Às vezes, é preciso parar. Deixar espaço para conversar, partilhar uma refeição e estar juntos. Sem uma lista de assuntos para resolver.

Foi o que aconteceu neste dia 5 de outubro. Cerca de 30 sacerdotes da Diocese da Guarda aceitaram o convite do bispo diocesano, D. José Pereira, para um dia de convívio nas Penhas da Saúde, em plena Serra da Estrela.
O encontro começou com a Eucaristia na capela desta aldeia serrana. O almoço foi servido na Casa Diocesana de Nossa Senhora da Estrela, que abrirá em breve como alojamento local. Durante a tarde, houve conversas, partilha e até umas partidas de sueca.

Sem mais programa. A ideia era mesmo esta.
Estamos tão habituados a preencher agendas que, por vezes, nos esquecemos de dar tempo às pessoas. Marcamos reuniões para tratar de problemas. Mas quantas vezes reservamos um dia apenas para fortalecer os laços que nos unem?
A fraternidade sacerdotal precisa desse tempo. Celebra-se na Eucaristia e vive-se também à mesa, na escuta, numa conversa tranquila ou numa gargalhada. Ser irmãos pede proximidade. E a proximidade precisa de encontros.
As coisas mais simples têm, às vezes, mais importância do que imaginamos. Uma refeição não resolve todos os problemas, mas pode abrir caminho a uma conversa. Um dia de convívio pode ajudar a perceber que há alguém com quem contar.
Haverá muitas ocasiões para discutir assuntos sérios, pensar o futuro e tomar decisões. Mas também precisamos de nos encontrar pela alegria de estar juntos, unidos em Cristo, na fraternidade sacramental.
Talvez o desafio seja este: não esperar por um problema para procurar o outro. Não deixar que a agenda tenha sempre prioridade sobre a pessoa.
Foi um dia sem grande programa, mas com um propósito claro: dar tempo à fraternidade. E esse é um programa que vale a pena repetir.
Artigo de opinião de António Martins, sac.
