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Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

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Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

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Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
JUBILEU DA DIOCESE: 5.6.2016 Homilia de D. Manuel Felício 1.Celebramos o 10º domingo do Tempo comum, em pleno Jubileu extraordinário da misericórdia. Hoje decidimo-nos a peregrinar até à nossa catedral, a Igreja mãe da Diocese e também o lugar Jubilar por excelência para toda a Diocese. A nossa procissão do seminário até aqui pretendeu lembrar-nos a nós e aos outros que somos peregrinos, a caminho de uma pátria que não está aqui. Por isso temos que viver no tempo com a certeza de que a nossa vocação é a eternidade, mas no exercício da responsabilidade que nos está cometida de fazer da história actual uma casa comum para todos. Acontece este ano Jubilar quando nós entramos na recta final de preparação da nossa assembleia diocesana de representantes. Desejamos, por isso, também com esta peregrinação pedir uma bênção especial do senhor para este evento, do qual esperamos a luz do Espírito Santo para nos ajudar a discernir os caminhos do futuro. Tal vai acontecer, por graça de Deus, durante o ano de 2017. Até lá é o tempo para motivarmos o mais possível as pessoas e as comunidades a darem o seu melhor contributo; tempo para ajustarmos e afinarmos os órgãos de participação que devem fazer parte da nossa vida comunitária, como sejam assembleias paroquiais e interparoquiais, conselhos pastorais arciprestais conselho pastoral Diocesano e conselho Presbiteral. Estes são instrumento de primeira importância na caminhada Sinodal, com participação o mais alargada possível, que nos é incessantemente recomendada, em particular pelas orientações que o Papa Francisco não cessa de nos dar. A ajuda dos 3 cadernos pastorais até agora preparados e colocados ao serviço da reflexão generalizada das comunidades e seus grupos, como a partir de agora o instrumentum laboris, ou instrumento de trabalho que está em elaboração para ser utilizado a partir de Setembro são instrumentos que eu vivamente recomendo a todos para que a preparação desta assembleia diocesana e a sua realização sejam de facto acontecimento de graça para todos nós. Está em causa definirmos caminhos que nos ajudem a renovar as nossas comunidades cristãs, à luz das constituições “Lumen Gentium” e “Gaudium et Spes” do vaticano II; a renovar a nossa evangelização e a nossa catequese para todas as idades, sempre na perspectiva de oferecer às pessoas e à sociedade os contributos de vida com qualidade que Jesus Cristo e o Evangelho propõem; caminhos para renovar as nossas formas de celebrar a Fé e viver práticas religiosas. Procuremos também a reorganização da Diocese em termos territoriais e de serviços que as circunstâncias actuais nos impõem. 2. A Palavra de Deus que acaba de ser proclamada, centra a nossa atenção na atitude e no dever de cuidar. É Jesus, no Evangelho que se aproxima daquela viúva que perdeu o seu filho, o seu filho único e lavada em lágrimas, o acompanha até ao cemitério. É o caso da viúva de Sarepta, que tinha hospedado o profeta Elias em sua casa. Veio uma doença que lhe roubou o filho. O profeta cuida desta viúva de duas formas. Primeiro libertando a sua consciência de um peso que vinha do seguinte pressuposto: se me aconteceu este mal é porque tenho pecados, que devo expiar; depois devolvendo a esta mãe o seu filho de novo vivo. Este acontecimento extraordinário é também sinal que ajuda aquela viúva o abrir o seu coração à Fé e aos sinais de Deus – agora vejo que és homem de Deus. O Evangelho apresenta-nos jesus na sua atitude constante de dar atenção às pessoas e cuidar sobretudo das que mais sofrem. Neste caso é-nos dito que Jesus, acompanhado do grupo dos discípulos, se cruzou com um cortejo fúnebre. Viu aquela mãe viúva que levava à sepultura o seu filho, o seu filho único e “compadeceu-se dela”, aproximou-se e disse-lhe: “não chores”. De imediato fez o milagre de recuperar aquele jovem para a vida e entregou-o à mãe. Todos se encheram de alegria, pela seguinte razão explicitada no Evangelho: “Deus visitou o seu povo”. Esta preocupação por cuidar de todos, indo ao encontro de cada um e de cada uma nas suas circunstâncias concretas é nota fundamental que marca a pessoa de Jesus e dos seus colaboradores, como de todos os homens de Deus como aconteceu com o profeta Elias junto da viúva de Sarepta. Esta atitude do cuidar, de fazer bem sem olhar a quem é marca de comunidades e de instituições inspiradas na caridade cristã. Mas sobretudo tem de ser o critério definidor de todos os programas que desejam levar a mensagem evangélica ao coração das pessoas e da vida em sociedade. O Papa Francisco, há 2 dias, presidindo ao Jubileu dos Sacerdotes na Praça de S. Pedro apontava três passos importantes para o serviço dos pastores na vida das comunidades. O primeiro é procurar: o segundo é incluir e o terceiro é alegrar-se. Na realidade o serviço de cuidar pede em primeiro lugar a todos principalmente aos que exercem alguma responsabilidade especial que procurem as pessoas, que vão ao encontro das pessoas concretas, as conheçam nas suas potencialidades e dificuldades, lhe ofereçam a sua companhia e as entusiasmem a sair das situações difíceis em que que encontram. A arma de proximidade é decisiva nesta batalha de colocar todas as pessoas no caminho da realização própria, dos outros e da mesma sociedade. E esse é também o caminho da inclusão, dessa tal plena inclusão humana e social em que todos precisamos de nos empenhar. Como sabemos são variadíssimas hoje como sempre as formas de exclusão que impedem as pessoas de se realizarem como tal e prejudicam a sociedade. É preciso ir ao encontro de todos, sair ao encontro de todos e motivá-los para, à sua medida e dentro das suas capacidades, participarem no movimento da sua construção pessoal e das comunidades que os integram. Como constatamos diariamente, hoje um dos maiores obstáculos à plena inclusão é o desemprego que continua a manter-se como verdadeiro flagelo das nossas sociedades. É preciso encontrar formas mais eficazes e concertadas entre os que governam e os que são governados para combater este flagelo. Por sua vez a alegria daquelas duas mães que receberam de volta os seus filhos com vida certamente partilhada pelos seus amigos e familiares é também a alegria que todos desejamos atingir, com a realização das capacidades pessoais de cada um e a organização da sociedade para que seja acolhedora e integradora de todos. E é nessa direcção que aponta o Evangelho de Jesus que nós como seus discípulos desejamos, sempre com mais eficácia, acolher, viver e oferecer à sociedade. Como sabemos, antes de ser uma doutrina e um programa de vida pessoal e social com sentido e dinamismo de continuado progresso, o Evangelho é um encontro pessoal com Deus na pessoa de Jesus Cristo. Encontro que modifica radicalmente a vida de cada um como aconteceu com a pessoa do Apóstolo Paulo. Perseguia os cristãos. De repente fez uma experiência única de encontro com Deus que ele traduz com estas palavras: “quando Deus me chamou pela sua graça e se dignou revelar em mim a pessoa de seu Filhos …não consultei a carne ou o sangue, mas retirei-me para a Arábia… só 3 anos depois subi a Jerusalém para ir ter com Pedro e Tiago”. Há-de ser este itinerário de Paulo hoje também inspirador dos nossos itinerários de Fé e de compromisso com o Evangelho. A experiência do encontro com Deus na Pessoa de Cristo tem de ser o ponto de partida. Segue-se a tomada de consciência por cada um dos aspetos em que a sua vida tem de mudar; vem depois a sadia colaboração com a comunidade segundo as orientações daqueles que estão colocados à sua frente. Aconteceu com Paulo e é o itinerário das nossas catequeses, formações e programação da ação evangelizadora para bem das comunidades. 3. O Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a viver pretende também centrar-nos no essencial da nossa vida de Fé; levar-nos a aprofundar a experiência de Deus que é Pai, e ama com amor infinito todos os seus filhos sem esconder um verdadeiro fraquinho por aqueles que mais precisam. Jesus Cristo é o rosto visível do amor infinito e misericordioso de Deus; é a porta que nos abre caminho para a verdadeira experiência de Deus, como também nos lembra as muitas portas da nossa vida pessoal e comunitária pelas quais havemos de cumprir o mandato de saída ao encontro de todos principalmente dos que habitam as periferias das mais variadas necessidades. Cada um de nós e nossas comunidades somos convidados a fazer percursos de ajustamento ao Pai de misericórdia, a Cristo e ao seu Evangelho. Somos de facto peregrinos na história e se o Jubileu nos convida às peregrinações a determinados lugares Jubilares, pretende levar-nos a fazer a experiência existencial de que somos peregrinos na história a caminho de uma pátria que a transcende. De facto não temos aqui morada permanente. O Jubileu é também apelo à nossa responsabilidade pessoal para reconhecermos o mal que fizemos e porventura continuarmos a fazer. E dizer-nos que Deus, na pessoa de Seu Filho Jesus, vem, em sua misericórdia infinita, ao nosso encontro para desfazer as nossas culpas com o seu perdão e nos ajudar a reparar as consequências trágicas do nosso pecado em nós próprios e nos outros. Esse é o sentido de indulgência jubilar. Esta semana as atenções da Igreja em Portugal vão estar voltadas para o Congresso Eucarístico Nacional que se realiza em Fátima de 10 a 12, sexta a domingo e para a peregrinação nacional do Apostolado de Oração também a Fátima que se realiza no domingo próximo. Que estas sejam oportunidades para reforçarmos a nossa entrada pessoal e comunitária na dinâmica do Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a celebrar. +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda