Bispo de Viseu, Dom António Luciano dos Santos Costa

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Jubileu dos doentes, profissionais de saúde e voluntários
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A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito

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Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso

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FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero,

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“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo

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Brasão de D. António Luciano

A Palavra de Deus ocupa o lugar central do Brasão de D. António Luciano. A Bíblia é fonte de vida e de graça. A Palavra do Senhor é espírito e verdade. O Livro aberto significa que a primeira missão do Bispo é ensinar e anunciar a alegria do Evangelho a todos. O Alfa e o Omega falam-nos da pessoa de Jesus Cristo, Aquele que nos revela a Palavra criadora e misericordiosa do Pai, o que na “água viva” nos oferece o Espírito que santifica.
Os rios de água viva evocam o rio Alva e o Mondego, cujas águas descem da Serra para banharem a Beira Alta e depois se misturarem na imensidão do mar. Mistério incomparável de amor, de comunhão e de unidade. O brasão tem duas cores. O azul e o amarelo. O azul revela o acto criador de Deus. Lembra o firmamento do céu, a vida nova em Cristo Ressuscitado e o desejo de “aspirar às coisas do alto” (Col 3, 2), a glória de Deus. Evoca a figura de Maria de Nazaré, a Mulher do tempo novo, a Senhora do Fiat. A Serra da Estrela, a mais alta, aparece como símbolo de uma meta a atingir, de uma espiritualidade cristã a escalar. A neve branca, pura e cristalina, aponta o ideal das Bem-Aventuranças. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 8). A vocação cristã é uma experiência de vida, de serviço, de amor, de entrega, um caminho de santidade a atingir por todos e em cada dia. A Estrela, coroada ao centro em fundo azul, mostra-nos Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a Estrela da “Nova Evangelização”, a Senhora da Assunção, a Mãe da Igreja e Rainha dos Apóstolos, que, com o seu manto de graça, de luz e de virtude, nos protege. O amarelo lembra a Igreja que está no mundo como luz e sinal de salvação para construir o Reino de Deus entre os homens. Na parte superior, o granito cortado evoca a beleza arquitectónica, única e singular das catedrais. Os traços, em figura de montanha, lembram os pontos mais altos da Sé da Guarda, que nos desafiam a fazer um caminho para Deus. A Candeia acesa é Cristo, luz do mundo. Ele veio para iluminar a humanidade e dissipar as trevas do erro. Ela é sinal da fé viva dos cristãos. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 14). O símbolo da Enfermagem representado na candeia acesa recorda o serviço na promoção e defesa da vida humana, e a entrega abnegada aos doentes e a todos os que sofrem. Recorda também ao Bispo que Ele deve iluminar, vigiar, amar, cuidar e estar próximo do seu rebanho, imitando a Cristo o Bom Pastor, o bom Samaritano da humanidade. “Fiat Voluntas Tua” (Mt 6, 10) – é uma prece da oração do Pai-Nosso.

Ordenação Episcopal de D. António Luciano dos Santos Costa - Homilia de D. Manuel Felício

Sé da Guarda, 17.6.2017 Irmãos e Irmãs Saúdo-vos a todos fraternalmente na alegria e na Esperança do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo no meio de nós. Saúdo, de forma especialíssima, o nosso Irmão António Luciano que hoje, recebendo a plenitude do Espírito Santo, e revestido com os seus dons, vai ficar especialmente configurado com Cristo para exercer o ministério Episcopal.
De facto, pela imposição de mãos dos Bispos presentes ele é constituído cabeça e pastor de uma Igreja particular, neste caso, a Diocese de Viseu, mas também e ao mesmo tempo membro do Colégio Episcopal e portanto corresponsável com a Igreja no seu todo. De facto, para cumprir o maravilhoso desígnio de salvação dirigido a todas as pessoas, povos e nações, Deus enviou o Seu Filho Único, que inaugurou o anúncio da Boa Nova, vivendo entre nós e partilhando a nossa condição. Quis depois que essa Sua Missão fosse continuada pelo ministério dos Doze, constituídos em Colégio Apostólico, presidido pelo Apóstolo Pedro. Estes, por sua vez, transmitiram aos seus sucessores, pela imposição de mãos e a oração, o mesmo mandato recebido do Senhor Jesus. Por isso, os Bispos, cada um a presidir à sua Igreja particular e todos constituídos em colégio episcopal transportam consigo a responsabilidade de garantir a Tradição da Fé que nos vem dos Apóstolos e por eles do próprio Jesus Cristo. E cumpriram esta missão quer quando cada um deles preside à Igreja particular quer quando, em comunhão com os outros Bispos, em colégio episcopal presidio pelo Sucessor de Pedro, vivem a corresponsabilidade pela condução de vida da Igreja universal. Jesus Cristo é, de facto, o único Bom Pastor, como lembra o Evangelho de S. João que escutámos. Hoje, através dos Bispos e seus colaboradores mais diretos, a começar pelos que com eles partilham o Sacramento da Ordem mas também de outros ministérios e serviços, é o mesmo Cristo quem continua a pastorear a Sua Igreja. Sendo assim, na pessoa do Bispo, rodeado principalmente dos seus presbíteros e diáconos, é o mesmo Jesus Cristo que está presente para continuar a anunciar o Evangelho, a oferecer-nos os mistérios da fé e a conduzir-nos através da história, em peregrinação, rumo à pátria eterna. E enquanto único Bom Pastor, Jesus Cristo diz aos Bispos e seus colaboradores quais as posturas que hão-de assumir para construção daa vida da Igreja e a conduzirem pelos caminhos da salvação. Ora, a Sua Palavra hoje escutada no Evangelho de S. João é clara e vai direta ao assunto, quando nos diz: “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É mesmo essa disposição de dar a vida que em breve, tu, irmão D. António Luciano nos vais manifestar, respondendo à pergunta: “Queres consagrar-te até à morte ao Ministério Episcopal?”. Contrariamente ao mercenário, que explora as ovelhas e as abandona, o Bom Pastor conhece-as e é conhecido de cada uma delas. Lembrando recomendações do Papa Francisco, o Pastor que o é de verdade procura estar próximo das suas ovelhas para as acompanhar de perto e defendê-las dos lobos que tentam desgarrar o rebanho (cf. Evg. 17, 1). E se estamos preocupados com os fiéis que constituem o tecido das nossas comunidades, não o podemos estar menos com os que estão fora. É o próprio Cristo quem nos alerta, ao dizer: “Tenho ainda outras ovelhas que não estão neste redil e preciso de as reunir”. E aqui, todos nós Bispos nos sentimos interpelados pela pergunta que vai ser feita ao que hoje é ordenado, nos seguintes termos: “Queres, como bom pastor, procurar as ovelhas dispersas e conduzi-las ao redil do Senhor?” Sempre, mas hoje mais do que nunca, é para nós urgente “primeirear” a responsabilidade missionária da Igreja, usando a expressão muito própria do Papa Francisco. Concretizando ainda mais, como Bispos responsáveis pela condução das nossas Igrejas particulares e corresponsáveis pela vida da Igreja universal, temos a especial obrigação de despertar em nós, como também nos nossos mais diretos colaboradores e nos fiéis em geral, o dinamismo missionário. Não queremos uma Igreja à defesa, mas sim uma Igreja empenhada em cumprir o Sonho do Papa Francisco, colocando todas as suas capacidades mais ao serviço da evangelização do mundo atual do que da sua auto-preservação (7.Eg, 27). O especial Outubro missionário de 2019 proclamado pelo Papa Francisco bem como o especial ano missionário (2018-2019) declarado pela Conferência Episcopal Portuguesa constituem também para nós Bispos forte interpelação. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou” – escutámos nós na leitura do Profeta Isaías. De facto o Espírito Santo ungiu a Pessoa de Cristo e presidiu ao cumprimento de toda a Sua missão messiânica de evangelizar os pobres, consolar os aflitos e de proclamar o ano da justiça divina, que substitui o luto pela alegria. Hoje o mesmo Espírito Divino, como cantaremos em breve, pela imposição das nossas mãos, desce abundantemente sobre o novo Bispo, fazendo dele verdadeiro Sacerdote do Senhor, servidor da Nova Aliança estabelecida em Cristo Jesus. Sim, é para servir que o Senhor hoje te faz Bispo, Irmão D. António Luciano, como lembra o Pontifical Romano de Ordenação Episcopal, nos seguintes termos: “O Episcopado significa trabalho e não honra; e o Bispo, mais do que presidir tem obrigação de servir”. E nesse serviço inclui-se o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Sendo assim, e sobre o múnus de ensinar ressoa em nós, particularmente neste momento, a exortação do Apóstolo dirigido a seu discípulo Timóteo: Proclama a Palavra, a tempo e fora de tempo; exorta com toda a paciência e doutrina. Quanto à função de santificar que nos está confiada, nós Bispos vamos escutar hoje de novo o convite para perseverar na oração a Deus Pai Todo-poderoso em favor do Povo Santo de Deus e a exercer a plenitude do Sacerdócio com toda a fidelidade. Na Ordenação Episcopal é-nos também entregue a missão de governar em ordem à edificação do Corpo de Cristo que é a Igreja, permanecendo em unidade com a Ordem dos Bispos e sob a autoridade do Sumo Pontífice (P.R., n.40) Por isso, compreendemos a recomendação que o Pontifical Romano faz ao novo Bispo na hora da Sua Ordenação Episcopal, com os seguintes termos – “Com amor paterno e fraterno, ama todos quantos Deus confia ao ter cuidado pastoral, sobretudo os presbíteros e os diáconos que têm parte contigo no ministério de Cristo…exorta os fiéis a colaborarem contigo no trabalho apostólico e dispõe-te a ouvi-los de bom grado” (P.R, 39). Aceitando e ponto em prática estas sábias recomendações, saberemos promover a verdadeira comunhão de ministérios, ao serviço da comunhão da Igreja dentro de cada uma das suas comunidades, como também das mesmas comunidades entre si, sempre focada no mandato missionário recebido do próprio Cristo. Mas as palavras do profeta Isaías que hoje escutámos privilegiam, de facto, a atenção que temos de continuar a dar aos pobres, aos atribulados, aos prisioneiros, aos cativos necessitados de libertação, aos que se encontram envolvidos pelo luto da dor. Numa palavra, chamam a nossa atenção para as periferias da pobreza, mas também da dor e do abandono ou simplesmente da marginalidade, como são referidas pelo Papa Francisco. Também nós Bispos hoje contigo, irmão D. António Luciano, queremos responder à pergunta que te vai ser assim feita: “Queres ser, pelo nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres, os deslocados e todos os que precisam?”. Diante desta forte interpelação que a Liturgia nos faz, queremos escutar mais uma vez, palavras do Papa Francisco, lembrando a cada cristão e a cada comunidade cristã o encargo de serem instrumento do Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres para que possam integrar-se plenamente na Sociedade (Eg, 187). Perante a experiência que Paulo nos conta na sua II carta aos Coríntios, também nós não esperamos facilidades no cumprimento da missão episcopal que o Senhor Jesus Cristo nos confia para, em Seu nome, pastorearmos a Igreja. Foram muitas as dificuldades que o Apóstolo experimentou e das quais nos dá testemunho, desde a perseguição, à perplexidade, passando pelo abatimento e pelo abandono. Uma luz, porém, bastou para dar sentido a todos os seus sofrimentos e tribulações. Essa luz para ele e para nós hoje vem-nos da certeza da Ressurreição de Cristo, garantia da nossa Ressurreição, pois, como lembra a referida carta, “Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar com Ele e nos levará para junto d’Ele”. Sendo assim, saberemos compreender igualmente como os nossos sofrimentos são oportunidade para participarmos nos sofrimentos de Cristo. Finalmente diante da mesma experiência de Paulo lembramos a nossa grande fragilidade, por levarmos em vasos de barro um grande tesouro, o tesouro do ministério que nos está confiado. Cumpre-nos ao mesmo tempo, a obrigação de transformar as nossas múltiplas fragilidades em oportunidades para deixar brilhar em nós e em tudo o que fazemos a grandeza e a força do próprio Deus, única fonte de todo o bem que nós possamos realizar. De facto, uma só coisa é necessária – Que Ele reine nos nossos corações, na vida da Igreja e na vida do mundo. Que Deus seja louvado, Sua Mãe Maria Santíssima e nossa Padroeira, seja honrada com todos os santos, na comunhão da Igreja, para que o mundo creia. Amén.

Bula do Nomeação

FRANCISCO, BISPO SERVO DOS SERVOS DE DEUS, ao amado Filho António Luciano dos Santos Costa, do clero da Sé Catedral Egitaniense e aí até agora Vigário Episcopal para o Clero, eleito Bispo de Viseu, saúde e Bênção Apostólica.
Sendo necessário prover de Pastor a diocese de Viseu, vaga após a renúncia do Venerável Irmão Ilídio Pinto Leandro, ouvida a Congregação para os Bispos, tu, amado Filho, ornado com as devidas qualidades, perito em teologia moral e nos assuntos eclesiásticos, és considerado digno de a governar. Por isso, Nós, ocupando a Cátedra do bem-aventurado Pedro e com a solicitude por toda a grei do Senhor, com o Nosso supremo poder Apostólico, nomeamos-te Bispo de Viseu, com todos os direitos e obrigações. Permitimos que recebas a Ordenação por qualquer Bispo católico fora da cidade de Roma, observando as leis litúrgicas e antecedida da profissão da Fé católica e do Juramento de Fidelidade dirigido a Nós e aos Nossos Sucessores, segundo os sagrados cânones. Mandamos, além disso, que esta Carta seja dada a conhecer ao clero e ao povo da tua Sede própria; e exortamo-los a que te recebam com alegria e permaneçam continuamente unidos a ti. Finalmente, dilecto Filho, procura cumprir o gravíssimo ofício de Bispo, de tal modo que os fiéis a ti confiados cresçam continuamente na Fé, na Esperança e, acima de tudo, na Caridade, a rainha de todas as virtudes. A paz e a alegria de Cristo, com a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estejam continuamente contigo e com esta caríssima comunidade eclesial, no amado Portugal. Dado em Roma, junto de S. Pedro, aos três dias do mês de Maio do ano de dois mil e dezoito, sexto do Nosso Pontificado. Francisco, Papa.

MENSAGEM DE D. ANTÓNIO LUCIANO DOS SANTOS COSTA

“Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12), comigo no Senhor, pelas maravilhas que Ele operou em favor do seu Povo. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja“. Cristo caminha connosco e surpreende-nos. “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28,20), cumpriram-se nesta tarde, aqui na Sé da Guarda, estas Palavras de Jesus. Agora, posso “partir e servir com aquela atitude de coragem que o Espírito Santo suscitava nos Apóstolos, impelindo-os a anunciar Jesus Cristo”(Gaudete et Exsultate nº 129).
A oração é o verdadeiro respiro de Deus nas nossas vidas, e, eu senti-o do modo particular na minha Ordenação Episcopal. Esta leva-nos ao coração de Deus e traz o coração de Deus à nossa frágil condição humana. Ao rezar ao Pai, “Venha o teu reino e “seja feita a Tua vontade”, a Igreja reunida entra no coração de Deus Pai, fonte de vida, de amor e de paz. Assim foi a oração de Maria, a serva humilde e fiel, a cuidadora das feridas da humanidade sofredora, a Senhora da Piedade, que nos ensina a amar e a servir o Seu Filho, o Bom Pastor, presente na fragilidade do género humano. Peço a São José, o dom do silêncio prudente e fiel, que me ajude a guardar, a administrar bem a Igreja e a vigiar pela sua unidade e integridade. Que a coragem e o testemunho dos Apóstolos e de todos os Santos me ajudem a cantar convosco eternamente as maravilhas do Senhor. Reitero profunda gratidão, comunhão, obediência na fé e veneração filial à Igreja, na pessoa do Papa Francisco, sucessor do Apóstolo São Pedro, que me chamou para fazer parte do Colégio Apostólico. Agradeço cordialmente ao Senhor Núncio Apostólico a sua presença amiga e carinhosa manifestada desde a primeira hora. Peço-lhe que seja portador destes meus sentimentos de gratidão e comunhão ao Santo Padre. Um obrigado de filho e irmão ao Senhor D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, ao Senhor D, Jorge Ortiga Arcebispo de Braga, ao Senhor D. Ilídio Leandro, Administrador da Diocese de Viseu, aos meus irmãos Bispos presentes, aos sacerdotes, diáconos, religiosos (as) consagrados (as), aos seminaristas e leigos empenhados na vida da Igreja, aos amigos e pessoas de bem. Às Autoridades civis, académicas, institucionais, militarizadas e outras aqui presentes, aos representantes dos Meios de Comunicação Social, a todos os que foram meus paroquianos e colaboradores na Capelania da UBI, Faculdade de Ciências da Saúde, Hospital da Guarda, no Instituto Politécnico, Escola Superior de Saúde da Guarda, na Pastoral da Saúde, Associação Católica dos Enfermeiros, Capelanias Hospitalares, Movimentos e Obras, Associações Académicas e tantas pessoas amigas que comigo privaram e trabalharam, alunos, professores e colegas dos vários estabelecimentos de ensino, hospitais, comissões de ética e instituições, com quem tive o privilégio de trabalhar e com quem muito aprendi. A todas as pessoas amigas, conhecidas e anónimas que participaram nesta bela celebração Eucarística e a todos os que estão unidos espiritualmente um bem-haja sincero e beirão! Que Deus vos recompense por tanto bem realizado e o transforme em graça e dom de novas vocações para a Igreja. Uma palavra de gratidão de, esperança e estima às crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos, frágeis, doentes, abandonados e a todos os que experimentam a dor e a solidão. Que nunca vos faltem bons cuidadores! Deus ama-vos muito. Há sempre um receber e um dar. Dai sem medida e sereis felizes! A comunhão fraterna, a proximidade, a gratuidade e a solidariedade são muito mais que gestos importantes, são a base sólida de uma sociedade sadia e de uma Igreja renovada. À minha família, às minhas imãs, cunhados, sobrinhos, sobrinha, aos que não puderam vir, um grande abraço, tenho vos a todos no meu coração. Um bem haja sincero: Aos meus paroquianos de hoje e de sempre, aos amigos vindos de tantos pontos do país, aos diocesanos de Viseu e da Guarda, aos que vieram de Coimbra, conterrâneos de Corgas e de toda a paróquia de Sandomil; Ao nosso pároco o Padre Carlos Dionísio, a todo o arciprestado de Seia, que comigo louva o Senhor, pelo dom da minha Ordenação Episcopal; À Equipa nomeada pelo Senhor Bispo para preparar esta belíssima festa com todos os seus membros presidida pelo Vigário Geral, Cónego Manuel Pereira de Matos; À paróquia da Sé e de S. Vicente, à Casa Veritas, à Editora Paulus, ao Seminário Maior e sua Equipa, às Servas de Jesus, às empregadas (os), a todos os que me manifestaram a sua amizade, oração e presença amiga ao longo deste mês e meio e nesta semana de tanto trabalho, oração e preocupações; Ao arciprestado da Guarda com os seus padres, consagradas e leigos que puseram tanto empenho e beleza nesta festa e na sua ornamentação, à equipa de liturgia e paramentaria ao grupo coral, aos que trabalharam muito, rezaram no silêncio e clausura, aos doentes e seus cuidadores, aos que estão aqui e aos que não podem estar. Um obrigado do coração a todos. Rezarei sempre por vós ao Senhor, que Deus vos recompense. Ousadia dioceses da Guarda e de Viseu, renovação, força, confiança, coragem e muita esperança em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor. Deus está connosco, em tudo “amar e servir”, eis o desafio feito à Igreja. Deus está connosco e espera com zelo apostólico a nossa colaboração. Que Maria, a Virgem das mãos orantes, a Senhora da Assunção guie sempre os nossos passos. “Para maior honra e glória de Deus” rezemos, “Fiat Voluntas Tua”. + António Luciano dos Santos Costa, Bispo de Viseu

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Jubileu dos doentes, profissionais de saúde e voluntários
alt Na Sé da Guarda 21 de Fevereiro de 2016 Homilia 1. Estamos na Quaresma e, neste segundo domingo, celebramos a transfiguração de Jesus no monte tradicionalmente identificado com o monte Tabor. Celebramos hoje o Jubileu dos doentes, profissionais de saúde e voluntários que procuram, da melhor maneira, dar cumprimentos à obra de misericórdia que mandar visitar e consolar os doentes. Neste Jubileu extraordinário de misericórdia somos todos convidados a ir ao fundamental da nossa vida, enquanto criaturas de Deus que receberam do seu criador o mandato para o amar e servir e n’Ele amar e servir os seus semelhantes na caminhada da vida. Este mandato é universal, mas cada um é chamado a vivê-lo de forma própria, segundo a situação em que se encontra e as capacidades que tem. Também aos que se encontram em situações de doença, seja nos hospitais e outras unidades de saúde, seja retidos em suas casas, seja mesmo os que aparentemente levam vida normal, o mesmo convite é feito para fazerem da sua vida um acto de louvor a Deus e de serviço aos irmãos. Está aqui a razão da dignidade e do valor de todos e cada um dos seres humanos, mesmo daqueles que se encontram limitados pela doença ou mesmo incapacitados para o exercício de certas funções. 2. Escutámos a passagem do Evangelho que nos fala da Transfiguração de Jesus. Jesus chama 3 dos seus apóstolos – Pedro, Tiago e João – e foi com eles para o cimo de um monte fazer oração. - Enquanto rezava transfigurou-se: suas vestes ficaram de uma brancura cintilante que deslumbrou os 3 apóstolos. Ao mesmo tempo apareceram duas outras figuras – Moisés e Elias – que completam o quadro e falam sobre a morte de Jesus que se iria consumar em Jerusalém. Para não ficarem dúvidas sobre o que estavam a ver aparece uma nuvem que os envolve e do meio sai uma voz que lhes diz – “Este é o meu filho muito amado. Escutai-o “. A tentação era ficar ali e por isso Pedro dá logo a sugestão das 3 tendas, sem cuidar de que houvesse também para ele e os seus companheiros. Mas a vida tinha de continuar, a visão acabou e eles ficam de novo sozinhos com o mestre que desce com eles, quando começava a clarificar-se no seu espírito o sentido da morte que Jesus tinha de suportar. A vida é, de facto, uma peregrinação e todos nós somos peregrinos a caminho de uma pátria que não está aqui. A nossa Pátria está nos céu, diz S. Paulo. De lá recebemos a força para a caminhada, sobretudo a esperança de que Jesus Cristo virá transformar o nosso corpo miserável para o configurar com o seu corpo glorioso, continua S. Paulo. Tem por isso perfeita razão de ser o convite com que Paulo termina hoje a sua exortação – permanecei firmes no Senhor. Queremos permanecer firmes na nossa caminhada pela vida sempre com os olhos postos na pátria que nos espera. Nesta caminhada nunca estamos sós, pois contamos com a companhia do próprio Deus, segundo a aliança que Ele estabeleceu com Abraão, Pai na Fé, manteve através dos tempos e nela hoje nos quer envolver enquanto discípulos de Cristo e membros da Sua Igreja. 3. Nesta caminhada pessoal e comunitária rumo à Pátria de que hoje nos fala S. Paulo todos têm o seu lugar, todos são chamados a acompanhar e a serem acompanhados; e também os nossos doentes. O sofrimento, a doença e a própria morte, mais do que enigmas são interrogações que permanentemente se colocam a todos, independentemente da situação em que cada um se encontra, mesmo àqueles aos quais falta a chave da Fé. A atitude das pessoas perante a doença e a morte tem preocupado a ciência e os investigadores. Assim, um professor da universidade do colorado (USA) no seu trabalho de investigação constatou que contrariamente ao espetável, as pessoas, à medida que a idade avança, passam a ter perante a morte menos ansiedade e menos tristeza e mesmo satisfação, algumas vezes. Logo vem a explicação de um outro psicólogo de Viena, seguidor de Freud, ao dizer que o segredo de não ter medo da morte está na “afirmação voluntário daquilo que é obrigatório” e outros estudos pretensamente científicos querem demonstrar que, em estados mais avançados da vida, as pessoas começam a perceber que nunca foram donos de nada mas somente tomaram as coisas e a sua própria vida de empréstimo, assim à maneira de um “leasing”. Também há pessoas que perante a doença e a morte assumem atitudes de revolta, com risco de terem de enfrentar a doença e a morte na grande dor de falta de esperança. Em qualquer destas e de outras situações que enquadram a vida da pessoa doente e confrontada com as interrogações da morte, o certo é que esta a morte representa sempre a anulação do eu pessoal e precisamente no momento em que supostamente este eu atinge o ápice da sua maturidade. Porquê? Aqui está a pergunta que a ciência deixará sempre sem resposta. E se a ciência for séria, saberá reconhecer que a pergunta continua, embora não esteja ao seu alcance responder-lhes. A Palavra de Deus hoje diz-nos que, sendo nós peregrinos na história e não tendo aqui morada permanente essa morada está na pátria celeste. E nesta caminhada estamos todos envolvidos, os doentes e os portadores de saúde, para nos ajudarmos mutuamente. Aos nossos doentes, estejam retidos nos hospitais ou outras unidades de saúde, sem suas casas ou com aparência de vida normal queremos neste momento dizer-lhes que estamos com eles, tudo faremos para lhes levar os meios possíveis que lhes permitam devolver a saúde ou pelo menos retirar no todo ou em parte a sua dor e que contamos com eles na caminhada da história onde todos somos peregrinos. A doença e a dor nunca lhes tiram a sua dignidade própria e mesmo quando se esgotarem todos os meios humanos que lhes permitem recuperar a saúde ou debelar as dores, eles continuarão aa ser para todos afirmação de vida e de esperança. Aos profissionais de saúde, médicos e enfermeiros e outros, queremos nesta hora, expressar-lhes todo o nosso apreço pelo esforço que fazem para devolver a saúde aos doentes, remover-lhes ou diminuir-lhes as dores ou simplesmente ajudá-los a enfrentar com esperança situações limite onde a ciência de medicina sente que já nada tem a dizer. Aos nossos voluntários que visitam e acompanham regularmente os doentes, quer nas unidades de internamente quer em suas casas ou outros ambientes que eles possam frequentar, queremos dizer-lhes quanto apreciamos o seu trabalho. Eles são sempre a expressão visível e sentida pelos doentes da solicitude que toda a sociedade lhes deve. Por sua vez a nossa Fé de cristãos e o nosso sentir com a mãe Igreja só reforçam este bem social e profundamente humanizante que é sentirmos a companhia dos nossos irmãos doentes na peregrinação pela história rumo à pátria que nos espera. Celebramos com os nossos doentes, profissionais de saúde e voluntários o jubileu da misericórdia. Ora nós todos sabemos que a doença é um mal que todos estamos dispostos a combater até onde nos for possível. Mas há outros males ainda maiores. É o caso do ódio, da violência e do matar deliberadamente os outros. Ainda hoje o Papa Francisco pediu o maior empenhamento das pessoas e instituições, sobretudo a nível internacional para que se acabe de vez com a pena de morte. E decorre por estes dias, em Roma um congresso internacional promovido pela comunidade de Santo Egídio sobre a pena de morte e contra ela. São principalmente esses males e pecados que neste Jubileu nós queremos sujeitar à misericórdia de Deus. Como sabemos a misericórdia é o amor infinito de Deus que não desiste de retirar as pessoas da miséria do mal em que se encontram. E como também sabemos, o mal que cada pessoa faz, independentemente da visibilidade com que é feito, causa sempre prejuízo, ao próprio e aos outros. Em sua misericórdia infinita Deus quer vir ao encontro de todos, dispondo-se a esquecer de vez a ofensa que qualquer mal representa para Ele (é o perdão da culpa) mas também a colaborar connosco para que sejam desfeitos os efeitos do mal praticado por alguns na vida de outros e da própria sociedade. De facto, quando alguém comete qualquer crime, mesmo humanamente falando, fica obrigado a corrigir-se e a reparara o mal praticado. É esse o sentido o cumprimento das penas decididas em qualquer processo de julgamento. E mesmo no foro civil é isso o que se pretende com o cumprimento das penas, quer em estabelecimento prisionais quer em outras situações. Supostamente qualquer criminoso condenado depois de cumprir a pena que lhe foi imposta deveria estar pessoalmente recuperado e também ter efetuado a devida reparação pelo mal praticado. Esta é a lei geral e que a nossa Fé também aplica às situações de pecado e aos processos de perdão. De facto quando nos arrependemos sinceramente dos pecados cometidos Deus perdoa-nos, mas não nos dispensa de, na medida do possível, repararmos os danos que o nosso pecado provocou nos outros e na sociedade. Há, porém, danos que só por nós sentimos não ter capacidade para reparar. Por exemplo se alguém tira a vida a outro não pode reparara por isso. Deus em sua misericórdia infinita dispõe-se a vir reparar por nós e esse é o sentido da indulgência jubilar que cada um pode ganhar para si e para outros incluindo já falecidos desde que: - Tenha sincero arrependimento dos seus pecados - celebre o Sacramento da reconciliação - participe na Eucaristia e na Sagrada Comunhão - reze pelas intenções do Santo padre e da Igreja A indulgência, juntamente com a peregrinação e o seu sentido a que já nos referimos e a realidade de da porta Santa, sinal do próprio Cristo, são de facto as 3 realidades do Jubileu da misericórdia que vamos procurar viver de melhor maneira. E aos nossos irmãos doentes queremos levar-lhes o desejo que temos de os ter connosco nesta caminhada e com eles descobrir como a misericórdia infinita de Deus se faz sentir nas nossas vidas e por elas pode chegar a outras pessoas. Que Nossa Senhora que invocamos como “Saúde dos enfermos”, guie os nossos passos neste serviço aos doentes. +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda