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Homilia de Quinta-feira Santa
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Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda: Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços

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Assembleia Diocesana 2017

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda:
Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços na vida da igreja e vocacionados para a relação com o mundo, Caros delegados a esta assembleia; Irmãos em Cristo e amigos: Convosco dou abundantes graças a Deus por estarmos, finalmente, na 1ª sessão da nossa assembleia diocesana. Preparamo-la desde há quase quatro anos a esta parte. E na sua preparação usámos um primeiro instrumento para oferecer a todos a possibilidade de se pronunciarem sobre as grandes questões que nos preocupam e motivar as nossas comunidades, particularmente através dos seus mais directos colaboradores, a participarem na caminhada que nos conduziu ao dia de hoje. Esse primeiro instrumento foram os cadernos de orientação e deles o primeiro centrou-se na realidade da Igreja, tal como Jesus a fundou, o Evangelho a configura e o Concílio Vaticano II a reapresenta, em termos ajustados aos tempos e à cultura de hoje. É desse mesmo assunto que vamos tratar principalmente na presente sessão da nossa assembleia. Outro importante instrumento foi o documento preparatório, a que demos o nome técnico de “Instrumentum laboris” e que pretendeu assumir os pontos mais importantes das diferentes reflexões e comentários feitos na base, a partir dos referidos cadernos de orientação. Este documento foi trabalhado nas diferentes estruturas de participação que precisamos de valorizar cada vez mais na nossa vida comunitária, a saber: a) os conselhos paroquiais e interparoquiais, os conselhos pastorais arciprestais, o conselho pastoral diocesano e o conselho presbiteral. Trabalho decisivo desempenhou até agora a mesa desta nossa assembleia diocesana quer na feitura do dito “Instrumentum laboris” quer na recolha das sugestões e comentários que chegaram das diferentes instâncias que o trabalharam. Com base nelas elaborou as 20 proposições que nos foram enviadas e constituem a base do nosso trabalho de hoje. Felizmente que foi possível a cada um de nós recebê-las em sua casa para as ler antecipadamente, reflectir e eventualmente dialogar sobre elas com mais alguém, podendo agora estar em condições de as analisar em grupo e votar em plenário. Centrando-se estas 20 proposições no modelo de Igreja que nos cumpre viver e testemunhar nos dias de hoje, há grandes preocupações de fundo que vamos ter presentes ao analisá-las e votá-las. Cito algumas delas e a primeira é que a Igreja, no quotidiano das nossas comunidades, para cumprir a sua vocação de viver e crescer “até à estatura do próprio Cristo”, como nos lembra o Apóstolo Paulo, precisa de ministérios variados e bem coordenados para assim podermos progredir na comunhão da Igreja servida pela comunhão dos ministérios. E ao ministério ordenado dos sacerdotes e dos diáconos, longe da pretensão de assumir todos os serviços, pertence-lhe suscitar outros ministérios, formá-los, acompanhá-los e coordená-los para o exercício das funções que lhes estão cometidas. Desta forma cumprimos a nossa identidade de, enquanto Povo de Deus, sermos todos iguais, isto é partilhando a mesma dignidade de filhos de Deus e todos diferentes, ou seja portadores de variados carismas e ministérios, como lembra o citado Concílio Vaticano II. De facto, os ministérios existem não por causa de si mesmos e muito menos por causa das pessoas que os exercem, mas por causa da Igreja e da missão que lhe está confiada para serviço da própria comunidade humana. Por isso ninguém pode pretender ser chamado ao exercício de qualquer ministério para satisfazer gostos pessoais e para simples auto-promoção, ou para subir na hierarquia da importância social, como alguns pensam. De facto, por vontade do próprio Cristo, os ministérios, constituindo comunhão entre si, devem estar sempre e só ao serviço da comunhão da Igreja. Outra grande preocupação que nos há-de acompanhar-nos nesta assembleia, a começar pela sua primeira sessão no dia de hoje, é que a comunhão da Igreja constrói-se com a participação de todos, o que só se consegue através de um conjunto de instrumentos que são indispensáveis na nossa vida comunitária, porque, no dizer do Papa Francisco, nos colocam em constante caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta. Esses instrumentos são os conselhos já referidos, desde o conselho paroquial ou interparoquial até aos conselhos pastoral diocesano e presbiteral, passando pelos conselhos pastorais arciprestais. E a essa caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta chama-lhe o Papa caminhada sinodal, uma expressão há muito assumida na vida da Igreja. Por isso, a experiência de participação que até agora fizemos através destes mesmos conselhos, na percurso para presente assembleia é, já por si mesma, um primeiro fruto da caminhada sinodal em que nos envolvemos e que, nesta mesma assembleia e para além dela, queremos manter a profundar. Para isso precisamos de nos manter em constante reorganização dos nossos serviços, sejam os serviços centrais da Diocese, sejam aqueles que estão mais próximos das comunidades e das pessoas. E esta é a terceira grande preocupação que vai percorrer transversalmente as várias sessões da assembleia, a começar desde já. De facto, temos de saber reorganizar os espaços da vasta superfície da nossa Diocese da Guarda, à medida das reais necessidades das pessoas, das comunidades e do funcionamento dos próprios serviços; temos de saber aprofundar e optimizar a cooperação entre os vários serviços, a começar pelos sacerdotes entre si, com os diáconos e com os outros ministérios; e as próprias comunidades precisam de perceber que têm de saber cooperar mais, em vez de se fecharem sobre si mesmas e voltarem as costas umas às outras. Sobre este assuntos esperamos da assembleia indicadores reflectidos e assumidos que nos permitam avançar, de forma consistente no processo desta nossa reorganização. Lembro ainda que a experiência já vivida da nossa comunhão em Igreja, mas sobretudo os apelos da mensagem da Evangelho para percorrermos e ajudarmos outros a percorrerem caminhos de humanidade cada vez mais consistente não são para meter debaixo do alqueire, utilizando a expressão bíblica ou mantermos prisioneiros dos nossos hábitos e tradições, mas sim para transmitirmos a outros, para comunicarmos, com a maior eficácia possível, também a ambientes que se situam fora do círculo mais restrito das nossas vivências de Fé. Daí a importância de sabermos usar bem os meios de comunicação social ao serviço da evangelização, o que igualmente tem de nos preocupar nesta assembleia. De facto, nós estamos aqui como delegados à assembleia diocesana, transportando connosco um mandato missionário recebido do próprio Jesus Cristo; mandato esse que o Papa Francisco concretiza, convidando-nos a ser cada vez mais uma Igreja em saída para as diferentes periferias da nossa sociedade; e com desejo e capacidade para nos tornarmos hospital de campanha, na medida em que as diferentes necessidades e sofrimentos das pessoas o exigirem. Queremos, de facto, ser cada vez mais uma Igreja em comunhão para a missão, como se propõe, desde o seu início, a nossa caminhada sinodal. Para isso, durante toda esta nossa assembleia, começando já na sua primeira sessão vamos procurar escutar bem as moções do Espírito Santo, para identificarmos os caminhos que Ele, de facto, nos aponta. Confiamos a Nossa Senhora, a Virgem Maria, no centenário das aparições de Fátima, todos os nossos trabalhos, pedindo-lhe, como lembra a oração, que nos ajude a progredir “no testemunho da comunhão, no espírito de serviço, na Fé ardente e generosa, na justiça e no amor aos pobres”. 29.4.2017 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

Homenagem ao director do Jornal A GUARDA, Padre Eugénio da Cunha Sério

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais antigo do distrito e da diocese da Guarda pretende destacar o trabalho incansável do seu director, que antes foi colaborador e chefe de redacção e director adjunto.
Do programa da homenagem faz parte a celebração de uma Missa de Acção de Graças, às 19.00 horas, na Igreja da Misericórdia, presidida pelo Bispo da Diocese, D. Manuel Felício. Segue-se um jantar de confraternização, na Quinta de Santo António (Maçainhas – Guarda) e a apresentação do livro “Uma vida de Missão”. O Padre Eugénio da Cunha Sério, Director do Semanário Católico Regionalista A GUARDA, tem sido um timoneiro incansável, na divulgação e promoção de valores. Mentor de campanhas solidárias, nomeadamente a favor das obras do Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos e do Seminário Maior da Guarda, dedicou muitos dos artigos, que escrevia com regularidade, no Semanário A GUARDA, aos acontecimentos que iam marcando o quotidiano da vida. De uma cultura geral invejável, o Padre Eugénio sempre soube transmitir, com leveza, educação e grande profundidade, os conhecimentos adquiridos em longas e meditadas leituras que ainda hoje o definem. Atento e conhecedor da realidade que o rodeia, num mundo que é cada vez mais uma aldeia global, não se poupa a esforços para ajudar a desvendar os mistérios dos tempos. Há muito que se impunha o reconhecimento público deste Homem que tanto tem feito pela GUARDA. A homenagem ao Director do Jornal A GUARDA é aberta a toda a comunidade. Os interessados em participar podem fazer a inscrição na Casa VERITAS (Guarda), até ao dia 18 de Maio.

Preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” - Diocese promove inquérito para saber a opinião dos jovens

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica vai realizar em Roma, em 2018. O inquérito está disponível online (www.diocesedaguarda.pt) e pretende recolher dados, segundo os “lineamenta” que preparam o próximo Sínodo, “para serem posteriormente tratados e deles resultar a reflexão sobre o mundo juvenil”.
O inquérito é destinado aos jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 29 anos, a educadores, formadores, catequistas, sacerdotes e outros agentes da acção pastoral juvenil. De acordo com a introdução do inquérito, que estará disponível até ao fim do mês de Junho, “ele surge de uma releitura do questionário elaborado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, para, a pedido do Papa Francisco, ajudar a Igreja a que se interrogue sobre o modo como acompanha os jovens, no seu percurso de fé e de discernimento vocacional”. Ao longo do inquérito, os participantes são convidados a assinalar, com uma cruz, as respostas que lhes pareçam as mais adequadas. Ao longo do inquérito, os jovens são convidados a pronunciarem-se sobre três pontos centrais: Jovens, Igreja e Sociedade; A pastoral juvenil vocacional; Os Acompanhadores. Em relação ao primeiro ponto são formuladas as seguintes questões: Em que âmbitos/ espaços pode a Igreja escutar os jovens?; Quais os maiores desafios para os jovens da nossa Diocese? Quais as maiores oportunidades para os jovens da nossa Diocese?; Quais os lugares e formas de reunião para os jovens, dentro da Igreja? Quais os lugares e formas de reunião mais vocacionados para os jovens, fora do contexto da Igreja?; O que pedem os jovens à Igreja da Diocese da Guarda?; Em que âmbitos participam os jovens na vida cristã da Diocese da Guarda?; Como encontrar os jovens que estão “fora” da Igreja?; Em que espaços os podemos encontrar? No segundo ponto são estas as perguntas: Como participam as famílias e as comunidades cristãs no discernimento vocacional dos jovens?; Como participam os estabelecimentos de ensino na formação e desenvolvimento do discernimento vocacional dos jovens? Qual o valor do desenvolvimento tecnológico na mudança cultural a que assistimos?; Que importância têm os acontecimentos juvenis nacionais e internacionais na pastoral juvenil?; Como se projecta o futuro da pastoral juvenil e vocacional?; Como valorizar o passado cristão da Europa para pensar o futuro com esperança?; Como valorizar a insatisfação dos jovens face ao contexto socio-económico e político a fim de que essa insatisfação transforme os jovens nos agentes da mudança que eles mesmos desejam? Que níveis de relação inter-geracional permanecem ainda?; Das práticas de acompanhamento e discernimento vocacional desenvolvidas pela Diocese da Guarda quais as que consideras mais importantes? O último ponto pretende respostas para as seguintes perguntas: De que forma os sacerdotes acompanham o discernimento vocacional dos jovens?; Como promover a formação dos que acompanham os jovens no seu discernimento vocacional?; Que acompanhamento pessoal se deverá propor com maior preocupação nos Seminários?

Educação - Bispo da Guarda apela à matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
D. Manuel Felício refere que está em preparação o novo ano escolar, “que todos desejamos seja de verdadeiro crescimento para as nossas crianças, adolescentes e jovens, nas suas escolas”. Lembra que “em todos os programas do Ensino Básico e Secundário, desde o primeiro ano, a lei prevê a oferta da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica”. E acrescenta: “Pretende esta oferta proporcionar aos nossos educandos, desde o primeiro ano do Ensino Básico, um desenvolvimento no qual os valores morais e religiosos acompanhem e iluminem os diferentes saberes que são propostos na escola e também ajudar as nossas crianças, adolescentes e jovens a abrirem o seu entendimento para as dimensões mais belas da vida”. D. Manuel Felício diz ainda que “esta é a hora de lembrar aos pais e encarregados de educa¬ção, como também aos próprios alunos, que vale a pena gas¬tar tempo e fazer esforço para descobrir e abraçar com entusiasmo as dimensões moral e religiosa da vida e que sem elas a componente verdadeiramente humana do ensino fica incompleta”. Na mensagem aos pais e encarregados de educação, o Bispo da Guarda lembra “o exercício da responsabilidade pes¬soal no momento da matrícula, onde se propõe a escolha desta disciplina curricular”.

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Homilia de Quinta-feira Santa

Homilia de Quinta-feira Santa: 5 de Abril de 2012

Estimados Padres, Diáconos e Povo de Deus

 

 

 

  1. Reunimo-nos na manhã de 5ªfeira Santa, na missa crismal, principalmente para irmos ao fundo da identidade e da missão dos nossos sacerdotes chamados a prolongar na Igreja e no mundo o rosto de Cristo pastor do Seu Povo. É também o lugar da bênção dos óleos santos do crisma, catecúmenos e enfermos, exprimindo assim, a unidade eclesial que se realiza na administração dos sacramentos do baptismo, da confirmação e da unção dos enfermos.

 

 

  1. A Palavra de Deus nos textos de hoje, que, de alguma forma, já temos gravada na nossa memória, fala-nos da missão messiânica de Jesus com a qual ele próprio se apresentou na sua terra natal. O essencial desta missão é evangelizar. Na missão de evangelizar estão dimensões diferentes e complementares, como libertar os prisioneiros, libertar de doenças físicas, como a cegueira ou também de situações de opressão variadas, o que fica resumido na expressão  “ano da graça do Senhor”. A missão messiânica de Jesus é mandato do Pai, e tem como suporte a companhia do Espírito,  essa unção de que fala o texto bíblico.

Esta missão messiânica de Jesus é pré-anunciada pelo Profeta Isaías e hoje é continuada na Igreja. E nós Sacerdotes somos os primeiros responsáveis pela sua realização nos tempos de hoje.

No centro do exercício desta nossa responsabilidade, vemos a pessoa de Cristo, Ressuscitado e vivo, esse testemunho fiel, o primogénito dos mortos, o Alfa e o Ómega que continua a fazer de nós um reino de sacerdotes para Deus, como refere o apocalipse.

É Ele a garantia de que a missão será cumprida  apesar das nossas debilidades e limitações.

 

  1. É confortados pela presença do Senhor Jesus Ressuscitado e Vivo no meio de nós e também pelo Espírito Santo que nos ungiu no Baptismo mas também na confirmação e depois ainda na Ordenação Sacerdotal que olhamos com esperança para a missão que nos está confiada.

Sentimos que temos pela frente combates importantes a fazer para que a missão messiânica de Cristo continue a ser cumprida no nosso mundo e, assim, o Reino de Deus possa crescer.

E a Quaresma, que caminha para o seu termo, ajudou-nos a rever primeiro a nossa condição de baptizados juntamente com as comunidades e serviços que nos estão confiados; depois a nossa especial configuração com Cristo, através do sacramento que faz de nós pastores em união com o único Pastor.

Vivemos o nosso Ministério em comunhão com a paixão de Cristo que ilumina também as nossas paixões, sofrimentos e provações.

Diante da Paixão de cristo sentimos que este nosso Ministério é um acto de amor, como  acto de amor foi o Ministério de Cristo que passou pela  história fazendo o bem. E já sabemos que o amor, por natureza, é dar-se, é perder-se e essa é a razão da sua fecundidade.

E só um amor assim pode dar a autêntica liberdade, a verdadeira alegria e os caminhos de vida com sentido que queremos  oferecer também aos homens e mulheres do nosso tempo.

 

  1. Ao vivermos assim o nosso ministério, sentimo-nos sempre chamados por alguém. Por isso não temos a sensação de frustrados, de esquecidos em qualquer espécie de anonimato, porque Cristo nos chamou e continua a chamar-nos. E eu sinto-me bem a responder a esta chamada, mas também sinto a urgência de ajudar outros a escutar o mesmo Senhor que continua a chamar.

Como sabemos, o grande sofrimento da Igreja hoje, sobretudo na Europa e em todo o mundo ocidental, é a falta de Vocações Sacerdotais.

Todavia também sabemos que o Senhor da Messe continua a chamar. Falta é quem escute a Sua chamada e lhe responda com a prontidão de Samuel e dos profetas.

A nós pertence-nos ajudar também outros a escutarem esta mesma voz do Senhor e encorajá-los a dizer-Lhe que sim, abrindo, assim, caminho à vocação de novos pastores unidos a Cristo. Não podemos esquecer esta nossa responsabilidade de sacerdotes na promoção das vocações sacerdotais. Temos de lembrar, isso sim, que a chamada de Deus a uma pessoa em concreto acontece sempre na mediação da Igreja que tem sempre sua expressão privilegiada na mediação do nosso ministério sacerdotal. E aqui radica a nossa responsabilidade específica, e que por mais ninguém pode ser assumida, de criar as condições necessárias para que haja quem escute a chamada de Deus e lhe responda com prontidão.

E estamos aqui no coração da pastoral das vocações sacerdotais que é parte essencial do exercício do nosso ministério

 

Ao revermos, nesta Quinta-Feira Santa, a nossa identidade  e ao  renovarmos as promessas da nossa ordenação sacerdotal, é bom lembrarmos algumas atitudes que o Senhor nos recomenda para o bom desempenho da nossa missão sacerdotal.

Uma delas é a humildade de quem reconhece que tudo recebeu de graça e, por isso também de graça tudo há-de saber dar. A propósito, vamos escutar, Várias vezes, ao longo destes dias da Paixão, a passagem dos Filipenses que nos remete para a humilhação voluntária de Jesus, que era de condição divina, mas humilhou-se voluntariamente. Ora esta humildade, enraizada no próprio Cristo, leva-nos a considerar importante só aquilo que é serviço e dedicação aos outros. Exprime-se também na atitude da pobreza, a qual nos leva a não querer ter muitas coisas e a avaliarmos constantemente se tudo o que somos e temos está, de verdade e  por inteiro, ao serviço da nossa missão, que continua a própria missão de Cristo na história.  Todos sentimos a tentação do contrário, que é instalarmo-nos em meios materiais e pormos neles a nossa segurança, quando só podemos ter uma segurança que é Cristo.

 

  1. Também como Padres chamados pelo Senhor a cuidar do seu Povo temos de saber cultivar sempre a autêntica verdade sobre nós  mesmos, sobre as nossas relações em Presbitério e sobre as relações com o Povo de Deus e a sociedade em geral.

E a verdade sobre mim próprio começa no reconhecimento do lugar que ocupo, por vontade e chamamento de Deus, no seu plano sobre o mundo e sobre a história. E esse lugar é a Igreja e dentro da Igreja o Presbitério, onde o mesmo Deus me chama a viver o ministério Sacerdotal.

O reconhecimento da nossa verdade mostra-nos os nossos limites, mas também as muitas possibilidades que nos abre a relação sobretudo em Presbitério.

Daqui derivam implicações para o nosso estilo de vida, que tem  de contemplar os cuidados com a porção do Povo  de Deus que está confiada a cada um de nós, mas tem de valorizar sobretudo as relações no Presbitério ao qual o Senhor nos confiou.

Só numa séria atitude de verdade, caros Padres, seremos capazes de aceitar as nossas limitações, procurando superá-las na medida do possível,  sobretudo no fecundo diálogo com os outros, a  começar pelos nossos irmãos  sacerdotes; diálogo esse que pode envolver também a correcção fraterna.

Nós padres temos de ser, particularmente nas circunstâncias do mundo moderno, homens do acolhimento. De facto vivemos num mundo que, apesar das suas formas sofisticadas de comunicar, gera sistematicamente a solidão nas pessoas. Nós queremos ser, antes de mais, o rosto acolhedor de Jesus Cristo voltado para todas as pessoas sem excepção. Os factos dizem que vivemos no mundo actual um grande défice de proximidade e o nosso ministério tem de ser sempre promotor da proximidade. Esta proximidade e o acolhimento têm vários níveis, que vão desde o atendimento em assuntos de consciência, dentro ou fora do foro sacramental, até formas mais ou menos organizadas  que todas as nossas comunidades precisam de cultivar para ir ao encontro das pessoas mais isoladas, mais abandonadas, procurando combater todas as formas de exclusão. Mas também aqui seremos incapazes de promover verdadeiras formas de proximidade às pessoas em geral se, antes e ao mesmo tempo, não formos capazes de viver a experiência feliz da proximidade no nosso Presbitério. E para vivermos de forma positiva esta proximidade em presbitério temos de levar a sério também a lei geral da relação humana que nos diz que  o outro é sempre uma oportunidade, mas também uma dificuldade. É oportunidade pelo novo horizonte que nos abre e pelas novas possibilidades que também abre à cooperação. Mas é ao mesmo tempo dificuldade, porque com as suas características  próprias me obriga sempre a alguma desinstalação e mesmo a alguma prestação de contas.

Neste quadro de muitas possibilidades e algumas dificuldades que a vida em presbitério nos oferece, o Senhor pede-nos para vivermos a verdade na caridade. A verdade é sempre o esplendor de Deus que se revela de muitas maneiras e também na nossa vida de padres. Por sua vez os caminhos da caridade ou seja do amor autêntico são os únicos onde a verdade de Deus pode ganhar corpo para construção da Igreja e do próprio mundo e com empenho do nosso Ministério.

 

  1. E hoje, como já é habitual, damos especiais graças a Deus pelos sacerdotes do nosso Presbitério que perfazem datas jubilares de 60 e 50 anos de vida sacerdotal.

Completam 60 anos de Vida Sacerdotal os nossos irmãos sacerdotes Rev.dos Padres Alfredo Marques Gabriel e João Saraiva André: Ambos, depois de frequentarem os nosso Seminários Diocesanos, foram ordenados  Sacerdotes nesta Sé da Guarda, em 27 de Julho de 1952, sendo Bispo ordenante o Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves. O Rev. do Pe. Alfredo, depois de um ano em que foi coadjutor da Sé e S. Vicente, foi nomeado Pároco de Aldeia Nova, no arciprestado de Trancoso, onde se fixou até hoje, passando mais tarde a paroquiar também Fiães e Tamanhos e tendo posteriormente assumido responsabilidades em outras paróquias do mesmo arciprestado.

O Rev.do Padre João André, depois de exercer funções de Pároco, no arciprestado de Celorico da Beira durante 13 anos, foi chamado à equipa formadora do Seminário do Fundão.  Passados dois anos, Fez em Roma a licenciatura em Espiritualidade, na Universidade Gregoriana e regressou para assumir funções de Director Espiritual no Seminário Maior da Guarda. Desde 1983 a 2007 teve a seu cargo a Paróquia de Caria, sendo então desligado de responsabilidades pastorais por razões de falta de saúde.

Completam 50 anos de vida sacerdotal os nossos irmãos sacerdotes Rev.dos Padres João Carvalho Nunes, Júlio Martins Pedroso, Joaquim Jerónimo Pereira, Joaquim Pires Sequeira, Manuel Joaquim Martins, Octávio Gil Morgadinho e Delmar da Silva Barreiros.

Todos tiveram como Bispo Ordenante o Sr. D. Policarpo da Costa Vaz, depois de frequentarem os Seminários Diocesanos, no dia 19 de Agosto de 1962, excepto o Rev.do Padre João Carvalho Nunes, que foi ordenado no dia 7 de Abril. Este exerceu o ministério sempre no arciprestado de Seia, até que em 1986 foi dispensado do serviço paroquial por razões de falta de saúde. Em Lisboa, onde permaneceu durante 20 anos, desempenhou várias funções pastorais, entre elas a de capelão do Mosteiro das Clarissas em Sintra, até que em 2007 regressou à Diocese, sendo-lhe confiadas as funções de Vigário Paroquial, na Sé e S. Vicente.

O Rev.do Padre Júlio Martins Pedroso começou a exercer o Ministério Sacerdotal como Pároco, no arciprestado de Trancoso. Em 1981, foi encarregado de Paróquias nos arciprestados do Rochoso e Almeida,  onde continua o exercício do ministério.

O Rev.do Padre Joaquim Jerónimo Pereira, logo no início do seu ministério, foi chamado a integrar a equipa formadora do Seminário do Fundão, funções que desempenhou durante 17 anos. A seguir e durante 15 anos, foi pároco em paróquias do arciprestado de Manteigas/Belmonte, tendo em 1995, por razões de falta de saúde sido dispensado de responsabilidades paroquiais.

O Rev. do Padre Joaquim Pires Sequeira começou o seu múnus sacerdotal em paróquias do arciprestado da Guarda.

Depois de prestar serviço militar como Capelão durante 2 anos, foi nomeado  Pároco de Paróquias do arciprestado de Seia, acumulando com funções de Assistente da ACR e em 1981, foi nomeado Pároco de Vila Nova de Tázem, o arciprestado de Gouveia, acumulando depois com o serviço em outras paróquias do mesmo arciprestado.

O Reverendo Padre Manuel Joaquim Martins iniciou o ministério como coadjutor da Sé e S.Vicente, na Guarda. Um ano depois foi nomeado Pároco de  Carnicães e Vilares, no arciprestado de Trancoso, arciprestado onde haveria de voltar, em 1981 para ficar até ao presente, depois de 15 anos as paróquias no arciprestado do Fundão.

O Rev.do Padre Octávio Morgadinho começou o seu ministério Sacerdotal como Coadjutor, primeiro em Trancoso e depois na Sé e S. Vicente da Guarda. Em 1970 foi nomeado Pároco no arciprestado do Fundão e nesse mesmo ano foi prestar serviço militar como capelão. A partir de 1973 passou a exercer o ministério Sacerdotal no Patriarcado de Lisboa, onde continua, agora como Pároco da Paróquia de Parede.

O Rev.do Padre Delmar começou o ministério Sacerdotal como Pároco no  arciprestado do Sabugal. 4 anos depois foi nomeado Pároco no arciprestado de Celorico da Beira e em 1967 foi nomeado Capelão militar. Desde 1983 que serve pastoralmente o Patriarcado de Lisboa.

Louvemos o Senhor por tanto bem espalhado na Igreja e na Sociedade durante os 50 anos e 60 anos, respectivamente, de vida Sacerdotal destes nossos irmãos no Ministério. Que o Senhor os recompense pelos relevantes serviços que eles prestaram e continuam a prestar e a nós nos anime no entusiasmo com que desejamos exercer o mesmo Ministério.

 

+Manuel R. Felício, B. da Guarda