Mais de mil fiéis participaram, nos dias 26 e 27 de agosto, na Peregrinação Anual da Diocese da Guarda ao Santuário de Fátima, presidida pelo Bispo diocesano, D. José Pereira.
A peregrinação reuniu fiéis provenientes das diversas comunidades da Diocese, num caminho marcado pela oração, pela comunhão e pela renovação da fé.
O programa teve início na tarde de quarta-feira, com a procissão desde o alto do Recinto de Oração até à Capelinha das Aparições. Os peregrinos participaram depois na recitação do Rosário e na Procissão das Velas, seguindo-se uma vigília de oração na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.
Na saudação a Nossa Senhora, junto à Capelinha das Aparições, D. José Miguel Pereira dirigiu uma palavra de gratidão à Mãe e protetora da Igreja, a quem os cristãos recorrem com confiança filial, confiando à sua proteção a Diocese e o novo ano pastoral que se aproxima.
Na manhã desta quinta-feira, o programa prosseguiu com a oração de Laudes e culminou com a celebração da Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade.
«A Diocese é uma mãe que se desgasta»
Na homilia da Eucaristia de encerramento, o Bispo da Guarda partiu do testemunho de Santa Mónica, celebrada neste dia, recordando a mãe que se desgastou e perseverou para que o seu filho Agostinho encontrasse Jesus Cristo.
A partir desta imagem, D. José Pereira apresentou também a Igreja diocesana como «uma mãe que se desgasta» pelos seus filhos. Sublinhou que a Diocese não pode ser entendida simplesmente como uma estrutura burocrática ou uma espécie de «governo central», mas como uma comunidade chamada a cuidar do Povo de Deus e a responder pastoralmente às suas necessidades.
Neste horizonte, referiu o caminho que a Diocese está a realizar com as Unidades Pastorais, salientando que os pastores são formados e enviados para cuidar das comunidades, mas que esta missão não pertence apenas aos sacerdotes.
O cuidado pastoral, afirmou, é responsabilidade de todos. Em cada aldeia, lugar e comunidade, todos os batizados são desafiados a assumir a sua parte na missão da Igreja.
O Bispo convidou, por isso, toda a Diocese a deixar-se interpelar por este novo caminho pastoral, não apenas através de alterações de estruturas, mas sobretudo mediante uma renovação do coração e da inteligência, para que Cristo se forme cada vez mais em cada cristão.
Chamados à santidade e à comunhão
D. José Pereira recordou ainda que, pelo Batismo, todos são chamados à santidade e à comunhão. Uma comunhão que não elimina a diversidade, mas procura vivê-la na unidade, privilegiando a reconciliação em vez da tensão e a proximidade em vez da divisão.
Inspirando-se novamente em Santa Mónica e em Nossa Senhora, o Bispo apontou a maternidade como uma realidade concreta e operativa: cuidar, aproximar, reconciliar e ajudar a sarar as divisões.
A Peregrinação Diocesana terminou, assim, com um forte apelo à corresponsabilidade e à missão: cuidar da Igreja diocesana, cuidar das comunidades e cuidar uns dos outros, fazendo da comunhão um sinal vivo do Evangelho.
