Peregrinação dos símbolos pela Diocese da Guarda com balanço “extremamente positivo”

Peregrinação dos símbolos pela Diocese da Guarda com balanço “extremamente positivo”

Cruz e o Ícone de Nossa Senhora percorreram todos os arciprestados

Peregrinação dos símbolos pela Diocese da Guarda com balanço “extremamente positivo”

 

A última semana da peregrinação dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude pela Diocese da Guarda, de 27 de Março a 3 de Abril, ficou marcada pela grande afluência de jovens, bem como por gestos que envolveram as populações.

A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foram muitas vezes acolhidos e enviados em ambiente festivo com tapetes de flores, lançamento de pombas, balões e pétalas, lenços brancos e muitos aplausos.

Os rostos de alegria e expectativa da chegada transformaram-se em rostos de saudade e de algumas lágrimas, na hora da despedida.

As comunidades viveram dias de oração intensa pelos jovens, pelas Jornadas de 2023, pela Paz.

Aos momentos de oração individual juntaram-se as celebrações comunitárias da Missa, da Via Sacra, das Vigílias de Oração e até da recitação do Rosário.

Os Símbolos das Jornadas passaram por montes e vales e marcaram, de forma intensa, aldeias vilas e cidades do arciprestado Guarda-Manteigas. A partir de Manteigas seguiram para Famalicão da Serra, Gonçalo, Vale de Estrela, Barroquinho, Castanheira, Cerdeira, e Guarda.

Sara Lopes, membro do Grupo de Jovens Kaire Ictus, da Guarda, considerou a peregrinação dos Símbolos pela Diocese como “uma oportunidade única”. Disse que foi “uma maneira de despertar os jovens para as Jornadas Mundiais da Juventude.

A intensidade com que foi vivida a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora fez com que as jornadas ficassem “mais próximas dos jovens”.

Tiago Gomes, estudante de medicina, natural da Guarda viu na peregrinação dos símbolos uma primeira resposta dos jovens ao apelo do Papa quando os convida a levantarem-se para serem testemunhas do que viram e ouviram.

“Aquilo que se viu por toda a Diocese, por todas as comunidades, por todas as paróquias, foi um grande testemunho de fé, de caminhada, que se quer que não esmoreça aqui”, considerou Tiago Gomes.

Céu Vale disse ser “uma graça grande” a presença dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, na aldeia de Vale de Estrela, nos arredores da Guarda, lembrando que “marcaram a minha juventude e a minha caminhada de fé”.

O coordenador da Pastoral Juvenil, padre Rafael Neves falou de “um balanço extremamente positivo”, da peregrinação dos símbolos pela Diocese da Guarda.

Considerou que “ foi uma experiência forte de anúncio das Jornadas Mundiais da Juventude e, sobretudo, uma espécie de novo ponto de partida para sensibilizar e envolver os jovens e menos jovens no dinamismo da JMJ”.

O Bispo da Guarda disse que a peregrinação dos símbolos da JMJ-2023 pela Diocese da Guarda, que acompanhou com a maior proximidade, “foi uma verdadeira bênção”.

D. Manuel Felício lembrou que o percurso feito pelos sete arciprestados “teve muitos e variados eventos que despertaram e envolveram muito as pessoas, jovens e menos jovens; uns que decorreram nas Igrejas, como foi a actuação da Banda Jota em Pinhel e Penamacor, outros pelas ruas das aldeias, vilas e cidades, com vias-sacras públicas, passagem pelas escolas, paragens e mesmo celebrações em lugares públicos estratégicos, visitas a instituições, para além da recitação do Terço do Rosário e celebração da Eucaristia, bem como vigílias de oração”.

A Via-Sacra que se realizou no ponto mais alto do território continental, na Torre da Serra da Estrela, foi apontada pelo Bispo da Guarda como “dos pontos mais marcantes da peregrinação dos símbolos”. Apesar do tempo muito agreste que se fazia sentir, a Via-Sacra partiu da Capela de Nossa Senhora do Ar e terminou, com a encenação do episódio da descida da Cruz, junto ao monumento encimado pela cruz que marca o ponto mais alto da Serra da Estrela.

A Cruz peregrina e o Ícone de Nossa Senhora foram entregues à Diocese de Viseu, na Sé da Guarda, durante a celebração da Missa presidida por D. Manuel Felício e em que concelebraram D. António Luciano, Bispo de Viseu e D. Américo Aguiar, Presidente da Fundação JMJ.

Quinta, 7 de Abril de 2022