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III Domingo da Quaresma
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O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro

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No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande

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O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília

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Paul - Curso de Cristandade

O Movimento dos Cursos de Cristandade da Diocese da Guarda vai realizar um Curso de Cristandade (nº 79 – homens) de 28 de Abril a 1 de Maio, no Centro Pastoral do Santuário de Nossa Senhora da Dores, no Paul, concelho da Covilhã.
Os interessados em participar podem fazer a inscrição, junto do pároco, até ao dia 17 de Abril. “Os Cursilhos de Cristandade são um movimento de leigos, um movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristã, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes”, explica o padre António Martins, responsável pelo Movimento na Diocese da Guarda. Recorde-se que os Cursilhos de Cristandade começaram em Palma de Maiorca (Espanha), no final da década de quarenta, do século passado. Em Portugal, o primeiro Cursilho teve lugar em Fátima, em 30 de Novembro de 1960.

Pinhel - Encenação da Via-Sacra nas ruas e espaços emblemáticos da cidade

No dia 14 de Abril, Sexta-Feira Santa, pelas 21.30 horas, e com início junto à Igreja de Santo António, a cidade de Pinhel volta a ser palco de uma grande manifestação artística de fé através da encenação da Paixão e Morte de Jesus.
Esta encenação e representação, uma colaboração conjunta da paróquia e do município de Pinhel, tem vários anos de existência e já constitui um marco na comunidade, sendo considerada por muitos como um dos eventos mais importantes do concelho. O objectivo do evento é meditar e actualizar os passos de Jesus Cristo a caminho da sua Morte e Ressurreição, um percurso marcado pela dor e pelo sofrimento, mas também pela fé e pela esperança. Com o título “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a toda criatura”, retirado do Evangelho de S. Marcos, a Direcção Artística propõe que, este ano, a reflexão se faça em torno do convite que Jesus lançou aos seus discípulos de anunciarem e testemunharem a Boa Nova da Salvação, esse que é o mesmo convite feito a cada um de nós e à Igreja de Cristo. Tal como recorda o Papa Francisco, na exortação Evangelii Gaudium, precisamos “discípulos missionários”, precisamos de uma Igreja em “permanente estado de missão”, uma “Igreja em saída missionária” que testemunhe o Amor gratuito de Deus e a Sua salvação. É esse o mote da encenação que percorrerá algumas ruas e espaços emblemáticos da cidade, apoiada por som e iluminação profissionais, alguns músicos artistas do concelho, e que conta com um número grande de actores amadores e a participação de várias instituições da comunidade. Além da comunidade concelhia, a organização espera um elevado número de visitantes para, à semelhança de anos anteriores, assistirem a esta emotiva e grandiosa representação de Fé, Tradição e Cultura.

Diocese da Guarda - Bispo recorda aniversários de ordenação sacerdotal na Missa Crismal

Na Missa Crismal desta Quinta Feira Santa, D. Manuel Felício recorda o aniversário de ordenação sacerdotal de vários padres da Diocese da Guarda. Estão de parabéns os padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento (70 anos de vida sacerdotal), Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos (60 anos de vida sacerdotal) César Pedrosa Pereira Pinto (50 anos de vida sacerdotal), João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço (25 anos de vida Sacerdotal).
Celebram 70 anos de vida sacerdotal Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento Este ano, celebram 70 anos de Vida Sacerdotal os Padres Manuel da Silva Ferreira e Bernardo Terreiro do Nascimento. O Padre Manuel da Silva Ferreira, depois de frequentar os seminários diocesanos foi ordenado por D. José Matoso, na capela do Paço Episcopal da Guarda em 22 de Fevereiro de 1947. Depois de exercer funções de pároco nos arciprestados da Guarda, Pinhel e Almeida, estudou filosofia em Roma, na universidade gregoriana, durante 3 anos e regressou para integrar a equipa educadora do Seminário Maior, em 1965. A partir de então teve uma desenvolvida actividade docente, no Seminário, mas também na Escola de Enfermagem e no Colégio de S. José e foi responsável pelo lar académico. Cumpriu várias missões pastorais à frente de organismos diocesanos como a Cáritas a Acção Católica. Em 1984, regressou às responsabilidades paroquiais, no arciprestado da Guarda, tendo sido dispensado no ano de 1996. Desde então mantém-se disponível para ajudar pastoralmente na medida das suas forças físicas. O padre Bernardo Terreiro do Nascimento, depois de frequentar também os seminários diocesanos foi ordenado sacerdote em 7 de Setembro de 1947, na Guarda, por D. João de Oliveira Matos. Frequentou o Conservatório Nacional de Musica. Foi professor no Semanário Menor, primeiro e depois no Seminário Maior e também no Colégio de S. José. Tem o seu nome ligado ao ensino da música e à direcção coral em estabelecimentos de ensino e fora deles, sendo autor da partitura de vários temas musicais, alguns deles publicados. Celebram 60 anos de vida sacerdotal Joaquim Teles Sampaio, Virgílio Mendes Arderius e António Dias Domingos O Padre Joaquim Teles Sampaio foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957. Depois de algum tempo ligado á vida paroquial em Manteigas, foi nomeado pároco da Freineda, em 1959 e em 1966 foi enviado para capelão das Forças Armadas, em Moçambique, passando a prestar serviço na Diocese da Beira, onde fez notável experiência missionaria. Enfrentou várias dificuldades, entre elas a de ter sido condenado à prisão. Regressou a Portugal em 1973, passando a prestar serviço no Patriarcado de Lisboa até que, em 2005 foi nomeado pároco in solidum das paróquias da vila de Manteigas. Mantém-se actualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia desta mesma vila. O Padre Arderius, que foi ordenados por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 6 de Abril de 1957, começou o exercício do Ministério Sacerdotal como coadjutor de Seia para, em 1958, ser nomeado pároco do Teixoso. Em 1966 foi transferido para a cidade da Guarda, assumindo funções de pároco da Sé, que desempenhou até ao ano de 1990. Dedicou-se, a partir de então, ao desenvolvimento de várias obras sociais e no âmbito da educação e ensino superior, incluindo comunicação social. Fez percurso académico na universidade de Salamanca, na área da psicopedagogia. Em 2005 foi nomeado pároco de Aldeia do Bispo, arciprestado da Guarda. O Padre Domingos foi ordenado por D. Domingos da Silva Gonçalves, em 28 de Julho de 1957. Começou a sua vida sacerdotal em Trancoso, como coadjutor. Um ano depois foi nomeado pároco de paróquias do Vale do Mondego, arciprestado da Guarda. Em 1965 foi transferido para o arciprestado do Sabugal, começando como pároco da Nave, alargando, depois, a sua acção a outras paróquias do mesmo arciprestado, onde actualmente se encontra como pároco do Soito, Quadrazais, Vila Boa e Rendo. Celebra 50 anos de vida sacerdotal César Pedrosa Pereira Pinto Frei César Pedrosa Pereira Pinto é natural do concelho do Pombal e membro da comunidade dos Missionários Capuchinhos sediada em Pínzio. Professou, em votos perpétuos, na Ordem dos Missionários Capuchinhos, no ano de 1964 e foi Ordenado Sacerdote em Fátima pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, em 15 de agosto de 1967. No itinerário da sua preparação para o Ministério Sacerdotal fez curso de filosofia em Salamanca e de Teologia em Valência. É licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Antes de chegar à nossa Diocese no ano de 2015, para integrar a Fraternidade dos Missionários Capuchinhos de Pínzio, desempenhou funções pastorais em Lisboa, até 1976; em Coimbra, onde foi superior da Fraternidade local dos Missionários Capuchinhos. Em Gondomar, foi director e professor do Externato Paulo VI. Regressou a Lisboa, passou de novo por Coimbra, pelo meio fez um ano sabático em Londres e foi nomeado pároco da Paróquia do Amial, no Porto. No arco das suas preocupações pastorais estiveram muito presentes a catequese e a pastoral juvenil. Celebram 25 anos de vida Sacerdotal João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço Este ano celebram 25 anos de ordenação sacerdotal os padres João António Gonçalves Barroso, Joaquim Cardoso Pinheiro, José António Dionísio de Sousa, Paulo Jorge Oliveira do Carmo e Vítor Manuel Alago Lourenço. Foram todos Ordenados por D. António dos Santos, os três primeiros em 2 de Fevereiro de 1992 e os dois últimos em 5 de Julho do mesmo ano. O Padre João Barroso serviu pastoralmente durante os seus primeiros 10 anos de Padre as paróquias da Sé e S. Vicente na cidade da Guarda. Em 2002 foi nomeado Pároco de Loriga e actualmente é o responsável pastoral pelo conjunto de paróquias desta área geográfica, que inclui Valezim, Sazes, Alvoco, Teixeira, Vide e Cabeça. Fez formação na universidade católica, na área pastoral catequética e foi responsável pelo departamento diocesano da catequese da infância e adolescência. O Padre Joaquim Cardoso Pinheiro, nos primeiros anos de sacerdote, esteve ligado ao Seminário do Fundão, estudou filosofia em Salamanca e leccionou no Seminário da Guarda acumulando co funções de Director Espiritual no referido Seminário do Fundão. De 2002 a 2006 foi pároco da Vila do Carvalho. Em 2006 foi nomeado Reitor do Seminário Maior da Guarda, funções que desempenhou até 2013, acumulando durante algum tempo também as de Director do Instituto Superior de Teologia onde foi professor de filosofia. Em 2016 defendeu tese de doutoramento em Filosofia na universidade do Porto e foi nomeado pároco de Seia. O Padre José António Dionísio de Sousa, depois de colaborar na equipa formadora do Seminário do Fundão, colaborou na equipa do Seminário da Guarda onde foi professor de Liturgia. Fez estudos de Liturgia em Paris. De 2003 – 2007 foi pároco in solidum das paróquias de Sé de S. Vicente. Também nessa data iniciou funções de Director adjunto do Secretariado Diocesano de Liturgia, sendo actualmente o seu Director. Em 2007 foi nomeado pároco das paróquias do Vale do Mondego e em 2016 pároco “in Solidum” da Paróquia de S. Miguel da Guarda juntamente com as paróquias do Jarmelo e Gonçalbocas. Foi professor de Liturgia no Instituto Superior de Teologia. O Padre Paulo Jorge iniciou o seu ministério sacerdotal como Vigário Paroquial em paróquias do arciprestado de Seia (Sandomil, S. Gião e Vide). Em 1996 assumiu responsabilidades de pároco das duas primeiras, alargando depois estas responsabilidades às paróquias vizinhas de Valezim, Cabeça, Loriga, Vila Cova de Seia e Várzea de Meruje. No ano de 2007 foi dispensado de responsabilidades paroquiais para colaborar no Ordinariato das Forças Armadas e de Segurança. Desde 2016, com a cooperação do Diácono Amadeu, cuida pastoralmente as paróquias de Paranhos da Beira, Tourais e Girabolhos. O Padre Vítor Manuel Alago Lourenço iniciou a sua vida Sacerdotal em Pinhel. Prestou serviço no Colégio de S. José de 1993 a 1994, ano em que assumiu responsabilidades paroquiais de Vila do Carvalho e S. José, arciprestado da Covilhã. No ano 2000 foi nomeado Director Espiritual do Seminário do Fundão e em 2002 assumiu responsabilidades de pároco na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo, a que se juntaram outras paróquias do mesmo arciprestado no ano seguinte. Desde 2006 tem responsabilidade de Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Figueira.

Celebração na Sé da Guarda - Bispo presidiu à Missa crismal de Quinta – Feira Santa

O Bispo da Guarda preside, esta manhã, na Sé da Guarda, à Missa crismal de Quinta – Feira Santa em que concelebra os sacerdotes de toda a Diocese. Na homília fez referência às palavras do Profeta Isaías: “O Espirito Santo Está sobre mim; Ele me ungui e enviou para anunciar a Boa Nova aos Pobres e proclamar o dia da Graça do Senhor”.
D. Manuel Felício lembrou que a celebração da manhã de Quinta-Feira Santa acontece para reafirmar a “identidade sacerdotal, com o Povo de Deus e perante Ele” e para renovar “as promessas sacerdotais”, recordando o dia da Ordenação. E acrescentou: “E com elas renovamos também a decisão de nos entregarmos, por inteiro, à celebração dos Santos Mistérios e ao Ministério da pregação e da evangelização”. O Prelado pediu aos sacerdotes para viverem “unicamente para a causa de Jesus Cristo e da Salvação das pessoas”. “A Palavra de Deus convida-nos hoje a contemplar a Pessoa de Jesus cheia da força do Espírito Santo e enviado para cumprir o seu mandato missionário recebido do Pai”, disse o Bispo da Guarda, na explicação das leituras da celebração. Durante a homilia pediu “oração e o empenho de todos” para a realização da Assembleia Diocesana, marcada para os próximos dias. D. Manuel Felício lembrou a “grave responsabilidade quanto à promoção das vocações sacerdotais”. E acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que precisamos de fazer sentir cada vez mais a todas as comunidades e seus agentes da pastoral, começando pelo Bispo Diocesano, continuando em todos os sacerdotes e diáconos e chegando aos catequistas e outros serviços das comunidades”. Para a promoção das vocações sacerdotais, D. Manuel Felício citou a “Ratio Fundamentalis”, sobre a formação para o Ministério Sacerdotal, quando refere: “cada Igreja local assuma esse importante compromisso de prover ao acompanhamento dos adolescentes, promovendo novas abordagens e experimentando formas pastorais criativas”. E acrescentou: “São essas formas Pastorais criativas que precisamos de pedir, por um lado aos responsáveis pelo nosso seminário e pré-seminário; e por outro às comunidades com seus responsáveis pastorais”. D. Manuel Felício disse que a Diocese da Guarda tem, actualmente, “cinco seminaristas no Seminário Maior e uma dúzia de pré - seminaristas no pré – seminário”. E acrescentou que esta situação “não pode deixar-nos sossegados e satisfeitos”. Nesse sentido pediu a intensificação da “oração pelas vocações sacerdotais”, e a procura de “novas formas de levar a proposta da vocação sacerdotal aos nossos adolescentes e jovens”.

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III Domingo da Quaresma

III Domingo da Quaresma

1. Entramos hoje no coração da Quaresma, que é constituída pelos seus 3º 4º e 5º Domingos. Neste coração da Quaresma, que se prolonga por 3 semanas, nós desejamos ir ao centro do Mistério de Cristo e também ao centro da nossa identidade cristã, com a consequente redescoberta do serviço que devemos prestar ao mundo, através da Igreja. Nestes três domingos centrais da Quaresma somos convidados a contemplar o mistério da cruz de Cristo e, a partir dele, fazer a revisão da nossa identidade de cristãos baptizados.

Hoje é também o Dia nacional da Caritas, uma instituição da Igreja ao Serviço dos mais pobres e a lembrar-nos a todos permanentemente que Deus é caridade, Deus é amor.

2. A Palavra de Deus hoje proclamada conduz-nos à contemplação do Mistério de Cristo, que, no Evangelho de S. João, se apresenta como sendo o novo, o verdadeiro Templo de Deus no meio do mundo. Esta grande novidade surpreendeu a todos e também ao grupo dos discípulos, que só a compreenderam depois da Sua Morte e Ressurreição. A revelação desta grande novidade foi preparada com o gesto profético da purificação do Templo. De facto, o que surpreendeu os judeus não foi que alguém exigisse autenticidade no serviço cultural do templo de Jerusalém. Não os surpreendeu o gesto acompanhado de alguma violência que foi a expulsão dos vendilhões do Templo. Surpreendeu-os, isso sim, que este gesto profético viesse de alguém sem credenciais para o fazer. Todos se lembravam da máxima dos profetas – "O zelo da Tua Casa me devorará".

Porém nada recomendava, na história da pessoa de Jesus, que estivéssemos diante de alguém com autoridade para o fazer. Porém, Jesus não só estava autorizado para realizar este gesto profético porque recebeu mandato de Deus, mas principalmente porque Ele era o novo Templo de Deus no meio do Mundo. Ficava, assim, abolido o Templo da velha aliança e também todos os seus rituais e símbolos. Jesus é que é a morada de Deus entre os homens, porque é o próprio Deus feito homem. Foi por não compreenderem e não aceitarem esta radical novidade de Jesus que os seus contemporâneos lhe deram a morte.

Nós queremos, pela Fé e com a ajuda da Graça divina, redescobrir e aprofundar, nesta Quaresma, a identidade de Jesus, Filho Único de Deus e por Ele enviado para salvar o mundo, que O não reconheceu e por isso O rejeitou, daí resultando o drama da paixão e de Morte na Cruz.

De facto, a sabedoria humana por mais aperfeiçoada que seja, terá sempre muita dificuldade em reconhecer a pessoa de Jesus e a Sua obra de salvação. E S. Paulo diz porquê na I carta aos coríntios: Cristo crucificado, que pregamos, é escândalo para os Judeus e loucura para os gentios. Para nós, porém, é poder e

sabedoria.

Tal como não entende a pessoa de Jesus Cristo e os seus comportamentos desconcertantes, a sabedoria humana também não entende a identidade do cristão no meio do mundo. Enquanto prolongamento de Cristo na história, os cristãos serão sempre, em alguma medida, sinal de contradição. Viver o Evangelho e a nossa identidade cristã até às últimas consequências, tem de suscitar alguma surpresa e até oposição. A pauta aferidora da nossa identidade são os mandamentos lembrados hoje no Livro do êxodo, mas, mais do que eles, é a pessoa de Jesus Cristo, ao qual, por imperativo da nossa vocação, queremos seguir de perto. Ele é a Lei, a nova Lei, como também o Legislador, o novo Moisés. E a Lei que Jesus é resume-se no mandamento do amor, porque Deus é amor. Para nós amar a Deus e em Deus amar o próximo é a única regra a que estamos obrigados. E uma regra que nada nem ninguém nos impõe de fora, como um qualquer colete de forças ou ordem arbitrária; mas uma regra imposta pela nossa identidade de pessoas a viver em comunidade.

3. Hoje celebramos o dia nacional da caritas, uma instituição da Igreja a lembrarnos o essencial da nossa vida cristã, a saber, Deus é amor e o programa da nossa vida pessoal e comunitária é interpretar o amor de Deus. Esta é também a mensagem da carta encíclica do Papa Bento XVI "Deus caritas est". De facto, o ponto de partida do amor entendido como lei fundamental do relacionamento entre os seres humanos é o mistério de Deus, que, em si mesmo, é pura relação de amor. Porque fomos criados à Sua imagem e semelhança, só a prática do amor nos pode deixar realizados. E, por Sua vez, a vocação da própria Igreja, considerada como prolongamento de Cristo e sacramento de Deus na história, é viver a lei fundamental do amor.

A Igreja, por natureza, é uma comunidade de amor obrigada a viver esta lei fundamental na sua prática de vida; por sua vez, os cristãos, por serem imagem e semelhança de Deus e também por serem, pelo Baptismo, prolongamento de Cristo na história, estão obrigados à mesma lei fundamental.

A prática do amor não pode nem deve substituir os deveres de justiça que os cidadãos, enquanto tais, têm uns para com os outros e a sociedade tem para com eles ou eles para com a sociedade. Também a relação de complementaridade entre a justiça e a caridade é contemplada na carta de Bento XVI. A caridade nunca pode suprimir a justiça, que, enquanto tal, consiste no conjunto de direitos e deveres que regulam a relação dos indivíduos entre si e com a sociedade. Assim, é de justiça que cada um dos cidadãos tenham parte no conjunto dos bens materiais que foram criados para todos. Identificar as necessidades de cada cidadão e determinar as formas concretas de cada cidadão ou grupo de cidadãos aceder à parte dos bens que lhe são devidos e indispensáveis já exige o complemento da caridade, com a marca da relação personalizada capaz de compreender a situação de cada pessoa nas suas variadas dimensões.

Por sua vez, a caridade, longe de pretender apenas resolver situações pontuais de necessidades, deseja promover cada pessoa, o mais possível, tornando-a capaz de assumir as suas responsabilidades individuais e sociais. Esta é a diferença entre assistência e promoção, querendo a caridade principalmente apostar na promoção.

4. Também nós desejamos viver a caridade nas nossas relações com as pessoas e com as comunidades principalmente despertando em todos a consciência de que fomos criados para ser actores da história e não simples executores de decisões tomadas por outros e à margem das nossas opiniões e propostas. Viver a caridade nas nossas comunidades cristãs e humanas é descobrir, com todos, os caminhos que nos podem dar futuro enquanto comunidades humanas marcadas por características muito diferentes de outras comunidades que vivem noutros ambientes.

Assim, em Portugal é muito diferente ser comunidade humana nos centros de grande concentração de população e nos outros lugares onde há menos população ou onde ela está a diminuir. A verdade, porém, é que tanto as comunidades dos grandes centros como aquelas que vivem em lugares com tendência para a desertificação têm de saber assumir as suas responsabilidades na condução da história.

E no que diz respeito às comunidades que vivem em lugares sujeitos à pressão do abandono, a sua responsabilidade só pode ser exercida se houver compreensão e ajuda da parte das instâncias superiores onde se fazer as grandes opções para a comunidade nacional.

Ora acontece que essas opções podem olhar ao imediato apenas ou podem ter em conta os horizontes alargados do futuro.

Damos um exemplo concreto. O caminho mais curto e a solução mais fácil para resolver o problema de falta de alunos nas nossas Escolas Primárias, agora chamadas do primeiro ciclo, é fechar escolas e concentrar os alunos nos grandes centros. A consequência imediata já todos estamos a ver qual ela é – o acentuar da desertificação nos centros mais pequenos. Mas há outros caminhos que estão mais de acordo com o bem comum nacional e que trarão mais benefícios quer para os pequenos centros quer também para os grandes.

Esses caminhos são resistir à tentação de fechar as escolas e criar medidas que incentivem a fixação das famílias também nos centros considerados menos desenvolvidos.

No nosso país, estamos longe de ter tentado, até agora uma política global de incentivos que possa inverter a marcha das populações na única direcção

dos grandes centros. Porém, o bem comum nacional está a exigi-lo; o bem das populações concentradas nos grandes centros está a pedi-lo e certamente que os centros em vias de extinção, se forem tomadas as medidas que se impõem, agradecêlo-ão.

O que se diz das escolas diz-se também do fecho das maternidades ou mesmo dos Centros de Saúde que atendem as pessoas das zonas menos povoadas.Nós ainda esperamos que os responsáveis pelas grandes opções a fazer, no nosso país, sobre estas e outras matérias, saibam olhar ao largo e não cedam à tentação de quem tem as vistas curtas.

Alguém com autoridade disse que a destruição das nossas aldeias é consequência de 30 anos da política errada que colocou o nosso mundo ruralfora do mapa do desenvolvimento. Nós não queremos ser os responsáveis por mais 30 anos de destruição de um invejável património, qual é o das nossas comunidades e ambientes tradicionais. É este um património que faz parte do bem comum nacional e de muito interesse mesmo para quem vive nos grandes centros.

Para nós praticar a caridade, como cristãos, é contribuir também para que estes e outros problemas humanos e sociais sejam resolvidos a contento do bem comum.

Guarda, 19 de Março de 2006

+Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda