Jornadas do Clero olham a Bíblia “a partir do mundo da cultura”

Jornadas do Clero olham a Bíblia “a partir do mundo da cultura”

Nos dias 11 e 12 de Fevereiro

Jornadas do Clero olham a Bíblia “a partir do mundo da cultura”

 

“Um olhar sobre a Bíblia a partir de fora, isto é, não tanto a partir da Teologia e da Exegese, mas sim a partir do mundo da cultura que nos envolve enquanto tal e particularmente a partir do mundo da universidade” foi o desafio lançado pelo Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, no início das Jornadas do Clero que decorreram esta terça e quarta-feira, 11 e 12 de Fevereiro, no Seminário da Guarda.

Na sessão de abertura, D. Manuel Felício disse que a Bíblia “é um bem da cultura que inspira as mais nobres tradições”. E acrescentou: “As civilizações muito lhe devem, como também nela deixaram as suas marcas e muitas nações nasceram e desenvolveram-se por sua motivação e à sua sombra, como aconteceu com a nação portuguesa”.

O prelado referiu que a tradução da Bíblia para as línguas vernáculas e o seu diversificado manuseamento fazem dela “o livro mais trabalhado ao longo da história da humanidade”. Lembrou que a tradução para a língua portuguesa “começou muito cedo e está a merecer a devida atenção por parte dos investigadores”.

A partir do tema geral “A Bíblia nas tradições e na cultura portuguesa”, as jornadas contaram com a colaboração de Frei Herculano Alves, José Eduardo Franco, Gabriel Magalhães e Eugénia Magalhães.

D. Manuel Felício disse também que “somos um povo cujos ritmos de vida são largamente marcados pela presença e influência da Bíblia” o que levou a organização a inserir uma mesa redonda sobre “a presença da Bíblia nas tradições da Quaresma/Páscoa nos nossos costumes locais a partir de iniciativas da sociedade civil”.

D. Manuel Felício explicou que a escolha do tema das Jornadas de Formação do Clero “também foi motivada pela realização prevista, para Setembro próximo, do Congresso Internacional sobre a Bíblia na Cultura Ocidental”, que decorrerá em Gouveia.

No primeiro dia das Jornadas frei Herculano Alves falou sobre “Como ler um texto bíblico, no contexto do Congresso Internacional sobre a Bíblia na Cultura Ocidental” e José Eduardo Franco sobre as “Raízes bíblicas de Portugal e das nações da Europa”. Na conferência aberta ao público, no auditório do Paço da Cultura, Gabriel Magalhães abordou o tema “A Bíblia fonte de inspiração para uma vida de família com sentido”.

O segundo dia contou com a colaboração de Eugénia Magalhães que falou sobre “A Bíblia nos discursos místico e espiritual dos autores portugueses”. As jornadas terminaram com uma mesa redonda sobre “A presença da Bíblia nas tradições de Quaresma/Páscoa”, que contou com a participação de Daniela Capelo (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Pinhel), Vítor Amaral (Vereador da Câmara da Guarda), Sérgio Rocha (Professor) e Pedro Salvado (Director do Museu do Fundão).

 

Quarta, 12 de Fevereiro de 2020