JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/627544assembleia_img_2933.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/6551200001_3.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/416731Jovens.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/736891EMRC_17.jpglink

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda: Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços

Ver Mais

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais

Ver Mais

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica

Ver Mais

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula

Ver Mais

Assembleia Diocesana 2017

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda:
Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços na vida da igreja e vocacionados para a relação com o mundo, Caros delegados a esta assembleia; Irmãos em Cristo e amigos: Convosco dou abundantes graças a Deus por estarmos, finalmente, na 1ª sessão da nossa assembleia diocesana. Preparamo-la desde há quase quatro anos a esta parte. E na sua preparação usámos um primeiro instrumento para oferecer a todos a possibilidade de se pronunciarem sobre as grandes questões que nos preocupam e motivar as nossas comunidades, particularmente através dos seus mais directos colaboradores, a participarem na caminhada que nos conduziu ao dia de hoje. Esse primeiro instrumento foram os cadernos de orientação e deles o primeiro centrou-se na realidade da Igreja, tal como Jesus a fundou, o Evangelho a configura e o Concílio Vaticano II a reapresenta, em termos ajustados aos tempos e à cultura de hoje. É desse mesmo assunto que vamos tratar principalmente na presente sessão da nossa assembleia. Outro importante instrumento foi o documento preparatório, a que demos o nome técnico de “Instrumentum laboris” e que pretendeu assumir os pontos mais importantes das diferentes reflexões e comentários feitos na base, a partir dos referidos cadernos de orientação. Este documento foi trabalhado nas diferentes estruturas de participação que precisamos de valorizar cada vez mais na nossa vida comunitária, a saber: a) os conselhos paroquiais e interparoquiais, os conselhos pastorais arciprestais, o conselho pastoral diocesano e o conselho presbiteral. Trabalho decisivo desempenhou até agora a mesa desta nossa assembleia diocesana quer na feitura do dito “Instrumentum laboris” quer na recolha das sugestões e comentários que chegaram das diferentes instâncias que o trabalharam. Com base nelas elaborou as 20 proposições que nos foram enviadas e constituem a base do nosso trabalho de hoje. Felizmente que foi possível a cada um de nós recebê-las em sua casa para as ler antecipadamente, reflectir e eventualmente dialogar sobre elas com mais alguém, podendo agora estar em condições de as analisar em grupo e votar em plenário. Centrando-se estas 20 proposições no modelo de Igreja que nos cumpre viver e testemunhar nos dias de hoje, há grandes preocupações de fundo que vamos ter presentes ao analisá-las e votá-las. Cito algumas delas e a primeira é que a Igreja, no quotidiano das nossas comunidades, para cumprir a sua vocação de viver e crescer “até à estatura do próprio Cristo”, como nos lembra o Apóstolo Paulo, precisa de ministérios variados e bem coordenados para assim podermos progredir na comunhão da Igreja servida pela comunhão dos ministérios. E ao ministério ordenado dos sacerdotes e dos diáconos, longe da pretensão de assumir todos os serviços, pertence-lhe suscitar outros ministérios, formá-los, acompanhá-los e coordená-los para o exercício das funções que lhes estão cometidas. Desta forma cumprimos a nossa identidade de, enquanto Povo de Deus, sermos todos iguais, isto é partilhando a mesma dignidade de filhos de Deus e todos diferentes, ou seja portadores de variados carismas e ministérios, como lembra o citado Concílio Vaticano II. De facto, os ministérios existem não por causa de si mesmos e muito menos por causa das pessoas que os exercem, mas por causa da Igreja e da missão que lhe está confiada para serviço da própria comunidade humana. Por isso ninguém pode pretender ser chamado ao exercício de qualquer ministério para satisfazer gostos pessoais e para simples auto-promoção, ou para subir na hierarquia da importância social, como alguns pensam. De facto, por vontade do próprio Cristo, os ministérios, constituindo comunhão entre si, devem estar sempre e só ao serviço da comunhão da Igreja. Outra grande preocupação que nos há-de acompanhar-nos nesta assembleia, a começar pela sua primeira sessão no dia de hoje, é que a comunhão da Igreja constrói-se com a participação de todos, o que só se consegue através de um conjunto de instrumentos que são indispensáveis na nossa vida comunitária, porque, no dizer do Papa Francisco, nos colocam em constante caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta. Esses instrumentos são os conselhos já referidos, desde o conselho paroquial ou interparoquial até aos conselhos pastoral diocesano e presbiteral, passando pelos conselhos pastorais arciprestais. E a essa caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta chama-lhe o Papa caminhada sinodal, uma expressão há muito assumida na vida da Igreja. Por isso, a experiência de participação que até agora fizemos através destes mesmos conselhos, na percurso para presente assembleia é, já por si mesma, um primeiro fruto da caminhada sinodal em que nos envolvemos e que, nesta mesma assembleia e para além dela, queremos manter a profundar. Para isso precisamos de nos manter em constante reorganização dos nossos serviços, sejam os serviços centrais da Diocese, sejam aqueles que estão mais próximos das comunidades e das pessoas. E esta é a terceira grande preocupação que vai percorrer transversalmente as várias sessões da assembleia, a começar desde já. De facto, temos de saber reorganizar os espaços da vasta superfície da nossa Diocese da Guarda, à medida das reais necessidades das pessoas, das comunidades e do funcionamento dos próprios serviços; temos de saber aprofundar e optimizar a cooperação entre os vários serviços, a começar pelos sacerdotes entre si, com os diáconos e com os outros ministérios; e as próprias comunidades precisam de perceber que têm de saber cooperar mais, em vez de se fecharem sobre si mesmas e voltarem as costas umas às outras. Sobre este assuntos esperamos da assembleia indicadores reflectidos e assumidos que nos permitam avançar, de forma consistente no processo desta nossa reorganização. Lembro ainda que a experiência já vivida da nossa comunhão em Igreja, mas sobretudo os apelos da mensagem da Evangelho para percorrermos e ajudarmos outros a percorrerem caminhos de humanidade cada vez mais consistente não são para meter debaixo do alqueire, utilizando a expressão bíblica ou mantermos prisioneiros dos nossos hábitos e tradições, mas sim para transmitirmos a outros, para comunicarmos, com a maior eficácia possível, também a ambientes que se situam fora do círculo mais restrito das nossas vivências de Fé. Daí a importância de sabermos usar bem os meios de comunicação social ao serviço da evangelização, o que igualmente tem de nos preocupar nesta assembleia. De facto, nós estamos aqui como delegados à assembleia diocesana, transportando connosco um mandato missionário recebido do próprio Jesus Cristo; mandato esse que o Papa Francisco concretiza, convidando-nos a ser cada vez mais uma Igreja em saída para as diferentes periferias da nossa sociedade; e com desejo e capacidade para nos tornarmos hospital de campanha, na medida em que as diferentes necessidades e sofrimentos das pessoas o exigirem. Queremos, de facto, ser cada vez mais uma Igreja em comunhão para a missão, como se propõe, desde o seu início, a nossa caminhada sinodal. Para isso, durante toda esta nossa assembleia, começando já na sua primeira sessão vamos procurar escutar bem as moções do Espírito Santo, para identificarmos os caminhos que Ele, de facto, nos aponta. Confiamos a Nossa Senhora, a Virgem Maria, no centenário das aparições de Fátima, todos os nossos trabalhos, pedindo-lhe, como lembra a oração, que nos ajude a progredir “no testemunho da comunhão, no espírito de serviço, na Fé ardente e generosa, na justiça e no amor aos pobres”. 29.4.2017 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

Homenagem ao director do Jornal A GUARDA, Padre Eugénio da Cunha Sério

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais antigo do distrito e da diocese da Guarda pretende destacar o trabalho incansável do seu director, que antes foi colaborador e chefe de redacção e director adjunto.
Do programa da homenagem faz parte a celebração de uma Missa de Acção de Graças, às 19.00 horas, na Igreja da Misericórdia, presidida pelo Bispo da Diocese, D. Manuel Felício. Segue-se um jantar de confraternização, na Quinta de Santo António (Maçainhas – Guarda) e a apresentação do livro “Uma vida de Missão”. O Padre Eugénio da Cunha Sério, Director do Semanário Católico Regionalista A GUARDA, tem sido um timoneiro incansável, na divulgação e promoção de valores. Mentor de campanhas solidárias, nomeadamente a favor das obras do Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos e do Seminário Maior da Guarda, dedicou muitos dos artigos, que escrevia com regularidade, no Semanário A GUARDA, aos acontecimentos que iam marcando o quotidiano da vida. De uma cultura geral invejável, o Padre Eugénio sempre soube transmitir, com leveza, educação e grande profundidade, os conhecimentos adquiridos em longas e meditadas leituras que ainda hoje o definem. Atento e conhecedor da realidade que o rodeia, num mundo que é cada vez mais uma aldeia global, não se poupa a esforços para ajudar a desvendar os mistérios dos tempos. Há muito que se impunha o reconhecimento público deste Homem que tanto tem feito pela GUARDA. A homenagem ao Director do Jornal A GUARDA é aberta a toda a comunidade. Os interessados em participar podem fazer a inscrição na Casa VERITAS (Guarda), até ao dia 18 de Maio.

Preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” - Diocese promove inquérito para saber a opinião dos jovens

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica vai realizar em Roma, em 2018. O inquérito está disponível online (www.diocesedaguarda.pt) e pretende recolher dados, segundo os “lineamenta” que preparam o próximo Sínodo, “para serem posteriormente tratados e deles resultar a reflexão sobre o mundo juvenil”.
O inquérito é destinado aos jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 29 anos, a educadores, formadores, catequistas, sacerdotes e outros agentes da acção pastoral juvenil. De acordo com a introdução do inquérito, que estará disponível até ao fim do mês de Junho, “ele surge de uma releitura do questionário elaborado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, para, a pedido do Papa Francisco, ajudar a Igreja a que se interrogue sobre o modo como acompanha os jovens, no seu percurso de fé e de discernimento vocacional”. Ao longo do inquérito, os participantes são convidados a assinalar, com uma cruz, as respostas que lhes pareçam as mais adequadas. Ao longo do inquérito, os jovens são convidados a pronunciarem-se sobre três pontos centrais: Jovens, Igreja e Sociedade; A pastoral juvenil vocacional; Os Acompanhadores. Em relação ao primeiro ponto são formuladas as seguintes questões: Em que âmbitos/ espaços pode a Igreja escutar os jovens?; Quais os maiores desafios para os jovens da nossa Diocese? Quais as maiores oportunidades para os jovens da nossa Diocese?; Quais os lugares e formas de reunião para os jovens, dentro da Igreja? Quais os lugares e formas de reunião mais vocacionados para os jovens, fora do contexto da Igreja?; O que pedem os jovens à Igreja da Diocese da Guarda?; Em que âmbitos participam os jovens na vida cristã da Diocese da Guarda?; Como encontrar os jovens que estão “fora” da Igreja?; Em que espaços os podemos encontrar? No segundo ponto são estas as perguntas: Como participam as famílias e as comunidades cristãs no discernimento vocacional dos jovens?; Como participam os estabelecimentos de ensino na formação e desenvolvimento do discernimento vocacional dos jovens? Qual o valor do desenvolvimento tecnológico na mudança cultural a que assistimos?; Que importância têm os acontecimentos juvenis nacionais e internacionais na pastoral juvenil?; Como se projecta o futuro da pastoral juvenil e vocacional?; Como valorizar o passado cristão da Europa para pensar o futuro com esperança?; Como valorizar a insatisfação dos jovens face ao contexto socio-económico e político a fim de que essa insatisfação transforme os jovens nos agentes da mudança que eles mesmos desejam? Que níveis de relação inter-geracional permanecem ainda?; Das práticas de acompanhamento e discernimento vocacional desenvolvidas pela Diocese da Guarda quais as que consideras mais importantes? O último ponto pretende respostas para as seguintes perguntas: De que forma os sacerdotes acompanham o discernimento vocacional dos jovens?; Como promover a formação dos que acompanham os jovens no seu discernimento vocacional?; Que acompanhamento pessoal se deverá propor com maior preocupação nos Seminários?

Educação - Bispo da Guarda apela à matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
D. Manuel Felício refere que está em preparação o novo ano escolar, “que todos desejamos seja de verdadeiro crescimento para as nossas crianças, adolescentes e jovens, nas suas escolas”. Lembra que “em todos os programas do Ensino Básico e Secundário, desde o primeiro ano, a lei prevê a oferta da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica”. E acrescenta: “Pretende esta oferta proporcionar aos nossos educandos, desde o primeiro ano do Ensino Básico, um desenvolvimento no qual os valores morais e religiosos acompanhem e iluminem os diferentes saberes que são propostos na escola e também ajudar as nossas crianças, adolescentes e jovens a abrirem o seu entendimento para as dimensões mais belas da vida”. D. Manuel Felício diz ainda que “esta é a hora de lembrar aos pais e encarregados de educa¬ção, como também aos próprios alunos, que vale a pena gas¬tar tempo e fazer esforço para descobrir e abraçar com entusiasmo as dimensões moral e religiosa da vida e que sem elas a componente verdadeiramente humana do ensino fica incompleta”. Na mensagem aos pais e encarregados de educação, o Bispo da Guarda lembra “o exercício da responsabilidade pes¬soal no momento da matrícula, onde se propõe a escolha desta disciplina curricular”.

Galeria Multimédia

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
JUBILEU DA DIOCESE: 5.6.2016 Homilia de D. Manuel Felício 1.Celebramos o 10º domingo do Tempo comum, em pleno Jubileu extraordinário da misericórdia. Hoje decidimo-nos a peregrinar até à nossa catedral, a Igreja mãe da Diocese e também o lugar Jubilar por excelência para toda a Diocese. A nossa procissão do seminário até aqui pretendeu lembrar-nos a nós e aos outros que somos peregrinos, a caminho de uma pátria que não está aqui. Por isso temos que viver no tempo com a certeza de que a nossa vocação é a eternidade, mas no exercício da responsabilidade que nos está cometida de fazer da história actual uma casa comum para todos. Acontece este ano Jubilar quando nós entramos na recta final de preparação da nossa assembleia diocesana de representantes. Desejamos, por isso, também com esta peregrinação pedir uma bênção especial do senhor para este evento, do qual esperamos a luz do Espírito Santo para nos ajudar a discernir os caminhos do futuro. Tal vai acontecer, por graça de Deus, durante o ano de 2017. Até lá é o tempo para motivarmos o mais possível as pessoas e as comunidades a darem o seu melhor contributo; tempo para ajustarmos e afinarmos os órgãos de participação que devem fazer parte da nossa vida comunitária, como sejam assembleias paroquiais e interparoquiais, conselhos pastorais arciprestais conselho pastoral Diocesano e conselho Presbiteral. Estes são instrumento de primeira importância na caminhada Sinodal, com participação o mais alargada possível, que nos é incessantemente recomendada, em particular pelas orientações que o Papa Francisco não cessa de nos dar. A ajuda dos 3 cadernos pastorais até agora preparados e colocados ao serviço da reflexão generalizada das comunidades e seus grupos, como a partir de agora o instrumentum laboris, ou instrumento de trabalho que está em elaboração para ser utilizado a partir de Setembro são instrumentos que eu vivamente recomendo a todos para que a preparação desta assembleia diocesana e a sua realização sejam de facto acontecimento de graça para todos nós. Está em causa definirmos caminhos que nos ajudem a renovar as nossas comunidades cristãs, à luz das constituições “Lumen Gentium” e “Gaudium et Spes” do vaticano II; a renovar a nossa evangelização e a nossa catequese para todas as idades, sempre na perspectiva de oferecer às pessoas e à sociedade os contributos de vida com qualidade que Jesus Cristo e o Evangelho propõem; caminhos para renovar as nossas formas de celebrar a Fé e viver práticas religiosas. Procuremos também a reorganização da Diocese em termos territoriais e de serviços que as circunstâncias actuais nos impõem. 2. A Palavra de Deus que acaba de ser proclamada, centra a nossa atenção na atitude e no dever de cuidar. É Jesus, no Evangelho que se aproxima daquela viúva que perdeu o seu filho, o seu filho único e lavada em lágrimas, o acompanha até ao cemitério. É o caso da viúva de Sarepta, que tinha hospedado o profeta Elias em sua casa. Veio uma doença que lhe roubou o filho. O profeta cuida desta viúva de duas formas. Primeiro libertando a sua consciência de um peso que vinha do seguinte pressuposto: se me aconteceu este mal é porque tenho pecados, que devo expiar; depois devolvendo a esta mãe o seu filho de novo vivo. Este acontecimento extraordinário é também sinal que ajuda aquela viúva o abrir o seu coração à Fé e aos sinais de Deus – agora vejo que és homem de Deus. O Evangelho apresenta-nos jesus na sua atitude constante de dar atenção às pessoas e cuidar sobretudo das que mais sofrem. Neste caso é-nos dito que Jesus, acompanhado do grupo dos discípulos, se cruzou com um cortejo fúnebre. Viu aquela mãe viúva que levava à sepultura o seu filho, o seu filho único e “compadeceu-se dela”, aproximou-se e disse-lhe: “não chores”. De imediato fez o milagre de recuperar aquele jovem para a vida e entregou-o à mãe. Todos se encheram de alegria, pela seguinte razão explicitada no Evangelho: “Deus visitou o seu povo”. Esta preocupação por cuidar de todos, indo ao encontro de cada um e de cada uma nas suas circunstâncias concretas é nota fundamental que marca a pessoa de Jesus e dos seus colaboradores, como de todos os homens de Deus como aconteceu com o profeta Elias junto da viúva de Sarepta. Esta atitude do cuidar, de fazer bem sem olhar a quem é marca de comunidades e de instituições inspiradas na caridade cristã. Mas sobretudo tem de ser o critério definidor de todos os programas que desejam levar a mensagem evangélica ao coração das pessoas e da vida em sociedade. O Papa Francisco, há 2 dias, presidindo ao Jubileu dos Sacerdotes na Praça de S. Pedro apontava três passos importantes para o serviço dos pastores na vida das comunidades. O primeiro é procurar: o segundo é incluir e o terceiro é alegrar-se. Na realidade o serviço de cuidar pede em primeiro lugar a todos principalmente aos que exercem alguma responsabilidade especial que procurem as pessoas, que vão ao encontro das pessoas concretas, as conheçam nas suas potencialidades e dificuldades, lhe ofereçam a sua companhia e as entusiasmem a sair das situações difíceis em que que encontram. A arma de proximidade é decisiva nesta batalha de colocar todas as pessoas no caminho da realização própria, dos outros e da mesma sociedade. E esse é também o caminho da inclusão, dessa tal plena inclusão humana e social em que todos precisamos de nos empenhar. Como sabemos são variadíssimas hoje como sempre as formas de exclusão que impedem as pessoas de se realizarem como tal e prejudicam a sociedade. É preciso ir ao encontro de todos, sair ao encontro de todos e motivá-los para, à sua medida e dentro das suas capacidades, participarem no movimento da sua construção pessoal e das comunidades que os integram. Como constatamos diariamente, hoje um dos maiores obstáculos à plena inclusão é o desemprego que continua a manter-se como verdadeiro flagelo das nossas sociedades. É preciso encontrar formas mais eficazes e concertadas entre os que governam e os que são governados para combater este flagelo. Por sua vez a alegria daquelas duas mães que receberam de volta os seus filhos com vida certamente partilhada pelos seus amigos e familiares é também a alegria que todos desejamos atingir, com a realização das capacidades pessoais de cada um e a organização da sociedade para que seja acolhedora e integradora de todos. E é nessa direcção que aponta o Evangelho de Jesus que nós como seus discípulos desejamos, sempre com mais eficácia, acolher, viver e oferecer à sociedade. Como sabemos, antes de ser uma doutrina e um programa de vida pessoal e social com sentido e dinamismo de continuado progresso, o Evangelho é um encontro pessoal com Deus na pessoa de Jesus Cristo. Encontro que modifica radicalmente a vida de cada um como aconteceu com a pessoa do Apóstolo Paulo. Perseguia os cristãos. De repente fez uma experiência única de encontro com Deus que ele traduz com estas palavras: “quando Deus me chamou pela sua graça e se dignou revelar em mim a pessoa de seu Filhos …não consultei a carne ou o sangue, mas retirei-me para a Arábia… só 3 anos depois subi a Jerusalém para ir ter com Pedro e Tiago”. Há-de ser este itinerário de Paulo hoje também inspirador dos nossos itinerários de Fé e de compromisso com o Evangelho. A experiência do encontro com Deus na Pessoa de Cristo tem de ser o ponto de partida. Segue-se a tomada de consciência por cada um dos aspetos em que a sua vida tem de mudar; vem depois a sadia colaboração com a comunidade segundo as orientações daqueles que estão colocados à sua frente. Aconteceu com Paulo e é o itinerário das nossas catequeses, formações e programação da ação evangelizadora para bem das comunidades. 3. O Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a viver pretende também centrar-nos no essencial da nossa vida de Fé; levar-nos a aprofundar a experiência de Deus que é Pai, e ama com amor infinito todos os seus filhos sem esconder um verdadeiro fraquinho por aqueles que mais precisam. Jesus Cristo é o rosto visível do amor infinito e misericordioso de Deus; é a porta que nos abre caminho para a verdadeira experiência de Deus, como também nos lembra as muitas portas da nossa vida pessoal e comunitária pelas quais havemos de cumprir o mandato de saída ao encontro de todos principalmente dos que habitam as periferias das mais variadas necessidades. Cada um de nós e nossas comunidades somos convidados a fazer percursos de ajustamento ao Pai de misericórdia, a Cristo e ao seu Evangelho. Somos de facto peregrinos na história e se o Jubileu nos convida às peregrinações a determinados lugares Jubilares, pretende levar-nos a fazer a experiência existencial de que somos peregrinos na história a caminho de uma pátria que a transcende. De facto não temos aqui morada permanente. O Jubileu é também apelo à nossa responsabilidade pessoal para reconhecermos o mal que fizemos e porventura continuarmos a fazer. E dizer-nos que Deus, na pessoa de Seu Filho Jesus, vem, em sua misericórdia infinita, ao nosso encontro para desfazer as nossas culpas com o seu perdão e nos ajudar a reparar as consequências trágicas do nosso pecado em nós próprios e nos outros. Esse é o sentido de indulgência jubilar. Esta semana as atenções da Igreja em Portugal vão estar voltadas para o Congresso Eucarístico Nacional que se realiza em Fátima de 10 a 12, sexta a domingo e para a peregrinação nacional do Apostolado de Oração também a Fátima que se realiza no domingo próximo. Que estas sejam oportunidades para reforçarmos a nossa entrada pessoal e comunitária na dinâmica do Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a celebrar. +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda