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D. José Pereira assinala um ano de ordenação episcopal: “Estou a aprender a ser bispo”

O bispo da Guarda, D. José Pereira, assinala no próximo dia 16 de março o primeiro aniversário da sua ordenação episcopal. Um ano depois de ter iniciado o ministério na diocese, reconhece que continua num caminho de aprendizagem, feito em conjunto com sacerdotes, consagrados e leigos.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano sublinha que chegou diretamente ao episcopado residencial, sem experiência prévia como bispo auxiliar. Por isso, afirma que este primeiro tempo tem sido sobretudo um período de escuta e de conhecimento da realidade diocesana. “Estou a aprender a ser bispo com os padres, com os religiosos, com os consagrados, com os leigos e com o povo de Deus”, afirma.

Nomeado pelo Papa Francisco em dezembro de 2024, D. José Pereira tomou posse da Diocese da Guarda a 16 de março de 2025, na Sé Catedral, sucedendo a D. Manuel Felício.

Ao fazer o balanço deste primeiro ano, o bispo considera que é ainda cedo para avaliações mais profundas, recordando que doze meses representam apenas “uma gota de água” perante a dimensão e diversidade da diocese. Com 360 paróquias e um território vasto, admite que ainda não conseguiu visitar grande parte das aldeias.

A opção neste primeiro ano foi privilegiar a proximidade e a presença. Sempre que a agenda o permite, tem procurado aceitar os convites das comunidades e dos sacerdotes para participar nas diversas iniciativas pastorais.

A partir do próximo ano pastoral, o bispo da Guarda espera iniciar as visitas pastorais, processo que irá decorrer ao longo de vários anos. Para isso, começou já a ouvir os arciprestes e os organismos de consulta diocesanos, procurando identificar os locais por onde iniciar esse percurso. A diocese está organizada em sete arciprestados: Covilhã/Belmonte, Fundão/Penamacor, Guarda/Manteigas, Pinhel–Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal/Almeida, Seia/Gouveia e Trancoso/Celorico da Beira.

D. José Pereira refere que encontrou uma diocese marcada por “vários ritmos” pastorais e comunitários. A realidade diocesana integra alguns centros urbanos, várias sedes de concelho com centralidade pastoral e muitas aldeias que continuam ligadas a esses polos.

Outro desafio identificado é a permanência prolongada de pessoas nas mesmas responsabilidades pastorais. Se, por um lado, isso favorece a proximidade e a relação com as famílias ao longo de gerações, por outro pode levar a um certo adormecimento da dimensão missionária.

Perante estas realidades, o bispo destaca a importância da escuta e do discernimento conjunto. “Não é o bispo que chega e decide como é que se faz. Eu não trago nenhuma solução mágica”, afirma, recordando que não cresceu na diocese e que o caminho deve ser construído com todos.

O primeiro aniversário da ordenação episcopal de D. José Pereira será também assinalado no programa televisivo “70×7”, emitido este domingo na RTP2, que aborda a realidade da Diocese da Guarda em áreas como o ambiente, a juventude, o ensino e a sinodalidade. Nesta semana, o jornal A Guarda publica igualmente uma longa entrevista com o bispo diocesano.

Foto: Agência Ecclesia