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A Quaresma, com o número simbólico dos seus quarente dias, é convite de conversão a Deus, não só para recusarmos o pecado na nossa vida, mas também para fortalecermos a

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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e a Coordenadora Geral da Liga, Irmã Graça Afonso, estiveram em Angola, na Quilenda, de 7 a 14 de Março, para tratar de

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Dia: Domingo de Ramos, 9 de Abril de 2017 Hora: 21.00 horas Local: Entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem Organização: Paróquias do Arciprestado da Guarda e Câmara Municipal da Guarda As

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Mensagem de D. Manuel Felício para a Quaresma 2017 - A Quaresma: Tempo de conversão a Deus e ao outro

A Quaresma, com o número simbólico dos seus quarente dias, é convite de conversão a Deus, não só para recusarmos o pecado na nossa vida, mas também para fortalecermos a amizade com Ele. É o tempo favorável para intensificarmos a nossa vida espiritual, através dos meios tradicionais que a Igreja nos oferece, como são o jejum, a oração e a esmola, mas principalmente pelo acolhimento da Palavra de Deus que havemos de saber escutar, meditar e partilhar com mais assiduidade ao longo destes 40 dias.
A nossa conversão não ficaria completa se não incluísse a conversão ao outro que é, por si mesmo, sinal e presença de Deus para cada um de nós. Se, como sublinha o Papa na Sua mensagem, “fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”, o contrário também é verdade. Quanto mais abrimos o coração a Deus mais sentimos necessidade de ir ao encontro dos irmãos, sobretudo dos mais fragilizados. Para aprofundarmos o caminho da nossa conversão a Deus, precisamos que durante este tempo de Quaresma, haja momentos fortes, nas comunidades cristãs, de encontro com a Palavra de Deus. Por isso é importante que, de semana a semana, os grupos que preparam a liturgia dominical dediquem tempo significativo a ler a palavra de Deus própria desse domingo, a meditá-la, com ajuda de algum comentário, a partilhá-la e a contemplá-la em termos que possam motivar atitudes de vida nova. Recomenda-se que esta preocupação chegue não apenas aos grupos corais; mas também a grupos de leitores, de acólitos e de outros serviços paroquiais. O apoio de comentário pode ser aquele que é publica¬do semanalmente no jornal diocesano A GUARDA, procurando nós que seja colocado também no site da Diocese. Na medida em que se consolidar esta prática nas nossas comunidades, também as homilias dos sacerdotes e dos diáconos, sobretudo nas assembleias dominicais, sairão beneficiadas. Para aprofundar a nossa espiritualidade, neste tempo especialmente favorável, é bom que em cada arciprestado, dentro da nossa tradição diocesana, se organize pelo menos um retiro, que seja anunciado em todas as paróquias. Não esqueceremos que esta quaresma precede imediatamente a celebração do centenário das Aparições de Fátima. E como lembra a carta pastoral da Conferência Episcopal sobre este centenário, a mensagem de Nossa Senhora aos três pastorinhos é uma bênção para a Igreja e para o mundo. E, como tal, interpela-nos para uma atitude orante diante da Santíssima Trindade. Convida-nos à contemplação, à compaixão e ao anúncio da Boa Nova, segundo o modelo das três crianças. Por sua vez, a presença e o olhar de Maria, como o sentiram os videntes, é mensagem de ternura e misericórdia que o mundo de hoje precisa, mais que nunca. E é bom lembrar que, no centro da mensagem de Fátima, está o convite à conversão para que a guerra pudesse acabar e a paz regressasse à vida das pessoas e das Famílias. O Papa insiste, na sua mensagem, em que é preciso “abrir a porta do nosso coração ao outro, “seja ele o nosso vizinho, seja o pobre desconhecido. Ora, todos nós, ao longo dos últimos tempos, temos sentido o drama dos refugiados que fogem da guerra que se instalou nas suas terras e insistentemente batem às portas da Europa, sobretudo atravessando as águas do Mediterrâneo, onde muitos milhares já perderam a vida. É necessário encontrar formas de acolher estes irmãos nossos, mas é ainda mais necessário tentar que voltem a ter condições de vida nas suas terras. No meio dos muitos dramas que afectam aqueles que fogem há o drama específico das comunidades cristãs do Iraque e da Síria que, sendo lugares com comunidades cristãs que remontam ao tempo dos apóstolos, agora estão em risco de desaparecer. Só a título de exemplo, em 2003 havia 1 milhão de cristãos no Iraque, agora não chegam a 250 mil, muitos deles deslocados das suas terras e das suas casas. Nos lugares onde se implantou o chamado Estado Islâmico, consta que os Jiha¬distas davam três saídas possíveis aos cristãos que ali viviam, a saber, ou deixa¬rem o cristianismo e converterem-se ao Islão radical que eles propõem, ou pagarem uma quantia mensal em dinheiro ou irem embora. Perante situações como estas, o Bispo de Mossul (antiga cidade bíblica de Nínive) desabafou assim: “Não há cristãos na minha diocese. Sou um Bispo sem diocese”. Mas acrescentava que surpreende a constância na Fé de muitos destes cristãos. Perante o quadro dramático das comunidades cristãs do Iraque e também da Síria, este ano vamos destinar-lhes a nossa renúncia quaresmal. E far-lha-emos chegar através da Fundação “Ajuda à Igreja que sofre” que o Papa Francisco expressamente convida a “fazer por todo o mundo uma obra de misericórdia”. Guarda, 19-02.2017 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Quilenda – Angola - Bispo da Guarda presidiu à abertura do ano escolar, na Escola D. João de Oliveira Matos

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e a Coordenadora Geral da Liga, Irmã Graça Afonso, estiveram em Angola, na Quilenda, de 7 a 14 de Março, para tratar de assuntos relacionados com a Escola Católica D. João de Oliveira Matos, nomeadamente com o Bispo da Diocese do Sumbe, D. Luzízila Kiala, “que nos acolheu com grande simpatia e disponibilidade” e com o Governador da zona, “que muito tem ajudado e apoiado a criação da Escola”.
A Irmã Graça Afonso disse ao Jornal A GUARDA que o Bispo da Diocese do Sumbe “mostrou grande interesse pela obra que a Liga está a desenvolver na sua Diocese e deu-nos orientações que considero serem eficazes no alcance dos objetivos que se pretendem: a criação de uma equipa missionária formada pelos dois párocos e as irmãs; a direção da escola segundo o protocolo existente entre a CEAST e o Ministério da Educação; e ainda a criação de um Centro Catequético a funcionar no Centro Missionário”. A Irmã Graça Afonso destacou ainda os contactos estabelecidos com os docentes da Escola D. João, com os alunos e Encarregados de Educação. “Participámos no louvor da manhã, que se faz cada dia logo às 7.45 horas, em que os alunos e professores, reunidos no ondjango, cantam o hino nacional, o hino da escola e, por fim, cânticos de mensagem como oração de louvor, indo depois para as respectivas salas de aula”, explicou. A abertura do ano lectivo foi assinalada com a celebração da Eucaristia presidida por D. Manuel Felício, em que concelebrou o padre Isaac, um dos párocos. Estiveram presentes muitos meninos e meninas (alunos da escola), professores e um significativo número de encarregados de educação. “Foi uma Eucaristia muito participada e vivida com os ritmos africanos que nos encantou e elevou”, disse a Irmã Graça Afonso que acredita que “esta visita vai ser fecunda em flores e frutos”.

Guarda - Paixão de Jesus segundo S. Mateus

Dia: Domingo de Ramos, 9 de Abril de 2017 Hora: 21.00 horas Local: Entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem Organização: Paróquias do Arciprestado da Guarda e Câmara Municipal da Guarda
As paróquias do Arciprestado da Guarda vão promover a “Paixão de Jesus segundo S. Mateus”. A encenação realizar-se-á na noite de Domingo de Ramos, dia 9 de Abril, às 21h00, e percorrerá as ruas da cidade da Guarda entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem. A entrada é livre. A iniciativa vai contar com a colaboração de cerca de 250 actores amadores, naturais das paróquias do Arciprestado da Guarda. Os actores estarão trajados à época de modo a conferir maior realismo à representação. O texto da encenação é adaptado do Evangelho segundo São Mateus, o evangelista que se lê nas Eucaristias dominicais deste ano litúrgico. A representação corresponde ao texto evangélico que vai da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, até à sua Paixão e Morte. A encenação está dividida em cinco actos e decorre em cinco espaços da cidade: I Acto: Sé Catedral da Guarda: A entrada triunfal em Jerusalém e a Ceia Pascal. II Acto: Largo Dr. Amândio Paul: A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. III Acto: Solar de Alarcão: Jesus no tribunal judaico. IV Acto: Escola de Santa Clara: Jesus levado a Pilatos. V Acto: Torre de Menagem: Calvário. Após a condenação de Jesus à morte, ao longo do percurso que vai da Escola de Santa Clara até à Torre de Menagem, serão reproduzidas cenas religiosas que a piedade cristã conserva na sua tradição. Nestes quadros da Via-Sacra, grupos de cantares, provenientes das paróquias do arciprestado da Guarda, irão cantar cantos quaresmais apropriados às cenas representadas: o encontro com Verónica; as quedas de Jesus; o encontro com Maria, sua Mãe; o encontro com as mulheres de Jerusalém. No final da encenação, na Torre de Menagem, um grupo de crianças fará uma coreografia. A iniciativa é das paróquias do Arciprestado da Guarda. A organização é do Arciprestado da Guarda, representado pelas Paróquias da Sé e S. Vicente, e da Câmara Municipal da Guarda. A parte técnica de luz e som está a cargo de uma empresa de audiovisual sedeada na Guarda. Sabia que… No concelho da Guarda há dois arciprestados: o arciprestado da Guarda e o arciprestado do Rochoso. O arciprestado da Guarda é constituído por 39 paróquias, 3 urbanas e 36 rurais. Estas paróquias estão ao cuidado de 12 párocos. Além das paróquias existem também diversas capelanias na cidade da Guarda, ao cuidado dos respectivos capelães. As paróquias do arciprestado da Guarda são as seguintes: Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Arrifana, Avelãs de Ambom, Avelãs da Ribeira, Benespera, Cavadoude, Codeceiro, Corujeira, Faia, Famalicão, Fernão Joanes, Golçalbocas, Guarda - Sé, Guarda - S. Vicente, Guarda - S. Miguel, Jarmelo - S. Miguel, Jarmelo - S. Pedro, João Antão, Maçaínhas, Meios, Misarela, Panóias, Pêra do Moço, Pêro Soares, Porto da Carne, Ramela, Ribeira dos Carinhos, Rocamondo, Sant’Ana da Azinha, Sobral de S. Miguel, Trinta, Vale de Estrela, Vela, Videmonte, Vila Cortêz do Mondego, Vila Franca do Deão, Vila Soeiro. Contacto: paixaodejesus.guarda@gmail.com Direcção Geral: P. Carlos Lages, Arcipreste da Guarda Direcção Técnica: P. Francisco Barbeira Direcção Artística: P. Hélder Lopes

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Homilia de Quinta-feira Santa

Homilia de Quinta-feira Santa: 5 de Abril de 2012

Estimados Padres, Diáconos e Povo de Deus

 

 

 

  1. Reunimo-nos na manhã de 5ªfeira Santa, na missa crismal, principalmente para irmos ao fundo da identidade e da missão dos nossos sacerdotes chamados a prolongar na Igreja e no mundo o rosto de Cristo pastor do Seu Povo. É também o lugar da bênção dos óleos santos do crisma, catecúmenos e enfermos, exprimindo assim, a unidade eclesial que se realiza na administração dos sacramentos do baptismo, da confirmação e da unção dos enfermos.

 

 

  1. A Palavra de Deus nos textos de hoje, que, de alguma forma, já temos gravada na nossa memória, fala-nos da missão messiânica de Jesus com a qual ele próprio se apresentou na sua terra natal. O essencial desta missão é evangelizar. Na missão de evangelizar estão dimensões diferentes e complementares, como libertar os prisioneiros, libertar de doenças físicas, como a cegueira ou também de situações de opressão variadas, o que fica resumido na expressão  “ano da graça do Senhor”. A missão messiânica de Jesus é mandato do Pai, e tem como suporte a companhia do Espírito,  essa unção de que fala o texto bíblico.

Esta missão messiânica de Jesus é pré-anunciada pelo Profeta Isaías e hoje é continuada na Igreja. E nós Sacerdotes somos os primeiros responsáveis pela sua realização nos tempos de hoje.

No centro do exercício desta nossa responsabilidade, vemos a pessoa de Cristo, Ressuscitado e vivo, esse testemunho fiel, o primogénito dos mortos, o Alfa e o Ómega que continua a fazer de nós um reino de sacerdotes para Deus, como refere o apocalipse.

É Ele a garantia de que a missão será cumprida  apesar das nossas debilidades e limitações.

 

  1. É confortados pela presença do Senhor Jesus Ressuscitado e Vivo no meio de nós e também pelo Espírito Santo que nos ungiu no Baptismo mas também na confirmação e depois ainda na Ordenação Sacerdotal que olhamos com esperança para a missão que nos está confiada.

Sentimos que temos pela frente combates importantes a fazer para que a missão messiânica de Cristo continue a ser cumprida no nosso mundo e, assim, o Reino de Deus possa crescer.

E a Quaresma, que caminha para o seu termo, ajudou-nos a rever primeiro a nossa condição de baptizados juntamente com as comunidades e serviços que nos estão confiados; depois a nossa especial configuração com Cristo, através do sacramento que faz de nós pastores em união com o único Pastor.

Vivemos o nosso Ministério em comunhão com a paixão de Cristo que ilumina também as nossas paixões, sofrimentos e provações.

Diante da Paixão de cristo sentimos que este nosso Ministério é um acto de amor, como  acto de amor foi o Ministério de Cristo que passou pela  história fazendo o bem. E já sabemos que o amor, por natureza, é dar-se, é perder-se e essa é a razão da sua fecundidade.

E só um amor assim pode dar a autêntica liberdade, a verdadeira alegria e os caminhos de vida com sentido que queremos  oferecer também aos homens e mulheres do nosso tempo.

 

  1. Ao vivermos assim o nosso ministério, sentimo-nos sempre chamados por alguém. Por isso não temos a sensação de frustrados, de esquecidos em qualquer espécie de anonimato, porque Cristo nos chamou e continua a chamar-nos. E eu sinto-me bem a responder a esta chamada, mas também sinto a urgência de ajudar outros a escutar o mesmo Senhor que continua a chamar.

Como sabemos, o grande sofrimento da Igreja hoje, sobretudo na Europa e em todo o mundo ocidental, é a falta de Vocações Sacerdotais.

Todavia também sabemos que o Senhor da Messe continua a chamar. Falta é quem escute a Sua chamada e lhe responda com a prontidão de Samuel e dos profetas.

A nós pertence-nos ajudar também outros a escutarem esta mesma voz do Senhor e encorajá-los a dizer-Lhe que sim, abrindo, assim, caminho à vocação de novos pastores unidos a Cristo. Não podemos esquecer esta nossa responsabilidade de sacerdotes na promoção das vocações sacerdotais. Temos de lembrar, isso sim, que a chamada de Deus a uma pessoa em concreto acontece sempre na mediação da Igreja que tem sempre sua expressão privilegiada na mediação do nosso ministério sacerdotal. E aqui radica a nossa responsabilidade específica, e que por mais ninguém pode ser assumida, de criar as condições necessárias para que haja quem escute a chamada de Deus e lhe responda com prontidão.

E estamos aqui no coração da pastoral das vocações sacerdotais que é parte essencial do exercício do nosso ministério

 

Ao revermos, nesta Quinta-Feira Santa, a nossa identidade  e ao  renovarmos as promessas da nossa ordenação sacerdotal, é bom lembrarmos algumas atitudes que o Senhor nos recomenda para o bom desempenho da nossa missão sacerdotal.

Uma delas é a humildade de quem reconhece que tudo recebeu de graça e, por isso também de graça tudo há-de saber dar. A propósito, vamos escutar, Várias vezes, ao longo destes dias da Paixão, a passagem dos Filipenses que nos remete para a humilhação voluntária de Jesus, que era de condição divina, mas humilhou-se voluntariamente. Ora esta humildade, enraizada no próprio Cristo, leva-nos a considerar importante só aquilo que é serviço e dedicação aos outros. Exprime-se também na atitude da pobreza, a qual nos leva a não querer ter muitas coisas e a avaliarmos constantemente se tudo o que somos e temos está, de verdade e  por inteiro, ao serviço da nossa missão, que continua a própria missão de Cristo na história.  Todos sentimos a tentação do contrário, que é instalarmo-nos em meios materiais e pormos neles a nossa segurança, quando só podemos ter uma segurança que é Cristo.

 

  1. Também como Padres chamados pelo Senhor a cuidar do seu Povo temos de saber cultivar sempre a autêntica verdade sobre nós  mesmos, sobre as nossas relações em Presbitério e sobre as relações com o Povo de Deus e a sociedade em geral.

E a verdade sobre mim próprio começa no reconhecimento do lugar que ocupo, por vontade e chamamento de Deus, no seu plano sobre o mundo e sobre a história. E esse lugar é a Igreja e dentro da Igreja o Presbitério, onde o mesmo Deus me chama a viver o ministério Sacerdotal.

O reconhecimento da nossa verdade mostra-nos os nossos limites, mas também as muitas possibilidades que nos abre a relação sobretudo em Presbitério.

Daqui derivam implicações para o nosso estilo de vida, que tem  de contemplar os cuidados com a porção do Povo  de Deus que está confiada a cada um de nós, mas tem de valorizar sobretudo as relações no Presbitério ao qual o Senhor nos confiou.

Só numa séria atitude de verdade, caros Padres, seremos capazes de aceitar as nossas limitações, procurando superá-las na medida do possível,  sobretudo no fecundo diálogo com os outros, a  começar pelos nossos irmãos  sacerdotes; diálogo esse que pode envolver também a correcção fraterna.

Nós padres temos de ser, particularmente nas circunstâncias do mundo moderno, homens do acolhimento. De facto vivemos num mundo que, apesar das suas formas sofisticadas de comunicar, gera sistematicamente a solidão nas pessoas. Nós queremos ser, antes de mais, o rosto acolhedor de Jesus Cristo voltado para todas as pessoas sem excepção. Os factos dizem que vivemos no mundo actual um grande défice de proximidade e o nosso ministério tem de ser sempre promotor da proximidade. Esta proximidade e o acolhimento têm vários níveis, que vão desde o atendimento em assuntos de consciência, dentro ou fora do foro sacramental, até formas mais ou menos organizadas  que todas as nossas comunidades precisam de cultivar para ir ao encontro das pessoas mais isoladas, mais abandonadas, procurando combater todas as formas de exclusão. Mas também aqui seremos incapazes de promover verdadeiras formas de proximidade às pessoas em geral se, antes e ao mesmo tempo, não formos capazes de viver a experiência feliz da proximidade no nosso Presbitério. E para vivermos de forma positiva esta proximidade em presbitério temos de levar a sério também a lei geral da relação humana que nos diz que  o outro é sempre uma oportunidade, mas também uma dificuldade. É oportunidade pelo novo horizonte que nos abre e pelas novas possibilidades que também abre à cooperação. Mas é ao mesmo tempo dificuldade, porque com as suas características  próprias me obriga sempre a alguma desinstalação e mesmo a alguma prestação de contas.

Neste quadro de muitas possibilidades e algumas dificuldades que a vida em presbitério nos oferece, o Senhor pede-nos para vivermos a verdade na caridade. A verdade é sempre o esplendor de Deus que se revela de muitas maneiras e também na nossa vida de padres. Por sua vez os caminhos da caridade ou seja do amor autêntico são os únicos onde a verdade de Deus pode ganhar corpo para construção da Igreja e do próprio mundo e com empenho do nosso Ministério.

 

  1. E hoje, como já é habitual, damos especiais graças a Deus pelos sacerdotes do nosso Presbitério que perfazem datas jubilares de 60 e 50 anos de vida sacerdotal.

Completam 60 anos de Vida Sacerdotal os nossos irmãos sacerdotes Rev.dos Padres Alfredo Marques Gabriel e João Saraiva André: Ambos, depois de frequentarem os nosso Seminários Diocesanos, foram ordenados  Sacerdotes nesta Sé da Guarda, em 27 de Julho de 1952, sendo Bispo ordenante o Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves. O Rev. do Pe. Alfredo, depois de um ano em que foi coadjutor da Sé e S. Vicente, foi nomeado Pároco de Aldeia Nova, no arciprestado de Trancoso, onde se fixou até hoje, passando mais tarde a paroquiar também Fiães e Tamanhos e tendo posteriormente assumido responsabilidades em outras paróquias do mesmo arciprestado.

O Rev.do Padre João André, depois de exercer funções de Pároco, no arciprestado de Celorico da Beira durante 13 anos, foi chamado à equipa formadora do Seminário do Fundão.  Passados dois anos, Fez em Roma a licenciatura em Espiritualidade, na Universidade Gregoriana e regressou para assumir funções de Director Espiritual no Seminário Maior da Guarda. Desde 1983 a 2007 teve a seu cargo a Paróquia de Caria, sendo então desligado de responsabilidades pastorais por razões de falta de saúde.

Completam 50 anos de vida sacerdotal os nossos irmãos sacerdotes Rev.dos Padres João Carvalho Nunes, Júlio Martins Pedroso, Joaquim Jerónimo Pereira, Joaquim Pires Sequeira, Manuel Joaquim Martins, Octávio Gil Morgadinho e Delmar da Silva Barreiros.

Todos tiveram como Bispo Ordenante o Sr. D. Policarpo da Costa Vaz, depois de frequentarem os Seminários Diocesanos, no dia 19 de Agosto de 1962, excepto o Rev.do Padre João Carvalho Nunes, que foi ordenado no dia 7 de Abril. Este exerceu o ministério sempre no arciprestado de Seia, até que em 1986 foi dispensado do serviço paroquial por razões de falta de saúde. Em Lisboa, onde permaneceu durante 20 anos, desempenhou várias funções pastorais, entre elas a de capelão do Mosteiro das Clarissas em Sintra, até que em 2007 regressou à Diocese, sendo-lhe confiadas as funções de Vigário Paroquial, na Sé e S. Vicente.

O Rev.do Padre Júlio Martins Pedroso começou a exercer o Ministério Sacerdotal como Pároco, no arciprestado de Trancoso. Em 1981, foi encarregado de Paróquias nos arciprestados do Rochoso e Almeida,  onde continua o exercício do ministério.

O Rev.do Padre Joaquim Jerónimo Pereira, logo no início do seu ministério, foi chamado a integrar a equipa formadora do Seminário do Fundão, funções que desempenhou durante 17 anos. A seguir e durante 15 anos, foi pároco em paróquias do arciprestado de Manteigas/Belmonte, tendo em 1995, por razões de falta de saúde sido dispensado de responsabilidades paroquiais.

O Rev. do Padre Joaquim Pires Sequeira começou o seu múnus sacerdotal em paróquias do arciprestado da Guarda.

Depois de prestar serviço militar como Capelão durante 2 anos, foi nomeado  Pároco de Paróquias do arciprestado de Seia, acumulando com funções de Assistente da ACR e em 1981, foi nomeado Pároco de Vila Nova de Tázem, o arciprestado de Gouveia, acumulando depois com o serviço em outras paróquias do mesmo arciprestado.

O Reverendo Padre Manuel Joaquim Martins iniciou o ministério como coadjutor da Sé e S.Vicente, na Guarda. Um ano depois foi nomeado Pároco de  Carnicães e Vilares, no arciprestado de Trancoso, arciprestado onde haveria de voltar, em 1981 para ficar até ao presente, depois de 15 anos as paróquias no arciprestado do Fundão.

O Rev.do Padre Octávio Morgadinho começou o seu ministério Sacerdotal como Coadjutor, primeiro em Trancoso e depois na Sé e S. Vicente da Guarda. Em 1970 foi nomeado Pároco no arciprestado do Fundão e nesse mesmo ano foi prestar serviço militar como capelão. A partir de 1973 passou a exercer o ministério Sacerdotal no Patriarcado de Lisboa, onde continua, agora como Pároco da Paróquia de Parede.

O Rev.do Padre Delmar começou o ministério Sacerdotal como Pároco no  arciprestado do Sabugal. 4 anos depois foi nomeado Pároco no arciprestado de Celorico da Beira e em 1967 foi nomeado Capelão militar. Desde 1983 que serve pastoralmente o Patriarcado de Lisboa.

Louvemos o Senhor por tanto bem espalhado na Igreja e na Sociedade durante os 50 anos e 60 anos, respectivamente, de vida Sacerdotal destes nossos irmãos no Ministério. Que o Senhor os recompense pelos relevantes serviços que eles prestaram e continuam a prestar e a nós nos anime no entusiasmo com que desejamos exercer o mesmo Ministério.

 

+Manuel R. Felício, B. da Guarda