A 3.ª Assembleia Diocesana Sinodal da Diocese da Guarda, realizada a 26 de setembro, na Casa de Saúde Bento Menni, reuniu cerca de 80 participantes para dar um novo passo no caminho de escuta e discernimento. O encontro destacou um painel de cinco intervenientes, que aprofundaram as áreas da comunhão, espiritualidade, proximidade e comunicação, formação, missão e vocação, oferecendo pistas para a sua concretização.
Os trabalhos começaram com um momento de oração. D. José Miguel Pereira convidou os participantes a construir a fraternidade na diferença, a manter Cristo no centro e a cuidarmos uns dos outros. Na abertura, Sua Excelência Reverendíssima chamou ainda a atenção para três preocupações a ter presentes no caminho pastoral, para além das cinco áreas em reflexão: a comunhão diocesana, a partilha de bens e a criação de fundos que contribuam para a sustentabilidade das paróquias e da Diocese, e a valorização da piedade popular como instrumento de evangelização.
Foi também recordado o percurso de escuta realizado nas comunidades e nas duas assembleias anteriores. As 21 prioridades então identificadas foram organizadas em cinco áreas que orientaram este encontro. A manhã prosseguiu com um painel moderado pelo Pe. Jorge Castela, seguido de diálogo com os participantes. Nesse dia, o Pe. Jorge Castela passou o testemunho da coordenação da Pastoral Diocesana ao Pe. Ângelo Martins.
Na reflexão sobre a comunhão, o doutor Eduardo Duque comparou a Igreja a um vitral: cada peça tem o seu lugar e a beleza do conjunto revela-se quando é atravessado pela luz do Espírito Santo. Convidou as comunidades a valorizar os diferentes dons e a discernir juntas os próximos passos.
A Irmã Ângela Coelho apresentou a espiritualidade como fonte da ação pastoral. Sublinhou a importância de uma relação pessoal com Cristo e apontou o silêncio, a escuta e a oração como caminhos a redescobrir.
O Pe. Pedro Guimarães abordou a proximidade e comunicação, defendendo uma comunicação eclesial que conheça as pessoas a quem se dirige, favoreça o encontro e promova o trabalho em rede entre paróquias.
O professor Jorge Novo refletiu sobre a formação como um caminho para toda a vida. Inspirado nos discípulos de Emaús, propôs aproximar, escutar, iluminar a vida com a Palavra e enviar, para fortalecer a participação corresponsável dos fiéis.
Na área da missão e vocação, Ausenda Pires destacou o testemunho cristão nos lugares onde as pessoas vivem e trabalham, através da escuta, da coerência e da cooperação. Comparou esta presença a um sistema circulatório que leva o Evangelho aos diferentes espaços da sociedade.
Durante a tarde, os participantes reuniram-se em grupos de Conversação no Espírito para procurar transformar a reflexão em contributos e iniciativas para a Diocese. Foi também apresentado o calendário diocesano. A Assembleia terminou com a Eucaristia na Capela da Casa de Saúde Bento Menni em ambiente celebrativo e de comunhão com a comunidade.
Os contributos recolhidos serão trabalhados no Plano Pastoral, dando continuidade a este caminho de discernimento e concretização. O desafio lançado por esta Assembleia começa agora em cada comunidade: fazer da escuta decisões partilhadas, da comunhão gestos concretos e da fé uma presença viva junto das pessoas.
Texto: Secretariado do Departamento de Coordenação Pastoral da Diocese da Guarda
