“Diáconos, servidores da comunhão: um testemunho luminoso para a Igreja e para os pobres”.
Mais de uma centena de Diáconos estiveram reunidos em Fátima, na Jornada Nacional do Diaconado Permanente, com a temática: “Diáconos, servidores da comunhão: um testemunho luminoso para a Igreja e para os pobres”.
Na sua intervenção inicial, D. Joaquim Mendes, Vogal da Comissão Episcopal de Vocações e Ministérios, centrou-se na frase inspiradora do Papa Leão XIV, que define a Igreja como uma comunhão visível entre presbíteros e diáconos, unidos pela paixão ao Evangelho e pela atenção aos mais pobres. D. Joaquim Mendes sublinha que esta unidade não é uma ideia abstrata, mas algo que se torna credível quando os ministros ordenados caminham juntos, sem rivalidades ou protagonismos, servindo o Povo de Deus com amor.
O Bispo emérito, D. Joaquim salientou que deste tema emergem três eixos fundamentais: a identidade diaconal como serviço, a comunhão eclesial como caminho e o testemunho visível como missão. Este tema toca o coração da vocação do diácono. Ser servidores da comunhão, um testemunho luminoso para a Igreja e para os pobres. Esta expressão não é apenas inspiradora; contém um verdadeiro programa de vida, uma verdadeira síntese do que sois chamados a ser e a viver na Igreja e no mundo.
A reflexão que foi proposta recordou-nos, antes de mais, que a missão da Igreja nasce do próprio envio de Cristo. Não é uma tarefa secundária, nem reservada a alguns, mas algo que define a identidade de todos os batizados. Somos chamados a anunciar, celebrar e viver o amor de Deus no meio do mundo, com coragem e fidelidade. Num tempo marcado por tantas mudanças e desafios, somos também interpelados a sair de nós mesmos, a abandonar comodismos e a assumir uma atitude verdadeiramente missionária, próxima das pessoas e das suas realidades concretas.
Ao mesmo tempo, referiu D. Joaquim, esta missão pede-nos uma Igreja que saiba escutar, caminhar com os outros e discernir os sinais dos tempos. A vivência sinodal surge aqui como caminho essencial, promovendo a corresponsabilidade e a participação de todos. Cada um de nós, no seu ministério, é chamado a ser presença ativa nesta dinâmica de comunhão e serviço.
O Bispo destacou, ainda, que a verdadeira comunhão eclesial é inerentemente evangélica, manifestando-se na inclinação para os mais frágeis e na escuta ativa de quem sofre. Neste contexto, o ministério diaconal é apresentado como o sinal vivo de “Cristo Servo”, funcionando como um programa pastoral onde o serviço aos pobres oferece ao mundo uma prova concreta da fraternidade gerada pelo Evangelho.
Dos três eixos referidos, podemos retirar as seguintes ideias-chave:
1. A Identidade Diaconal como Serviço
2. A Comunidade como Caminho (Sinodalidade)
3. O Testemunho Visível como Missão
Texto: Diácono Paulo Caetano
