Na Assembleia Diocesana Sinodal, D. José Pereira apontou à criação de polos de Missa dominical e apelou a uma maior participação dos leigos.
A reorganização das paróquias da Diocese da Guarda esteve no centro da terceira Assembleia Diocesana Sinodal, realizada a 26 de setembro, na Casa de Saúde Bento Menni. Em declarações à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano, D. José Pereira, explicou que as novas unidades pastorais exigem repensar a forma como as comunidades se encontram e celebram.
Perante a diminuição do número de sacerdotes, o bispo alertou para a dificuldade de manter a atual distribuição das Missas dominicais. Propôs, por isso, a criação de polos de celebração ao domingo, capazes de reunir famílias, gerações e diferentes ministérios. As comunidades poderão continuar a celebrar a Eucaristia nas suas terras durante a semana.
“Pensemos o que é a novidade da Missa dominical em relação à Missa da terra”, desafiou D. José Pereira. Para o bispo, o domingo deve proporcionar uma experiência de encontro e de participação comunitária.
A mudança, sublinhou, vai além da resposta à diminuição do clero. Pretende tornar efetiva a responsabilidade missionária de cada batizado. Nesse sentido, convidou os sacerdotes a dar espaço à liderança dos leigos: “Presidir não é mandar em tudo nem controlar tudo. É acompanhar, é ser vigilante, é estimular, é confirmar.”
A Diocese prevê a constituição de 27 unidades pastorais, que irão articular as suas 360 paróquias. Seis começam a funcionar neste ano pastoral em regime experimental. As equipas de coordenação de Covilhã Sul e Seia Urbana já tomaram posse; a entrada em funcionamento das restantes quatro está prevista para outubro. O modelo poderá ser ajustado ao longo dos próximos anos.
Também em declarações à Agência ECCLESIA, o coordenador do Secretariado de Coordenação Pastoral, padre Angelo Martins,destacou a necessidade de encontrar formas de evangelização adequadas às comunidades de hoje. “O anúncio é sempre o mesmo, as formas como ele se faz é que têm de ser diversificadas”, afirmou. Apontou ainda a necessidade de reforçar a formação catequética e evangélica em toda a Diocese.
Na Assembleia, os participantes trabalharam sobre 21 prioridades identificadas nas sessões temáticas de abril e maio, distribuídas por cinco áreas: Missão e Vocação, Comunhão, Formação, Espiritualidade, e Proximidade e Comunicação. A reflexão procurou traduzir essas prioridades em iniciativas concretas para o plano pastoral de 2027 a 2032.
Olhando para esse caminho, D. José Pereira deixou uma palavra de esperança: a alegria de saber que o Senhor “nos sustenta, não nos abandona e abre caminhos e possibilidades”.
Com base nas declarações prestadas à Agência ECCLESIA durante a terceira Assembleia Diocesana Sinodal.
