Mensagem de Natal de D. Manuel Felício - 2019

Mensagem de Natal de D. Manuel Felício - 2019

Mensagem de Natal de D. Manuel Felício

Bispo da Guarda chama a atenção para as “dificuldades acrescidas” das instituições de solidariedade social

 

Na tradicional Mensagem de Natal, o bispo da Guarda sugeriu, ao Governo, um diálogo sério com as instituições particulares de solidariedade social de maneira a que possam encontrar “caminhos de sustentabilidade”.

“Todos conhecemos a importância destas instituições nos nossos meios, principalmente por duas razões. Uma delas é que as populações, percentualmente mais envelhecidas do que nos grandes centros, precisam delas. A outra é que em muitas das nossas terras elas são a única oferta de emprego”, disse D. Manuel Felício

O prelado alertou para as “dificuldades acrescidas” que estão a passar as instituições de solidariedade social “devido às exigências da legislação”. Disse que as reformas dos utentes “em geral são muito reduzidas”, considerando importante a “tutela do Estado dialogar a sério, com estes serviços, e considerá-los caso a caso”.

D. Manuel Felício lembrou que “o Natal e a mensagem de Belém, ao colocar os mais pobres no centro das nossas atenções, exige que não fiquemos parados, mas nos esforcemos conjuntamente por procurar as soluções mais ajustadas”.

No final da leitura da Mensagem de Natal, D. Manuel Felício considerou que muitas das instituições “estão hoje a viver de poupanças próprias, que puderam fazer quando os apoios eram mais significativos”. E adiantou: “Se os apoios não se verificarem, muitas das instituições não têm mais meios para subsistir, vão fechar”. Considerou que “é chegado o momento de a tutela do Estado dialogar a sério com estes serviços e considerá-los caso a caso, para ajudar a encontrar caminhos de sustentabilidade, onde eles já não existem ou estão em perigo”.

O bispo da Guarda pediu “cooperação e colaboração” na resolução dos problemas e lembrou que “há serviços que podem ser partilhados”.

Numa zona cada vez mais despovoada e onde as dificuldades se acentuam, considerou que “não basta segurar os que cá estão, é preciso atrair gente”.

Na mensagem, o bispo da Guarda afirma a importância da família denunciando “o aborto, a eutanásia” e as outras formas de “atropelo à vida”, as quais “não podem ter lugar em sentimentos verdadeiramente humanos”.

O bispo da Guarda realça que a mensagem do Menino de Belém “é clara” e diz que a vida “é sagrada em todas as suas etapas”.

Para D. Manuel Felício, “não basta recusar teoricamente os atropelos à vida” e explica que é preciso organização para dar “respostas convincentes às necessidades variadas que se multiplicam”, e, entre as mais ajustadas, destaca as instituições de apoio social.

 

Quarta, 18 de Dezembro de 2019