A Diocese da Guarda realizou, neste dia 18 de abril, a primeira assembleia temática do seu itinerário pastoral, na Casa de Saúde Bento Menni, num ambiente marcado pela escuta, discernimento e comunhão.
Após um dia de trabalho desenvolvido segundo a metodologia das “Conversações no Espírito”, a assembleia culminou com a definição de algumas prioridades pastorais para os próximos tempos, a partir das propostas recolhidas na fase de auscultação.
Foram aprovadas 11 propostas consideradas prioritárias e estruturantes para a vida e missão da diocese:
“ Prioridades
No dia 18 de abril de 2026, na Casa de Saúde Bento Menni, a diocese da Guarda reuniu em assembleia temática para refletir e discernir os caminhos de uma Igreja sinodal e corresponsável.
Em sintonia com o Instrumentum Laboris elaborado com os frutos da auscultação realizada na primeira fase do itinerário pastoral do ano 2025-2026 e tendo presente alguns eixos fundamentais (comunhão, governo/administração, formação), os mais de cem participantes apuraram algumas prioridades pastorais:
1. Implementar um programa diocesano de formação permanente
Promover um programa estruturado de formação permanente para leigos em geral e, em particular, para agentes pastorais, que permita aprofundar a fé, a compreensão da Igreja e as competências pastorais. Esta formação deverá integrar dimensões bíblicas, teológicas, espirituais e pastorais, favorecendo uma participação mais consciente e corresponsável na missão da Igreja.
2. Promover a corresponsabilidade dos leigos na vida e missão da Igreja
Favorecer uma cultura eclesial que valorize o protagonismo dos leigos, reconhecendo os dons e carismas que o Espírito suscita no povo de Deus. Isto implica confiar responsabilidades pastorais a leigos preparados e incentivar a sua participação ativa na reflexão, discernimento e realização da ação pastoral nas comunidades.
3. Reorganizar a pastoral diocesana segundo uma lógica de comunhão
Aprofundar o caminho de reorganização pastoral da Diocese, favorecendo a colaboração entre paróquias e a partilha de recursos humanos e pastorais, nomeadamente através de Unidades Pastorais. Esta reorganização deverá ter como objetivo principal assegurar uma presença pastoral viva nas comunidades, respeitando a realidade concreta do território e das pessoas.
4. Instituir equipas pastorais nas unidades pastorais
Criar ou reforçar equipas pastorais, compostas por sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos, que assumam conjuntamente a responsabilidade pela animação pastoral das comunidades. Estas equipas deverão promover a comunhão e garantir uma presença pastoral mais próxima das pessoas.
5. Desenvolver uma pastoral do acolhimento nas comunidades
Cultivar nas paróquias uma atitude permanente de acolhimento, proximidade e escuta, especialmente para com aqueles que se aproximam da Igreja em momentos significativos da vida. A comunidade cristã deve ser um espaço onde todos se sintam reconhecidos, respeitados e integrados.
6. Criar equipas pastorais nas principais áreas da vida paroquial
Promover a existência de equipas paroquiais organizadas para as diferentes dimensões da pastoral: liturgia, catequese, caridade, juventude, família e missão. Estas equipas poderão favorecer uma participação mais ampla dos fiéis e uma melhor organização da ação pastoral.
7. Desenvolver a pastoral da proximidade e do acompanhamento
Incentivar iniciativas que favoreçam o acompanhamentoregular aos idosos, doentes e pessoas em situação de fragilidade, manifestando a proximidade da comunidade cristã e promovendo uma pastoral marcada pela atenção às pessoas.
8. Promover momentos de oração e espiritualidade
Organizar ao longo do ano momentos de oração e espiritualidade que congreguem comunidades e favoreçam o encontro com Deus, fortalecendo os laços de comunhão entre as mesmas.
9. Envolver mais os jovens na vida da Igreja
Promover iniciativas que incentivem a participação ativa dos jovens na vida das comunidades, oferecendo espaços de encontro, formação e missão onde possam descobrir o seu lugar na Igreja.
10. Reforçar a comunicação na vida da Diocese
Melhorar os meios de comunicação, tanto a nível paroquial como diocesano, utilizando também os meios digitais para partilhar informações, divulgar iniciativas e promover a participação.
11. Cultivar uma Igreja sinodal que caminha em conjunto
Continuar a promover uma cultura sinodal na Diocese, onde todos — bispo, presbíteros, diáconos, consagrados e leigos — caminhem juntos no discernimento e na missão. A sinodalidade deve traduzir-se em práticas concretas de escuta, diálogo e participação na vida da Igreja.”
Estas prioridades apontam para uma Igreja mais sinodal e corresponsável, com especial atenção à formação, à comunhão e à pastoral.
Este primeiro encontro marcou um passo significativo no caminho sinodal da Diocese da Guarda, evidenciando o compromisso comum de renovar a vida pastoral e fortalecer as comunidades.
Este passo hoje dado insere-se na fase de discernimento e abordou esta dimensão da Igreja, sendo completado na Assembleia de 16 de maio de 2026, que se debruçará sobre o tema “Para uma Igreja Evangelizadora e Missionária”.
Para setembro está agendada uma nova Assembleia Geral, da qual resultarão as principais prioridades do Plano Pastoral para os próximos anos.
Entretanto, já na próxima terça-feira, dia 21 de abril, terá lugar, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, a Assembleia ADRO, especialmente dirigida à sociedade civil.
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Partilhamos em vídeo, a palavra episcopal de hoje no final do dia de trabalhos.
