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Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
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A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica

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Preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” - Diocese promove inquérito para saber a opinião dos jovens

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica vai realizar em Roma, em 2018. O inquérito está disponível online (www.diocesedaguarda.pt) e pretende recolher dados, segundo os “lineamenta” que preparam o próximo Sínodo, “para serem posteriormente tratados e deles resultar a reflexão sobre o mundo juvenil”.
O inquérito é destinado aos jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 29 anos, a educadores, formadores, catequistas, sacerdotes e outros agentes da acção pastoral juvenil. De acordo com a introdução do inquérito, que estará disponível até ao fim do mês de Junho, “ele surge de uma releitura do questionário elaborado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, para, a pedido do Papa Francisco, ajudar a Igreja a que se interrogue sobre o modo como acompanha os jovens, no seu percurso de fé e de discernimento vocacional”. Ao longo do inquérito, os participantes são convidados a assinalar, com uma cruz, as respostas que lhes pareçam as mais adequadas. Ao longo do inquérito, os jovens são convidados a pronunciarem-se sobre três pontos centrais: Jovens, Igreja e Sociedade; A pastoral juvenil vocacional; Os Acompanhadores. Em relação ao primeiro ponto são formuladas as seguintes questões: Em que âmbitos/ espaços pode a Igreja escutar os jovens?; Quais os maiores desafios para os jovens da nossa Diocese? Quais as maiores oportunidades para os jovens da nossa Diocese?; Quais os lugares e formas de reunião para os jovens, dentro da Igreja? Quais os lugares e formas de reunião mais vocacionados para os jovens, fora do contexto da Igreja?; O que pedem os jovens à Igreja da Diocese da Guarda?; Em que âmbitos participam os jovens na vida cristã da Diocese da Guarda?; Como encontrar os jovens que estão “fora” da Igreja?; Em que espaços os podemos encontrar? No segundo ponto são estas as perguntas: Como participam as famílias e as comunidades cristãs no discernimento vocacional dos jovens?; Como participam os estabelecimentos de ensino na formação e desenvolvimento do discernimento vocacional dos jovens? Qual o valor do desenvolvimento tecnológico na mudança cultural a que assistimos?; Que importância têm os acontecimentos juvenis nacionais e internacionais na pastoral juvenil?; Como se projecta o futuro da pastoral juvenil e vocacional?; Como valorizar o passado cristão da Europa para pensar o futuro com esperança?; Como valorizar a insatisfação dos jovens face ao contexto socio-económico e político a fim de que essa insatisfação transforme os jovens nos agentes da mudança que eles mesmos desejam? Que níveis de relação inter-geracional permanecem ainda?; Das práticas de acompanhamento e discernimento vocacional desenvolvidas pela Diocese da Guarda quais as que consideras mais importantes? O último ponto pretende respostas para as seguintes perguntas: De que forma os sacerdotes acompanham o discernimento vocacional dos jovens?; Como promover a formação dos que acompanham os jovens no seu discernimento vocacional?; Que acompanhamento pessoal se deverá propor com maior preocupação nos Seminários?

Educação - Bispo da Guarda apela à matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
D. Manuel Felício refere que está em preparação o novo ano escolar, “que todos desejamos seja de verdadeiro crescimento para as nossas crianças, adolescentes e jovens, nas suas escolas”. Lembra que “em todos os programas do Ensino Básico e Secundário, desde o primeiro ano, a lei prevê a oferta da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica”. E acrescenta: “Pretende esta oferta proporcionar aos nossos educandos, desde o primeiro ano do Ensino Básico, um desenvolvimento no qual os valores morais e religiosos acompanhem e iluminem os diferentes saberes que são propostos na escola e também ajudar as nossas crianças, adolescentes e jovens a abrirem o seu entendimento para as dimensões mais belas da vida”. D. Manuel Felício diz ainda que “esta é a hora de lembrar aos pais e encarregados de educa¬ção, como também aos próprios alunos, que vale a pena gas¬tar tempo e fazer esforço para descobrir e abraçar com entusiasmo as dimensões moral e religiosa da vida e que sem elas a componente verdadeiramente humana do ensino fica incompleta”. Na mensagem aos pais e encarregados de educação, o Bispo da Guarda lembra “o exercício da responsabilidade pes¬soal no momento da matrícula, onde se propõe a escolha desta disciplina curricular”.

ASSEMBLEIA DIOCESANA 3ª sessão (17/5/2017)

1. Cumprimos hoje a 3ª sessão da nossa assembleia Diocesana. E reunimos, das 3 sessões até agora realizadas, 89 proposições aprovadas, na sua maioria por unanimidade, as quais são recomendações que precisamos de implementar no futuro próximo.
Estamos agradecidos não apenas aos delegados, mas a quantos, ao longo destes 4 anos pastorais fizeram esforço por intervir na caminhada sinodal que nos conduziu às proposições que agora temos aprovadas. E lembramos neste momento principalmente cada Pároco com a sua equipa de colaboradores pastorais; cada Conselho Pastoral arciprestal; o Conselho Pastoral Diocesano O conselho Presbiteral e, por fim, o trabalho realizado pela Mesa da assembleia Diocesana. 2. Temos agora pela frente a tarefa de aplicar estas recomendações, ajustando-lhes o melhor possível as nossas práticas pastorais, corrigindo umas, potenciando outras ou introduzindo novas, quando as circunstâncias o aconselharem. É, de facto, uma nova etapa do caminho sinodal em que nos envolveu a assembleia diocesana, etapa esta que agora está à nossa frente. E para cumprirmos bem esta nova etapa, começo por verificar que encontrarmos nas proposições aprovadas a recomendação de um novo modelo de paroquialidade. E apontam-se aí algumas linhas de concretização desse novo modelo de paroquialidade que vale a pena registar, entre as quais destaco as seguintes: - Que se valorizem os arciprestados e os órgãos de participação, como os conselhos pastorais arciprestais. - Que os presbíteros conjuguem mais e melhor o princípio da jurisdição com o da cooperação - Que haja mais corresponsabilidade quer com as paróquias mais pequenas, carenciadas de meios humanos ou outros, quer com as paróquias que venham a ser confiadas a diáconos ou mesmo a leigos - Que se caminhe para a criação de unidades pastorais E apontam-se alguns critérios que definem as unidades pastorais, tais como os seguintes: . um pároco moderador . um mesmo programa pastoral . um conjunto comum de ministérios e serviços . um fundo comum de solidariedade E a estes critérios podemos acrescentar outros, que já estão bastante estudados, tais como: . um conselho pastoral comum . um centro comum onde se reúne a documentação, se recebem as pessoas e se realiza a formação. E como forma de continuarmos a fazer caminho conjunto para aplicação das proposições aprovadas é-nos feita a recomendação de que se crie “uma comissão diocesana multidisciplinar integrada por clérigos, religiosos e leigos para a elaboração de uma proposta de reorganização pastoral da Diocese”. E esse é, de facto, o primeiro passo que vamos dar. A essa comissão confiamos o encargo de: 1º) Estabelecer os critérios para que dos atuais conjuntos de paróquias que temos confiadas ao mesmo pároco possamos progredir para as desejadas unidades pastorais; 2º) Rever a dimensão e o número dos arciprestados, tendo em conta as sugestões já feitas quer pelos sacerdotes e diáconos dos actuais arciprestados quer pelo Conselho Pastoral Diocesano; 3º) Verificar se os nossos serviços diocesanos estão a responder bem ao que lhes é pedido, nomeadamente: a) os Secretariados estruturantes da pastoral diocesana, a saber – Liturgia, Educação cristã, serviço organizado da caridade, administração ligada à Cúria Diocesana b) os outros secretariados e departamentos c) analisar os diferentes movimentos, serviços e obras de apostolado que temos na Diocese para verificar se estão a cumprir a missão que lhes é pedida e se não haverá outros movimentos de apostolado, entre os novos movimentos eclesiais, que nos estão a fazer falta. Como disse, este é um trabalho que não parte de zero. E para o potenciar houve a preocupação de colher o sentir dos actuais arciprestes sobre os respectivos arciprestados, mas também sobre critérios de organização pastoral diocesana, de que se destacam os seguintes pontos: 1º) Atendendo já ao nosso presente pastoral, mas sobretudo tendo em conta o futuro, é necessário continuar a apostar na formação de coordenadores das assembleias dominicais na ausência do Presbítero. 2º) Cada um dos arciprestes deu indicação de caminhos a seguir no tecido dos actuais arciprestados para chegarmos às desejadas unidades pastorais, incluindo com a definição de centros de formação para a catequese da infância e adolescência. E temos boas experiências quanto à centralização dos serviços da catequese. 3º) Deram-me indicação de serviços comuns às diferentes paróquias e conjuntos de Paróquias que devem ser organizados a nível arciprestal, tais como CPM, CPB, Escola arciprestal de Ministérios. 4º) Para todos é um bem muito conseguido o funcionamento do respectivo Conselho pastoral arciprestal. E esse funcionamento deve manter-se regular, insistem os arciprestes. 5º) Verifica-se a sensação de que continua a ser difícil motivar as pessoas para a formação na Fé, mas também há recomendação de que a nossa prioridade de sacerdotes tem de ser a de formar as consciências, formar as pessoas na Fé. De facto, nós sacerdotes precisamos de continuar a cultivar a atitude de maior proximidade às pessoas e às famílias, sempre com a preocupação de educar. 6º) Insistiu-se também em que no nosso trabalho de sacerdotes temos de progredir na fidelidade a critérios pastorais comuns. E sobre este assunto referiu-se que há mecanismos de correcção fraterna que temos de saber aceitar e usar também entre nós sacerdotes 7º) Foi referido que cultivar a espiritualidade sacerdotal entre nós sacerdotes é a realidade mais decisiva para o êxito da nossa acção pastoral. E a esse propósito também foi sugerido que se motivem os párocos para escolherem viver em casas paroquiais com outros párocos e evitem assim viver sozinhos. 8º) Também as várias comunidades religiosas que temos espalhadas pela diocese estamos longe de conseguir a sua plena integração no conjunto da pastoral diocesana, o mais possível de acordo com o respectivo carisma. Este é também um desafio que se coloca à nossa reorganização pastoral. 9º) Temos muitos lugares de culto espalhados pela diocese, graças a Deus. Cada um deles com tradições ligadas a eventos determinados sobretudo a festas de santos padroeiros. Sem esquecemos as dificuldades inerentes, temos a responsabilidade pastora de os aproveitar o mais possível para a formação e para a celebração da Fé. Vivemos a convicção de que os bons resultados de qualquer reorganização pastoral dependem sobretudo destas e de outras atitudes novas que precisamos todos de cultivar nos sacerdotes, nos diáconos, nos religiosos, nos leigos e nas famílias. 3. Para não corrermos o risco de que as 87 proposições aprovadas nestas 3 sessões da assembleia diocesana passem às prateleiras e por lá fiquem à espera de que algum investigador, num futuro longínquo, as venha redescobrir, determina-se o seguinte: 1º) O nosso ano pastoral 2016-17 não vai terminar como é habitual no final do mês de Julho. Vamos prolongá-lo até ao mês de Outubro próximo. 2º) Vai ser nomeada, nos próximos dias, a solicitada “Comissão diocesana multidisciplinar, integrando clérigos, religiosos e leigos”, com mandato para apresentar uma reorganização pastoral da Diocese e sem prazo limite para concluir este seu trabalho. 3º) Na nossa peregrinação diocesana a Fátima, calendarizada para os dias 23 e 24 de Agosto, apresentaremos a Nossa Senhora as 87 proposições aprovadas nesta assembleia, pedindo especial bênção para a sua aplicação. 4º) Convido os delegados da assembleia diocesana para uma 4ª sessão, possibilidade prevista desde o início, a qual não terá a finalidade de aprovar mais proposições, mas sim de reflectir critérios de aplicação destas mesmas proposições incluindo o estabelecimento de prioridades. Para essa quarta sessão esperamos que haja já algum contributo da Comissão mandatada para pensar a reorganização pastoral da Diocese. Essa quarta sessão de assembleia diocesana realizar-se-á no dia 5 de Outubro próximo, sendo oportunamente convocada, enviando a respectiva agenda. 5º No domingo seguinte, dia 8 de Outubro, serão formalmente apresentadas à Diocese as 89 proposições juntamente com alguns critérios de prioridade na sua aplicação. Essa apresentação será feita em celebração que se realizará na nossa catedral com a melhor representação dos grupos de cooperadores pastorais de cada pároco que intervieram no processo sinodal, ao longo destes 4 anos. 6º) Ao nosso Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral confia-se, desde já o encargo de pensar a melhor maneira de apresentar estas 89 proposições, assim como de programar o ano pastoral 2017-18, a iniciar nessa data e que será o ano da recepção das proposições. 7º) Entretanto, o Bispo Diocesano, com os aconselhamos que entender oportunos, pensará também, ao longo deste ano pastoral 2017-18, a prevista carta pastoral para dirigir à Diocese, com linhas de orientação inspiradas nestas proposições. Desejamos que todo este tempo de recepção da nossa Assembleia Diocesana seja, em toda a Diocese, sobretudo um tempo de abertura às inspirações do Espírito Santo, vivido na oração intensa, segundo o programa que será apresentado para o ano pastoral 2017-18. Que Deus nos ajude a levar por diante estes nossos propósitos. Guarda, 17/06/2017 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Homilia de D. Manuel Felício - Bispo da Guarda - Ordenação sacerdotal, em 18/06/2017 - Sé da Guarda

Senhor D.S. António, Sacerdotes concelebrantes e diáconos Seminaristas Estimado candidato à Ordenação Bruno António, teus pais e restantes familiares Irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo Alegremo-nos, com esta Sé catedral e toda a nossa diocese em festa, pela ordenação sacerdotal de mais um dos seus filhos. Consideramos este acontecimento e a celebração em que estamos a participar um verdadeiro presente de Deus e a garantia de que Ele está sempre connosco, apontando-nos os caminhos que devemos seguir para darmos cumprimento, nos tempos de hoje ao mandato missionário recebido do próprio Cristo.
Irmãs e irmãos é de grande transcendência o passo em frente que este nosso irmão Bruno António vai dar em direção ao único sacerdócio de Cristo. É verdade que todo o povo de Deus se torna, em Cristo e pelo batismo, um verdadeiro sacerdócio real. Porém o mesmo Jesus Cristo, eterno e único sacerdote, escolher alguns discípulos para desempenharem na Igreja, em seu nome, o ministério sacerdotal ao serviço dos homens. Enviado pelo Pai, Ele mesmo enviou os Apóstolos por todo o mundo, a fim de continuar, por meio deles e dos Bispos que lhes haviam de suceder, a sua missão única de Mestre, Sacerdote e de Pastor. Ora acontece que os presbíteros, na ordem dos quais o nosso irmão Bruno António hoje vai entrar pelo sacramento da ordem sacerdotal, são constituídos cooperadores dos Bispos para serviço do povo de Deus, no exercício da tríplice missão de ensinar, santificar e governar. A passagem do profeta Isaías que acabámos de escutar dá-nos a verdadeira dimensão do serviço sacerdotal que vai ser confiado a este nosso irmão pelo Sacramento da Ordem. Trata-se de um serviço a todo o povo de Deus cuja origem está no Espírito Santo, derramado em abundância sobre a pessoa do novo sacerdote através do sacramento da Ordem. Por isso, a unção com que vão ser marcadas as suas mãos após a oração consecratória não tem outra finalidade senão lembrara-lhe que, a partir de hoje ele é ungido do Espírito Santo por um novo título e como tal enviado, como lembra o profeta, para anunciar a Boa Nova, curar os corações feridos levar a redenção aos cativos e proclamar o ano da graça do Senhor. Pelo exercício do ministério sacerdotal que hoje lhe fica confiado, o luto na vida das pessoas será substituído pela alegria e os corações abatidos ganharão nova coragem. Estas são as razões de esperança que o mundo espera da Igreja e em particular de nós sacerdotes. A nós sacerdotes está confiada a missão de interpretarmos da melhor maneira os verdadeiros sentimentos de Cristo, que também sentiu dor e aflição diante das necessidades das pessoas. É o caso que o Evangelho nos apresenta hoje. Jesus percorria as aldeias e cidades, ensinando, pregando e curando; portanto, estando muito atento à vida real das pessoas que o procuravam para encontrar remédio para as suas múltiplas dores e necessidades. E Jesus não é insensível à realidade e às razões desta procura. Por isso tem o seguinte desabafo para quantos o seguiam mais de perto: “A messe é grande, os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da messe que mande mais trabalhadores para a sua seara”. Irmãos e irmãs, este desabafo de Cristo para os seus mais diretos colaboradores vence as barreiras do templo e hoje é repetido para cada um de nós. A oração pelas vocações sacerdotais têm de ser por isso a nossa preocupação diária constante. Com a diminuição drástica das ordenações sacerdotais nos últimos anos, pensamos já ter entendido a mensagem que o mesmo Senhor dirige à sua Igreja de que é necessário conjugar bem o ministério sacerdotal com os outros ministérios, incluindo os ministérios não ordenados. Agora, escutando de novo o apelo de Cristo no Evangelho de hoje precisamos de reforçar a nossa oração para que o Senhor nos dê os sacerdotes necessários. Na verdade, todos sabemos que, sem eucaristia e sacerdotes que a celebrem as nossas comunidades perdem vitalidade e correm o risco de esmorecer. É certo que a nossa vida, tanto pessoal como comunitária, está sempre nas mãos de Deus, mas Ele pede o nosso empenho, e empenho redobrado, na promoção das vocações sacerdotais. E nesta nossa oração precisamos de incluir também os sacerdotes que já o somos. Isto porque levamos embrulhado nas nossas muitas fragilidades o grande presente de Deus para todo o seu povo . Como nos lembra o apóstolo Paulo levamos connosco um tesouro maravilhoso, mas em vasos de barro. E isto par que sintamos que todo o bem realizado não é devido às nossas forças, mas tão só ao amor de Deus que opera em nós. Na próxima sexta-feira solenidade do Coração de Jesus é também jornada mundial de oração pela santificação dos sacerdotes. Confiamo-nos por isso, à oração de todo o povo de Deus para que o nosso ministério sacerdotal seja cada vez mais rosto bem visível do único bom Pastor Jesus Cristo. Estimado Bruno António, dentro de momentos vais dizer solenemente diante desta vasta assembleia que queres ser padre para cooperar com a Ordem dos Bispos apascentando o Povo do Senhor sob ação do Espírito Santo. Vais prometer que exercerás dignamente o ministério da Palavra, sobretudo na pregação e na formação da Fé; e também que, através da oração e da celebração dos Santos mistérios serás instrumento de Deus para santificação de todo o Seu Povo. E dir-nos-ás do teu propósito de viver o ministério Sacerdotal em união com Cristo, Sumo Sacerdote que, por nós se ofereceu ao Pai como vítima Santa. Alegramo-nos com este teu propósito hoje solenemente declarado de te consagrares inteiramente a Deus, com Cristo para Salvação das pessoas. E a passagem bíblica da 1ª carta de S. Pedro hoje proclamada deixa-nos algumas recomendações plenas de oportunidade no acontecimento que estamos a viver. São recomendações aos presbíteros, testemunhas dos sofrimentos de Cristo, mas também vivendo a alegria antecipada de participarem na sua glória. E recomendações para apascentarem o rebanho de Cristo não por ganância, ou seja por qualquer desejo de lucro, mas tão só por espírito de serviço e de dedicação ao seu povo; não por qualquer espírito de domínio, mas segundo tão só o modelo do próprio Cristo que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para que todos tenham vida em abundância. Estimado Bruno António, e dentro de momentos Pe. Bruno, depois da imposição de mãos de todos os sacerdotes presentes e depois da oração consecratória própria da Ordenação, o Senhor toma conta de ti de uma maneira especial. Nunca tenhas receio de seguir as orientações que Ele te for dando; orientações essas que terás de discernir no diálogo em Presbitério e com o teu Bispo. Lembra-te constantemente das palavras que vão acompanhar a entrega do cálice e da patena depois da oração consecratória : Toma consciência de que vais fazer, imita o que vais realizar e conforma a tua vida com o mistério da cruz de Cristo. Interrompemos a leitura do Evangelho de hoje, com o desabafo de Jesus e o convite à oração pelas vocações. A seguir, encontramos o relato em que o mesmo Jesus escolheu os doze, chamando-os a cada um pelo seu nome e os envia com a seguintes recomendação: “Recebestes de graça, dai de graça. Bruno António que a nossa vida de sacerdotes seja cada vez mais o cumprimento desta recomendação de Jesus, em clara rotura com as formas de viver comuns na cultura e no mundo de hoje. E a propósito, cito a escritora contemporânea – Sofia de Melo Breyner quando diz: “Porque os outros se compram e se vendem/e os seus gestos dão sempre dividendos/Porque os outros fazem cálculos/ Mas tu não Mas tu não. Que o nosso único devidendo seja sempre e só o louvor de Deus e o serviço dos irmãos +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

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Peregrinação Jubilar dos arciprestados à Catedral
JUBILEU DA DIOCESE: 5.6.2016 Homilia de D. Manuel Felício 1.Celebramos o 10º domingo do Tempo comum, em pleno Jubileu extraordinário da misericórdia. Hoje decidimo-nos a peregrinar até à nossa catedral, a Igreja mãe da Diocese e também o lugar Jubilar por excelência para toda a Diocese. A nossa procissão do seminário até aqui pretendeu lembrar-nos a nós e aos outros que somos peregrinos, a caminho de uma pátria que não está aqui. Por isso temos que viver no tempo com a certeza de que a nossa vocação é a eternidade, mas no exercício da responsabilidade que nos está cometida de fazer da história actual uma casa comum para todos. Acontece este ano Jubilar quando nós entramos na recta final de preparação da nossa assembleia diocesana de representantes. Desejamos, por isso, também com esta peregrinação pedir uma bênção especial do senhor para este evento, do qual esperamos a luz do Espírito Santo para nos ajudar a discernir os caminhos do futuro. Tal vai acontecer, por graça de Deus, durante o ano de 2017. Até lá é o tempo para motivarmos o mais possível as pessoas e as comunidades a darem o seu melhor contributo; tempo para ajustarmos e afinarmos os órgãos de participação que devem fazer parte da nossa vida comunitária, como sejam assembleias paroquiais e interparoquiais, conselhos pastorais arciprestais conselho pastoral Diocesano e conselho Presbiteral. Estes são instrumento de primeira importância na caminhada Sinodal, com participação o mais alargada possível, que nos é incessantemente recomendada, em particular pelas orientações que o Papa Francisco não cessa de nos dar. A ajuda dos 3 cadernos pastorais até agora preparados e colocados ao serviço da reflexão generalizada das comunidades e seus grupos, como a partir de agora o instrumentum laboris, ou instrumento de trabalho que está em elaboração para ser utilizado a partir de Setembro são instrumentos que eu vivamente recomendo a todos para que a preparação desta assembleia diocesana e a sua realização sejam de facto acontecimento de graça para todos nós. Está em causa definirmos caminhos que nos ajudem a renovar as nossas comunidades cristãs, à luz das constituições “Lumen Gentium” e “Gaudium et Spes” do vaticano II; a renovar a nossa evangelização e a nossa catequese para todas as idades, sempre na perspectiva de oferecer às pessoas e à sociedade os contributos de vida com qualidade que Jesus Cristo e o Evangelho propõem; caminhos para renovar as nossas formas de celebrar a Fé e viver práticas religiosas. Procuremos também a reorganização da Diocese em termos territoriais e de serviços que as circunstâncias actuais nos impõem. 2. A Palavra de Deus que acaba de ser proclamada, centra a nossa atenção na atitude e no dever de cuidar. É Jesus, no Evangelho que se aproxima daquela viúva que perdeu o seu filho, o seu filho único e lavada em lágrimas, o acompanha até ao cemitério. É o caso da viúva de Sarepta, que tinha hospedado o profeta Elias em sua casa. Veio uma doença que lhe roubou o filho. O profeta cuida desta viúva de duas formas. Primeiro libertando a sua consciência de um peso que vinha do seguinte pressuposto: se me aconteceu este mal é porque tenho pecados, que devo expiar; depois devolvendo a esta mãe o seu filho de novo vivo. Este acontecimento extraordinário é também sinal que ajuda aquela viúva o abrir o seu coração à Fé e aos sinais de Deus – agora vejo que és homem de Deus. O Evangelho apresenta-nos jesus na sua atitude constante de dar atenção às pessoas e cuidar sobretudo das que mais sofrem. Neste caso é-nos dito que Jesus, acompanhado do grupo dos discípulos, se cruzou com um cortejo fúnebre. Viu aquela mãe viúva que levava à sepultura o seu filho, o seu filho único e “compadeceu-se dela”, aproximou-se e disse-lhe: “não chores”. De imediato fez o milagre de recuperar aquele jovem para a vida e entregou-o à mãe. Todos se encheram de alegria, pela seguinte razão explicitada no Evangelho: “Deus visitou o seu povo”. Esta preocupação por cuidar de todos, indo ao encontro de cada um e de cada uma nas suas circunstâncias concretas é nota fundamental que marca a pessoa de Jesus e dos seus colaboradores, como de todos os homens de Deus como aconteceu com o profeta Elias junto da viúva de Sarepta. Esta atitude do cuidar, de fazer bem sem olhar a quem é marca de comunidades e de instituições inspiradas na caridade cristã. Mas sobretudo tem de ser o critério definidor de todos os programas que desejam levar a mensagem evangélica ao coração das pessoas e da vida em sociedade. O Papa Francisco, há 2 dias, presidindo ao Jubileu dos Sacerdotes na Praça de S. Pedro apontava três passos importantes para o serviço dos pastores na vida das comunidades. O primeiro é procurar: o segundo é incluir e o terceiro é alegrar-se. Na realidade o serviço de cuidar pede em primeiro lugar a todos principalmente aos que exercem alguma responsabilidade especial que procurem as pessoas, que vão ao encontro das pessoas concretas, as conheçam nas suas potencialidades e dificuldades, lhe ofereçam a sua companhia e as entusiasmem a sair das situações difíceis em que que encontram. A arma de proximidade é decisiva nesta batalha de colocar todas as pessoas no caminho da realização própria, dos outros e da mesma sociedade. E esse é também o caminho da inclusão, dessa tal plena inclusão humana e social em que todos precisamos de nos empenhar. Como sabemos são variadíssimas hoje como sempre as formas de exclusão que impedem as pessoas de se realizarem como tal e prejudicam a sociedade. É preciso ir ao encontro de todos, sair ao encontro de todos e motivá-los para, à sua medida e dentro das suas capacidades, participarem no movimento da sua construção pessoal e das comunidades que os integram. Como constatamos diariamente, hoje um dos maiores obstáculos à plena inclusão é o desemprego que continua a manter-se como verdadeiro flagelo das nossas sociedades. É preciso encontrar formas mais eficazes e concertadas entre os que governam e os que são governados para combater este flagelo. Por sua vez a alegria daquelas duas mães que receberam de volta os seus filhos com vida certamente partilhada pelos seus amigos e familiares é também a alegria que todos desejamos atingir, com a realização das capacidades pessoais de cada um e a organização da sociedade para que seja acolhedora e integradora de todos. E é nessa direcção que aponta o Evangelho de Jesus que nós como seus discípulos desejamos, sempre com mais eficácia, acolher, viver e oferecer à sociedade. Como sabemos, antes de ser uma doutrina e um programa de vida pessoal e social com sentido e dinamismo de continuado progresso, o Evangelho é um encontro pessoal com Deus na pessoa de Jesus Cristo. Encontro que modifica radicalmente a vida de cada um como aconteceu com a pessoa do Apóstolo Paulo. Perseguia os cristãos. De repente fez uma experiência única de encontro com Deus que ele traduz com estas palavras: “quando Deus me chamou pela sua graça e se dignou revelar em mim a pessoa de seu Filhos …não consultei a carne ou o sangue, mas retirei-me para a Arábia… só 3 anos depois subi a Jerusalém para ir ter com Pedro e Tiago”. Há-de ser este itinerário de Paulo hoje também inspirador dos nossos itinerários de Fé e de compromisso com o Evangelho. A experiência do encontro com Deus na Pessoa de Cristo tem de ser o ponto de partida. Segue-se a tomada de consciência por cada um dos aspetos em que a sua vida tem de mudar; vem depois a sadia colaboração com a comunidade segundo as orientações daqueles que estão colocados à sua frente. Aconteceu com Paulo e é o itinerário das nossas catequeses, formações e programação da ação evangelizadora para bem das comunidades. 3. O Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a viver pretende também centrar-nos no essencial da nossa vida de Fé; levar-nos a aprofundar a experiência de Deus que é Pai, e ama com amor infinito todos os seus filhos sem esconder um verdadeiro fraquinho por aqueles que mais precisam. Jesus Cristo é o rosto visível do amor infinito e misericordioso de Deus; é a porta que nos abre caminho para a verdadeira experiência de Deus, como também nos lembra as muitas portas da nossa vida pessoal e comunitária pelas quais havemos de cumprir o mandato de saída ao encontro de todos principalmente dos que habitam as periferias das mais variadas necessidades. Cada um de nós e nossas comunidades somos convidados a fazer percursos de ajustamento ao Pai de misericórdia, a Cristo e ao seu Evangelho. Somos de facto peregrinos na história e se o Jubileu nos convida às peregrinações a determinados lugares Jubilares, pretende levar-nos a fazer a experiência existencial de que somos peregrinos na história a caminho de uma pátria que a transcende. De facto não temos aqui morada permanente. O Jubileu é também apelo à nossa responsabilidade pessoal para reconhecermos o mal que fizemos e porventura continuarmos a fazer. E dizer-nos que Deus, na pessoa de Seu Filho Jesus, vem, em sua misericórdia infinita, ao nosso encontro para desfazer as nossas culpas com o seu perdão e nos ajudar a reparar as consequências trágicas do nosso pecado em nós próprios e nos outros. Esse é o sentido de indulgência jubilar. Esta semana as atenções da Igreja em Portugal vão estar voltadas para o Congresso Eucarístico Nacional que se realiza em Fátima de 10 a 12, sexta a domingo e para a peregrinação nacional do Apostolado de Oração também a Fátima que se realiza no domingo próximo. Que estas sejam oportunidades para reforçarmos a nossa entrada pessoal e comunitária na dinâmica do Jubileu extraordinário da misericórdia que estamos a celebrar. +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda