JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos
Homilia da Celebração de Ordenações Sacerdotais na Catedral da Guarda
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/627544assembleia_img_2933.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/6551200001_3.jpglink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/184212Assembleia_12.JPGlink
http://www.diocesedaguarda.pt/components/com_gk3_photoslide/thumbs_big/416731Jovens.jpglink

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda: Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços

Ver Mais

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais

Ver Mais

“Evangelizar para ser… pessoa e comunidade” é o tema central da segunda sessão da Assembleia Diocesana que vai decorrer no Seminário da Guarda, no dia 20 de Maio, a partir

Ver Mais

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica

Ver Mais

Assembleia Diocesana 2017

Comunicação de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda:
Rev. dos padres e diáconos Estimados Religiosos e Religiosas ou fiéis em outras formas de especial consagração, Caríssimos leigos e leigas, investidos em vários serviços na vida da igreja e vocacionados para a relação com o mundo, Caros delegados a esta assembleia; Irmãos em Cristo e amigos: Convosco dou abundantes graças a Deus por estarmos, finalmente, na 1ª sessão da nossa assembleia diocesana. Preparamo-la desde há quase quatro anos a esta parte. E na sua preparação usámos um primeiro instrumento para oferecer a todos a possibilidade de se pronunciarem sobre as grandes questões que nos preocupam e motivar as nossas comunidades, particularmente através dos seus mais directos colaboradores, a participarem na caminhada que nos conduziu ao dia de hoje. Esse primeiro instrumento foram os cadernos de orientação e deles o primeiro centrou-se na realidade da Igreja, tal como Jesus a fundou, o Evangelho a configura e o Concílio Vaticano II a reapresenta, em termos ajustados aos tempos e à cultura de hoje. É desse mesmo assunto que vamos tratar principalmente na presente sessão da nossa assembleia. Outro importante instrumento foi o documento preparatório, a que demos o nome técnico de “Instrumentum laboris” e que pretendeu assumir os pontos mais importantes das diferentes reflexões e comentários feitos na base, a partir dos referidos cadernos de orientação. Este documento foi trabalhado nas diferentes estruturas de participação que precisamos de valorizar cada vez mais na nossa vida comunitária, a saber: a) os conselhos paroquiais e interparoquiais, os conselhos pastorais arciprestais, o conselho pastoral diocesano e o conselho presbiteral. Trabalho decisivo desempenhou até agora a mesa desta nossa assembleia diocesana quer na feitura do dito “Instrumentum laboris” quer na recolha das sugestões e comentários que chegaram das diferentes instâncias que o trabalharam. Com base nelas elaborou as 20 proposições que nos foram enviadas e constituem a base do nosso trabalho de hoje. Felizmente que foi possível a cada um de nós recebê-las em sua casa para as ler antecipadamente, reflectir e eventualmente dialogar sobre elas com mais alguém, podendo agora estar em condições de as analisar em grupo e votar em plenário. Centrando-se estas 20 proposições no modelo de Igreja que nos cumpre viver e testemunhar nos dias de hoje, há grandes preocupações de fundo que vamos ter presentes ao analisá-las e votá-las. Cito algumas delas e a primeira é que a Igreja, no quotidiano das nossas comunidades, para cumprir a sua vocação de viver e crescer “até à estatura do próprio Cristo”, como nos lembra o Apóstolo Paulo, precisa de ministérios variados e bem coordenados para assim podermos progredir na comunhão da Igreja servida pela comunhão dos ministérios. E ao ministério ordenado dos sacerdotes e dos diáconos, longe da pretensão de assumir todos os serviços, pertence-lhe suscitar outros ministérios, formá-los, acompanhá-los e coordená-los para o exercício das funções que lhes estão cometidas. Desta forma cumprimos a nossa identidade de, enquanto Povo de Deus, sermos todos iguais, isto é partilhando a mesma dignidade de filhos de Deus e todos diferentes, ou seja portadores de variados carismas e ministérios, como lembra o citado Concílio Vaticano II. De facto, os ministérios existem não por causa de si mesmos e muito menos por causa das pessoas que os exercem, mas por causa da Igreja e da missão que lhe está confiada para serviço da própria comunidade humana. Por isso ninguém pode pretender ser chamado ao exercício de qualquer ministério para satisfazer gostos pessoais e para simples auto-promoção, ou para subir na hierarquia da importância social, como alguns pensam. De facto, por vontade do próprio Cristo, os ministérios, constituindo comunhão entre si, devem estar sempre e só ao serviço da comunhão da Igreja. Outra grande preocupação que nos há-de acompanhar-nos nesta assembleia, a começar pela sua primeira sessão no dia de hoje, é que a comunhão da Igreja constrói-se com a participação de todos, o que só se consegue através de um conjunto de instrumentos que são indispensáveis na nossa vida comunitária, porque, no dizer do Papa Francisco, nos colocam em constante caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta. Esses instrumentos são os conselhos já referidos, desde o conselho paroquial ou interparoquial até aos conselhos pastoral diocesano e presbiteral, passando pelos conselhos pastorais arciprestais. E a essa caminhada de todos com todos em direcção à mesma meta chama-lhe o Papa caminhada sinodal, uma expressão há muito assumida na vida da Igreja. Por isso, a experiência de participação que até agora fizemos através destes mesmos conselhos, na percurso para presente assembleia é, já por si mesma, um primeiro fruto da caminhada sinodal em que nos envolvemos e que, nesta mesma assembleia e para além dela, queremos manter a profundar. Para isso precisamos de nos manter em constante reorganização dos nossos serviços, sejam os serviços centrais da Diocese, sejam aqueles que estão mais próximos das comunidades e das pessoas. E esta é a terceira grande preocupação que vai percorrer transversalmente as várias sessões da assembleia, a começar desde já. De facto, temos de saber reorganizar os espaços da vasta superfície da nossa Diocese da Guarda, à medida das reais necessidades das pessoas, das comunidades e do funcionamento dos próprios serviços; temos de saber aprofundar e optimizar a cooperação entre os vários serviços, a começar pelos sacerdotes entre si, com os diáconos e com os outros ministérios; e as próprias comunidades precisam de perceber que têm de saber cooperar mais, em vez de se fecharem sobre si mesmas e voltarem as costas umas às outras. Sobre este assuntos esperamos da assembleia indicadores reflectidos e assumidos que nos permitam avançar, de forma consistente no processo desta nossa reorganização. Lembro ainda que a experiência já vivida da nossa comunhão em Igreja, mas sobretudo os apelos da mensagem da Evangelho para percorrermos e ajudarmos outros a percorrerem caminhos de humanidade cada vez mais consistente não são para meter debaixo do alqueire, utilizando a expressão bíblica ou mantermos prisioneiros dos nossos hábitos e tradições, mas sim para transmitirmos a outros, para comunicarmos, com a maior eficácia possível, também a ambientes que se situam fora do círculo mais restrito das nossas vivências de Fé. Daí a importância de sabermos usar bem os meios de comunicação social ao serviço da evangelização, o que igualmente tem de nos preocupar nesta assembleia. De facto, nós estamos aqui como delegados à assembleia diocesana, transportando connosco um mandato missionário recebido do próprio Jesus Cristo; mandato esse que o Papa Francisco concretiza, convidando-nos a ser cada vez mais uma Igreja em saída para as diferentes periferias da nossa sociedade; e com desejo e capacidade para nos tornarmos hospital de campanha, na medida em que as diferentes necessidades e sofrimentos das pessoas o exigirem. Queremos, de facto, ser cada vez mais uma Igreja em comunhão para a missão, como se propõe, desde o seu início, a nossa caminhada sinodal. Para isso, durante toda esta nossa assembleia, começando já na sua primeira sessão vamos procurar escutar bem as moções do Espírito Santo, para identificarmos os caminhos que Ele, de facto, nos aponta. Confiamos a Nossa Senhora, a Virgem Maria, no centenário das aparições de Fátima, todos os nossos trabalhos, pedindo-lhe, como lembra a oração, que nos ajude a progredir “no testemunho da comunhão, no espírito de serviço, na Fé ardente e generosa, na justiça e no amor aos pobres”. 29.4.2017 +Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

Homenagem ao director do Jornal A GUARDA, Padre Eugénio da Cunha Sério

O jornal A GUARDA vai homenagear o Director, padre Eugénio da Cunha Sério, no dia 22 de Maio. Por ocasião das comemorações dos 113 anos de publicação, o semanário mais antigo do distrito e da diocese da Guarda pretende destacar o trabalho incansável do seu director, que antes foi colaborador e chefe de redacção e director adjunto.
Do programa da homenagem faz parte a celebração de uma Missa de Acção de Graças, às 19.00 horas, na Igreja da Misericórdia, presidida pelo Bispo da Diocese, D. Manuel Felício. Segue-se um jantar de confraternização, na Quinta de Santo António (Maçainhas – Guarda) e a apresentação do livro “Uma vida de Missão”. O Padre Eugénio da Cunha Sério, Director do Semanário Católico Regionalista A GUARDA, tem sido um timoneiro incansável, na divulgação e promoção de valores. Mentor de campanhas solidárias, nomeadamente a favor das obras do Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos e do Seminário Maior da Guarda, dedicou muitos dos artigos, que escrevia com regularidade, no Semanário A GUARDA, aos acontecimentos que iam marcando o quotidiano da vida. De uma cultura geral invejável, o Padre Eugénio sempre soube transmitir, com leveza, educação e grande profundidade, os conhecimentos adquiridos em longas e meditadas leituras que ainda hoje o definem. Atento e conhecedor da realidade que o rodeia, num mundo que é cada vez mais uma aldeia global, não se poupa a esforços para ajudar a desvendar os mistérios dos tempos. Há muito que se impunha o reconhecimento público deste Homem que tanto tem feito pela GUARDA. A homenagem ao Director do Jornal A GUARDA é aberta a toda a comunidade. Os interessados em participar podem fazer a inscrição na Casa VERITAS (Guarda), até ao dia 18 de Maio.

Iniciativa decorre no Seminário da Guarda - Segunda sessão da Assembleia Diocesana dedicada à evangelização

“Evangelizar para ser… pessoa e comunidade” é o tema central da segunda sessão da Assembleia Diocesana que vai decorrer no Seminário da Guarda, no dia 20 de Maio, a partir das 10.00 horas. A iniciativa junta mais de duzentos participantes em representação de todas as paróquias e organismos ligados à Diocese da Guarda. As proposições incidem sobre os seguintes pontos: Primazia da Palavra de Deus; Etapas da formação cristã; Modalidades da formação cristã; A Homilia e sua preparação; A Catequese e sua renovação; A evangelização dos jovens; A evangelização da família; Os casais novos; A evangelização e a comunicação social; A evangelização e o compromisso com os pobres.
No tocante à Primazia da Palavra de Deus as propostas passam pela formação bíblica, organização de pequenas assembleias familiares e realização de semanas bíblicas. Nas etapas da formação cristã são sugeridas modalidades de formação cristã dirigidas especificamente às várias idades e é pedida “com urgência” a formação cristã de adultos. Na proposta sobre as modalidades da formação cristã é sugerida a valorização dos movimentos laicais, a criação de grupos de estudo e de busca de aplicação dos documentos do Magistério da Igreja, a promoção de momentos de reflexão, de novas formas de evangelização, e de situações de diálogo de natureza religiosa, política, económica, social e cultural, incluindo o diálogo inter-religioso. Sobre a homilia é pedido que “sejam preparadas cuidadosamente”, com uma linguagem simples e clara, adequada aos ouvintes, e que transmita alegria e que “se crie espaço para a partilha da palavra”. No tocante à catequese as proposições sugerem “uma formação adequada” dos catequistas, a revisão do percurso catequético, e a preparação de um documento quinzenal ou mensal, com questões sobre a catequese. Na evangelização dos jovens as propostas apontam para encontros, voluntariado juvenil e valorização dos movimentos de formação da juventude (escutismo, grupos de acção missionária, etc.). A evangelização da família deve passar pela criação de serviços paroquiais de acolhimento, pela criação de equipas arciprestais que identifiquem situações de carência, e pela promoção de acções de formação. Em relação aos casais novos, as propostas pedem melhor cuidado e preparação dos jovens para o matrimónio, bem como a promoção da integração de casais jovens na vivência da vida cristã da comunidade. “Atenção particularizada aos casais nas situações de especial alegria familiar” e a sua “inserção nos movimentos familiares cristãos”, são outras das recomendações. No tocante aos meios de comunicação social as propostas pedem a sua utilização ao serviço da evangelização. É ainda sugerida a reformulação do Serviço diocesano de comunicação e a criação de um “serviço on line para a visualização da Eucaristia” para quem não o possa fazer presencialmente. A última proposta é sobre “a evangelização e o compromisso com os pobres”. Neste ponto é pedido que se aperfeiçoe “o funcionamento dos organismos específicos de cuidado dos pobres” (Cáritas) e se desenvolvam “formas organizadas de solidariedade”. É também pedida a “criação de equipas pluridisciplinares”, que se olhe para “as várias formas de pobreza espiritual e cultural” e que se preste “especial cuidado pastoral aos não praticantes e a todos os que se situam nas periferias”.

Preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” - Diocese promove inquérito para saber a opinião dos jovens

A Diocese da Guarda quer saber a opinião dos jovens no âmbito da preparação do Sínodo sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” que a Igreja Católica vai realizar em Roma, em 2018. O inquérito está disponível online (www.diocesedaguarda.pt) e pretende recolher dados, segundo os “lineamenta” que preparam o próximo Sínodo, “para serem posteriormente tratados e deles resultar a reflexão sobre o mundo juvenil”.
O inquérito é destinado aos jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 29 anos, a educadores, formadores, catequistas, sacerdotes e outros agentes da acção pastoral juvenil. De acordo com a introdução do inquérito, que estará disponível até ao fim do mês de Junho, “ele surge de uma releitura do questionário elaborado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, para, a pedido do Papa Francisco, ajudar a Igreja a que se interrogue sobre o modo como acompanha os jovens, no seu percurso de fé e de discernimento vocacional”. Ao longo do inquérito, os participantes são convidados a assinalar, com uma cruz, as respostas que lhes pareçam as mais adequadas. Ao longo do inquérito, os jovens são convidados a pronunciarem-se sobre três pontos centrais: Jovens, Igreja e Sociedade; A pastoral juvenil vocacional; Os Acompanhadores. Em relação ao primeiro ponto são formuladas as seguintes questões: Em que âmbitos/ espaços pode a Igreja escutar os jovens?; Quais os maiores desafios para os jovens da nossa Diocese? Quais as maiores oportunidades para os jovens da nossa Diocese?; Quais os lugares e formas de reunião para os jovens, dentro da Igreja? Quais os lugares e formas de reunião mais vocacionados para os jovens, fora do contexto da Igreja?; O que pedem os jovens à Igreja da Diocese da Guarda?; Em que âmbitos participam os jovens na vida cristã da Diocese da Guarda?; Como encontrar os jovens que estão “fora” da Igreja?; Em que espaços os podemos encontrar? No segundo ponto são estas as perguntas: Como participam as famílias e as comunidades cristãs no discernimento vocacional dos jovens?; Como participam os estabelecimentos de ensino na formação e desenvolvimento do discernimento vocacional dos jovens? Qual o valor do desenvolvimento tecnológico na mudança cultural a que assistimos?; Que importância têm os acontecimentos juvenis nacionais e internacionais na pastoral juvenil?; Como se projecta o futuro da pastoral juvenil e vocacional?; Como valorizar o passado cristão da Europa para pensar o futuro com esperança?; Como valorizar a insatisfação dos jovens face ao contexto socio-económico e político a fim de que essa insatisfação transforme os jovens nos agentes da mudança que eles mesmos desejam? Que níveis de relação inter-geracional permanecem ainda?; Das práticas de acompanhamento e discernimento vocacional desenvolvidas pela Diocese da Guarda quais as que consideras mais importantes? O último ponto pretende respostas para as seguintes perguntas: De que forma os sacerdotes acompanham o discernimento vocacional dos jovens?; Como promover a formação dos que acompanham os jovens no seu discernimento vocacional?; Que acompanhamento pessoal se deverá propor com maior preocupação nos Seminários?

Galeria Multimédia

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

Ver Todos
Ver Todos

Ver Todos

Receba a nossa newsletter:


Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Homilia da Celebração de Ordenações Sacerdotais na Catedral da Guarda

1. Vivemos esta celebração Diocesana Jubilosa em clima de Vigília de Oração, conforme foi pedida a toda a nossa Diocese há duas semanas.

É nesta atitude de Vigília e de escuta atenta que queremos hoje receber os dois novos sacerdotes que o Senhor oferece ao Presbitério e às comunidades da nossa Diocese. Louvado seja o Senhor que, assim, dá mais uma prova do amor que nos dedica e do acompanhamento esmerado que faz à Sua Igreja. Mas se os dois sacerdotes que vão, dentro de momentos, ser ordenados, constituem para todos nós um grande dom de Deus, são também uma grande responsabilidade. Responsabilidade, antes de mais para o nosso Presbitério Diocesano, porque o Senhor nos pede para os recebermos na verdadeira fraternidade Sacramental que é nosso dever realizar cada vez mais; porque nos convida a oferecer-lhes o nosso acolhimento e a nossa colaboração como sacerdotes do mesmo Presbitério e a estarmos dispostos a receber deles a sua colaboração e empenho na grande causa que nos une à volta do mesmo Cristo; porque nos convida a aprofundar mais com eles a nossa comunhão em Presbitério. Mas o mesmo dom destes 2 novos Padres constitui também uma nova responsabilidade para as comunidades da nossa Diocese. Antes de mais pelo acolhimento e colaboração que lhes são devidos nos distintos serviços e actividades necessários ao crescimento da Fé; depois pela solidariedade na oração e no acompanhamento fraterno sempre necessário; depois ainda pela aceitação de que o serviço do Sacerdote às comunidades tem de ser prestado de acordo com as orientações da Igreja inspiradas nas grandes linhas de renovação definidas há mais de quatro décadas, pelo Concílio Vaticano II (50 anos, em 2012). Isto quer dizer que o Padre é enviado ao meio das comunidades como educador e para educar segundo os valores da Fé traduzidos para nós hoje nas grandes orientações conciliares do Vaticano II. E de acordo com estas orientações, cada comunidade cristã é chamada a ser verdadeiramente sacramento da Salvação de Deus ou seja sinal e instrumento de realização entre as pessoas daquela comunhão que tem a sua fonte em Deus.

Também de acordo com as mesmas orientações conciliares, cada comunidade tem de ser cada vez mais, ouvinte da Palavra de Deus que não pretende transmitir-nos apenas a mensagem muito bela do Evangelho, mas que pretende sobretudo pôr-nos em comunicação profunda com o mesmo Jesus Cristo, vivo e fonte de vida. Para dar cumprimento às mesmas orientações conciliares, cada comunidade tem de saber estar sempre em diálogo com o mundo, com as pessoas, suas tradições e maneiras de estar na vida, conhecendo suas possibilidades e também dificuldades. Tem de saber oferecer continuamente a todos a sua disponibilidade e o seu serviço para crescimento da vida com verdadeira qualidade.

A comunhão com Deus e em Deus das pessoas entre si celebrada principalmente na Eucaristia; o encontro com Cristo e a mensagem do Evangelho através da Sua Palavra escutada, meditada e aplicada à vida; O diálogo com o mundo e a colaboração no seu verdadeiro desenvolvimento são as grandes propostas do Concílio Vaticano II através de 3 dos seus mais importantes documentos que nós sacerdotes queremos ter como prioridades na nossa acção à frente das comunidades. E precisamos que as mesmas comunidades colaborem connosco na descoberta dos caminhos novos mais adaptados ao cumprimento desta tarefa.

 

2. A Palavra de Deus começa por nos falar hoje do Espírito Santo. Espírito Santo que desce sobre o ungido de Deus e o envia para anunciar e realizar uma grande cura. Ora, só se justifica a cura quando há doença e a doença que atinge indiscriminadamente as pessoas é definida na passagem de Isaías como sendo a dos corações atribulados, a dos cativos que precisam de redenção, a dos prisioneiros que precisam de ser libertados, a dos aflitos que precisam de ser consolados, a dos que precisam de substituir o luto pela alegria, a dos espíritos abatidos que precisam de recuperar ânimo para serem capazes de cantar de novo um cântico de louvor.

Ora nós sacerdotes e vós que o ides ser dentro de momentos não estamos apenas do lado de quem anuncia a cura e na força do Espírito Santo contribui para a realização. Estamos também do lado dos que precisam de ser curados. E isto porque somos, como todas as pessoas, sujeitos a enfermidades físicas, mas também vítimas de fragilidades que podem afectar o nosso entusiasmo e bem estar pessoais, e ainda a saúde da nossa relação com os outros e com Deus. Só depois de nos deixarmos curar pela força do Espírito, abrindo-lhe as portas da nossa vida, sobretudo através de uma espiritualidade bem cuidada, estaremos capazes de, como ungidos do Senhor, espalhar a Sua cura, ou seja a sua salvação à nosso volta. Também aqui vale o princípio de que ninguém dá o que não tem.

S. Paulo, na Sua II carta aos Coríntios, começa hoje por nos fazer o seguinte apelo: “Não desanimemos no exercício do ministério que nos está confiado”. Nunca é demais lembrar que o ministério ordenado que nos está confiado a nós Sacerdotes e vai ser também entregue aos 2 ordenandos não é nosso. É do Único Senhor da Igreja e da história, Jesus Cristo. Por isso é a Ele que temos de anunciar e não a nós próprios; é a vontade dele que temos de fazer e não a nossa; é o modelo e o estilo de vida dele que queremos seguir e não o que sugere a nossa vontade pessoal ou a nossa sensibilidade ou então o que o mundo nos propõe.

Como Sacerdotes incondicionalmente entregues à causa de Jesus Cristo e da Igreja, temos de viver pessoalmente e em Presbitério a grande missão que o mesmo S. Paulo hoje nos recorda, a saber, deixar que o esplendor da luz de Deus brilhe nas nossas vidas para, depois, iluminar os caminhos da história. Por isso só a relação forte e continua com Deus Trindade Santíssima, através de uma espiritualidade bem cuidada, nos poderá permitir responder ao apelo de Paulo – não desanimemos no exercício deste ministério. Também não podemos esquecer, como ele claramente nos recorda, que trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério. Esquecer as nossas fragilidades ou a necessidade de constantemente as corrigir pela abertura do coração ao amor e à infinita misericórdia de Deus é entrarmos por caminhos errados que só podem levar ao fracasso.

O ser Padre é, para nós sacerdotes ordenados, sempre e só estar incondicionalmente para servir, segundo o modelo de Jesus Cristo que, como lembra o Evangelho de hoje, não veio para ser servido mas para servir e dar a Sua vida pela redenção das pessoas. E nunca é demais pararmos diante deste apelo que nos é feito pelo mesmo Jesus Cristo no Seu Evangelho. O modelo para nós não pode ser a lógica do poder existente no nosso mundo, mas sim a lógica contrária do Serviço, ao ponto de o Evangelho de hoje afirmar aquilo que, de facto, é um verdadeiro escândalo para o nosso mundo, quando diz: “ Quem entre vós quiser ser o primeiro seja vosso escravo”. E não devemos suavizar ou mesmo temperar exageradamente a radicalidade desta afirmação Evangélica. Escravo é o que só se sente com deveres e não argumenta com direitos. Ora nós vivemos hoje mergulhados numa cultura onde parece que só há direitos e não há deveres ou pelo menos estes são silenciados. Também aqui o exercício do nosso ministério há-de ser oportunidade para oferecermos às comunidades que nos são confiadas e ao mundo o gesto profético de quem, à maneira de Jesus Cristo, está para servir e não para ser servido.

Que o Senhor nos ajude, particularmente a nós sacerdotes, a dar cumprimento a este desígnio de Deus para salvação do mundo, através de uma Igreja renovada segundo as orientações do Concílio Vaticano II.

 

Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

 

Guarda, 3 de Julho de 2011