JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/363483paul_2017_a.pnglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/739017Pinhel.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/997452s___2017_ab.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/260627S___2017_quinta.jpglink

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

Ver Mais

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande

Ver Mais

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da

Ver Mais

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

Ver Mais

Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

Galeria Multimédia

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

Homilia na abertura do Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

 

 

Sr.s Bispos

Reitores dos Seminários envolvidos no IST

Diretor do IST

Senhores Professores

Caros seminaristas

 

 

1.            Fazemos a abertura solene do ano lectivo do nosso Instituto Superior de Teologia (IST). E desejamos fazê-lo com a especial invocação do Espírito Santo nesta celebração Eucarística.

O Espírito Santo que é amor ardente, Benfeitor Supremo e nosso alento; Ele que vem para animar os tristes e guiar os errantes, deseja, de facto, guiar-nos, com os seus sete dons, no percurso deste novo ano. E é este  um ano especial, pelo facto de ser o ano da Fé.

Ontem, o Santo Padre inaugurou –o em Roma para toda a Igreja e nós vamos inaugura-lo amanhã, a partir de Fátima, para a Igreja em Portugal. Esta preocupação do Santo Padre e da Igreja universal não podia deixar indiferente o nosso IST e daí a escolha do tema das nossas próximas jornadas teológicas, a realizar em Novembro. Queremos também como IST responder ao apelo de Bento XVI, quando, na “Porta Fidei”, nº 9, propõe que este ano suscite em cada crente o desejo de “confessar a Fé”  mais plenamente, mas também o de “intensificar a celebração da Fé na Liturgia”, mas também de testemunhar a Fé com mais convicção e expressar a mesma Fé na oração mais intensa.

A Fé constituirá, assim, para cada um de nós e para as comunidades cristãs a autêntica relação com Cristo Vivo e ressuscitado que desabrocha em Fé confessada, em Fé  celebrada, em Fé rezada e em Fé vivida, o que também é expresso pelo catecismo da Igreja Católica .

Coincide este ano com a realização de um Sínodo sobre a nova evangelização, que está na fase da reunião de Bispos em Roma

vindos de todo o mundo e representantes de toda a Igreja.

Nele a Igreja pergunta-se a si própria como está a viver e a testemunhar o Evangelho de sempre para iluminar as grandes questões da actualidade,  muitas das quais são realmente novas. É, por isso, em contexto novo e de  profundas mudanças de mentalidade  e sociais que nós assumimos a responsabilidade de viver e transmitir a Fé. E estas grandes mudanças e transformações sociais, na actualidade, têm nome. Assim continua a perder significado e relevância pública a presença da Igreja na sociedade,  regressando nós os cristãos à condição de  pequeno rebanho e a uma Fé mais por decisão do que por herança cultural.  Apesar de as estatísticas dizerem que 80 % de população portuguesa se afirma católica e 89% dizer que baptiza os filhos na Igreja Católica, o  certo é que o nosso serviço à comunidade se tem de fazer cada vez mais por via da presença discreta e do testemunho.

E esta é também para nós uma nova oportunidade para cultivarmos a proximidade e o acolhimento na relação personalizada com cada indivíduo. E na hora  de dificuldade presente que a sociedade portuguesa atravessa, em que se destroem sistematicamente laços de vizinhança e relações de proximidade, com progressivo abandono das pessoas à  sua sorte, sem as protecções a que estavam habituadas, nós, em nome da Fé, temos de estar juntos delas a testemunhar aí o rosto misericordioso de Deus que é companhia para todos.

 

2.            Naquela manhã do Pentecostes, os apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar, diz o livro dos Actos, com medo dos judeus, certamente. Procuravam, na força da Fé e na memória do Ressuscitado, encontrar saídas para anunciar o Evangelho  naquela situação muito complicada, em que a oposição dos judeus parecia uma barreira intransponível. De repente tudo mudou, com a descida do Espírito Santo. Mudou a mentalidade e o estado de ânimo dos apóstolos; mudou a atitude dos destinatários. É que o mesmo Espírito Santo estava na vida dos Apóstolos, dos evangelizadores, mas também estava na vida dos destinatários da Evangelização, pois os ouviam proclamar a Boa Nova nas suas próprias línguas, dizem os Actos dos Apóstolos. Na  luz e na força do Espírito Santo, a Igreja e os cristãos sabem que não são pregadores no deserto, mas, com o seu dinamismo evangelizador, sabem-se  precedidos, no coração das pessoas e do próprio mundo, pelo Espírito do Pentecostes.

Como os apóstolos, naquele primeiro dia  de semana, sentimo-nos enviados; e enviados com a difícil missão de anunciar valores  a um  mundo e a uma cultura que parecem a quilómetros de  distância de compreenderem e aceitarem esses valores e, em muitas circunstâncias,  teimam mesmo em virar-nos  as costas. É em situações como estas, muitas vezes geradoras de desconforto, que queremos, de novo, escutar as palavras do Senhor ressuscitado aos seus discípulos – “recebei o Espírito Santo”.

Ele vem trazer-nos uma  nova sabedoria, que completa a sabedoria dos livros, sem, todavia, a substituir. Daí a razão e a importância do nosso esmerado estudo da Teologia. Ele vem para fazer de nós um corpo vivo, como seu princípio de actividade e unificador;  vem para nos manter sempre orientados para o objectivo comum que é construir a Igreja para serviço da comunidade humana; e vem para valorizar as diversidades e motivar cada um a dar o seu contributo pessoal, que é  único e insubstituível, para  a obra comum. Isto lembra-no-lo a carta aos Coríntios, ao falar na diversidade de dons e  ministérios suscitados na Igreja pelo mesmo Espírito, que é dinamismo de unidade.

 

3.            Abre o ano da Fé na data em que se completam 50 anos passados sobre  a abertura do Concílio Vaticano II. Como diz o Papa na “Porta Fidei”, citando-se a si próprio,  “se o lermos e  recebermos  guiados por uma justa hermenêutica , o  Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais um a grande força para a renovação sempre necessária  da Igreja”. Ora é a prática desta justa hermenêutica  na compreensão do Concílio que nós queremos pedir também ao  nosso Instituto  Superior de Teologia para serviço das nossas Dioceses e das nossas comunidades cristãs. E  para  isso vamos ter  à nossa  frente não apenas o ano da Fé, mas também pelo manos todo o tempo que decorre até às comemorações do encerramento do mesmo Concílio Vaticano II, em 2015. E o que está em causa, com a prática desta justa hermenêutica  recomendada pelo Papa é ajudar os nossos cristãos  a relançarem-se na autêntica recepção do Concílio, nas suas grandes intuições e propósitos, que estão por cumprir,  em grande parte, das nossas vivências da Fé, tanto pessoais como comunitárias.

Em entrevista dada há uma semana, o Presidente da Conferência Episcopal  Portuguesa diz que “o Concílio foi um acontecimento empolgante que mobilizou a Igreja toda”.

E disso tivemos nós muitos  sinais nas nossas dioceses e na s nossas comunidades. Mas acrescente o Cardeal Policarpo, na mesma entrevista, mais à frente, que, de facto, “houve muita euforia conciliar que não tem nada a ver com a solidez da mensagem conciliar”.

Recuperar esta solidez da mensagem conciliar para retomarmos a autêntica recepção do Concílio é tarefa de todos nós e específica do nosso Instituto Superior  de Teologia. Como lembra o Presidente da Conferência episcopal na citada entrevista, “a recepção do Concílio tem de ser feita em clave positiva”.  E com isso quer dizer que precisamos de conhecer a realidade para sabermos como lhe anunciar o Evangelho. Daí a importância da justa hermenêutica  do Concílio pedida pelo Papa Bento XVI; justa hermenêutica que tem como chave  a Fé da Igreja e a nova evangelização.

Quando celebramos o ano da Fé e decorre, em Roma, um Sínodo sobre a Nova Evangelização e a transmissão da Fé,  desejo recordar o tema da mensagem do Santo Padre para o próximo dia mundial das comunicações  já anunciado e que é o seguinte: “Redes sociais: portas da Verdade e da Fé” O Papa pede-nos, nesta sua mensagem, para usarmos as novas tecnologias aplicadas à informação como meios de evangelizar. Mas pede-nos mais do que isso. Pede-nos para marcarmos presença nas redes sociais, com a novidade do Evangelho. E, a propósito, desejo recordar o que diz o fundador da Internet, o americano Berners-Lee em entrevista que lhe foi feita por ocasião dos 20  anos da Internet, fundada em 1992.

Perguntaram-lhe o que mais o chocava quanto ao uso da Internet na actualidade. E ele sublinhou o facto de pessoas da mesma cidade comunicarem entre si   sistematicamente  pela internet,  que de facto muitas vezes substitui a relação  interpessoal. Esta é mais uma prova de que vivemos já na aldeia global que temos a responsabilidade de evangelizar. Resta-nos meter mãos à obra.

Para terminar desejo convosco, nesta hora da abertura solene do ano académico,  invocar o Espírito Santo para juntos tentarmos esta justa hermenêutica do Concílio que o Papa nos recomenda  para fortalecimento da Fé e sua transmissão nos novos contextos culturais da actualidade.

 

+Manuel Rocha Felício, Bispo da Guarda

12 - 10 - 2012