Grupo de Jovens da Guarda foi em peregrinação a Taizé

Grupo de Jovens da Guarda foi em peregrinação a Taizé

De 28 de Julho a 6 de Agosto, um grupo de 43 pessoas, entre as quais, 33 alunos de Educação Moral e Religiosa Católica da diocese da Guarda, e nove professores, participou na peregrinação à comunidade de Taizé, uma pequena aldeia da Borgonha, em França. O Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, também marcou presença de forma alegre, motivadora e cheia de esperança, para todo grupo, nos diferentes momentos de oração e de partilha. A comitiva contou com um grupo de oito alunos e um professor da Azambuja que quis criar comunhão com o grupo da Guarda.

A vocação da comunidade de Taizé é procurar caminhos de reconciliação entre os cristãos e na família humana, valorizando sempre aquilo que os une e não o que os pode separar. Naquele lugar alguns milhares de jovens católicos, protestantes e ortodoxos de diversos países procuram fazer uma experiência de comunhão, de amizade, de respeito de entreajuda mútua.

A oração comunitária, três vezes por dia, os cânticos, o silêncio, a meditação pessoal e comunitária da Bíblia, ajudaram a que cada um dos participantes, pudesse pressentir a presença de Deus na sua vida, a ganhar um novo entusiasmo ou a descobrir um sentido para a sua vida.

No ano em que se vive o Sínodo sobre “Os Jovens, a Fé e o discernimento vocacional” esta iniciativa, procurou reforçar a importância do acompanhamento que é necessário fazer aos jovens, de modo a que os mesmos possam, através da experiência de uma vida simples e partilhada com os outros, encontrar uma nova perspetiva sobre os valores que devem pautar um projecto de vida feliz.

No rescaldo da peregrinação, Maria João Tavares, natural do Fundão referiu:Viver uma semana em Taizé é viver novas experiências e novas aventuras. Taizé é um lugar fenomenal, onde pude chorar, rir, cantar, mas sobretudo ser eu mesma, onde conheci pessoas incríveis com outros percursos de vida e onde fiz amizades para durar uma vida inteira. Taizé é um sítio onde um olá ou um sorriso diz tudo, onde se podem conhecer pessoas de outros países e de outras culturas… Taizé é uma experiência a repetir durante muitos anos”. E acrescentou: “Só tenho a agradecer a todos os meus colegas de grupo por me receberem e incluírem tão bem quando ninguém conhecia ninguém e a todos os professores por cuidarem de mim durante esta semana e um agradecimento especial à professora Dina porque sem ela, não teria oportunidade de conhecer esta linda comunidade ecuménica e também um agradecimento especial à professora Cristina por me dar a oportunidade de publicar este meu testemunho que servirá para que outros jovens da minha idade ou mais velhos possam fazer esta experiência, quererem ir à fonte para depois a partilharem. Espero voltar para o ano e repetir esta magnifica experiência, pois conheci gente fantástica, que ficará para sempre no meu coração.”

Filipe Loureiro, também do Fundão, esteve em Taizé, pela terceira vez e disse que este ano a experiência o surpreendeu. “Parece que aprendo sempre mais alguma coisa sobre mim, sobre Deus e sobre os outros. Uma semana é pouco tempo para me sentir verdadeiramente completo”, referiu.

Para a Carolina, da Covilhã, “não existem palavras suficientes para descrever esta incrível experiência. Tive a possibilidade de me reaproximar de Deus e senti-me confortada pelo seu abraço invisível”. E acrescentou: “A experiência de Taizé, permitiu-me conhecer que, na simplicidade, podemos encontrar a felicidade e que, com um sorriso contagiante, podemos construir um mundo melhor”.

 

Quarta, 5 de Setembro de 2018