Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
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A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito

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Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso

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FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero,

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“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo

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Brasão de D. António Luciano

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito e verdade. O Livro aberto significa que a primeira missão do Bispo é ensinar e anunciar a alegria do Evangelho a todos. O Alfa e o Omega falam-nos da pessoa de Jesus Cristo, Aquele que nos revela a Palavra criadora e misericordiosa do Pai, o que na “água viva” nos oferece o Espírito que santifica.
Os rios de água viva evocam o rio Alva e o Mondego, cujas águas descem da Serra para banharem a Beira Alta e depois se misturarem na imensidão do mar. Mistério incomparável de amor, de comunhão e de unidade. O brasão tem duas cores. O azul e o amarelo. O azul revela o acto criador de Deus. Lembra o firmamento do céu, a vida nova em Cristo Ressuscitado e o desejo de “aspirar às coisas do alto” (Col 3, 2), a glória de Deus. Evoca a figura de Maria de Nazaré, a Mulher do tempo novo, a Senhora do Fiat. A Serra da Estrela, a mais alta, aparece como símbolo de uma meta a atingir, de uma espiritualidade cristã a escalar. A neve branca, pura e cristalina, aponta o ideal das Bem-Aventuranças. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). A vocação cristã é uma experiência de vida, de serviço, de amor, de entrega, um caminho de santidade a atingir por todos e em cada dia. A Estrela, coroada ao centro em fundo azul, mostra-nos Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a Estrela da “Nova Evangelização”, a Senhora da Assunção, a Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos, que, com o seu manto de graça, de luz e de virtude, nos protege. O amarelo lembra a Igreja que está no mundo como luz e sinal de salvação para construir o Reino de Deus entre os homens. Na parte superior, o granito cortado evoca a beleza arquitectónica, única e singular das catedrais. Os traços, em figura de montanha, lembram os pontos mais altos da Sé da Guarda, que nos desafiam a fazer um caminho para Deus. A Candeia acesa é Cristo, luz do mundo. Ele veio para iluminar a humanidade e dissipar as trevas do erro. Ela é sinal da fé viva dos cristãos. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). O símbolo da Enfermagem representado na candeia acesa recorda o serviço na promoção e defesa da vida humana, e a entrega abnegada aos doentes e a todos os que sofrem. Recorda também ao Bispo que Ele deve iluminar, vigiar, amar, cuidar e estar próximo do seu rebanho, imitando a Cristo o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade. “Fiat Voluntas Tua” (Mt 6, 10) – é uma prece da oração do Pai-Nosso.

Ordenação Episcopal de D. António Luciano dos Santos Costa - Homilia de D. Manuel Felício

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso Irmão António Luciano que hoje, recebendo a plenitude do Espírito Santo, e revestido com os seus dons, vai ficar especialmente configurado com Cristo para exercer o ministério Episcopal.
De facto, pela imposição de mãos dos Bispos presentes ele é constituído cabeça e pastor de uma Igreja particular, neste caso, a Diocese de Viseu, mas também e ao mesmo tempo membro do Colégio Episcopal e portanto corresponsável com a Igreja no seu todo. De facto, para cumprir o maravilhoso desígnio de salvação dirigido a todas as pessoas, povos e nações, Deus enviou o Seu Filho Único, que inaugurou o anúncio da Boa Nova, vivendo entre nós e partilhando a nossa condição. Quis depois que essa Sua Missão fosse continuada pelo ministério dos Doze, constituídos em Colégio Apostólico, presidido pelo Apóstolo Pedro. Estes, por sua vez, transmitiram aos seus sucessores, pela imposição de mãos e a oração, o mesmo mandato recebido do Senhor Jesus. Por isso, os Bispos, cada um a presidir à sua Igreja particular e todos constituídos em colégio episcopal transportam consigo a responsabilidade de garantir a Tradição da Fé que nos vem dos Apóstolos e por eles do próprio Jesus Cristo. E cumpriram esta missão quer quando cada um deles preside à Igreja particular quer quando, em comunhão com os outros Bispos, em colégio episcopal presidio pelo Sucessor de Pedro, vivem a corresponsabilidade pela condução de vida da Igreja universal. Jesus Cristo é, de facto, o único Bom Pastor, como lembra o Evangelho de S. João que escutámos. Hoje, através dos Bispos e seus colaboradores mais diretos, a começar pelos que com eles partilham o Sacramento da Ordem mas também de outros ministérios e serviços, é o mesmo Cristo quem continua a pastorear a Sua Igreja. Sendo assim, na pessoa do Bispo, rodeado principalmente dos seus presbíteros e diáconos, é o mesmo Jesus Cristo que está presente para continuar a anunciar o Evangelho, a oferecer-nos os mistérios da fé e a conduzir-nos através da história, em peregrinação, rumo à pátria eterna. E enquanto único Bom Pastor, Jesus Cristo diz aos Bispos e seus colaboradores quais as posturas que hão-de assumir para construção daa vida da Igreja e a conduzirem pelos caminhos da salvação. Ora, a Sua Palavra hoje escutada no Evangelho de S. João é clara e vai direta ao assunto, quando nos diz: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É mesmo essa disposição de dar a vida que em breve, tu, irmão D. António Luciano nos vais manifestar, respondendo à pergunta: “Queres consagrar-te até à morte ao Ministério Episcopal?”. Contrariamente ao mercenário, que explora as ovelhas e as abandona, o Bom Pastor conhece-as e é conhecido de cada uma delas. Lembrando recomendações do Papa Francisco, o Pastor que o é de verdade procura estar próximo das suas ovelhas para as acompanhar de perto e defendê-las dos lobos que tentam desgarrar o rebanho (cf. Evg. 17, 1). E se estamos preocupados com os fiéis que constituem o tecido das nossas comunidades, não o podemos estar menos com os que estão fora. É o próprio Cristo quem nos alerta, ao dizer: “Tenho ainda outras ovelhas que não estão neste redil e preciso de as reunir”. E aqui, todos nós Bispos nos sentimos interpelados pela pergunta que vai ser feita ao que hoje é ordenado, nos seguintes termos: “Queres, como bom pastor, procurar as ovelhas dispersas e conduzi-las ao redil do Senhor?” Sempre, mas hoje mais do que nunca, é para nós urgente “primeirear” a responsabilidade missionária da Igreja, usando a expressão muito própria do Papa Francisco. Concretizando ainda mais, como Bispos responsáveis pela condução das nossas Igrejas particulares e corresponsáveis pela vida da Igreja universal, temos a especial obrigação de despertar em nós, como também nos nossos mais diretos colaboradores e nos fiéis em geral, o dinamismo missionário. Não queremos uma Igreja à defesa, mas sim uma Igreja empenhada em cumprir o Sonho do Papa Francisco, colocando todas as suas capacidades mais ao serviço da evangelização do mundo atual do que da sua auto-preservação (7.Eg, 27). O especial Outubro missionário de 2019 proclamado pelo Papa Francisco bem como o especial ano missionário (2018-2019) declarado pela Conferência Episcopal Portuguesa constituem também para nós Bispos forte interpelação. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou” – escutámos nós na leitura do Profeta Isaías. De facto o Espírito Santo ungiu a Pessoa de Cristo e presidiu ao cumprimento de toda a Sua missão messiânica de evangelizar os pobres, consolar os aflitos e de proclamar o ano da justiça divina, que substitui o luto pela alegria. Hoje o mesmo Espírito Divino, como cantaremos em breve, pela imposição das nossas mãos, desce abundantemente sobre o novo Bispo, fazendo dele verdadeiro Sacerdote do Senhor, servidor da Nova Aliança estabelecida em Cristo Jesus. Sim, é para servir que o Senhor hoje te faz Bispo, Irmão D. António Luciano, como lembra o Pontifical Romano de Ordenação Episcopal, nos seguintes termos: “O Episcopado significa trabalho e não honra; e o Bispo, mais do que presidir tem obrigação de servir”. E nesse serviço inclui-se o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Sendo assim, e sobre o múnus de ensinar ressoa em nós, particularmente neste momento, a exortação do Apóstolo dirigido a seu discípulo Timóteo: Proclama a Palavra, a tempo e fora de tempo; exorta com toda a paciência e doutrina. Quanto à função de santificar que nos está confiada, nós Bispos vamos escutar hoje de novo o convite para perseverar na oração a Deus Pai Todo-poderoso em favor do Povo Santo de Deus e a exercer a plenitude do Sacerdócio com toda a fidelidade. Na Ordenação Episcopal é-nos também entregue a missão de governar em ordem à edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja, permanecendo em unidade com a Ordem dos Bispos e sob a autoridade do Sumo Pontífice (P.R., n.40) Por isso, compreendemos a recomendação que o Pontifical Romano faz ao novo Bispo na hora da Sua Ordenação Episcopal, com os seguintes termos – “Com amor paterno e fraterno, ama todos quantos Deus confia ao ter cuidado pastoral, sobretudo os presbíteros e os diáconos que têm parte contigo no ministério de Cristo…exorta os fiéis a colaborarem contigo no trabalho apostólico e dispõe-te a ouvi-los de bom grado” (P.R, 39). Aceitando e ponto em prática estas sábias recomendações, saberemos promover a verdadeira comunhão de ministérios, ao serviço da comunhão da Igreja dentro de cada uma das suas comunidades, como também das mesmas comunidades entre si, sempre focada no mandato missionário recebido do próprio Cristo. Mas as palavras do profeta Isaías que hoje escutámos privilegiam, de facto, a atenção que temos de continuar a dar aos pobres, aos atribulados, aos prisioneiros, aos cativos necessitados de libertação, aos que se encontram envolvidos pelo luto da dor. Numa palavra, chamam a nossa atenção para as periferias da pobreza, mas também da dor e do abandono ou simplesmente da marginalidade, como são referidas pelo Papa Francisco. Também nós Bispos hoje contigo, irmão D. António Luciano, queremos responder à pergunta que te vai ser assim feita: “Queres ser, pelo nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres, os deslocados e todos os que precisam?”. Diante desta forte interpelação que a Liturgia nos faz, queremos escutar mais uma vez, palavras do Papa Francisco, lembrando a cada cristão e a cada comunidade cristã o encargo de serem instrumento do Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres para que possam integrar-se plenamente na Sociedade (Eg, 187). Perante a experiência que Paulo nos conta na sua II carta aos Coríntios, também nós não esperamos facilidades no cumprimento da missão episcopal que o Senhor Jesus Cristo nos confia para, em Seu nome, pastorearmos a Igreja. Foram muitas as dificuldades que o Apóstolo experimentou e das quais nos dá testemunho, desde a perseguição, à perplexidade, passando pelo abatimento e pelo abandono. Uma luz, porém, bastou para dar sentido a todos os seus sofrimentos e tribulações. Essa luz para ele e para nós hoje vem-nos da certeza da Ressurreição de Cristo, garantia da nossa Ressurreição, pois, como lembra a referida carta, “Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar com Ele e nos levará para junto d’Ele”. Sendo assim, saberemos compreender igualmente como os nossos sofrimentos são oportunidade para participarmos nos sofrimentos de Cristo. Finalmente diante da mesma experiência de Paulo lembramos a nossa grande fragilidade, por levarmos em vasos de barro um grande tesouro, o tesouro do ministério que nos está confiado. Cumpre-nos ao mesmo tempo, a obrigação de transformar as nossas múltiplas fragilidades em oportunidades para deixar brilhar em nós e em tudo o que fazemos a grandeza e a força do próprio Deus, única fonte de todo o bem que nós possamos realizar. De facto, uma só coisa é necessária – Que Ele reine nos nossos corações, na vida da Igreja e na vida do mundo. Que Deus seja louvado, Sua Mãe Maria Santíssima e nossa Padroeira, seja honrada com todos os santos, na comunhão da Igreja, para que o mundo creia. Amén.

Bula do Nomeação

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero, eleito Bispo de Viseu, saúde e Bênção Apostólica.
Sendo necessário prover de Pastor a diocese de Viseu, vaga após a renúncia do Venerável Irmão Ilídio Pinto Leandro, ouvida a Congregação para os Bispos, tu, amado Filho, ornado com as devidas qualidades, perito em teologia moral e nos assuntos eclesiásticos, és considerado digno de a governar. Por isso, Nós, ocupando a Cátedra do bem-aventurado Pedro e com a solicitude por toda a grei do Senhor, com o Nosso supremo poder Apostólico, nomeamos-te Bispo de Viseu, com todos os direitos e obrigações. Permitimos que recebas a Ordenação por qualquer Bispo católico fora da cidade de Roma, observando as leis litúrgicas e antecedida da profissão da Fé católica e do Juramento de Fidelidade dirigido a Nós e aos Nossos Sucessores, segundo os sagrados cânones. Mandamos, além disso, que esta Carta seja dada a conhecer ao clero e ao povo da tua Sede própria; e exortamo-los a que te recebam com alegria e permaneçam continuamente unidos a ti. Finalmente, dilecto Filho, procura cumprir o gravíssimo ofício de Bispo, de tal modo que os fiéis a ti confiados cresçam continuamente na Fé, na Esperança e, acima de tudo, na Caridade, a rainha de todas as virtudes. A paz e a alegria de Cristo, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estejam continuamente contigo e com esta caríssima comunidade eclesial, no amado Portugal. Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos três dias do mês de Maio do ano de dois mil e dezoito, sexto do Nosso Pontificado. Francisco, Papa.

MENSAGEM DE D. ANTÓNIO LUCIANO DOS SANTOS COSTA

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo caminha connosco e surpreende-nos. “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28,20), cumpriram-se nesta tarde, aqui na Sé da Guarda, estas Palavras de Jesus. Agora, posso “partir e servir com aquela atitude de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo”(Gaudete et Exsultate nº 129).
A oração é o verdadeiro respiro de Deus nas nossas vidas, e, eu senti-o do modo particular na minha Ordenação Episcopal. Esta leva-nos ao coração de Deus e traz o coração de Deus à nossa frágil condição humana. Ao rezar ao Pai, “Venha o teu reino e “seja feita a Tua vontade”, a Igreja reunida entra no coração de Deus Pai, fonte de vida, de amor e de paz. Assim foi a oração de Maria, a serva humilde e fiel, a cuidadora das feridas da humanidade sofredora, a Senhora da Piedade, que nos ensina a amar e a servir o Seu Filho, o Bom Pastor, presente na fragilidade do género humano. Peço a São José, o dom do silêncio prudente e fiel, que me ajude a guardar, a administrar bem a Igreja e a vigiar pela sua unidade e integridade. Que a coragem e o testemunho dos Apóstolos e de todos os Santos me ajudem a cantar convosco eternamente as maravilhas do Senhor. Reitero profunda gratidão, comunhão, obediência na fé e veneração filial à Igreja, na pessoa do Papa Francisco, sucessor do Apóstolo São Pedro, que me chamou para fazer parte do Colégio Apostólico. Agradeço cordialmente ao Senhor Núncio Apostólico a sua presença amiga e carinhosa manifestada desde a primeira hora. Peço-lhe que seja portador destes meus sentimentos de gratidão e comunhão ao Santo Padre. Um obrigado de filho e irmão ao Senhor D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Senhor D, Jorge Ortiga Arcebispo de Braga, ao Senhor D. Ilídio Leandro, Administrador da Diocese de Viseu, aos meus irmãos Bispos presentes, aos sacerdotes, diáconos, religiosos (as) consagrados (as), aos seminaristas e leigos empenhados na vida da Igreja, aos amigos e pessoas de bem. Às Autoridades civis, académicas, institucionais, militarizadas e outras aqui presentes, aos representantes dos Meios de Comunicação Social, a todos os que foram meus paroquianos e colaboradores na Capelania da UBI, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital da Guarda, no Instituto Politécnico, Escola Superior de Saúde da Guarda, na Pastoral da Saúde, Associação Católica dos Enfermeiros, Capelanias Hospitalares, Movimentos e Obras, Associações Académicas e tantas pessoas amigas que comigo privaram e trabalharam, alunos, professores e colegas dos vários estabelecimentos de ensino, hospitais, comissões de ética e instituições, com quem tive o privilégio de trabalhar e com quem muito aprendi. A todas as pessoas amigas, conhecidas e anónimas que participaram nesta bela celebração Eucarística e a todos os que estão unidos espiritualmente um bem-haja sincero e beirão! Que Deus vos recompense por tanto bem realizado e o transforme em graça e dom de novas vocações para a Igreja. Uma palavra de gratidão de, esperança e estima às crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, frágeis, doentes, abandonados e a todos os que experimentam a dor e a solidão. Que nunca vos faltem bons cuidadores! Deus ama-vos muito. Há sempre um receber e um dar. Dai sem medida e sereis felizes! A comunhão fraterna, a proximidade, a gratuidade e a solidariedade são muito mais que gestos importantes, são a base sólida de uma sociedade sadia e de uma Igreja renovada. À minha família, às minhas imãs, cunhados, sobrinhos, sobrinha, aos que não puderam vir, um grande abraço, tenho vos a todos no meu coração. Um bem haja sincero: Aos meus paroquianos de hoje e de sempre, aos amigos vindos de tantos pontos do país, aos diocesanos de Viseu e da Guarda, aos que vieram de Coimbra, conterrâneos de Corgas e de toda a paróquia de Sandomil; Ao nosso pároco o Padre Carlos Dionísio, a todo o arciprestado de Seia, que comigo louva o Senhor, pelo dom da minha Ordenação Episcopal; À Equipa nomeada pelo Senhor Bispo para preparar esta belíssima festa com todos os seus membros presidida pelo Vigário Geral, Cónego Manuel Pereira de Matos; À paróquia da Sé e de S. Vicente, à Casa Veritas, à Editora Paulus, ao Seminário Maior e sua Equipa, às Servas de Jesus, às empregadas (os), a todos os que me manifestaram a sua amizade, oração e presença amiga ao longo deste mês e meio e nesta semana de tanto trabalho, oração e preocupações; Ao arciprestado da Guarda com os seus padres, consagradas e leigos que puseram tanto empenho e beleza nesta festa e na sua ornamentação, à equipa de liturgia e paramentaria ao grupo coral, aos que trabalharam muito, rezaram no silêncio e clausura, aos doentes e seus cuidadores, aos que estão aqui e aos que não podem estar. Um obrigado do coração a todos. Rezarei sempre por vós ao Senhor, que Deus vos recompense. Ousadia dioceses da Guarda e de Viseu, renovação, força, confiança, coragem e muita esperança em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor. Deus está connosco, em tudo “amar e servir”, eis o desafio feito à Igreja. Deus está connosco e espera com zelo apostólico a nossa colaboração. Que Maria, a Virgem das mãos orantes, a Senhora da Assunção guie sempre os nossos passos. “Para maior honra e glória de Deus” rezemos, “Fiat Voluntas Tua”. + António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

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Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
JUBILEU DA DIOCESE: 5.6.2016 Homilia de D. Manuel Felício 1.Celebramos o 10º domingo do Tempo comum, em pleno Jubileu extraordinário da misericórdia. Hoje decidimo-nos a peregrinar até à nossa catedral, a Igreja mãe da Diocese e também o lugar Jubilar por excelência para toda a Diocese. A nossa procissão do seminário até aqui pretendeu lembrar-nos a nós e aos outros que somos peregrinos, a caminho de uma pátria que não está aqui. Por isso temos que viver no tempo com a certeza de que a nossa vocação é a eternidade, mas no exercício da responsabilidade que nos está cometida de fazer da história actual uma casa comum para todos. Acontece este ano Jubilar quando nós entramos na recta final de preparação da nossa assembleia diocesana de representantes. Desejamos, por isso, também com esta peregrinação pedir uma bênção especial do senhor para este evento, do qual esperamos a luz do Espírito Santo para nos ajudar a discernir os caminhos do futuro. Tal vai acontecer, por graça de Deus, durante o ano de 2017. Até lá é o tempo para motivarmos o mais possível as pessoas e as comunidades a darem o seu melhor contributo; tempo para ajustarmos e afinarmos os órgãos de participação que devem fazer parte da nossa vida comunitária, como sejam assembleias paroquiais e interparoquiais, conselhos pastorais arciprestais conselho pastoral Diocesano e conselho Presbiteral. Estes são instrumento de primeira importância na caminhada Sinodal, com participação o mais alargada possível, que nos é incessantemente recomendada, em particular pelas orientações que o Papa Francisco não cessa de nos dar. A ajuda dos 3 cadernos pastorais até agora preparados e colocados ao serviço da reflexão generalizada das comunidades e seus grupos, como a partir de agora o instrumentum laboris, ou instrumento de trabalho que está em elaboração para ser utilizado a partir de Setembro são instrumentos que eu vivamente recomendo a todos para que a preparação desta assembleia diocesana e a sua realização sejam de facto acontecimento de graça para todos nós. Está em causa definirmos caminhos que nos ajudem a renovar as nossas comunidades cristãs, à luz das constituições “Lumen Gentium” e “Gaudium et Spes” do vaticano II; a renovar a nossa evangelização e a nossa catequese para todas as idades, sempre na perspectiva de oferecer às pessoas e à sociedade os contributos de vida com qualidade que Jesus Cristo e o Evangelho propõem; caminhos para renovar as nossas formas de celebrar a Fé e viver práticas religiosas. Procuremos também a reorganização da Diocese em termos territoriais e de serviços que as circunstâncias actuais nos impõem. 2. A Palavra de Deus que acaba de ser proclamada, centra a nossa atenção na atitude e no dever de cuidar. É Jesus, no Evangelho que se aproxima daquela viúva que perdeu o seu filho, o seu filho único e lavada em lágrimas, o acompanha até ao cemitério. É o caso da viúva de Sarepta, que tinha hospedado o profeta Elias em sua casa. Veio uma doença que lhe roubou o filho. O profeta cuida desta viúva de duas formas. Primeiro libertando a sua consciência de um peso que vinha do seguinte pressuposto: se me aconteceu este mal é porque tenho pecados, que devo expiar; depois devolvendo a esta mãe o seu filho de novo vivo. Este acontecimento extraordinário é também sinal que ajuda aquela viúva o abrir o seu coração à Fé e aos sinais de Deus – agora vejo que és homem de Deus. O Evangelho apresenta-nos jesus na sua atitude constante de dar atenção às pessoas e cuidar sobretudo das que mais sofrem. Neste caso é-nos dito que Jesus, acompanhado do grupo dos discípulos, se cruzou com um cortejo fúnebre. Viu aquela mãe viúva que levava à sepultura o seu filho, o seu filho único e “compadeceu-se dela”, aproximou-se e disse-lhe: “não chores”. De imediato fez o milagre de recuperar aquele jovem para a vida e entregou-o à mãe. Todos se encheram de alegria, pela seguinte razão explicitada no Evangelho: “Deus visitou o seu povo”. Esta preocupação por cuidar de todos, indo ao encontro de cada um e de cada uma nas suas circunstâncias concretas é nota fundamental que marca a pessoa de Jesus e dos seus colaboradores, como de todos os homens de Deus como aconteceu com o profeta Elias junto da viúva de Sarepta. Esta atitude do cuidar, de fazer bem sem olhar a quem é marca de comunidades e de instituições inspiradas na caridade cristã. Mas sobretudo tem de ser o critério definidor de todos os programas que desejam levar a mensagem evangélica ao coração das pessoas e da vida em sociedade. O Papa Francisco, há 2 dias, presidindo ao Jubileu dos Sacerdotes na Praça de S. Pedro apontava três passos importantes para o serviço dos pastores na vida das comunidades. O primeiro é procurar: o segundo é incluir e o terceiro é alegrar-se. Na realidade o serviço de cuidar pede em primeiro lugar a todos principalmente aos que exercem alguma responsabilidade especial que procurem as pessoas, que vão ao encontro das pessoas concretas, as conheçam nas suas potencialidades e dificuldades, lhe ofereçam a sua companhia e as entusiasmem a sair das situações difíceis em que que encontram. A arma de proximidade é decisiva nesta batalha de colocar todas as pessoas no caminho da realização própria, dos outros e da mesma sociedade. E esse é também o caminho da inclusão, dessa tal plena inclusão humana e social em que todos precisamos de nos empenhar. Como sabemos são variadíssimas hoje como sempre as formas de exclusão que impedem as pessoas de se realizarem como tal e prejudicam a sociedade. É preciso ir ao encontro de todos, sair ao encontro de todos e motivá-los para, à sua medida e dentro das suas capacidades, participarem no movimento da sua construção pessoal e das comunidades que os integram. Como constatamos diariamente, hoje um dos maiores obstáculos à plena inclusão é o desemprego que continua a manter-se como verdadeiro flagelo das nossas sociedades. É preciso encontrar formas mais eficazes e concertadas entre os que governam e os que são governados para combater este flagelo. Por sua vez a alegria daquelas duas mães que receberam de volta os seus filhos com vida certamente partilhada pelos seus amigos e familiares é também a alegria que todos desejamos atingir, com a realização das capacidades pessoais de cada um e a organização da sociedade para que seja acolhedora e integradora de todos. E é nessa direcção que aponta o Evangelho de Jesus que nós como seus discípulos desejamos, sempre com mais eficácia, acolher, viver e oferecer à sociedade. Como sabemos, antes de ser uma doutrina e um programa de vida pessoal e social com sentido e dinamismo de continuado progresso, o Evangelho é um encontro pessoal com Deus na pessoa de Jesus Cristo. Encontro que modifica radicalmente a vida de cada um como aconteceu com a pessoa do Apóstolo Paulo. Perseguia os cristãos. De repente fez uma experiência única de encontro com Deus que ele traduz com estas palavras: “quando Deus me chamou pela sua graça e se dignou revelar em mim a pessoa de seu Filhos …não consultei a carne ou o sangue, mas retirei-me para a Arábia… só 3 anos depois subi a Jerusalém para ir ter com Pedro e Tiago”. Há-de ser este itinerário de Paulo hoje também inspirador dos nossos itinerários de Fé e de compromisso com o Evangelho. A experiência do encontro com Deus na Pessoa de Cristo tem de ser o ponto de partida. Segue-se a tomada de consciência por cada um dos aspetos em que a sua vida tem de mudar; vem depois a sadia colaboração com a comunidade segundo as orientações daqueles que estão colocados à sua frente. Aconteceu com Paulo e é o itinerário das nossas catequeses, formações e programação da ação evangelizadora para bem das comunidades. 3. O Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a viver pretende também centrar-nos no essencial da nossa vida de Fé; levar-nos a aprofundar a experiência de Deus que é Pai, e ama com amor infinito todos os seus filhos sem esconder um verdadeiro fraquinho por aqueles que mais precisam. Jesus Cristo é o rosto visível do amor infinito e misericordioso de Deus; é a porta que nos abre caminho para a verdadeira experiência de Deus, como também nos lembra as muitas portas da nossa vida pessoal e comunitária pelas quais havemos de cumprir o mandato de saída ao encontro de todos principalmente dos que habitam as periferias das mais variadas necessidades. Cada um de nós e nossas comunidades somos convidados a fazer percursos de ajustamento ao Pai de misericórdia, a Cristo e ao seu Evangelho. Somos de facto peregrinos na história e se o Jubileu nos convida às peregrinações a determinados lugares Jubilares, pretende levar-nos a fazer a experiência existencial de que somos peregrinos na história a caminho de uma pátria que a transcende. De facto não temos aqui morada permanente. O Jubileu é também apelo à nossa responsabilidade pessoal para reconhecermos o mal que fizemos e porventura continuarmos a fazer. E dizer-nos que Deus, na pessoa de Seu Filho Jesus, vem, em sua misericórdia infinita, ao nosso encontro para desfazer as nossas culpas com o seu perdão e nos ajudar a reparar as consequências trágicas do nosso pecado em nós próprios e nos outros. Esse é o sentido de indulgência jubilar. Esta semana as atenções da Igreja em Portugal vão estar voltadas para o Congresso Eucarístico Nacional que se realiza em Fátima de 10 a 12, sexta a domingo e para a peregrinação nacional do Apostolado de Oração também a Fátima que se realiza no domingo próximo. Que estas sejam oportunidades para reforçarmos a nossa entrada pessoal e comunitária na dinâmica do Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a celebrar. +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda