Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia
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A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito

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Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso

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FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero,

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“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo

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Brasão de D. António Luciano

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito e verdade. O Livro aberto significa que a primeira missão do Bispo é ensinar e anunciar a alegria do Evangelho a todos. O Alfa e o Omega falam-nos da pessoa de Jesus Cristo, Aquele que nos revela a Palavra criadora e misericordiosa do Pai, o que na “água viva” nos oferece o Espírito que santifica.
Os rios de água viva evocam o rio Alva e o Mondego, cujas águas descem da Serra para banharem a Beira Alta e depois se misturarem na imensidão do mar. Mistério incomparável de amor, de comunhão e de unidade. O brasão tem duas cores. O azul e o amarelo. O azul revela o acto criador de Deus. Lembra o firmamento do céu, a vida nova em Cristo Ressuscitado e o desejo de “aspirar às coisas do alto” (Col 3, 2), a glória de Deus. Evoca a figura de Maria de Nazaré, a Mulher do tempo novo, a Senhora do Fiat. A Serra da Estrela, a mais alta, aparece como símbolo de uma meta a atingir, de uma espiritualidade cristã a escalar. A neve branca, pura e cristalina, aponta o ideal das Bem-Aventuranças. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). A vocação cristã é uma experiência de vida, de serviço, de amor, de entrega, um caminho de santidade a atingir por todos e em cada dia. A Estrela, coroada ao centro em fundo azul, mostra-nos Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a Estrela da “Nova Evangelização”, a Senhora da Assunção, a Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos, que, com o seu manto de graça, de luz e de virtude, nos protege. O amarelo lembra a Igreja que está no mundo como luz e sinal de salvação para construir o Reino de Deus entre os homens. Na parte superior, o granito cortado evoca a beleza arquitectónica, única e singular das catedrais. Os traços, em figura de montanha, lembram os pontos mais altos da Sé da Guarda, que nos desafiam a fazer um caminho para Deus. A Candeia acesa é Cristo, luz do mundo. Ele veio para iluminar a humanidade e dissipar as trevas do erro. Ela é sinal da fé viva dos cristãos. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). O símbolo da Enfermagem representado na candeia acesa recorda o serviço na promoção e defesa da vida humana, e a entrega abnegada aos doentes e a todos os que sofrem. Recorda também ao Bispo que Ele deve iluminar, vigiar, amar, cuidar e estar próximo do seu rebanho, imitando a Cristo o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade. “Fiat Voluntas Tua” (Mt 6, 10) – é uma prece da oração do Pai-Nosso.

Ordenação Episcopal de D. António Luciano dos Santos Costa - Homilia de D. Manuel Felício

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso Irmão António Luciano que hoje, recebendo a plenitude do Espírito Santo, e revestido com os seus dons, vai ficar especialmente configurado com Cristo para exercer o ministério Episcopal.
De facto, pela imposição de mãos dos Bispos presentes ele é constituído cabeça e pastor de uma Igreja particular, neste caso, a Diocese de Viseu, mas também e ao mesmo tempo membro do Colégio Episcopal e portanto corresponsável com a Igreja no seu todo. De facto, para cumprir o maravilhoso desígnio de salvação dirigido a todas as pessoas, povos e nações, Deus enviou o Seu Filho Único, que inaugurou o anúncio da Boa Nova, vivendo entre nós e partilhando a nossa condição. Quis depois que essa Sua Missão fosse continuada pelo ministério dos Doze, constituídos em Colégio Apostólico, presidido pelo Apóstolo Pedro. Estes, por sua vez, transmitiram aos seus sucessores, pela imposição de mãos e a oração, o mesmo mandato recebido do Senhor Jesus. Por isso, os Bispos, cada um a presidir à sua Igreja particular e todos constituídos em colégio episcopal transportam consigo a responsabilidade de garantir a Tradição da Fé que nos vem dos Apóstolos e por eles do próprio Jesus Cristo. E cumpriram esta missão quer quando cada um deles preside à Igreja particular quer quando, em comunhão com os outros Bispos, em colégio episcopal presidio pelo Sucessor de Pedro, vivem a corresponsabilidade pela condução de vida da Igreja universal. Jesus Cristo é, de facto, o único Bom Pastor, como lembra o Evangelho de S. João que escutámos. Hoje, através dos Bispos e seus colaboradores mais diretos, a começar pelos que com eles partilham o Sacramento da Ordem mas também de outros ministérios e serviços, é o mesmo Cristo quem continua a pastorear a Sua Igreja. Sendo assim, na pessoa do Bispo, rodeado principalmente dos seus presbíteros e diáconos, é o mesmo Jesus Cristo que está presente para continuar a anunciar o Evangelho, a oferecer-nos os mistérios da fé e a conduzir-nos através da história, em peregrinação, rumo à pátria eterna. E enquanto único Bom Pastor, Jesus Cristo diz aos Bispos e seus colaboradores quais as posturas que hão-de assumir para construção daa vida da Igreja e a conduzirem pelos caminhos da salvação. Ora, a Sua Palavra hoje escutada no Evangelho de S. João é clara e vai direta ao assunto, quando nos diz: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É mesmo essa disposição de dar a vida que em breve, tu, irmão D. António Luciano nos vais manifestar, respondendo à pergunta: “Queres consagrar-te até à morte ao Ministério Episcopal?”. Contrariamente ao mercenário, que explora as ovelhas e as abandona, o Bom Pastor conhece-as e é conhecido de cada uma delas. Lembrando recomendações do Papa Francisco, o Pastor que o é de verdade procura estar próximo das suas ovelhas para as acompanhar de perto e defendê-las dos lobos que tentam desgarrar o rebanho (cf. Evg. 17, 1). E se estamos preocupados com os fiéis que constituem o tecido das nossas comunidades, não o podemos estar menos com os que estão fora. É o próprio Cristo quem nos alerta, ao dizer: “Tenho ainda outras ovelhas que não estão neste redil e preciso de as reunir”. E aqui, todos nós Bispos nos sentimos interpelados pela pergunta que vai ser feita ao que hoje é ordenado, nos seguintes termos: “Queres, como bom pastor, procurar as ovelhas dispersas e conduzi-las ao redil do Senhor?” Sempre, mas hoje mais do que nunca, é para nós urgente “primeirear” a responsabilidade missionária da Igreja, usando a expressão muito própria do Papa Francisco. Concretizando ainda mais, como Bispos responsáveis pela condução das nossas Igrejas particulares e corresponsáveis pela vida da Igreja universal, temos a especial obrigação de despertar em nós, como também nos nossos mais diretos colaboradores e nos fiéis em geral, o dinamismo missionário. Não queremos uma Igreja à defesa, mas sim uma Igreja empenhada em cumprir o Sonho do Papa Francisco, colocando todas as suas capacidades mais ao serviço da evangelização do mundo atual do que da sua auto-preservação (7.Eg, 27). O especial Outubro missionário de 2019 proclamado pelo Papa Francisco bem como o especial ano missionário (2018-2019) declarado pela Conferência Episcopal Portuguesa constituem também para nós Bispos forte interpelação. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou” – escutámos nós na leitura do Profeta Isaías. De facto o Espírito Santo ungiu a Pessoa de Cristo e presidiu ao cumprimento de toda a Sua missão messiânica de evangelizar os pobres, consolar os aflitos e de proclamar o ano da justiça divina, que substitui o luto pela alegria. Hoje o mesmo Espírito Divino, como cantaremos em breve, pela imposição das nossas mãos, desce abundantemente sobre o novo Bispo, fazendo dele verdadeiro Sacerdote do Senhor, servidor da Nova Aliança estabelecida em Cristo Jesus. Sim, é para servir que o Senhor hoje te faz Bispo, Irmão D. António Luciano, como lembra o Pontifical Romano de Ordenação Episcopal, nos seguintes termos: “O Episcopado significa trabalho e não honra; e o Bispo, mais do que presidir tem obrigação de servir”. E nesse serviço inclui-se o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Sendo assim, e sobre o múnus de ensinar ressoa em nós, particularmente neste momento, a exortação do Apóstolo dirigido a seu discípulo Timóteo: Proclama a Palavra, a tempo e fora de tempo; exorta com toda a paciência e doutrina. Quanto à função de santificar que nos está confiada, nós Bispos vamos escutar hoje de novo o convite para perseverar na oração a Deus Pai Todo-poderoso em favor do Povo Santo de Deus e a exercer a plenitude do Sacerdócio com toda a fidelidade. Na Ordenação Episcopal é-nos também entregue a missão de governar em ordem à edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja, permanecendo em unidade com a Ordem dos Bispos e sob a autoridade do Sumo Pontífice (P.R., n.40) Por isso, compreendemos a recomendação que o Pontifical Romano faz ao novo Bispo na hora da Sua Ordenação Episcopal, com os seguintes termos – “Com amor paterno e fraterno, ama todos quantos Deus confia ao ter cuidado pastoral, sobretudo os presbíteros e os diáconos que têm parte contigo no ministério de Cristo…exorta os fiéis a colaborarem contigo no trabalho apostólico e dispõe-te a ouvi-los de bom grado” (P.R, 39). Aceitando e ponto em prática estas sábias recomendações, saberemos promover a verdadeira comunhão de ministérios, ao serviço da comunhão da Igreja dentro de cada uma das suas comunidades, como também das mesmas comunidades entre si, sempre focada no mandato missionário recebido do próprio Cristo. Mas as palavras do profeta Isaías que hoje escutámos privilegiam, de facto, a atenção que temos de continuar a dar aos pobres, aos atribulados, aos prisioneiros, aos cativos necessitados de libertação, aos que se encontram envolvidos pelo luto da dor. Numa palavra, chamam a nossa atenção para as periferias da pobreza, mas também da dor e do abandono ou simplesmente da marginalidade, como são referidas pelo Papa Francisco. Também nós Bispos hoje contigo, irmão D. António Luciano, queremos responder à pergunta que te vai ser assim feita: “Queres ser, pelo nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres, os deslocados e todos os que precisam?”. Diante desta forte interpelação que a Liturgia nos faz, queremos escutar mais uma vez, palavras do Papa Francisco, lembrando a cada cristão e a cada comunidade cristã o encargo de serem instrumento do Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres para que possam integrar-se plenamente na Sociedade (Eg, 187). Perante a experiência que Paulo nos conta na sua II carta aos Coríntios, também nós não esperamos facilidades no cumprimento da missão episcopal que o Senhor Jesus Cristo nos confia para, em Seu nome, pastorearmos a Igreja. Foram muitas as dificuldades que o Apóstolo experimentou e das quais nos dá testemunho, desde a perseguição, à perplexidade, passando pelo abatimento e pelo abandono. Uma luz, porém, bastou para dar sentido a todos os seus sofrimentos e tribulações. Essa luz para ele e para nós hoje vem-nos da certeza da Ressurreição de Cristo, garantia da nossa Ressurreição, pois, como lembra a referida carta, “Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar com Ele e nos levará para junto d’Ele”. Sendo assim, saberemos compreender igualmente como os nossos sofrimentos são oportunidade para participarmos nos sofrimentos de Cristo. Finalmente diante da mesma experiência de Paulo lembramos a nossa grande fragilidade, por levarmos em vasos de barro um grande tesouro, o tesouro do ministério que nos está confiado. Cumpre-nos ao mesmo tempo, a obrigação de transformar as nossas múltiplas fragilidades em oportunidades para deixar brilhar em nós e em tudo o que fazemos a grandeza e a força do próprio Deus, única fonte de todo o bem que nós possamos realizar. De facto, uma só coisa é necessária – Que Ele reine nos nossos corações, na vida da Igreja e na vida do mundo. Que Deus seja louvado, Sua Mãe Maria Santíssima e nossa Padroeira, seja honrada com todos os santos, na comunhão da Igreja, para que o mundo creia. Amén.

Bula do Nomeação

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero, eleito Bispo de Viseu, saúde e Bênção Apostólica.
Sendo necessário prover de Pastor a diocese de Viseu, vaga após a renúncia do Venerável Irmão Ilídio Pinto Leandro, ouvida a Congregação para os Bispos, tu, amado Filho, ornado com as devidas qualidades, perito em teologia moral e nos assuntos eclesiásticos, és considerado digno de a governar. Por isso, Nós, ocupando a Cátedra do bem-aventurado Pedro e com a solicitude por toda a grei do Senhor, com o Nosso supremo poder Apostólico, nomeamos-te Bispo de Viseu, com todos os direitos e obrigações. Permitimos que recebas a Ordenação por qualquer Bispo católico fora da cidade de Roma, observando as leis litúrgicas e antecedida da profissão da Fé católica e do Juramento de Fidelidade dirigido a Nós e aos Nossos Sucessores, segundo os sagrados cânones. Mandamos, além disso, que esta Carta seja dada a conhecer ao clero e ao povo da tua Sede própria; e exortamo-los a que te recebam com alegria e permaneçam continuamente unidos a ti. Finalmente, dilecto Filho, procura cumprir o gravíssimo ofício de Bispo, de tal modo que os fiéis a ti confiados cresçam continuamente na Fé, na Esperança e, acima de tudo, na Caridade, a rainha de todas as virtudes. A paz e a alegria de Cristo, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estejam continuamente contigo e com esta caríssima comunidade eclesial, no amado Portugal. Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos três dias do mês de Maio do ano de dois mil e dezoito, sexto do Nosso Pontificado. Francisco, Papa.

MENSAGEM DE D. ANTÓNIO LUCIANO DOS SANTOS COSTA

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo caminha connosco e surpreende-nos. “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28,20), cumpriram-se nesta tarde, aqui na Sé da Guarda, estas Palavras de Jesus. Agora, posso “partir e servir com aquela atitude de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo”(Gaudete et Exsultate nº 129).
A oração é o verdadeiro respiro de Deus nas nossas vidas, e, eu senti-o do modo particular na minha Ordenação Episcopal. Esta leva-nos ao coração de Deus e traz o coração de Deus à nossa frágil condição humana. Ao rezar ao Pai, “Venha o teu reino e “seja feita a Tua vontade”, a Igreja reunida entra no coração de Deus Pai, fonte de vida, de amor e de paz. Assim foi a oração de Maria, a serva humilde e fiel, a cuidadora das feridas da humanidade sofredora, a Senhora da Piedade, que nos ensina a amar e a servir o Seu Filho, o Bom Pastor, presente na fragilidade do género humano. Peço a São José, o dom do silêncio prudente e fiel, que me ajude a guardar, a administrar bem a Igreja e a vigiar pela sua unidade e integridade. Que a coragem e o testemunho dos Apóstolos e de todos os Santos me ajudem a cantar convosco eternamente as maravilhas do Senhor. Reitero profunda gratidão, comunhão, obediência na fé e veneração filial à Igreja, na pessoa do Papa Francisco, sucessor do Apóstolo São Pedro, que me chamou para fazer parte do Colégio Apostólico. Agradeço cordialmente ao Senhor Núncio Apostólico a sua presença amiga e carinhosa manifestada desde a primeira hora. Peço-lhe que seja portador destes meus sentimentos de gratidão e comunhão ao Santo Padre. Um obrigado de filho e irmão ao Senhor D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Senhor D, Jorge Ortiga Arcebispo de Braga, ao Senhor D. Ilídio Leandro, Administrador da Diocese de Viseu, aos meus irmãos Bispos presentes, aos sacerdotes, diáconos, religiosos (as) consagrados (as), aos seminaristas e leigos empenhados na vida da Igreja, aos amigos e pessoas de bem. Às Autoridades civis, académicas, institucionais, militarizadas e outras aqui presentes, aos representantes dos Meios de Comunicação Social, a todos os que foram meus paroquianos e colaboradores na Capelania da UBI, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital da Guarda, no Instituto Politécnico, Escola Superior de Saúde da Guarda, na Pastoral da Saúde, Associação Católica dos Enfermeiros, Capelanias Hospitalares, Movimentos e Obras, Associações Académicas e tantas pessoas amigas que comigo privaram e trabalharam, alunos, professores e colegas dos vários estabelecimentos de ensino, hospitais, comissões de ética e instituições, com quem tive o privilégio de trabalhar e com quem muito aprendi. A todas as pessoas amigas, conhecidas e anónimas que participaram nesta bela celebração Eucarística e a todos os que estão unidos espiritualmente um bem-haja sincero e beirão! Que Deus vos recompense por tanto bem realizado e o transforme em graça e dom de novas vocações para a Igreja. Uma palavra de gratidão de, esperança e estima às crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, frágeis, doentes, abandonados e a todos os que experimentam a dor e a solidão. Que nunca vos faltem bons cuidadores! Deus ama-vos muito. Há sempre um receber e um dar. Dai sem medida e sereis felizes! A comunhão fraterna, a proximidade, a gratuidade e a solidariedade são muito mais que gestos importantes, são a base sólida de uma sociedade sadia e de uma Igreja renovada. À minha família, às minhas imãs, cunhados, sobrinhos, sobrinha, aos que não puderam vir, um grande abraço, tenho vos a todos no meu coração. Um bem haja sincero: Aos meus paroquianos de hoje e de sempre, aos amigos vindos de tantos pontos do país, aos diocesanos de Viseu e da Guarda, aos que vieram de Coimbra, conterrâneos de Corgas e de toda a paróquia de Sandomil; Ao nosso pároco o Padre Carlos Dionísio, a todo o arciprestado de Seia, que comigo louva o Senhor, pelo dom da minha Ordenação Episcopal; À Equipa nomeada pelo Senhor Bispo para preparar esta belíssima festa com todos os seus membros presidida pelo Vigário Geral, Cónego Manuel Pereira de Matos; À paróquia da Sé e de S. Vicente, à Casa Veritas, à Editora Paulus, ao Seminário Maior e sua Equipa, às Servas de Jesus, às empregadas (os), a todos os que me manifestaram a sua amizade, oração e presença amiga ao longo deste mês e meio e nesta semana de tanto trabalho, oração e preocupações; Ao arciprestado da Guarda com os seus padres, consagradas e leigos que puseram tanto empenho e beleza nesta festa e na sua ornamentação, à equipa de liturgia e paramentaria ao grupo coral, aos que trabalharam muito, rezaram no silêncio e clausura, aos doentes e seus cuidadores, aos que estão aqui e aos que não podem estar. Um obrigado do coração a todos. Rezarei sempre por vós ao Senhor, que Deus vos recompense. Ousadia dioceses da Guarda e de Viseu, renovação, força, confiança, coragem e muita esperança em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor. Deus está connosco, em tudo “amar e servir”, eis o desafio feito à Igreja. Deus está connosco e espera com zelo apostólico a nossa colaboração. Que Maria, a Virgem das mãos orantes, a Senhora da Assunção guie sempre os nossos passos. “Para maior honra e glória de Deus” rezemos, “Fiat Voluntas Tua”. + António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

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Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

 

 

Sr.s Bispos

Reitores dos Seminários envolvidos no IST

Diretor do IST

Senhores Professores

Caros seminaristas

 

 

1.            Fazemos a abertura solene do ano lectivo do nosso Instituto Superior de Teologia (IST). E desejamos fazê-lo com a especial invocação do Espírito Santo nesta celebração Eucarística.

O Espírito Santo que é amor ardente, Benfeitor Supremo e nosso alento; Ele que vem para animar os tristes e guiar os errantes, deseja, de facto, guiar-nos, com os seus sete dons, no percurso deste novo ano. E é este  um ano especial, pelo facto de ser o ano da Fé.

Ontem, o Santo Padre inaugurou –o em Roma para toda a Igreja e nós vamos inaugura-lo amanhã, a partir de Fátima, para a Igreja em Portugal. Esta preocupação do Santo Padre e da Igreja universal não podia deixar indiferente o nosso IST e daí a escolha do tema das nossas próximas jornadas teológicas, a realizar em Novembro. Queremos também como IST responder ao apelo de Bento XVI, quando, na “Porta Fidei”, nº 9, propõe que este ano suscite em cada crente o desejo de “confessar a Fé”  mais plenamente, mas também o de “intensificar a celebração da Fé na Liturgia”, mas também de testemunhar a Fé com mais convicção e expressar a mesma Fé na oração mais intensa.

A Fé constituirá, assim, para cada um de nós e para as comunidades cristãs a autêntica relação com Cristo Vivo e ressuscitado que desabrocha em Fé confessada, em Fé  celebrada, em Fé rezada e em Fé vivida, o que também é expresso pelo catecismo da Igreja Católica .

Coincide este ano com a realização de um Sínodo sobre a nova evangelização, que está na fase da reunião de Bispos em Roma

vindos de todo o mundo e representantes de toda a Igreja.

Nele a Igreja pergunta-se a si própria como está a viver e a testemunhar o Evangelho de sempre para iluminar as grandes questões da actualidade,  muitas das quais são realmente novas. É, por isso, em contexto novo e de  profundas mudanças de mentalidade  e sociais que nós assumimos a responsabilidade de viver e transmitir a Fé. E estas grandes mudanças e transformações sociais, na actualidade, têm nome. Assim continua a perder significado e relevância pública a presença da Igreja na sociedade,  regressando nós os cristãos à condição de  pequeno rebanho e a uma Fé mais por decisão do que por herança cultural.  Apesar de as estatísticas dizerem que 80 % de população portuguesa se afirma católica e 89% dizer que baptiza os filhos na Igreja Católica, o  certo é que o nosso serviço à comunidade se tem de fazer cada vez mais por via da presença discreta e do testemunho.

E esta é também para nós uma nova oportunidade para cultivarmos a proximidade e o acolhimento na relação personalizada com cada indivíduo. E na hora  de dificuldade presente que a sociedade portuguesa atravessa, em que se destroem sistematicamente laços de vizinhança e relações de proximidade, com progressivo abandono das pessoas à  sua sorte, sem as protecções a que estavam habituadas, nós, em nome da Fé, temos de estar juntos delas a testemunhar aí o rosto misericordioso de Deus que é companhia para todos.

 

2.            Naquela manhã do Pentecostes, os apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar, diz o livro dos Actos, com medo dos judeus, certamente. Procuravam, na força da Fé e na memória do Ressuscitado, encontrar saídas para anunciar o Evangelho  naquela situação muito complicada, em que a oposição dos judeus parecia uma barreira intransponível. De repente tudo mudou, com a descida do Espírito Santo. Mudou a mentalidade e o estado de ânimo dos apóstolos; mudou a atitude dos destinatários. É que o mesmo Espírito Santo estava na vida dos Apóstolos, dos evangelizadores, mas também estava na vida dos destinatários da Evangelização, pois os ouviam proclamar a Boa Nova nas suas próprias línguas, dizem os Actos dos Apóstolos. Na  luz e na força do Espírito Santo, a Igreja e os cristãos sabem que não são pregadores no deserto, mas, com o seu dinamismo evangelizador, sabem-se  precedidos, no coração das pessoas e do próprio mundo, pelo Espírito do Pentecostes.

Como os apóstolos, naquele primeiro dia  de semana, sentimo-nos enviados; e enviados com a difícil missão de anunciar valores  a um  mundo e a uma cultura que parecem a quilómetros de  distância de compreenderem e aceitarem esses valores e, em muitas circunstâncias,  teimam mesmo em virar-nos  as costas. É em situações como estas, muitas vezes geradoras de desconforto, que queremos, de novo, escutar as palavras do Senhor ressuscitado aos seus discípulos – “recebei o Espírito Santo”.

Ele vem trazer-nos uma  nova sabedoria, que completa a sabedoria dos livros, sem, todavia, a substituir. Daí a razão e a importância do nosso esmerado estudo da Teologia. Ele vem para fazer de nós um corpo vivo, como seu princípio de actividade e unificador;  vem para nos manter sempre orientados para o objectivo comum que é construir a Igreja para serviço da comunidade humana; e vem para valorizar as diversidades e motivar cada um a dar o seu contributo pessoal, que é  único e insubstituível, para  a obra comum. Isto lembra-no-lo a carta aos Coríntios, ao falar na diversidade de dons e  ministérios suscitados na Igreja pelo mesmo Espírito, que é dinamismo de unidade.

 

3.            Abre o ano da Fé na data em que se completam 50 anos passados sobre  a abertura do Concílio Vaticano II. Como diz o Papa na “Porta Fidei”, citando-se a si próprio,  “se o lermos e  recebermos  guiados por uma justa hermenêutica , o  Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais um a grande força para a renovação sempre necessária  da Igreja”. Ora é a prática desta justa hermenêutica  na compreensão do Concílio que nós queremos pedir também ao  nosso Instituto  Superior de Teologia para serviço das nossas Dioceses e das nossas comunidades cristãs. E  para  isso vamos ter  à nossa  frente não apenas o ano da Fé, mas também pelo manos todo o tempo que decorre até às comemorações do encerramento do mesmo Concílio Vaticano II, em 2015. E o que está em causa, com a prática desta justa hermenêutica  recomendada pelo Papa é ajudar os nossos cristãos  a relançarem-se na autêntica recepção do Concílio, nas suas grandes intuições e propósitos, que estão por cumprir,  em grande parte, das nossas vivências da Fé, tanto pessoais como comunitárias.

Em entrevista dada há uma semana, o Presidente da Conferência Episcopal  Portuguesa diz que “o Concílio foi um acontecimento empolgante que mobilizou a Igreja toda”.

E disso tivemos nós muitos  sinais nas nossas dioceses e na s nossas comunidades. Mas acrescente o Cardeal Policarpo, na mesma entrevista, mais à frente, que, de facto, “houve muita euforia conciliar que não tem nada a ver com a solidez da mensagem conciliar”.

Recuperar esta solidez da mensagem conciliar para retomarmos a autêntica recepção do Concílio é tarefa de todos nós e específica do nosso Instituto Superior  de Teologia. Como lembra o Presidente da Conferência episcopal na citada entrevista, “a recepção do Concílio tem de ser feita em clave positiva”.  E com isso quer dizer que precisamos de conhecer a realidade para sabermos como lhe anunciar o Evangelho. Daí a importância da justa hermenêutica  do Concílio pedida pelo Papa Bento XVI; justa hermenêutica que tem como chave  a Fé da Igreja e a nova evangelização.

Quando celebramos o ano da Fé e decorre, em Roma, um Sínodo sobre a Nova Evangelização e a transmissão da Fé,  desejo recordar o tema da mensagem do Santo Padre para o próximo dia mundial das comunicações  já anunciado e que é o seguinte: “Redes sociais: portas da Verdade e da Fé” O Papa pede-nos, nesta sua mensagem, para usarmos as novas tecnologias aplicadas à informação como meios de evangelizar. Mas pede-nos mais do que isso. Pede-nos para marcarmos presença nas redes sociais, com a novidade do Evangelho. E, a propósito, desejo recordar o que diz o fundador da Internet, o americano Berners-Lee em entrevista que lhe foi feita por ocasião dos 20  anos da Internet, fundada em 1992.

Perguntaram-lhe o que mais o chocava quanto ao uso da Internet na actualidade. E ele sublinhou o facto de pessoas da mesma cidade comunicarem entre si   sistematicamente  pela internet,  que de facto muitas vezes substitui a relação  interpessoal. Esta é mais uma prova de que vivemos já na aldeia global que temos a responsabilidade de evangelizar. Resta-nos meter mãos à obra.

Para terminar desejo convosco, nesta hora da abertura solene do ano académico,  invocar o Espírito Santo para juntos tentarmos esta justa hermenêutica do Concílio que o Papa nos recomenda  para fortalecimento da Fé e sua transmissão nos novos contextos culturais da actualidade.

 

+Manuel Rocha Felício, Bispo da Guarda

12 - 10 - 2012