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Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia
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A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica

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O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula

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1. Cumprimos hoje a 3ª sessão da nossa assembleia Diocesana. E reunimos, das 3 sessões até agora realizadas, 89 proposições aprovadas, na sua maioria por unanimidade, as quais são recomendações

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Preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” - Diocese promove inquérito para saber a opinião dos jovens

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica vai realizar em Roma, em 2018. O inquérito está disponível online (www.diocesedaguarda.pt) e pretende recolher dados, segundo os “lineamenta” que preparam o próximo Sínodo, “para serem posteriormente tratados e deles resultar a reflexão sobre o mundo juvenil”.
O inquérito é destinado aos jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 29 anos, a educadores, formadores, catequistas, sacerdotes e outros agentes da acção pastoral juvenil. De acordo com a introdução do inquérito, que estará disponível até ao fim do mês de Junho, “ele surge de uma releitura do questionário elaborado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, para, a pedido do Papa Francisco, ajudar a Igreja a que se interrogue sobre o modo como acompanha os jovens, no seu percurso de fé e de discernimento vocacional”. Ao longo do inquérito, os participantes são convidados a assinalar, com uma cruz, as respostas que lhes pareçam as mais adequadas. Ao longo do inquérito, os jovens são convidados a pronunciarem-se sobre três pontos centrais: Jovens, Igreja e Sociedade; A pastoral juvenil vocacional; Os Acompanhadores. Em relação ao primeiro ponto são formuladas as seguintes questões: Em que âmbitos/ espaços pode a Igreja escutar os jovens?; Quais os maiores desafios para os jovens da nossa Diocese? Quais as maiores oportunidades para os jovens da nossa Diocese?; Quais os lugares e formas de reunião para os jovens, dentro da Igreja? Quais os lugares e formas de reunião mais vocacionados para os jovens, fora do contexto da Igreja?; O que pedem os jovens à Igreja da Diocese da Guarda?; Em que âmbitos participam os jovens na vida cristã da Diocese da Guarda?; Como encontrar os jovens que estão “fora” da Igreja?; Em que espaços os podemos encontrar? No segundo ponto são estas as perguntas: Como participam as famílias e as comunidades cristãs no discernimento vocacional dos jovens?; Como participam os estabelecimentos de ensino na formação e desenvolvimento do discernimento vocacional dos jovens? Qual o valor do desenvolvimento tecnológico na mudança cultural a que assistimos?; Que importância têm os acontecimentos juvenis nacionais e internacionais na pastoral juvenil?; Como se projecta o futuro da pastoral juvenil e vocacional?; Como valorizar o passado cristão da Europa para pensar o futuro com esperança?; Como valorizar a insatisfação dos jovens face ao contexto socio-económico e político a fim de que essa insatisfação transforme os jovens nos agentes da mudança que eles mesmos desejam? Que níveis de relação inter-geracional permanecem ainda?; Das práticas de acompanhamento e discernimento vocacional desenvolvidas pela Diocese da Guarda quais as que consideras mais importantes? O último ponto pretende respostas para as seguintes perguntas: De que forma os sacerdotes acompanham o discernimento vocacional dos jovens?; Como promover a formação dos que acompanham os jovens no seu discernimento vocacional?; Que acompanhamento pessoal se deverá propor com maior preocupação nos Seminários?

Educação - Bispo da Guarda apela à matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica

O Bispo da Guarda publicou uma mensagem na qual convida “os pais e encarregados de educação que matriculam os seus educandos no Ensino Básico e Secundário” a fazerem a matrícula nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
D. Manuel Felício refere que está em preparação o novo ano escolar, “que todos desejamos seja de verdadeiro crescimento para as nossas crianças, adolescentes e jovens, nas suas escolas”. Lembra que “em todos os programas do Ensino Básico e Secundário, desde o primeiro ano, a lei prevê a oferta da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica”. E acrescenta: “Pretende esta oferta proporcionar aos nossos educandos, desde o primeiro ano do Ensino Básico, um desenvolvimento no qual os valores morais e religiosos acompanhem e iluminem os diferentes saberes que são propostos na escola e também ajudar as nossas crianças, adolescentes e jovens a abrirem o seu entendimento para as dimensões mais belas da vida”. D. Manuel Felício diz ainda que “esta é a hora de lembrar aos pais e encarregados de educa¬ção, como também aos próprios alunos, que vale a pena gas¬tar tempo e fazer esforço para descobrir e abraçar com entusiasmo as dimensões moral e religiosa da vida e que sem elas a componente verdadeiramente humana do ensino fica incompleta”. Na mensagem aos pais e encarregados de educação, o Bispo da Guarda lembra “o exercício da responsabilidade pes¬soal no momento da matrícula, onde se propõe a escolha desta disciplina curricular”.

ASSEMBLEIA DIOCESANA 3ª sessão (17/5/2017)

1. Cumprimos hoje a 3ª sessão da nossa assembleia Diocesana. E reunimos, das 3 sessões até agora realizadas, 89 proposições aprovadas, na sua maioria por unanimidade, as quais são recomendações que precisamos de implementar no futuro próximo.
Estamos agradecidos não apenas aos delegados, mas a quantos, ao longo destes 4 anos pastorais fizeram esforço por intervir na caminhada sinodal que nos conduziu às proposições que agora temos aprovadas. E lembramos neste momento principalmente cada Pároco com a sua equipa de colaboradores pastorais; cada Conselho Pastoral arciprestal; o Conselho Pastoral Diocesano O conselho Presbiteral e, por fim, o trabalho realizado pela Mesa da assembleia Diocesana. 2. Temos agora pela frente a tarefa de aplicar estas recomendações, ajustando-lhes o melhor possível as nossas práticas pastorais, corrigindo umas, potenciando outras ou introduzindo novas, quando as circunstâncias o aconselharem. É, de facto, uma nova etapa do caminho sinodal em que nos envolveu a assembleia diocesana, etapa esta que agora está à nossa frente. E para cumprirmos bem esta nova etapa, começo por verificar que encontrarmos nas proposições aprovadas a recomendação de um novo modelo de paroquialidade. E apontam-se aí algumas linhas de concretização desse novo modelo de paroquialidade que vale a pena registar, entre as quais destaco as seguintes: - Que se valorizem os arciprestados e os órgãos de participação, como os conselhos pastorais arciprestais. - Que os presbíteros conjuguem mais e melhor o princípio da jurisdição com o da cooperação - Que haja mais corresponsabilidade quer com as paróquias mais pequenas, carenciadas de meios humanos ou outros, quer com as paróquias que venham a ser confiadas a diáconos ou mesmo a leigos - Que se caminhe para a criação de unidades pastorais E apontam-se alguns critérios que definem as unidades pastorais, tais como os seguintes: . um pároco moderador . um mesmo programa pastoral . um conjunto comum de ministérios e serviços . um fundo comum de solidariedade E a estes critérios podemos acrescentar outros, que já estão bastante estudados, tais como: . um conselho pastoral comum . um centro comum onde se reúne a documentação, se recebem as pessoas e se realiza a formação. E como forma de continuarmos a fazer caminho conjunto para aplicação das proposições aprovadas é-nos feita a recomendação de que se crie “uma comissão diocesana multidisciplinar integrada por clérigos, religiosos e leigos para a elaboração de uma proposta de reorganização pastoral da Diocese”. E esse é, de facto, o primeiro passo que vamos dar. A essa comissão confiamos o encargo de: 1º) Estabelecer os critérios para que dos atuais conjuntos de paróquias que temos confiadas ao mesmo pároco possamos progredir para as desejadas unidades pastorais; 2º) Rever a dimensão e o número dos arciprestados, tendo em conta as sugestões já feitas quer pelos sacerdotes e diáconos dos actuais arciprestados quer pelo Conselho Pastoral Diocesano; 3º) Verificar se os nossos serviços diocesanos estão a responder bem ao que lhes é pedido, nomeadamente: a) os Secretariados estruturantes da pastoral diocesana, a saber – Liturgia, Educação cristã, serviço organizado da caridade, administração ligada à Cúria Diocesana b) os outros secretariados e departamentos c) analisar os diferentes movimentos, serviços e obras de apostolado que temos na Diocese para verificar se estão a cumprir a missão que lhes é pedida e se não haverá outros movimentos de apostolado, entre os novos movimentos eclesiais, que nos estão a fazer falta. Como disse, este é um trabalho que não parte de zero. E para o potenciar houve a preocupação de colher o sentir dos actuais arciprestes sobre os respectivos arciprestados, mas também sobre critérios de organização pastoral diocesana, de que se destacam os seguintes pontos: 1º) Atendendo já ao nosso presente pastoral, mas sobretudo tendo em conta o futuro, é necessário continuar a apostar na formação de coordenadores das assembleias dominicais na ausência do Presbítero. 2º) Cada um dos arciprestes deu indicação de caminhos a seguir no tecido dos actuais arciprestados para chegarmos às desejadas unidades pastorais, incluindo com a definição de centros de formação para a catequese da infância e adolescência. E temos boas experiências quanto à centralização dos serviços da catequese. 3º) Deram-me indicação de serviços comuns às diferentes paróquias e conjuntos de Paróquias que devem ser organizados a nível arciprestal, tais como CPM, CPB, Escola arciprestal de Ministérios. 4º) Para todos é um bem muito conseguido o funcionamento do respectivo Conselho pastoral arciprestal. E esse funcionamento deve manter-se regular, insistem os arciprestes. 5º) Verifica-se a sensação de que continua a ser difícil motivar as pessoas para a formação na Fé, mas também há recomendação de que a nossa prioridade de sacerdotes tem de ser a de formar as consciências, formar as pessoas na Fé. De facto, nós sacerdotes precisamos de continuar a cultivar a atitude de maior proximidade às pessoas e às famílias, sempre com a preocupação de educar. 6º) Insistiu-se também em que no nosso trabalho de sacerdotes temos de progredir na fidelidade a critérios pastorais comuns. E sobre este assunto referiu-se que há mecanismos de correcção fraterna que temos de saber aceitar e usar também entre nós sacerdotes 7º) Foi referido que cultivar a espiritualidade sacerdotal entre nós sacerdotes é a realidade mais decisiva para o êxito da nossa acção pastoral. E a esse propósito também foi sugerido que se motivem os párocos para escolherem viver em casas paroquiais com outros párocos e evitem assim viver sozinhos. 8º) Também as várias comunidades religiosas que temos espalhadas pela diocese estamos longe de conseguir a sua plena integração no conjunto da pastoral diocesana, o mais possível de acordo com o respectivo carisma. Este é também um desafio que se coloca à nossa reorganização pastoral. 9º) Temos muitos lugares de culto espalhados pela diocese, graças a Deus. Cada um deles com tradições ligadas a eventos determinados sobretudo a festas de santos padroeiros. Sem esquecemos as dificuldades inerentes, temos a responsabilidade pastora de os aproveitar o mais possível para a formação e para a celebração da Fé. Vivemos a convicção de que os bons resultados de qualquer reorganização pastoral dependem sobretudo destas e de outras atitudes novas que precisamos todos de cultivar nos sacerdotes, nos diáconos, nos religiosos, nos leigos e nas famílias. 3. Para não corrermos o risco de que as 87 proposições aprovadas nestas 3 sessões da assembleia diocesana passem às prateleiras e por lá fiquem à espera de que algum investigador, num futuro longínquo, as venha redescobrir, determina-se o seguinte: 1º) O nosso ano pastoral 2016-17 não vai terminar como é habitual no final do mês de Julho. Vamos prolongá-lo até ao mês de Outubro próximo. 2º) Vai ser nomeada, nos próximos dias, a solicitada “Comissão diocesana multidisciplinar, integrando clérigos, religiosos e leigos”, com mandato para apresentar uma reorganização pastoral da Diocese e sem prazo limite para concluir este seu trabalho. 3º) Na nossa peregrinação diocesana a Fátima, calendarizada para os dias 23 e 24 de Agosto, apresentaremos a Nossa Senhora as 87 proposições aprovadas nesta assembleia, pedindo especial bênção para a sua aplicação. 4º) Convido os delegados da assembleia diocesana para uma 4ª sessão, possibilidade prevista desde o início, a qual não terá a finalidade de aprovar mais proposições, mas sim de reflectir critérios de aplicação destas mesmas proposições incluindo o estabelecimento de prioridades. Para essa quarta sessão esperamos que haja já algum contributo da Comissão mandatada para pensar a reorganização pastoral da Diocese. Essa quarta sessão de assembleia diocesana realizar-se-á no dia 5 de Outubro próximo, sendo oportunamente convocada, enviando a respectiva agenda. 5º No domingo seguinte, dia 8 de Outubro, serão formalmente apresentadas à Diocese as 89 proposições juntamente com alguns critérios de prioridade na sua aplicação. Essa apresentação será feita em celebração que se realizará na nossa catedral com a melhor representação dos grupos de cooperadores pastorais de cada pároco que intervieram no processo sinodal, ao longo destes 4 anos. 6º) Ao nosso Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral confia-se, desde já o encargo de pensar a melhor maneira de apresentar estas 89 proposições, assim como de programar o ano pastoral 2017-18, a iniciar nessa data e que será o ano da recepção das proposições. 7º) Entretanto, o Bispo Diocesano, com os aconselhamos que entender oportunos, pensará também, ao longo deste ano pastoral 2017-18, a prevista carta pastoral para dirigir à Diocese, com linhas de orientação inspiradas nestas proposições. Desejamos que todo este tempo de recepção da nossa Assembleia Diocesana seja, em toda a Diocese, sobretudo um tempo de abertura às inspirações do Espírito Santo, vivido na oração intensa, segundo o programa que será apresentado para o ano pastoral 2017-18. Que Deus nos ajude a levar por diante estes nossos propósitos. Guarda, 17/06/2017 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Homilia de D. Manuel Felício - Bispo da Guarda - Ordenação sacerdotal, em 18/06/2017 - Sé da Guarda

Senhor D.S. António, Sacerdotes concelebrantes e diáconos Seminaristas Estimado candidato à Ordenação Bruno António, teus pais e restantes familiares Irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo Alegremo-nos, com esta Sé catedral e toda a nossa diocese em festa, pela ordenação sacerdotal de mais um dos seus filhos. Consideramos este acontecimento e a celebração em que estamos a participar um verdadeiro presente de Deus e a garantia de que Ele está sempre connosco, apontando-nos os caminhos que devemos seguir para darmos cumprimento, nos tempos de hoje ao mandato missionário recebido do próprio Cristo.
Irmãs e irmãos é de grande transcendência o passo em frente que este nosso irmão Bruno António vai dar em direção ao único sacerdócio de Cristo. É verdade que todo o povo de Deus se torna, em Cristo e pelo batismo, um verdadeiro sacerdócio real. Porém o mesmo Jesus Cristo, eterno e único sacerdote, escolher alguns discípulos para desempenharem na Igreja, em seu nome, o ministério sacerdotal ao serviço dos homens. Enviado pelo Pai, Ele mesmo enviou os Apóstolos por todo o mundo, a fim de continuar, por meio deles e dos Bispos que lhes haviam de suceder, a sua missão única de Mestre, Sacerdote e de Pastor. Ora acontece que os presbíteros, na ordem dos quais o nosso irmão Bruno António hoje vai entrar pelo sacramento da ordem sacerdotal, são constituídos cooperadores dos Bispos para serviço do povo de Deus, no exercício da tríplice missão de ensinar, santificar e governar. A passagem do profeta Isaías que acabámos de escutar dá-nos a verdadeira dimensão do serviço sacerdotal que vai ser confiado a este nosso irmão pelo Sacramento da Ordem. Trata-se de um serviço a todo o povo de Deus cuja origem está no Espírito Santo, derramado em abundância sobre a pessoa do novo sacerdote através do sacramento da Ordem. Por isso, a unção com que vão ser marcadas as suas mãos após a oração consecratória não tem outra finalidade senão lembrara-lhe que, a partir de hoje ele é ungido do Espírito Santo por um novo título e como tal enviado, como lembra o profeta, para anunciar a Boa Nova, curar os corações feridos levar a redenção aos cativos e proclamar o ano da graça do Senhor. Pelo exercício do ministério sacerdotal que hoje lhe fica confiado, o luto na vida das pessoas será substituído pela alegria e os corações abatidos ganharão nova coragem. Estas são as razões de esperança que o mundo espera da Igreja e em particular de nós sacerdotes. A nós sacerdotes está confiada a missão de interpretarmos da melhor maneira os verdadeiros sentimentos de Cristo, que também sentiu dor e aflição diante das necessidades das pessoas. É o caso que o Evangelho nos apresenta hoje. Jesus percorria as aldeias e cidades, ensinando, pregando e curando; portanto, estando muito atento à vida real das pessoas que o procuravam para encontrar remédio para as suas múltiplas dores e necessidades. E Jesus não é insensível à realidade e às razões desta procura. Por isso tem o seguinte desabafo para quantos o seguiam mais de perto: “A messe é grande, os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da messe que mande mais trabalhadores para a sua seara”. Irmãos e irmãs, este desabafo de Cristo para os seus mais diretos colaboradores vence as barreiras do templo e hoje é repetido para cada um de nós. A oração pelas vocações sacerdotais têm de ser por isso a nossa preocupação diária constante. Com a diminuição drástica das ordenações sacerdotais nos últimos anos, pensamos já ter entendido a mensagem que o mesmo Senhor dirige à sua Igreja de que é necessário conjugar bem o ministério sacerdotal com os outros ministérios, incluindo os ministérios não ordenados. Agora, escutando de novo o apelo de Cristo no Evangelho de hoje precisamos de reforçar a nossa oração para que o Senhor nos dê os sacerdotes necessários. Na verdade, todos sabemos que, sem eucaristia e sacerdotes que a celebrem as nossas comunidades perdem vitalidade e correm o risco de esmorecer. É certo que a nossa vida, tanto pessoal como comunitária, está sempre nas mãos de Deus, mas Ele pede o nosso empenho, e empenho redobrado, na promoção das vocações sacerdotais. E nesta nossa oração precisamos de incluir também os sacerdotes que já o somos. Isto porque levamos embrulhado nas nossas muitas fragilidades o grande presente de Deus para todo o seu povo . Como nos lembra o apóstolo Paulo levamos connosco um tesouro maravilhoso, mas em vasos de barro. E isto par que sintamos que todo o bem realizado não é devido às nossas forças, mas tão só ao amor de Deus que opera em nós. Na próxima sexta-feira solenidade do Coração de Jesus é também jornada mundial de oração pela santificação dos sacerdotes. Confiamo-nos por isso, à oração de todo o povo de Deus para que o nosso ministério sacerdotal seja cada vez mais rosto bem visível do único bom Pastor Jesus Cristo. Estimado Bruno António, dentro de momentos vais dizer solenemente diante desta vasta assembleia que queres ser padre para cooperar com a Ordem dos Bispos apascentando o Povo do Senhor sob ação do Espírito Santo. Vais prometer que exercerás dignamente o ministério da Palavra, sobretudo na pregação e na formação da Fé; e também que, através da oração e da celebração dos Santos mistérios serás instrumento de Deus para santificação de todo o Seu Povo. E dir-nos-ás do teu propósito de viver o ministério Sacerdotal em união com Cristo, Sumo Sacerdote que, por nós se ofereceu ao Pai como vítima Santa. Alegramo-nos com este teu propósito hoje solenemente declarado de te consagrares inteiramente a Deus, com Cristo para Salvação das pessoas. E a passagem bíblica da 1ª carta de S. Pedro hoje proclamada deixa-nos algumas recomendações plenas de oportunidade no acontecimento que estamos a viver. São recomendações aos presbíteros, testemunhas dos sofrimentos de Cristo, mas também vivendo a alegria antecipada de participarem na sua glória. E recomendações para apascentarem o rebanho de Cristo não por ganância, ou seja por qualquer desejo de lucro, mas tão só por espírito de serviço e de dedicação ao seu povo; não por qualquer espírito de domínio, mas segundo tão só o modelo do próprio Cristo que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para que todos tenham vida em abundância. Estimado Bruno António, e dentro de momentos Pe. Bruno, depois da imposição de mãos de todos os sacerdotes presentes e depois da oração consecratória própria da Ordenação, o Senhor toma conta de ti de uma maneira especial. Nunca tenhas receio de seguir as orientações que Ele te for dando; orientações essas que terás de discernir no diálogo em Presbitério e com o teu Bispo. Lembra-te constantemente das palavras que vão acompanhar a entrega do cálice e da patena depois da oração consecratória : Toma consciência de que vais fazer, imita o que vais realizar e conforma a tua vida com o mistério da cruz de Cristo. Interrompemos a leitura do Evangelho de hoje, com o desabafo de Jesus e o convite à oração pelas vocações. A seguir, encontramos o relato em que o mesmo Jesus escolheu os doze, chamando-os a cada um pelo seu nome e os envia com a seguintes recomendação: “Recebestes de graça, dai de graça. Bruno António que a nossa vida de sacerdotes seja cada vez mais o cumprimento desta recomendação de Jesus, em clara rotura com as formas de viver comuns na cultura e no mundo de hoje. E a propósito, cito a escritora contemporânea – Sofia de Melo Breyner quando diz: “Porque os outros se compram e se vendem/e os seus gestos dão sempre dividendos/Porque os outros fazem cálculos/ Mas tu não Mas tu não. Que o nosso único devidendo seja sempre e só o louvor de Deus e o serviço dos irmãos +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

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Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

 

 

Sr.s Bispos

Reitores dos Seminários envolvidos no IST

Diretor do IST

Senhores Professores

Caros seminaristas

 

 

1.            Fazemos a abertura solene do ano lectivo do nosso Instituto Superior de Teologia (IST). E desejamos fazê-lo com a especial invocação do Espírito Santo nesta celebração Eucarística.

O Espírito Santo que é amor ardente, Benfeitor Supremo e nosso alento; Ele que vem para animar os tristes e guiar os errantes, deseja, de facto, guiar-nos, com os seus sete dons, no percurso deste novo ano. E é este  um ano especial, pelo facto de ser o ano da Fé.

Ontem, o Santo Padre inaugurou –o em Roma para toda a Igreja e nós vamos inaugura-lo amanhã, a partir de Fátima, para a Igreja em Portugal. Esta preocupação do Santo Padre e da Igreja universal não podia deixar indiferente o nosso IST e daí a escolha do tema das nossas próximas jornadas teológicas, a realizar em Novembro. Queremos também como IST responder ao apelo de Bento XVI, quando, na “Porta Fidei”, nº 9, propõe que este ano suscite em cada crente o desejo de “confessar a Fé”  mais plenamente, mas também o de “intensificar a celebração da Fé na Liturgia”, mas também de testemunhar a Fé com mais convicção e expressar a mesma Fé na oração mais intensa.

A Fé constituirá, assim, para cada um de nós e para as comunidades cristãs a autêntica relação com Cristo Vivo e ressuscitado que desabrocha em Fé confessada, em Fé  celebrada, em Fé rezada e em Fé vivida, o que também é expresso pelo catecismo da Igreja Católica .

Coincide este ano com a realização de um Sínodo sobre a nova evangelização, que está na fase da reunião de Bispos em Roma

vindos de todo o mundo e representantes de toda a Igreja.

Nele a Igreja pergunta-se a si própria como está a viver e a testemunhar o Evangelho de sempre para iluminar as grandes questões da actualidade,  muitas das quais são realmente novas. É, por isso, em contexto novo e de  profundas mudanças de mentalidade  e sociais que nós assumimos a responsabilidade de viver e transmitir a Fé. E estas grandes mudanças e transformações sociais, na actualidade, têm nome. Assim continua a perder significado e relevância pública a presença da Igreja na sociedade,  regressando nós os cristãos à condição de  pequeno rebanho e a uma Fé mais por decisão do que por herança cultural.  Apesar de as estatísticas dizerem que 80 % de população portuguesa se afirma católica e 89% dizer que baptiza os filhos na Igreja Católica, o  certo é que o nosso serviço à comunidade se tem de fazer cada vez mais por via da presença discreta e do testemunho.

E esta é também para nós uma nova oportunidade para cultivarmos a proximidade e o acolhimento na relação personalizada com cada indivíduo. E na hora  de dificuldade presente que a sociedade portuguesa atravessa, em que se destroem sistematicamente laços de vizinhança e relações de proximidade, com progressivo abandono das pessoas à  sua sorte, sem as protecções a que estavam habituadas, nós, em nome da Fé, temos de estar juntos delas a testemunhar aí o rosto misericordioso de Deus que é companhia para todos.

 

2.            Naquela manhã do Pentecostes, os apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar, diz o livro dos Actos, com medo dos judeus, certamente. Procuravam, na força da Fé e na memória do Ressuscitado, encontrar saídas para anunciar o Evangelho  naquela situação muito complicada, em que a oposição dos judeus parecia uma barreira intransponível. De repente tudo mudou, com a descida do Espírito Santo. Mudou a mentalidade e o estado de ânimo dos apóstolos; mudou a atitude dos destinatários. É que o mesmo Espírito Santo estava na vida dos Apóstolos, dos evangelizadores, mas também estava na vida dos destinatários da Evangelização, pois os ouviam proclamar a Boa Nova nas suas próprias línguas, dizem os Actos dos Apóstolos. Na  luz e na força do Espírito Santo, a Igreja e os cristãos sabem que não são pregadores no deserto, mas, com o seu dinamismo evangelizador, sabem-se  precedidos, no coração das pessoas e do próprio mundo, pelo Espírito do Pentecostes.

Como os apóstolos, naquele primeiro dia  de semana, sentimo-nos enviados; e enviados com a difícil missão de anunciar valores  a um  mundo e a uma cultura que parecem a quilómetros de  distância de compreenderem e aceitarem esses valores e, em muitas circunstâncias,  teimam mesmo em virar-nos  as costas. É em situações como estas, muitas vezes geradoras de desconforto, que queremos, de novo, escutar as palavras do Senhor ressuscitado aos seus discípulos – “recebei o Espírito Santo”.

Ele vem trazer-nos uma  nova sabedoria, que completa a sabedoria dos livros, sem, todavia, a substituir. Daí a razão e a importância do nosso esmerado estudo da Teologia. Ele vem para fazer de nós um corpo vivo, como seu princípio de actividade e unificador;  vem para nos manter sempre orientados para o objectivo comum que é construir a Igreja para serviço da comunidade humana; e vem para valorizar as diversidades e motivar cada um a dar o seu contributo pessoal, que é  único e insubstituível, para  a obra comum. Isto lembra-no-lo a carta aos Coríntios, ao falar na diversidade de dons e  ministérios suscitados na Igreja pelo mesmo Espírito, que é dinamismo de unidade.

 

3.            Abre o ano da Fé na data em que se completam 50 anos passados sobre  a abertura do Concílio Vaticano II. Como diz o Papa na “Porta Fidei”, citando-se a si próprio,  “se o lermos e  recebermos  guiados por uma justa hermenêutica , o  Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais um a grande força para a renovação sempre necessária  da Igreja”. Ora é a prática desta justa hermenêutica  na compreensão do Concílio que nós queremos pedir também ao  nosso Instituto  Superior de Teologia para serviço das nossas Dioceses e das nossas comunidades cristãs. E  para  isso vamos ter  à nossa  frente não apenas o ano da Fé, mas também pelo manos todo o tempo que decorre até às comemorações do encerramento do mesmo Concílio Vaticano II, em 2015. E o que está em causa, com a prática desta justa hermenêutica  recomendada pelo Papa é ajudar os nossos cristãos  a relançarem-se na autêntica recepção do Concílio, nas suas grandes intuições e propósitos, que estão por cumprir,  em grande parte, das nossas vivências da Fé, tanto pessoais como comunitárias.

Em entrevista dada há uma semana, o Presidente da Conferência Episcopal  Portuguesa diz que “o Concílio foi um acontecimento empolgante que mobilizou a Igreja toda”.

E disso tivemos nós muitos  sinais nas nossas dioceses e na s nossas comunidades. Mas acrescente o Cardeal Policarpo, na mesma entrevista, mais à frente, que, de facto, “houve muita euforia conciliar que não tem nada a ver com a solidez da mensagem conciliar”.

Recuperar esta solidez da mensagem conciliar para retomarmos a autêntica recepção do Concílio é tarefa de todos nós e específica do nosso Instituto Superior  de Teologia. Como lembra o Presidente da Conferência episcopal na citada entrevista, “a recepção do Concílio tem de ser feita em clave positiva”.  E com isso quer dizer que precisamos de conhecer a realidade para sabermos como lhe anunciar o Evangelho. Daí a importância da justa hermenêutica  do Concílio pedida pelo Papa Bento XVI; justa hermenêutica que tem como chave  a Fé da Igreja e a nova evangelização.

Quando celebramos o ano da Fé e decorre, em Roma, um Sínodo sobre a Nova Evangelização e a transmissão da Fé,  desejo recordar o tema da mensagem do Santo Padre para o próximo dia mundial das comunicações  já anunciado e que é o seguinte: “Redes sociais: portas da Verdade e da Fé” O Papa pede-nos, nesta sua mensagem, para usarmos as novas tecnologias aplicadas à informação como meios de evangelizar. Mas pede-nos mais do que isso. Pede-nos para marcarmos presença nas redes sociais, com a novidade do Evangelho. E, a propósito, desejo recordar o que diz o fundador da Internet, o americano Berners-Lee em entrevista que lhe foi feita por ocasião dos 20  anos da Internet, fundada em 1992.

Perguntaram-lhe o que mais o chocava quanto ao uso da Internet na actualidade. E ele sublinhou o facto de pessoas da mesma cidade comunicarem entre si   sistematicamente  pela internet,  que de facto muitas vezes substitui a relação  interpessoal. Esta é mais uma prova de que vivemos já na aldeia global que temos a responsabilidade de evangelizar. Resta-nos meter mãos à obra.

Para terminar desejo convosco, nesta hora da abertura solene do ano académico,  invocar o Espírito Santo para juntos tentarmos esta justa hermenêutica do Concílio que o Papa nos recomenda  para fortalecimento da Fé e sua transmissão nos novos contextos culturais da actualidade.

 

+Manuel Rocha Felício, Bispo da Guarda

12 - 10 - 2012