guarda. A organização é do Arciprestado da Guarda, representado pelas Paróquias da Sé e S. Vicente, e da Câmara Municipal da Guarda. A parte técnica de luz e som está a cargo de uma empresa de audiovisual sedeada na Guarda. Sabia que… No concelho da Guarda há dois arciprestados: o arciprestado da Guarda e o arciprestado do Rochoso. O arciprestado da Guarda é constituído por 39 paróquias, 3 urbanas e 36 rurais. Estas paróquias estão ao cuidado de 12 párocos. Além das paróquias existem também diversas capelanias na cidade da Guarda, ao cuidado dos respectivos capelães. As paróquias do arciprestado da Guarda são as seguintes: Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Arrifana, Avelãs de Ambom, Avelãs da Ribeira, Benespera, Cavadoude, Codeceiro, Corujeira, Faia, Famalicão, Fernão Joanes, Golçalbocas, Guarda - Sé, Guarda - S. Vicente, Guarda - S. Miguel, Jarmelo - S. Miguel, Jarmelo - S. Pedro, João Antão, Maçaínhas, Meios, Misarela, Panóias, Pêra do Moço, Pêro Soares, Porto da Carne, Ramela, Ribeira dos Carinhos, Rocamondo, Sant’Ana da Azinha, Sobral de S. Miguel, Trinta, Vale de Estrela, Vela, Videmonte, Vila Cortêz do Mondego, Vila Franca do Deão, Vila Soeiro. Contacto: paixaodejesus.guarda@gmail.com Direcção Geral: P. Carlos Lages, Arcipreste da Guarda Direcção Técnica: P. Francisco Barbeira Direcção Artística: P. Hélder Lopes

Galeria Multimédia

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Homília de D. Manuel Felício, na Noite de Natal, na Sé da Guarda
alt D. Manuel Felício presidiu à Missa da Noite de Natal, na Sé da Guarda. Na homília, o Bispo da Guarda disse: “Num mundo que andava nas trevas, brilhou uma grande luz, ouvimos na leitura do profeta Isaías. E nós sabemos que essa luz é o Manino de Belém, cujo nascimento celebramos nesta noite santa de Natal. Ele é o Filho único de Deus que veio para oferecer a toda a Humanidade novas razões de esperança. E de que trevas ou escuridão se trata, nesta passagem bíblica? O mesmo profeta dá-nos alguns indicadores que vale a pensa considerarmos. As trevas são o jugo mas também o madeiro que pesava sobre o povo; são o calçado ruidoso da guerra e as vestes manchadas de sangue que existem, mas felizmente hão-de acabar. Todavia, ainda não acabaram, pois continuam a ser despejadas bombas sobre populações indefesas e a ser derramado sangue inocente, conforme as notícias que todos os dias recebemos em casa. Continuam a existir pessoas, grupos de pessoas e mesmo povos inteiros subjugados por interesses de quem tem poder baseado na força ou então simplesmente baseado na manipulação dos mercados. O Natal traz-nos mais uma vez a esperança de tudo isto vir a acabar na medida em que todos formos capazes de compreender e arriscar levar à prática a lição do Menino de Belém; Ele que é verdadeiramente o Conselheiro admirável, o príncipe da Paz. Ele vem inaugurar um mundo novo marcado pelo direito e pela justiça. Cantámos há momentos: Hoje nasceu o nosso salvador, Jesus cristo Senhor. Temos, por isso, todas as razões par nos associarmos ao exército celeste dos anjos e arcanjos que louvam a Deus cantando – glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. Os pastores tiveram o privilégio de receber do céu a grande notícia: “nasceu-vos hoje na cidade de David um salvador que é Cristo Senhor”. Ficaram assustados com a aparição do anjo e depois com a própria notícia. E a surpresa continuou quando o anjo lhes indicava o sinal para reconhecer o Salvador – simplesmente um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoira. Para o comum das pessoas este não era sinal nenhum; mas antes um contra- sinal, porque a extrema pobreza do estábulo não parecia ajustar-se à grandeza do Deus ali nascido. Pois se imaginava para um salvador divino se não um berço de oiro pelo menos a dignidade de uma habitação que a cidade lhe recusou. O certo, porém, é que Deus é assim mesmo: escolhe o caminho da humildade e a pobreza para ir ao encontro de todos, fazendo-se fraco, com os fracos, pobre com os pobres e chegando a partilhar a marginalidade com os marginais para os encaminhar rumo à plena inclusão social. Em Jesus Cristo, Filho de Deus e nascido na pobreza do Presépio manifestou-se e continua a manifestar-se a abundância da graça de Deus, fonte de Salvação para toda a Humanidade. E os caminhos da Salvação que Ele nos propõe pedem que renunciemos a modos de vida que, embora sendo da moda, desumanizam e abracemos os caminhos que o apóstolo nos aponta e identifica com as notas da temperança, da justiça e da piedade. O Natal pede-nos temperança, ou seja contenção no uso dos bens materiais ou recursos que a natureza nos oferece. A encíclica Laudato Si do Papa Francisco e mais recentemente as propostas finais do encontro realizado em Paris sobre as mudanças climáticas, que reuniu representantes de 195 países, chamam-nos à responsabilidade quanto a modelos de vida e de consumo que tornem o mundo sustentável e façam dele desejada casa comum tanto para as gerações actuais como para os que nos hão-de suceder. De facto, não vivemos para o consumo de bens materiais. Servimo-nos deles para vivermos a vida com dignidade e criarmos relações boas uns com os outros. Por outras palavras, nós não vivemos para comer, mas sim, comemos para viver. Sentimos, porém, que em muitas ocasiões as pessoas são tentadas quase a viver para o consumo, como se consumir fosse o bem supremo. A verdade, pelo contrário, é que a contenção no consumo é necessária não apenas pela qualidade de vida que queremos imprimir á nossa existência, mas também pela escassez de bens que nos são oferecidos, para usarmos sem abusar. A propósito, referimos os resultados de um estudo feito recentemente na América. Se os sete mil milhões ou sete biliões de habitantes do planeta tivessem níveis de consumo e desperdício igual àquele que têm os 300 milhões da classe média alta da Europa e dos Estados Unidos, os recursos que temos não chegavam. Eram necessários mais dois mundos iguais a este. Esta realidade impõe-nos a obrigação de trabalharmos por objectivos de justiça na distribuição dos recursos. Temos de procurar a justiça em termos horizontais – para que sejam devidamente contemplados todos os homens e mulheres que hoje habitam o planeta; mas também justiça em termos verticais – para que sejam contempladas as gerações futuras. É nossa obrigação deixar a estas gerações futuras condições de vida se possível superiores àquelas que recebemos. Por sua vez, a justiça não só exige o acesso a estes recursos, mas também a participação no processo da sua produção. O objectivo da justiça é, assim, acabar com todas as formas de marginalidade, que, de facto, podem existir, mesmo quando às pessoas não lhes falta o essencial, a começar pelo pão para a boca. O nosso grande objectivo é a sociedade de plena inclusão, onde todos têm consciência das suas capacidade e também condições para as porem a render ao serviço do bem comum. Como sabemos, estamos longe de atingir esta grande meta. Mas quando a Palavra de Deus hoje nos fala de piedade remete-nos para a fundamental e necessária relação com Deus – também para que a organização da sociedade se realize a contento de todos e não apenas daqueles que ou são os mais dotados ou têm nas suas mãos poder que os outros não têm: De facto, sempre que o ser humano se julga a medida de tudo, surge a tentação de impor os seus interesses individuais, também pela via da força. Esquece-se assim o princípio elementar de que somos todos portadores da mesma dignidade, porque membros da mesma família humana, cujo pai comum é o criador. A terminar, desejo dirigir-me não apenas a cada um dos presentes, mas também às suas famílias. O Natal é a festa das famílias e com razão. Que neste Natal cada família – marido e esposa, pais e filhos, irmãos e outros – diante do Presépio, saiba redescobrir a sua responsabilidade na condução da sociedade para objectivos de justiça, de temperança e de piedade e sobretudo se interrogue sobre a obrigação de ser escola de vida para todos os seus membros. E aos falarmos de piedade, lembramo-nos da misericórdia de Deus que tem a sua mais surpreendente manifestação no Menino de Belém. Perante Ele desfazem-se todas as barreiras que nos possam separara de Deus e também dos outros nossos irmãos. Este é o Natal do jubileu da misericórdia. Que ele nos inspire formas renovadas de abrir as portas da nossa vida à misericórdia de Deus, mas também de abrir portas aos outros e ao mundo, no cumprimento das 14 obras de misericórdia, sete materiais e sete corporais. Santo Natal para todos nós e nossas famílias”.