Santa Ana D’Azinha homenageou o missionário Jerónimo Nunes

Santa Ana D’Azinha homenageou o missionário Jerónimo Nunes

Na celebração das Bodas de Ouro Sacerdotais

Santa Ana D’Azinha homenageou o missionário Jerónimo Nunes

 

O último Domingo de Outubro, dia 27, foi dia de festa em Santa Ana D’Azinha, no concelho da Guarda. Dezenas de pessoas encheram a Igreja Paroquial, onde participaram na homenagem ao padre missionário, Manuel Jerónimo Nunes, que este ano assinala cinquenta anos de ordenação sacerdotal.  Familiares e amigos, alguns vindos de outros países, quiseram manifestar presencialmente apreço e estima, ao homem, ao padre e ao missionário, que um dia saiu da localidade de Demoura para se dedicar ao serviço dos outros.

Na homilia da Missa, o padre Jerónimo, como é conhecido, recordou figuras e lugares comuns da freguesia de Santa Ana d’Azinha, para explicar as origens do trabalho missionário que desenvolveu ao longo da vida. Lembrou a passagem pelo Seminário da Guarda e a mudança para a Sociedade Missionária, onde terminou os estudos Teológicos.

Recordou as origens humildes, as dificuldades da gente que vivia do trabalho do campo e o amor que sempre sentiu junto da família. Falou dos conhecimentos adquiridos na agricultura que depois transpôs para a missão que desenvolveu no Brasil.

No final da Missa, em que recebeu uma pequena lembrança, oferecida pela Paróquia e Freguesia de Santa Ana D’Azinha, bem como pelas paróquias de Panoias e João Antão, o padre Jerónimo Nunes disse ao Jornal A GUARDA que “é muito bom ver estas pessoas e estas terras”. Lembrou que “na década de 60/70, do século passado, os jovens da minha idade foram quase todos embora para fugirem à guerra e para encontrarem trabalho”. E acrescentou: “A maior parte do pessoal destas terras saiu para o estrangeiro”.

Sobre o tempo que passou no Seminário da Guarda recordou que dos vinte alunos que entraram em Filosofia, terminaram apenas quatro. E adiantou: “Cada um que saía era um impulso para decidir se sim ou não iria continuar no Seminário”. Destacou a existência do Círculo Missionário e do Escutismo que o ajudaram a desenvolver a personalidade e a entender o mundo.

Jerónimo Nunes explicou que, na hora em que decidiu ficar no Seminário, aceitando o “chamamento de Deus para ser padre”, sentiu também “um chamamento para ir para outros lugares”. Passou os dois primeiros anos de estudo da Teologia na Guarda “a procurar como e onde” podia desenvolver a Missão a que Deus o chamava. E acrescentou: “Acabei por ir para a Sociedade Missionária, depois do segundo ano de Teologia”.

O padre Manuel Jerónimo Nunes é natural de Demoura, freguesia de santa Ana dÁzinha, no concelho da Guarda. Frequentou os seminários da Diocese da Guarda e, mais tarde, entrou para a Sociedade Missionária, completando os estudos teológicos no Seminário de Cucujães. Foi ordenado sacerdote no dia 1 de Março de 1969, na capela do Seminário da Guarda, pelo Bispo D. Policarpo da Costa Vaz e, no dia seguinte, celebrou a primeira missa, no largo da Igreja de Santa Ana d’Azinha, mesmo junto do Cemitério.

Em 1970 foi enviado para o Brasil onde se dedicou à Pastoral da Terra e à Pastoral dos Índios. Regressado a Portugal foi Superior Geral da Sociedade Missionária durante dois mandatos. Voltou à missão, em Moçambique. Escolhido para membro da Direcção Geral, ficou em Portugal, sendo Reitor de Valadares e assumiu a paróquia de Vilar do Paraíso.

Quinta, 31 de Outubro de 2019