Diocese da Guarda
Comissão propõe nova estrutura para os Serviços Diocesanos
Uma nova estrutura para os Serviços Diocesanos e uma maior integração dos movimentos e obras de apostolado na vida da Diocese foram as principais novidades da “Proposta para uma reorganização da Diocese da Guarda”, apresentada pela Comissão Diocesana para a Reorganização da Diocese, no primeiro dia das Jornadas do Clero da Guarda, que continuam amanhã, 15 de Fevereiro, no Seminário da Guarda.
O padre Jorge Castela, Coordenador Diocesano da Pastoral, apresentou os dois primeiros capítulos de “um documento de trabalho que não está fechado”. Explicou que “sendo uma proposta, é apenas um documento de trabalho, que poderá ser beneficiado”
A proposta agora apresentada acontece depois de “mais de um ano de reflexão séria e de trabalho dedicado, honesto e empenhado” da Comissão que é constituída por doze pessoas oriundas de diversos pontos da Diocese (três sacerdotes, um diácono, duas consagradas e seis leigos), com diferente formação académica e de diferentes estratos sociais e etários.
O documento, apresentado em primeiro lugar aos padres e diáconos da Diocese da Guarda, é o resultado de “dezenas de consultas bibliográficas, estatísticas e um esforço por escutar os agentes de pastoral e também especialistas, partilhando-se perspectivas e conciliando-se opções”.
No preâmbulo da proposta, a Comissão faz uma resenha histórica da Diocese da Guarda me recorda o censo de 2001, para assinalar que a população estava estimada em 250 mil habitantes. Olhando para os números mais recentes os dados disponíveis contabilizam apenas 215 mil habitantes, no território da diocese.
O documento, entregue a todos os participantes nas jornadas, refere que os recenseamentos promovidos pela Igreja Católica, em Portugal, também têm manifestado a diminuição na frequência da missa dominical, sobretudo nas zonas rurais da Diocese.
O número de padres no activo também tem vindo a diminuir nas últimas décadas e “segundo os relatórios da Diocese, existiam à data de 1 de Novembro de 2018, 130 sacerdotes incardinados, embora sejam apenas 86 aqueles que exercem uma actividade pastoral na Diocese, como párocos, cooperadores, ou administradores”.
Perante estes e outros dados, a Comissão refere que “as soluções não passam pela manutenção ou conservação” mas sim “por uma mudança de mentalidade, por uma conversão da própria Igreja”.
A proposta apresentada pela Comissão teve em conta os seguintes pontos: serviços pastorais; agregações de fiéis; arciprestados; paróquias e unidades pastorais.
No tocante aos serviços pastorais, a Comissão propõe um Secretariado Geral da Coordenação e sete secretariados (Secretariado Diocesano da Formação e Ministérios; Secretariado Diocesano da Educação Cristã; Secretariado Diocesano de Liturgia e Pastoral Sacramental; Secretariado Diocesano da Acção Social e Caritativa; Secretariado Diocesano da pastoral da Família e laicado; Secretariado Diocesano da Missão; Secretariado Diocesano da Cultura, Comunicações e Relações Públicas) que se subdividem em departamentos.
Em relação aos movimentos, associações de fiéis e obras de apostolado, a Comissão considera que “é urgente melhorar a sua co-responsabilidade em termos diocesanos e proporcionar espaços de encontro entre eles e os restantes serviços diocesanos de apostolado”.
Amanhã, a Comissão apresentará as propostas referentes aos arciprestados, paróquias e unidades pastorais.