Diocese da Guarda
Comissão vai apresentar a proposta de reorganização pastoral da Diocese nas Jornadas do Clero
“Diocese: desafio da Missão” é o tema das Jornadas do Clero da Diocese marcadas para hoje e amanhã, 14 e 15 de Fevereiro, no Seminário da Guarda.
O Padre Tiago Freitas, da arquidiocese de Braga, é o orador convidado destas jornadas, onde vai falar sobre “Colégio de Paróquias”, título da sua tese de doutoramento.
Durante as Jornadas vai ser apresentada a proposta de reorganização pastoral da Diocese “pedida pela Assembleia Diocesana” e reflectidos os pressupostos e os critérios teológicos e pastorais que lhe estão subjacentes e que, de acordo com o Bispo da Guarda “hão-de inspirar o nosso esforço para a sua implementação”.
D. Manuel Felício explica que “está em causa motivar cada vez mais a Diocese e suas comunidades para a responsabilidade da missão”, neste ano que a Conferência Episcopal Portuguesa declarou Ano Missionário em preparação do especial Outubro Missionário/2019.
A Comissão diocesana multidisciplinar elaborou uma proposta de reorganização pastoral da Diocese com quatro eixos: serviços pastorais; agregações de fiéis; arciprestados; paróquias e unidades pastorais.
“Depois de um ano de reflexão séria e de trabalho dedicado, honesto e empenhado de uma Comissão constituída por doze pessoas oriundas de diversos pontos da Diocese (três sacerdotes, um diácono, duas consagradas e seis leigos), com diferente formação académica e de diferentes estratos sociais e etários, surge agora esta proposta de reorganização da pastoral da Diocese da Guarda com algumas linhas orientadoras”, explicou ao Jornal A GUARDA, o padre Jorge Castela, coordenador do Secretariado Pastoral Diocese da Guarda.
E acrescentou: “Sendo uma proposta, é apenas um documento de trabalho, que não pode ser entendido como encerrado ou definitivo, que poderá ser beneficiado, com a reflexão do Colégio de Consultores, do Conselho Presbiteral e do Conselho pastoral Diocesano”.
A proposta contém um preâmbulo que justifica a necessidade deste trabalho e faz um ponto da situação geral; tem 4 capítulos, um para cada um dos 4 eixos que o Bispo da Diocese pediu à Comissão que tratasse. Em cada capítulo, houve a preocupação de apresentar um ponto da situação da realidade, o que diz o magistério sobre o assunto, fundamentação e justificação das opções, critérios, considerações globais ou gerais e particulares.
O padre Jorge Castela explica que “para aqui chegar a Comissão fez consultas bibliográficas e estatísticas, e também um esforço por escutar os agentes de pastoral e especialistas de outras dioceses, partilhando-se perspectivas e conciliando-se opções”. E acrescenta: “Foram tidas em conta questões e dados jurídicos, tanto quanto possível, mas as linhas orientadoras são sobretudo pastorais”.
Ao nível das estruturas e serviços pastorais da Diocese, a Comissão propõe um novo organigrama de serviços pastorais, que possibilite uma maior e mais consertada coordenação e articulação.
Relativamente aos movimentos, associações de fiéis e obras de apostolado implantados na Diocese, respeitando os carismas e dons de cada uma destas agregações de fiéis, a Comissão propõe uma maior integração na acção diocesana.
Ao nível dos arciprestados, a Comissão propõe que se equacione a redução do número de arciprestados, promovendo-se a agregação dos actuais, de modo a contribuir para um melhor funcionamento e articulação.
Ao nível das paróquias, uma vez que há cada vez menos condições para desempenhar de maneira eficaz a sua missão, devido à redução demográfica, à nova distribuição da população, à mobilidade das pessoas e à diminuição acentuada do número de sacerdotes, a Comissão propõe que se caminhe paulatinamente para as Unidades Pastorais.