Bispo da Guarda aponta caminhos para a reorganização da Diocese

Bispo da Guarda aponta caminhos para a reorganização da Diocese

Abertura do Ano Pastoral 2019/2020

Bispo da Guarda aponta caminhos para a reorganização da Diocese

 

Levar o espírito missionário para o esforço conjunto que está a ser feito “no sentido de dar passos consistentes rumo à almejada reorganização pastoral da Diocese pedida pela nossa assembleia Diocesana e que agora já tem um estudo feito com propostas concretas” foi o desafio deixado pelo Bispo da Guarda nas Jornadas de abertura do ano pastoral 2019/2020, que decorreram no dia 5 de Outubro, no Seminário da Guarda.

Nos trabalhos que juntaram uma centena de participantes, D. Manuel Felício convidou os presentes a levar para este esforço de reorganização a recomendação feita pelo Papa Francisco no sentido de “sermos cada vez mais Igreja em caminhada sinodal”.

Apontou o diálogo como “a melhor manifestação” da natureza sacramental da Igreja. Nesse sentido lembrou a “pedagogia da conversação que se opõe a todas as formas de monólogo”.

“Precisamos de ser uma Igreja que se apresenta a si mesma como Igreja do diálogo tanto para dentro, como para fora, como o mundo, suas preocupações e interpelações”.

 

O Bispo da Guarda considerou que “todos temos muito a aprender uns com os outros, através da escuta mútua, pela qual vamos discernindo o que o Espírito diz às Igrejas”. 

D. Manuel Felício apontou também alguns dos objectivos do Outubro Missionário e lembrou que a grande motivação missionária tem de passar pelo desejo de “sair ao encontro das pessoas, para as conhecermos nas suas situações concretas e culturas próprias”.

Sobre a Carta Pastoral “Todos, tudo, sempre em missão” dos bispos portugueses, o prelado recordou que o grande objectivo para o ano missionário preparatório deste Outubro Missionário foi “colocar a missão de Jesus no coração da própria Igreja, transformando-a em critério para medir a eficácia das estruturas, o resultado do trabalho, a fecundidade dos seus ministros e alegria que são capazes de suscitar, porque sem alegria não se atrai ninguém”.

A jornada teve como oradores convidados o padre Vítor Hugo Mendes, que falou sobre o documento de Aparecida e cuja redacção final tem marcas do então cardeal Bergollio, agora Papa Francisco e o padre Amaro Gonçalo que apresentou a experiência de uma paróquia missionária.

Quinta, 10 de Outubro de 2019