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Homilia de Quinta-feira Santa
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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande

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O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

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Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

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Homilia de Quinta-feira Santa

Homilia de Quinta-feira Santa: 5 de Abril de 2012

Estimados Padres, Diáconos e Povo de Deus

 

 

 

  1. Reunimo-nos na manhã de 5ªfeira Santa, na missa crismal, principalmente para irmos ao fundo da identidade e da missão dos nossos sacerdotes chamados a prolongar na Igreja e no mundo o rosto de Cristo pastor do Seu Povo. É também o lugar da bênção dos óleos santos do crisma, catecúmenos e enfermos, exprimindo assim, a unidade eclesial que se realiza na administração dos sacramentos do baptismo, da confirmação e da unção dos enfermos.

 

 

  1. A Palavra de Deus nos textos de hoje, que, de alguma forma, já temos gravada na nossa memória, fala-nos da missão messiânica de Jesus com a qual ele próprio se apresentou na sua terra natal. O essencial desta missão é evangelizar. Na missão de evangelizar estão dimensões diferentes e complementares, como libertar os prisioneiros, libertar de doenças físicas, como a cegueira ou também de situações de opressão variadas, o que fica resumido na expressão  “ano da graça do Senhor”. A missão messiânica de Jesus é mandato do Pai, e tem como suporte a companhia do Espírito,  essa unção de que fala o texto bíblico.

Esta missão messiânica de Jesus é pré-anunciada pelo Profeta Isaías e hoje é continuada na Igreja. E nós Sacerdotes somos os primeiros responsáveis pela sua realização nos tempos de hoje.

No centro do exercício desta nossa responsabilidade, vemos a pessoa de Cristo, Ressuscitado e vivo, esse testemunho fiel, o primogénito dos mortos, o Alfa e o Ómega que continua a fazer de nós um reino de sacerdotes para Deus, como refere o apocalipse.

É Ele a garantia de que a missão será cumprida  apesar das nossas debilidades e limitações.

 

  1. É confortados pela presença do Senhor Jesus Ressuscitado e Vivo no meio de nós e também pelo Espírito Santo que nos ungiu no Baptismo mas também na confirmação e depois ainda na Ordenação Sacerdotal que olhamos com esperança para a missão que nos está confiada.

Sentimos que temos pela frente combates importantes a fazer para que a missão messiânica de Cristo continue a ser cumprida no nosso mundo e, assim, o Reino de Deus possa crescer.

E a Quaresma, que caminha para o seu termo, ajudou-nos a rever primeiro a nossa condição de baptizados juntamente com as comunidades e serviços que nos estão confiados; depois a nossa especial configuração com Cristo, através do sacramento que faz de nós pastores em união com o único Pastor.

Vivemos o nosso Ministério em comunhão com a paixão de Cristo que ilumina também as nossas paixões, sofrimentos e provações.

Diante da Paixão de cristo sentimos que este nosso Ministério é um acto de amor, como  acto de amor foi o Ministério de Cristo que passou pela  história fazendo o bem. E já sabemos que o amor, por natureza, é dar-se, é perder-se e essa é a razão da sua fecundidade.

E só um amor assim pode dar a autêntica liberdade, a verdadeira alegria e os caminhos de vida com sentido que queremos  oferecer também aos homens e mulheres do nosso tempo.

 

  1. Ao vivermos assim o nosso ministério, sentimo-nos sempre chamados por alguém. Por isso não temos a sensação de frustrados, de esquecidos em qualquer espécie de anonimato, porque Cristo nos chamou e continua a chamar-nos. E eu sinto-me bem a responder a esta chamada, mas também sinto a urgência de ajudar outros a escutar o mesmo Senhor que continua a chamar.

Como sabemos, o grande sofrimento da Igreja hoje, sobretudo na Europa e em todo o mundo ocidental, é a falta de Vocações Sacerdotais.

Todavia também sabemos que o Senhor da Messe continua a chamar. Falta é quem escute a Sua chamada e lhe responda com a prontidão de Samuel e dos profetas.

A nós pertence-nos ajudar também outros a escutarem esta mesma voz do Senhor e encorajá-los a dizer-Lhe que sim, abrindo, assim, caminho à vocação de novos pastores unidos a Cristo. Não podemos esquecer esta nossa responsabilidade de sacerdotes na promoção das vocações sacerdotais. Temos de lembrar, isso sim, que a chamada de Deus a uma pessoa em concreto acontece sempre na mediação da Igreja que tem sempre sua expressão privilegiada na mediação do nosso ministério sacerdotal. E aqui radica a nossa responsabilidade específica, e que por mais ninguém pode ser assumida, de criar as condições necessárias para que haja quem escute a chamada de Deus e lhe responda com prontidão.

E estamos aqui no coração da pastoral das vocações sacerdotais que é parte essencial do exercício do nosso ministério

 

Ao revermos, nesta Quinta-Feira Santa, a nossa identidade  e ao  renovarmos as promessas da nossa ordenação sacerdotal, é bom lembrarmos algumas atitudes que o Senhor nos recomenda para o bom desempenho da nossa missão sacerdotal.

Uma delas é a humildade de quem reconhece que tudo recebeu de graça e, por isso também de graça tudo há-de saber dar. A propósito, vamos escutar, Várias vezes, ao longo destes dias da Paixão, a passagem dos Filipenses que nos remete para a humilhação voluntária de Jesus, que era de condição divina, mas humilhou-se voluntariamente. Ora esta humildade, enraizada no próprio Cristo, leva-nos a considerar importante só aquilo que é serviço e dedicação aos outros. Exprime-se também na atitude da pobreza, a qual nos leva a não querer ter muitas coisas e a avaliarmos constantemente se tudo o que somos e temos está, de verdade e  por inteiro, ao serviço da nossa missão, que continua a própria missão de Cristo na história.  Todos sentimos a tentação do contrário, que é instalarmo-nos em meios materiais e pormos neles a nossa segurança, quando só podemos ter uma segurança que é Cristo.

 

  1. Também como Padres chamados pelo Senhor a cuidar do seu Povo temos de saber cultivar sempre a autêntica verdade sobre nós  mesmos, sobre as nossas relações em Presbitério e sobre as relações com o Povo de Deus e a sociedade em geral.

E a verdade sobre mim próprio começa no reconhecimento do lugar que ocupo, por vontade e chamamento de Deus, no seu plano sobre o mundo e sobre a história. E esse lugar é a Igreja e dentro da Igreja o Presbitério, onde o mesmo Deus me chama a viver o ministério Sacerdotal.

O reconhecimento da nossa verdade mostra-nos os nossos limites, mas também as muitas possibilidades que nos abre a relação sobretudo em Presbitério.

Daqui derivam implicações para o nosso estilo de vida, que tem  de contemplar os cuidados com a porção do Povo  de Deus que está confiada a cada um de nós, mas tem de valorizar sobretudo as relações no Presbitério ao qual o Senhor nos confiou.

Só numa séria atitude de verdade, caros Padres, seremos capazes de aceitar as nossas limitações, procurando superá-las na medida do possível,  sobretudo no fecundo diálogo com os outros, a  começar pelos nossos irmãos  sacerdotes; diálogo esse que pode envolver também a correcção fraterna.

Nós padres temos de ser, particularmente nas circunstâncias do mundo moderno, homens do acolhimento. De facto vivemos num mundo que, apesar das suas formas sofisticadas de comunicar, gera sistematicamente a solidão nas pessoas. Nós queremos ser, antes de mais, o rosto acolhedor de Jesus Cristo voltado para todas as pessoas sem excepção. Os factos dizem que vivemos no mundo actual um grande défice de proximidade e o nosso ministério tem de ser sempre promotor da proximidade. Esta proximidade e o acolhimento têm vários níveis, que vão desde o atendimento em assuntos de consciência, dentro ou fora do foro sacramental, até formas mais ou menos organizadas  que todas as nossas comunidades precisam de cultivar para ir ao encontro das pessoas mais isoladas, mais abandonadas, procurando combater todas as formas de exclusão. Mas também aqui seremos incapazes de promover verdadeiras formas de proximidade às pessoas em geral se, antes e ao mesmo tempo, não formos capazes de viver a experiência feliz da proximidade no nosso Presbitério. E para vivermos de forma positiva esta proximidade em presbitério temos de levar a sério também a lei geral da relação humana que nos diz que  o outro é sempre uma oportunidade, mas também uma dificuldade. É oportunidade pelo novo horizonte que nos abre e pelas novas possibilidades que também abre à cooperação. Mas é ao mesmo tempo dificuldade, porque com as suas características  próprias me obriga sempre a alguma desinstalação e mesmo a alguma prestação de contas.

Neste quadro de muitas possibilidades e algumas dificuldades que a vida em presbitério nos oferece, o Senhor pede-nos para vivermos a verdade na caridade. A verdade é sempre o esplendor de Deus que se revela de muitas maneiras e também na nossa vida de padres. Por sua vez os caminhos da caridade ou seja do amor autêntico são os únicos onde a verdade de Deus pode ganhar corpo para construção da Igreja e do próprio mundo e com empenho do nosso Ministério.

 

  1. E hoje, como já é habitual, damos especiais graças a Deus pelos sacerdotes do nosso Presbitério que perfazem datas jubilares de 60 e 50 anos de vida sacerdotal.

Completam 60 anos de Vida Sacerdotal os nossos irmãos sacerdotes Rev.dos Padres Alfredo Marques Gabriel e João Saraiva André: Ambos, depois de frequentarem os nosso Seminários Diocesanos, foram ordenados  Sacerdotes nesta Sé da Guarda, em 27 de Julho de 1952, sendo Bispo ordenante o Sr. D. Domingos da Silva Gonçalves. O Rev. do Pe. Alfredo, depois de um ano em que foi coadjutor da Sé e S. Vicente, foi nomeado Pároco de Aldeia Nova, no arciprestado de Trancoso, onde se fixou até hoje, passando mais tarde a paroquiar também Fiães e Tamanhos e tendo posteriormente assumido responsabilidades em outras paróquias do mesmo arciprestado.

O Rev.do Padre João André, depois de exercer funções de Pároco, no arciprestado de Celorico da Beira durante 13 anos, foi chamado à equipa formadora do Seminário do Fundão.  Passados dois anos, Fez em Roma a licenciatura em Espiritualidade, na Universidade Gregoriana e regressou para assumir funções de Director Espiritual no Seminário Maior da Guarda. Desde 1983 a 2007 teve a seu cargo a Paróquia de Caria, sendo então desligado de responsabilidades pastorais por razões de falta de saúde.

Completam 50 anos de vida sacerdotal os nossos irmãos sacerdotes Rev.dos Padres João Carvalho Nunes, Júlio Martins Pedroso, Joaquim Jerónimo Pereira, Joaquim Pires Sequeira, Manuel Joaquim Martins, Octávio Gil Morgadinho e Delmar da Silva Barreiros.

Todos tiveram como Bispo Ordenante o Sr. D. Policarpo da Costa Vaz, depois de frequentarem os Seminários Diocesanos, no dia 19 de Agosto de 1962, excepto o Rev.do Padre João Carvalho Nunes, que foi ordenado no dia 7 de Abril. Este exerceu o ministério sempre no arciprestado de Seia, até que em 1986 foi dispensado do serviço paroquial por razões de falta de saúde. Em Lisboa, onde permaneceu durante 20 anos, desempenhou várias funções pastorais, entre elas a de capelão do Mosteiro das Clarissas em Sintra, até que em 2007 regressou à Diocese, sendo-lhe confiadas as funções de Vigário Paroquial, na Sé e S. Vicente.

O Rev.do Padre Júlio Martins Pedroso começou a exercer o Ministério Sacerdotal como Pároco, no arciprestado de Trancoso. Em 1981, foi encarregado de Paróquias nos arciprestados do Rochoso e Almeida,  onde continua o exercício do ministério.

O Rev.do Padre Joaquim Jerónimo Pereira, logo no início do seu ministério, foi chamado a integrar a equipa formadora do Seminário do Fundão, funções que desempenhou durante 17 anos. A seguir e durante 15 anos, foi pároco em paróquias do arciprestado de Manteigas/Belmonte, tendo em 1995, por razões de falta de saúde sido dispensado de responsabilidades paroquiais.

O Rev. do Padre Joaquim Pires Sequeira começou o seu múnus sacerdotal em paróquias do arciprestado da Guarda.

Depois de prestar serviço militar como Capelão durante 2 anos, foi nomeado  Pároco de Paróquias do arciprestado de Seia, acumulando com funções de Assistente da ACR e em 1981, foi nomeado Pároco de Vila Nova de Tázem, o arciprestado de Gouveia, acumulando depois com o serviço em outras paróquias do mesmo arciprestado.

O Reverendo Padre Manuel Joaquim Martins iniciou o ministério como coadjutor da Sé e S.Vicente, na Guarda. Um ano depois foi nomeado Pároco de  Carnicães e Vilares, no arciprestado de Trancoso, arciprestado onde haveria de voltar, em 1981 para ficar até ao presente, depois de 15 anos as paróquias no arciprestado do Fundão.

O Rev.do Padre Octávio Morgadinho começou o seu ministério Sacerdotal como Coadjutor, primeiro em Trancoso e depois na Sé e S. Vicente da Guarda. Em 1970 foi nomeado Pároco no arciprestado do Fundão e nesse mesmo ano foi prestar serviço militar como capelão. A partir de 1973 passou a exercer o ministério Sacerdotal no Patriarcado de Lisboa, onde continua, agora como Pároco da Paróquia de Parede.

O Rev.do Padre Delmar começou o ministério Sacerdotal como Pároco no  arciprestado do Sabugal. 4 anos depois foi nomeado Pároco no arciprestado de Celorico da Beira e em 1967 foi nomeado Capelão militar. Desde 1983 que serve pastoralmente o Patriarcado de Lisboa.

Louvemos o Senhor por tanto bem espalhado na Igreja e na Sociedade durante os 50 anos e 60 anos, respectivamente, de vida Sacerdotal destes nossos irmãos no Ministério. Que o Senhor os recompense pelos relevantes serviços que eles prestaram e continuam a prestar e a nós nos anime no entusiasmo com que desejamos exercer o mesmo Ministério.

 

+Manuel R. Felício, B. da Guarda