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V Domingo da Quaresma
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A Quaresma, com o número simbólico dos seus quarente dias, é convite de conversão a Deus, não só para recusarmos o pecado na nossa vida, mas também para fortalecermos a

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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e a Coordenadora Geral da Liga, Irmã Graça Afonso, estiveram em Angola, na Quilenda, de 7 a 14 de Março, para tratar de

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Dia: Domingo de Ramos, 9 de Abril de 2017 Hora: 21.00 horas Local: Entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem Organização: Paróquias do Arciprestado da Guarda e Câmara Municipal da Guarda As

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Mensagem de D. Manuel Felício para a Quaresma 2017 - A Quaresma: Tempo de conversão a Deus e ao outro

A Quaresma, com o número simbólico dos seus quarente dias, é convite de conversão a Deus, não só para recusarmos o pecado na nossa vida, mas também para fortalecermos a amizade com Ele. É o tempo favorável para intensificarmos a nossa vida espiritual, através dos meios tradicionais que a Igreja nos oferece, como são o jejum, a oração e a esmola, mas principalmente pelo acolhimento da Palavra de Deus que havemos de saber escutar, meditar e partilhar com mais assiduidade ao longo destes 40 dias.
A nossa conversão não ficaria completa se não incluísse a conversão ao outro que é, por si mesmo, sinal e presença de Deus para cada um de nós. Se, como sublinha o Papa na Sua mensagem, “fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”, o contrário também é verdade. Quanto mais abrimos o coração a Deus mais sentimos necessidade de ir ao encontro dos irmãos, sobretudo dos mais fragilizados. Para aprofundarmos o caminho da nossa conversão a Deus, precisamos que durante este tempo de Quaresma, haja momentos fortes, nas comunidades cristãs, de encontro com a Palavra de Deus. Por isso é importante que, de semana a semana, os grupos que preparam a liturgia dominical dediquem tempo significativo a ler a palavra de Deus própria desse domingo, a meditá-la, com ajuda de algum comentário, a partilhá-la e a contemplá-la em termos que possam motivar atitudes de vida nova. Recomenda-se que esta preocupação chegue não apenas aos grupos corais; mas também a grupos de leitores, de acólitos e de outros serviços paroquiais. O apoio de comentário pode ser aquele que é publica¬do semanalmente no jornal diocesano A GUARDA, procurando nós que seja colocado também no site da Diocese. Na medida em que se consolidar esta prática nas nossas comunidades, também as homilias dos sacerdotes e dos diáconos, sobretudo nas assembleias dominicais, sairão beneficiadas. Para aprofundar a nossa espiritualidade, neste tempo especialmente favorável, é bom que em cada arciprestado, dentro da nossa tradição diocesana, se organize pelo menos um retiro, que seja anunciado em todas as paróquias. Não esqueceremos que esta quaresma precede imediatamente a celebração do centenário das Aparições de Fátima. E como lembra a carta pastoral da Conferência Episcopal sobre este centenário, a mensagem de Nossa Senhora aos três pastorinhos é uma bênção para a Igreja e para o mundo. E, como tal, interpela-nos para uma atitude orante diante da Santíssima Trindade. Convida-nos à contemplação, à compaixão e ao anúncio da Boa Nova, segundo o modelo das três crianças. Por sua vez, a presença e o olhar de Maria, como o sentiram os videntes, é mensagem de ternura e misericórdia que o mundo de hoje precisa, mais que nunca. E é bom lembrar que, no centro da mensagem de Fátima, está o convite à conversão para que a guerra pudesse acabar e a paz regressasse à vida das pessoas e das Famílias. O Papa insiste, na sua mensagem, em que é preciso “abrir a porta do nosso coração ao outro, “seja ele o nosso vizinho, seja o pobre desconhecido. Ora, todos nós, ao longo dos últimos tempos, temos sentido o drama dos refugiados que fogem da guerra que se instalou nas suas terras e insistentemente batem às portas da Europa, sobretudo atravessando as águas do Mediterrâneo, onde muitos milhares já perderam a vida. É necessário encontrar formas de acolher estes irmãos nossos, mas é ainda mais necessário tentar que voltem a ter condições de vida nas suas terras. No meio dos muitos dramas que afectam aqueles que fogem há o drama específico das comunidades cristãs do Iraque e da Síria que, sendo lugares com comunidades cristãs que remontam ao tempo dos apóstolos, agora estão em risco de desaparecer. Só a título de exemplo, em 2003 havia 1 milhão de cristãos no Iraque, agora não chegam a 250 mil, muitos deles deslocados das suas terras e das suas casas. Nos lugares onde se implantou o chamado Estado Islâmico, consta que os Jiha¬distas davam três saídas possíveis aos cristãos que ali viviam, a saber, ou deixa¬rem o cristianismo e converterem-se ao Islão radical que eles propõem, ou pagarem uma quantia mensal em dinheiro ou irem embora. Perante situações como estas, o Bispo de Mossul (antiga cidade bíblica de Nínive) desabafou assim: “Não há cristãos na minha diocese. Sou um Bispo sem diocese”. Mas acrescentava que surpreende a constância na Fé de muitos destes cristãos. Perante o quadro dramático das comunidades cristãs do Iraque e também da Síria, este ano vamos destinar-lhes a nossa renúncia quaresmal. E far-lha-emos chegar através da Fundação “Ajuda à Igreja que sofre” que o Papa Francisco expressamente convida a “fazer por todo o mundo uma obra de misericórdia”. Guarda, 19-02.2017 +Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Quilenda – Angola - Bispo da Guarda presidiu à abertura do ano escolar, na Escola D. João de Oliveira Matos

O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, e a Coordenadora Geral da Liga, Irmã Graça Afonso, estiveram em Angola, na Quilenda, de 7 a 14 de Março, para tratar de assuntos relacionados com a Escola Católica D. João de Oliveira Matos, nomeadamente com o Bispo da Diocese do Sumbe, D. Luzízila Kiala, “que nos acolheu com grande simpatia e disponibilidade” e com o Governador da zona, “que muito tem ajudado e apoiado a criação da Escola”.
A Irmã Graça Afonso disse ao Jornal A GUARDA que o Bispo da Diocese do Sumbe “mostrou grande interesse pela obra que a Liga está a desenvolver na sua Diocese e deu-nos orientações que considero serem eficazes no alcance dos objetivos que se pretendem: a criação de uma equipa missionária formada pelos dois párocos e as irmãs; a direção da escola segundo o protocolo existente entre a CEAST e o Ministério da Educação; e ainda a criação de um Centro Catequético a funcionar no Centro Missionário”. A Irmã Graça Afonso destacou ainda os contactos estabelecidos com os docentes da Escola D. João, com os alunos e Encarregados de Educação. “Participámos no louvor da manhã, que se faz cada dia logo às 7.45 horas, em que os alunos e professores, reunidos no ondjango, cantam o hino nacional, o hino da escola e, por fim, cânticos de mensagem como oração de louvor, indo depois para as respectivas salas de aula”, explicou. A abertura do ano lectivo foi assinalada com a celebração da Eucaristia presidida por D. Manuel Felício, em que concelebrou o padre Isaac, um dos párocos. Estiveram presentes muitos meninos e meninas (alunos da escola), professores e um significativo número de encarregados de educação. “Foi uma Eucaristia muito participada e vivida com os ritmos africanos que nos encantou e elevou”, disse a Irmã Graça Afonso que acredita que “esta visita vai ser fecunda em flores e frutos”.

Guarda - Paixão de Jesus segundo S. Mateus

Dia: Domingo de Ramos, 9 de Abril de 2017 Hora: 21.00 horas Local: Entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem Organização: Paróquias do Arciprestado da Guarda e Câmara Municipal da Guarda
As paróquias do Arciprestado da Guarda vão promover a “Paixão de Jesus segundo S. Mateus”. A encenação realizar-se-á na noite de Domingo de Ramos, dia 9 de Abril, às 21h00, e percorrerá as ruas da cidade da Guarda entre a Sé Catedral e a Torre de Menagem. A entrada é livre. A iniciativa vai contar com a colaboração de cerca de 250 actores amadores, naturais das paróquias do Arciprestado da Guarda. Os actores estarão trajados à época de modo a conferir maior realismo à representação. O texto da encenação é adaptado do Evangelho segundo São Mateus, o evangelista que se lê nas Eucaristias dominicais deste ano litúrgico. A representação corresponde ao texto evangélico que vai da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, até à sua Paixão e Morte. A encenação está dividida em cinco actos e decorre em cinco espaços da cidade: I Acto: Sé Catedral da Guarda: A entrada triunfal em Jerusalém e a Ceia Pascal. II Acto: Largo Dr. Amândio Paul: A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. III Acto: Solar de Alarcão: Jesus no tribunal judaico. IV Acto: Escola de Santa Clara: Jesus levado a Pilatos. V Acto: Torre de Menagem: Calvário. Após a condenação de Jesus à morte, ao longo do percurso que vai da Escola de Santa Clara até à Torre de Menagem, serão reproduzidas cenas religiosas que a piedade cristã conserva na sua tradição. Nestes quadros da Via-Sacra, grupos de cantares, provenientes das paróquias do arciprestado da Guarda, irão cantar cantos quaresmais apropriados às cenas representadas: o encontro com Verónica; as quedas de Jesus; o encontro com Maria, sua Mãe; o encontro com as mulheres de Jerusalém. No final da encenação, na Torre de Menagem, um grupo de crianças fará uma coreografia. A iniciativa é das paróquias do Arciprestado da Guarda. A organização é do Arciprestado da Guarda, representado pelas Paróquias da Sé e S. Vicente, e da Câmara Municipal da Guarda. A parte técnica de luz e som está a cargo de uma empresa de audiovisual sedeada na Guarda. Sabia que… No concelho da Guarda há dois arciprestados: o arciprestado da Guarda e o arciprestado do Rochoso. O arciprestado da Guarda é constituído por 39 paróquias, 3 urbanas e 36 rurais. Estas paróquias estão ao cuidado de 12 párocos. Além das paróquias existem também diversas capelanias na cidade da Guarda, ao cuidado dos respectivos capelães. As paróquias do arciprestado da Guarda são as seguintes: Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Arrifana, Avelãs de Ambom, Avelãs da Ribeira, Benespera, Cavadoude, Codeceiro, Corujeira, Faia, Famalicão, Fernão Joanes, Golçalbocas, Guarda - Sé, Guarda - S. Vicente, Guarda - S. Miguel, Jarmelo - S. Miguel, Jarmelo - S. Pedro, João Antão, Maçaínhas, Meios, Misarela, Panóias, Pêra do Moço, Pêro Soares, Porto da Carne, Ramela, Ribeira dos Carinhos, Rocamondo, Sant’Ana da Azinha, Sobral de S. Miguel, Trinta, Vale de Estrela, Vela, Videmonte, Vila Cortêz do Mondego, Vila Franca do Deão, Vila Soeiro. Contacto: paixaodejesus.guarda@gmail.com Direcção Geral: P. Carlos Lages, Arcipreste da Guarda Direcção Técnica: P. Francisco Barbeira Direcção Artística: P. Hélder Lopes

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V Domingo da Quaresma

V Domingo da Quaresma

1. Estamos a quinze dias da Páscoa. Hoje, inicia-se uma nova etapa da nossa Quaresma. Nestas duas semanas que nos separam da Páscoa, toda a liturgia nos faz centrar a atenção no mistério da Cruz Redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, o domingo de hoje era tradicionalmente chamado Domingo da Paixão. O próximo domingo, Domingo de Ramos, é, agora, chamado o Domingo da Paixão. O ponto mais concentrado da celebração da Paixão de Cristo é a Sexta-feira Santa.

Daqui até lá, somos convidados a não desviar a nossa atenção do mesmo ponto de mira que é a Paixão e Morte na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. É também, por isso, que hoje é o dia tradicionalmente dedicado à Procissão dos Passos.

2. Ao meditar no mistério da Cruz Redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo, temos como ponto de partida, na nossa experiência humana, também o mistério da dor, do sofrimento e da morte. Sentimo-nos chamados para a vida, mas confrontamo-nos com a realidade da morte; temos um desejo profundo de felicidade, mas confrontamo-nos, todos os dias, com a realidade da dor e do sofrimento que, aparentemente, é a sua negação. Porquê este conflito existencial entre o desejo de viver e a realidade inevitável da morte? Entre o desejo da felicidade e o facto inquietante do sofrimento e da dor?

Vivemos com uma cultura que não sabe lidar com a morte e, por isso, teima em escondê-la o mais possível; não entende o sofrimento e a dor, e, por isso, desenvolve técnicas de combate à dor, o que é saudável, mas, em última análise, não sabe o que fazer, quando o sofrimento e a dor são tecnicamente insuportáveis. Por isso, lhe vem a tentação de antecipar a morte, com a prática da eutanásia, que certas legislações têm mesmo a tentação de aceitar como aceitável e recomendável.

O que está em causa, em todas estas situações de relação difícil com a morte e com a dor ou o sofrimento, é sempre fazer a escolha de fundo entre a vida e a morte. O mistério da Cruz redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo é a escolha decisiva da vida contra todas as formas de morte; é a dignificação da pessoa que sofre, a quem não se pode tirar a dor, porque apesar do seu sofrimento, apesar do peso tremendo da sua dor, é sempre uma pessoa viva e capaz de acrescentar o sentido positivo da vida em si mesma e nos outros. Portanto, juntamente com o mistério da Cruz de Cristo, somos hoje chamados a contemplar o mistério da vida, em todos e cada um de nós. A vida é, de facto, o dom mais sublime que foi e continua a ser oferecido a todos e cada um de nós.

A vida é um dom que recebemos de graça, procuramos viver agradecidos para também, de graça, o oferecermos aos outros e, em última análise, a Deus que é o seu autor. Cada um de nós é o primeiro responsável pela sua própria vida e, por isso, tem de responder à pergunta fundamental: “Que quero fazer com a vida que me foi dada?” Mas é também responsável pela vida dos outros, na medida em que é chamado a respeitá-la e a criarlhe todas as condições, quanto de si depende, para que ela cresça, se desenvolva em todas as suas dimensões até atingir a plenitude que lhe está definida, no código de origem.

3. A Palavra de Deus, hoje, apresenta-nos o modo como Jesus viveu a sua vida, fazendo dela uma entrega generosa para salvação da humanidade. Ele viveu, passou a vida a distribuir bem, à sua volta, e, mesmo quando encontrou resistências ao bem que queria realizar a todas as pessoas, não desistiu. Daí o confronto inevitável com as forças de bloqueio do bem que se encontravam armadas com instrumentos de morte e, por isso, Lhe tiraram a vida. Ao fazer a opção radical pela justiça, pelo amor, pelo bem, aceitando contrariar as forças contrárias da injustiça, do desamor e do mal, sem querer usar as armas da injustiça, sabia que Se sujeitava à morte. E foi o que aconteceu: tiraram-lhe a vida; mas, de facto, foi Ele que deu a sua vida para inaugurar uma ordem nova. É nessa ordem nova que se baseia a nossa condição de baptizados e também a nossa responsabilidade de fazer com que o nosso mundo percorra os caminhos da vida.

O Evangelho de hoje diz-nos o que é a vida levada a sério. A vida vivida a sério não pode ser um jogo de interesses em que cada um pensa somente em si mesmo e esquece os outros. A cultura do egoísmo, que é, no fundo, a cultura do ter contra a cultura do ser não gera vida verdadeira. A cultura do amor e do serviço é a única que dá verdadeiro sentido à vida. Daí a mensagem do Evangelho de hoje. “Quem quiser ganhar a sua vida há-de perdê-la; mas quem despreza a sua vida, neste mundo, há-de conservá-la para a vida eterna”.

A vida vale pela força de relação e compromisso que ele próprio contém. Por isso, o Profeta Jeremias nos fala hoje da nova aliança, diga-se, de relação e compromisso de cada ser humano com Deus, para levar à prática o seu projecto pessoal de vida.

A única coisa que interessa a todo o ser humano é identificar bem qual é o seu projecto pessoal de vida, em absoluta liberdade, até à últimas consequências. Isto significa, para nós que temos fé, cada um de nós descobrir a sua vocação, entendida como chamamento de Deus e ser-lhe fiel até ao fim.

4. Sabendo que a vida, no fundo, é cumprimento de um decálogo de amor e compromisso entre cada um e Deus que o chama a realizar o seu projecto pessoal de vida, a todos os outros seres humanos, incluindo as leis que eles fazem, compete-lhes respeitar a vida humana e o projecto único em realização, que ele constitui. Cada vida humana é, de facto, um projecto único de amor e de bem que não pode ser interrompido por ninguém, desde o primeiro momento da sua existência até à última etapa da sua realização na história.

Provavelmente seremos, em breve, confrontados com tentativas de legislar sobre o aborto e sobre a reprodução medicamente assistida, incluindo a possibilidade de utilizar embriões humanos para fins terapêuticos ou simplesmente de investigação científica.

Nas decisões a tomar, temos de ser sérios e nunca aceitar o princípio de que os fins justificam os meios. A vida humana, em fase nenhuma do seu desenvolvimento, pode ser manipulada. Que Deus nos ajude a assumir as nossas responsabilidades.