No passado dia 18 de julho, um grupo de vinte e dois Educadores Católicos da Diocese da Guarda viajou até à cidade de Lamego para viver um dia de encontro, convívio e ação de graças, assinalando o encerramento de mais um ano pastoral e letivo.
Depois de meses de dedicação à missão educativa e evangelizadora, este passeio constituiu uma oportunidade privilegiada para fazer uma pausa, agradecer o caminho percorrido, renovar as forças e celebrar a alegria de caminhar em conjunto ao serviço da educação e da evangelização. Este encontro foi enriquecido pela presença amiga, próxima e espiritualmente inspiradora do Senhor Bispo da Guarda, D. José Miguel Pereira, que acompanhou os educadores ao longo de todo o dia, partilhando com eles momentos de convívio, reflexão, oração e celebração, num verdadeiro testemunho de comunhão e proximidade pastoral.
Ao longo do dia, os participantes puderam desfrutar da riqueza espiritual, histórica e cultural da cidade de Lamego. A primeira visita realizou-se às emblemáticas Caves da Raposeira, onde foi possível conhecer um pouco da história e do processo de produção de um dos espumantes mais reconhecidos da região.
Seguiu-se a visita guiada à magnífica Sé Catedral de Lamego, onde o grupo foi calorosamente acolhido pelo Cónego Doutor Padre João António Teixeira. Com grande disponibilidade, profundo conhecimento e notável simpatia, conduziu os participantes numa enriquecedora descoberta da história, da arquitetura e do património artístico da Catedral, ajudando todos a contemplar a beleza daquele espaço secular como expressão viva da fé de um povo.
Concluída a visita à Sé, os educadores dirigiram-se aos espaços verdes do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, onde viveram mais um dos momentos mais marcantes do dia: o almoço partilhado. À volta de uma mesa comum, cada participante trouxe consigo um pouco da sua terra, das suas tradições e da sua criatividade gastronómica. Entre sabores, receitas, doces, salgados e especialidades regionais, foi-se construindo um ambiente de verdadeira fraternidade, onde a diversidade dos dons de cada um se transformou numa expressão concreta de comunhão. Mais do que partilhar alimentos, partilharam-se histórias, sorrisos, experiências, afetos e a alegria de pertencer à mesma missão educativa, tornando visível que é na simplicidade da partilha que se fortalece a amizade e se constrói a verdadeira comunidade.

Seguiu-se a visita ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, novamente orientada pelo Cónego Doutor Padre João António Teixeira, que conduziu os participantes por este emblemático lugar de peregrinação mariana, proporcionando uma leitura histórica, artística e espiritual que permitiu compreender melhor a riqueza patrimonial e religiosa deste santuário, um dos mais significativos do país.
O ponto alto deste encontro foi a celebração da Eucaristia, presidida pelo Senhor Bispo da Guarda, D. José Miguel Pereira, na qual todos deram graças pelo caminho percorrido ao longo deste ano pastoral e letivo. Foi um momento profundamente vivido por todos os participantes, coroando um dia marcado pela fraternidade, pela alegria do encontro e pela certeza de que a missão educativa encontra em Cristo a sua fonte e o seu sentido.
Na homilia e na mensagem dirigida aos Educadores Católicos, D. José Miguel recordou que a missão educativa é semelhante ao trabalho paciente do agricultor: uma missão feita de iniciativa, esperança e perseverança. Sublinhou que o educador é chamado a preparar o terreno, lançar continuamente a semente e confiar na ação discreta de Deus, que faz crescer a vida no coração de cada pessoa. Recordou ainda que, apesar das dificuldades, da aparente esterilidade ou dos desafios próprios do nosso tempo, o educador cristão nunca desiste, porque sabe que o fruto pertence sempre ao Senhor. Por isso, convidou todos a renovar a alegria da sua vocação educativa e a permanecerem fiéis à missão de ajudar a fazer crescer a Vida em abundância nas crianças, nos jovens e nas famílias que lhes são confiados.
Ao longo deste dia tornou-se evidente que, embora pequeno em número, este grupo de educadores representa um verdadeiro sinal de esperança. Como o fermento de que fala o Evangelho, acredita que é a força discreta do testemunho, da fraternidade e da fidelidade quotidiana que transforma as comunidades e faz crescer a Igreja.
O convívio vivido em Lamego reforçou os laços de amizade entre os participantes, renovou o entusiasmo pela missão educativa e confirmou que educar é muito mais do que transmitir conhecimentos: é cuidar das pessoas, semear esperança e testemunhar o Evangelho no quotidiano da escola e da comunidade.
No final deste dia de comunhão, todos regressaram às suas comunidades com o coração agradecido e renovado, levando consigo o desafio lançado por D. José Miguel: «Renovemos a alegria de ser trabalhadores escolhidos, para ajudar a fazer crescer a Vida em abundância nos filhos que Deus confia ao nosso cuidado.»
Texto: Cristina Brito
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Mensagem Episcopal
Caros missionários educadores:
A missão educativa é uma verdadeira seara do Senhor. Ela implica, simultaneamente, a iniciativa e a resiliência de quem trabalha no campo, na sementeira.
A iniciativa de preparar o terreno e lançar a semente, sempre de novo, sem saber se a safra vai ter maior ou menor resultado. Ainda assim, sempre a deitar mão do arado, lançar a semente, regar a terra, e sonhar.
O sonho de quem sabe que a parte significativa do processo de crescimento e amadurecimento acontece no segredo, é obra de Deus no terreno de cada um, potenciado pelo trabalho educativo, mas com dinâmica e fecundidade que ultrapassam esse trabalho.
O educador é um instrumento escolhido, eficaz e impotente ao mesmo tempo, que é surpreendido pela colheita.
E a resiliência de enfrentar tempestades, épocas de esterilidade, doenças que fazem parecer perder-se grande parte do que se semeou. E ainda assim persistir, cair e levantar-se de novo, insistir, confiar: o terreno há-de dar fruto; ora dez, ora trinta, ora sessenta, ora cem por um.
Quantas vezes o ambiente é hostil, as silvas do tempo presente sufocam o trabalho feito, a fragilidade do terreno parece secar a semente. Mas o educador sabe que não lhe compete saber o dia nem a hora em que o Céu se abrirá e a graça santificante choverá como uma bênção e fará surgir fruto abundante.
Por isso demos graças ao Agricultor que nos chama a tomar parte no trabalho do campo de Deus.
E renovemos a alegria de ser trabalhador escolhido, para ajudar a fazer crescer a Vida em abundância nos seus filhos que Ele confia ao nosso cuidado.

