JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Jubileu dos doentes, profissionais de saúde e voluntários
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/363483paul_2017_a.pnglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/739017Pinhel.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/997452s___2017_ab.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/260627S___2017_quinta.jpglink

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

Ver Mais

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande

Ver Mais

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da

Ver Mais

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

Ver Mais

Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

Galeria Multimédia

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Jubileu dos doentes, profissionais de saúde e voluntários
alt Na Sé da Guarda 21 de Fevereiro de 2016 Homilia 1. Estamos na Quaresma e, neste segundo domingo, celebramos a transfiguração de Jesus no monte tradicionalmente identificado com o monte Tabor. Celebramos hoje o Jubileu dos doentes, profissionais de saúde e voluntários que procuram, da melhor maneira, dar cumprimentos à obra de misericórdia que mandar visitar e consolar os doentes. Neste Jubileu extraordinário de misericórdia somos todos convidados a ir ao fundamental da nossa vida, enquanto criaturas de Deus que receberam do seu criador o mandato para o amar e servir e n’Ele amar e servir os seus semelhantes na caminhada da vida. Este mandato é universal, mas cada um é chamado a vivê-lo de forma própria, segundo a situação em que se encontra e as capacidades que tem. Também aos que se encontram em situações de doença, seja nos hospitais e outras unidades de saúde, seja retidos em suas casas, seja mesmo os que aparentemente levam vida normal, o mesmo convite é feito para fazerem da sua vida um acto de louvor a Deus e de serviço aos irmãos. Está aqui a razão da dignidade e do valor de todos e cada um dos seres humanos, mesmo daqueles que se encontram limitados pela doença ou mesmo incapacitados para o exercício de certas funções. 2. Escutámos a passagem do Evangelho que nos fala da Transfiguração de Jesus. Jesus chama 3 dos seus apóstolos – Pedro, Tiago e João – e foi com eles para o cimo de um monte fazer oração. - Enquanto rezava transfigurou-se: suas vestes ficaram de uma brancura cintilante que deslumbrou os 3 apóstolos. Ao mesmo tempo apareceram duas outras figuras – Moisés e Elias – que completam o quadro e falam sobre a morte de Jesus que se iria consumar em Jerusalém. Para não ficarem dúvidas sobre o que estavam a ver aparece uma nuvem que os envolve e do meio sai uma voz que lhes diz – “Este é o meu filho muito amado. Escutai-o “. A tentação era ficar ali e por isso Pedro dá logo a sugestão das 3 tendas, sem cuidar de que houvesse também para ele e os seus companheiros. Mas a vida tinha de continuar, a visão acabou e eles ficam de novo sozinhos com o mestre que desce com eles, quando começava a clarificar-se no seu espírito o sentido da morte que Jesus tinha de suportar. A vida é, de facto, uma peregrinação e todos nós somos peregrinos a caminho de uma pátria que não está aqui. A nossa Pátria está nos céu, diz S. Paulo. De lá recebemos a força para a caminhada, sobretudo a esperança de que Jesus Cristo virá transformar o nosso corpo miserável para o configurar com o seu corpo glorioso, continua S. Paulo. Tem por isso perfeita razão de ser o convite com que Paulo termina hoje a sua exortação – permanecei firmes no Senhor. Queremos permanecer firmes na nossa caminhada pela vida sempre com os olhos postos na pátria que nos espera. Nesta caminhada nunca estamos sós, pois contamos com a companhia do próprio Deus, segundo a aliança que Ele estabeleceu com Abraão, Pai na Fé, manteve através dos tempos e nela hoje nos quer envolver enquanto discípulos de Cristo e membros da Sua Igreja. 3. Nesta caminhada pessoal e comunitária rumo à Pátria de que hoje nos fala S. Paulo todos têm o seu lugar, todos são chamados a acompanhar e a serem acompanhados; e também os nossos doentes. O sofrimento, a doença e a própria morte, mais do que enigmas são interrogações que permanentemente se colocam a todos, independentemente da situação em que cada um se encontra, mesmo àqueles aos quais falta a chave da Fé. A atitude das pessoas perante a doença e a morte tem preocupado a ciência e os investigadores. Assim, um professor da universidade do colorado (USA) no seu trabalho de investigação constatou que contrariamente ao espetável, as pessoas, à medida que a idade avança, passam a ter perante a morte menos ansiedade e menos tristeza e mesmo satisfação, algumas vezes. Logo vem a explicação de um outro psicólogo de Viena, seguidor de Freud, ao dizer que o segredo de não ter medo da morte está na “afirmação voluntário daquilo que é obrigatório” e outros estudos pretensamente científicos querem demonstrar que, em estados mais avançados da vida, as pessoas começam a perceber que nunca foram donos de nada mas somente tomaram as coisas e a sua própria vida de empréstimo, assim à maneira de um “leasing”. Também há pessoas que perante a doença e a morte assumem atitudes de revolta, com risco de terem de enfrentar a doença e a morte na grande dor de falta de esperança. Em qualquer destas e de outras situações que enquadram a vida da pessoa doente e confrontada com as interrogações da morte, o certo é que esta a morte representa sempre a anulação do eu pessoal e precisamente no momento em que supostamente este eu atinge o ápice da sua maturidade. Porquê? Aqui está a pergunta que a ciência deixará sempre sem resposta. E se a ciência for séria, saberá reconhecer que a pergunta continua, embora não esteja ao seu alcance responder-lhes. A Palavra de Deus hoje diz-nos que, sendo nós peregrinos na história e não tendo aqui morada permanente essa morada está na pátria celeste. E nesta caminhada estamos todos envolvidos, os doentes e os portadores de saúde, para nos ajudarmos mutuamente. Aos nossos doentes, estejam retidos nos hospitais ou outras unidades de saúde, sem suas casas ou com aparência de vida normal queremos neste momento dizer-lhes que estamos com eles, tudo faremos para lhes levar os meios possíveis que lhes permitam devolver a saúde ou pelo menos retirar no todo ou em parte a sua dor e que contamos com eles na caminhada da história onde todos somos peregrinos. A doença e a dor nunca lhes tiram a sua dignidade própria e mesmo quando se esgotarem todos os meios humanos que lhes permitem recuperar a saúde ou debelar as dores, eles continuarão aa ser para todos afirmação de vida e de esperança. Aos profissionais de saúde, médicos e enfermeiros e outros, queremos nesta hora, expressar-lhes todo o nosso apreço pelo esforço que fazem para devolver a saúde aos doentes, remover-lhes ou diminuir-lhes as dores ou simplesmente ajudá-los a enfrentar com esperança situações limite onde a ciência de medicina sente que já nada tem a dizer. Aos nossos voluntários que visitam e acompanham regularmente os doentes, quer nas unidades de internamente quer em suas casas ou outros ambientes que eles possam frequentar, queremos dizer-lhes quanto apreciamos o seu trabalho. Eles são sempre a expressão visível e sentida pelos doentes da solicitude que toda a sociedade lhes deve. Por sua vez a nossa Fé de cristãos e o nosso sentir com a mãe Igreja só reforçam este bem social e profundamente humanizante que é sentirmos a companhia dos nossos irmãos doentes na peregrinação pela história rumo à pátria que nos espera. Celebramos com os nossos doentes, profissionais de saúde e voluntários o jubileu da misericórdia. Ora nós todos sabemos que a doença é um mal que todos estamos dispostos a combater até onde nos for possível. Mas há outros males ainda maiores. É o caso do ódio, da violência e do matar deliberadamente os outros. Ainda hoje o Papa Francisco pediu o maior empenhamento das pessoas e instituições, sobretudo a nível internacional para que se acabe de vez com a pena de morte. E decorre por estes dias, em Roma um congresso internacional promovido pela comunidade de Santo Egídio sobre a pena de morte e contra ela. São principalmente esses males e pecados que neste Jubileu nós queremos sujeitar à misericórdia de Deus. Como sabemos a misericórdia é o amor infinito de Deus que não desiste de retirar as pessoas da miséria do mal em que se encontram. E como também sabemos, o mal que cada pessoa faz, independentemente da visibilidade com que é feito, causa sempre prejuízo, ao próprio e aos outros. Em sua misericórdia infinita Deus quer vir ao encontro de todos, dispondo-se a esquecer de vez a ofensa que qualquer mal representa para Ele (é o perdão da culpa) mas também a colaborar connosco para que sejam desfeitos os efeitos do mal praticado por alguns na vida de outros e da própria sociedade. De facto, quando alguém comete qualquer crime, mesmo humanamente falando, fica obrigado a corrigir-se e a reparara o mal praticado. É esse o sentido o cumprimento das penas decididas em qualquer processo de julgamento. E mesmo no foro civil é isso o que se pretende com o cumprimento das penas, quer em estabelecimento prisionais quer em outras situações. Supostamente qualquer criminoso condenado depois de cumprir a pena que lhe foi imposta deveria estar pessoalmente recuperado e também ter efetuado a devida reparação pelo mal praticado. Esta é a lei geral e que a nossa Fé também aplica às situações de pecado e aos processos de perdão. De facto quando nos arrependemos sinceramente dos pecados cometidos Deus perdoa-nos, mas não nos dispensa de, na medida do possível, repararmos os danos que o nosso pecado provocou nos outros e na sociedade. Há, porém, danos que só por nós sentimos não ter capacidade para reparar. Por exemplo se alguém tira a vida a outro não pode reparara por isso. Deus em sua misericórdia infinita dispõe-se a vir reparar por nós e esse é o sentido da indulgência jubilar que cada um pode ganhar para si e para outros incluindo já falecidos desde que: - Tenha sincero arrependimento dos seus pecados - celebre o Sacramento da reconciliação - participe na Eucaristia e na Sagrada Comunhão - reze pelas intenções do Santo padre e da Igreja A indulgência, juntamente com a peregrinação e o seu sentido a que já nos referimos e a realidade de da porta Santa, sinal do próprio Cristo, são de facto as 3 realidades do Jubileu da misericórdia que vamos procurar viver de melhor maneira. E aos nossos irmãos doentes queremos levar-lhes o desejo que temos de os ter connosco nesta caminhada e com eles descobrir como a misericórdia infinita de Deus se faz sentir nas nossas vidas e por elas pode chegar a outras pessoas. Que Nossa Senhora que invocamos como “Saúde dos enfermos”, guie os nossos passos neste serviço aos doentes. +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda