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Eucaristia: Festa da Liga dos Servos de Jesus no Outeiro de São Miguel

Hoje, dia 30 de agosto, o Outeiro de São Miguel acolheu a celebração da festa anual da Liga dos Servos de Jesus, presidida por D. José Pereira, Bispo da Guarda. A Eucaristia contou ainda com a presença de D. António Moiteiro, Bispo de Aveiro, D. António Luciano, Bispo de Viseu, e D. Diamantino Prata de Carvalho, natural de Manteigas e Bispo emérito de Campanha (Brasil), além de vários sacerdotes e diáconos da Diocese da Guarda.

“Faça-se em mim segundo a tua Palavra”

Na homilia, D. José Pereira inspirou-se na resposta de Maria ao anúncio do Anjo para iluminar o caminho da Liga, cuja divisa é “É preciso que Jesus reine”. Sublinhou que “é preciso que Jesus seja tudo em todos, que a vontade de Deus presida à nossa vida”, retomando as palavras de D. João de Oliveira Matos, fundador da Obra.

O prelado recordou ainda que D. João soube encontrar por toda a diocese “homens e mulheres, almas apaixonadas por Jesus” e que a missão da Liga não é apenas alimentar essas almas, mas também potenciar o seu enamoramento numa ação evangelizadora, sócio-caritativa e santificadora.

A dimensão santificadora da Liga

Depois de sublinhar, no dia anterior, a vocação evangelizadora e social da Liga, D. José Pereira apontou agora para a sua dimensão santificadora. Destacou que “o ponto de partida não é o comportamento perfeito, mas uma relação apaixonada com Jesus”, capaz de transformar todas as dimensões da vida cristã: fraterna, conjugal, de amizade e de serviço.

Num tempo marcado pelo ruído e excesso de estímulos, o Bispo da Guarda exortou à escuta silenciosa e do coração, à semelhança da Virgem Maria, e sublinhou a necessidade de cultivar a unidade entre a vida interior e a vida exterior: “A vida interior não pode ser apenas uma consolação intimista, mas deve conduzir ao serviço do Corpo de Cristo.

Fermento de vida sacramental

D. José alertou ainda para o risco de celebrar “missas a mais e Missa de menos”, defendendo uma liturgia mais cuidada e profunda, que seja verdadeiro encontro com Cristo vivo e presença transformadora na comunidade. Nesse sentido, desafiou a Liga a ser fermento de vida sacramental na Diocese da Guarda.

Cristo presente no Corpo

O prelado apresentou três dimensões em que a Liga é chamada a reconhecer e servir a presença de Cristo:

  • Corpo sofredor, nos mais frágeis e esquecidos, onde a caridade é a primeira forma de tornar Cristo presente;
  • Corpo humanado de Jesus, reconhecendo Cristo vivo em todos e servindo, mesmo na diferença;
  • Corpo místico de Cristo, a Igreja, que se renova no serviço, na unidade e na celebração sacramental.

Consagração de vida

Na parte final da homilia, D. José Pereira convidou a Liga a redescobrir a alegria da consagração de vida, à semelhança de Maria, que entregou totalmente a Deus o que era e o que tinha. Sublinhou que a vida consagrada é “uma opção livre, mas que deve ser apresentada como horizonte para almas apaixonadas pelo Reino de Cristo”, para que Jesus volte a reinar em Portugal, na Diocese, na terra e no coração de cada um.

A celebração terminou com o “pedido aos céus” pela causa de beatificação de D. João de Oliveira Matos, pedindo a graça de um milagre que permita em breve celebrar a sua elevação aos altares.