Skip to content Skip to footer

Seminário da Guarda abre nova etapa: «Em tudo, lançar as redes»

O Seminário Maior da Guarda viveu, ao final da tarde desta segunda feira, 31 de agosto, um momento de oração, comunhão e convívio, assinalando o início de uma nova etapa na vida desta instituição, que o Bispo Diocesano definiu como «coração da Diocese».

O encontro começou com a celebração da Eucaristia, na capela do Seminário, presidida por D. José Pereira. Seguiu-se o jantar, no refeitório, num ambiente de encontro e partilha.

Participaram os três seminaristas da Diocese, vários pré-seminaristas, acompanhados pelos seus párocos e familiares, bem como sacerdotes e leigos ligados à vida do Seminário.

Uma nova etapa para o Seminário

Durante a celebração tomou posse como pró-reitor o Pe. Tiago Fonseca. O Pe. António Martins mantém-se na equipa, agora como administrador, depois de, na anterior equipa formativa, ter assegurado o serviço de economato.

Iniciaram também funções os leigos que passam a integrar a equipa do Seminário: o casal Eduarda e Henrique Balau e Maria João.

D. José Pereira agradeceu o serviço generoso e abnegado desenvolvido pelo reitor cessante, Pe. Paulo Figueiró, e pelo Pe. Serafim Reis. Lembrou ainda com gratidão a presença das Irmãs da Liga do Servos de Jesus de forma especial a irmã Miquelina que serviu o Seminário mais de duas décadas.

Esta nova etapa pretende também reforçar a ligação do Seminário à Diocese. A instituição quer abrir as suas portas e encontrar pessoas disponíveis para colaborar na sua missão, através do seu tempo, das suas capacidades ou da sua partilha.

«A fé é uma sedução ou não»

Partindo da leitura do profeta Jeremias, o Bispo Diocesano desafiou os presentes a viverem a fé com convicção, firmeza e paixão renovada.

«A fé é uma sedução ou não», afirmou, recordando que seguir Jesus Cristo não significa estar livre da incompreensão ou das dificuldades.

D. José Pereira destacou igualmente a centralidade da Palavra de Deus e a necessidade de uma escuta pessoal capaz de conduzir cada um a entrar na «barca» e a deixar-se conduzir pelo Senhor.

Na formação sacerdotal, sublinhou, não basta aprender técnicas ou cumprir etapas. É necessário apaixonar-se pela missão de «pescar pessoas»: não para que façam aquilo que nós queremos, mas para as procurar na sua realidade concreta, as conhecer e gastar a vida ao seu serviço.

O desafio lançado foi claro: «Em tudo, lançar as redes».

O Bispo deixou ainda uma palavra aos seminaristas sobre a ligação à própria Diocese. A formação ou a passagem por Lisboa não podem ser entendidas como uma espécie de salvação. «A salvação é Jesus Cristo», afirmou, convidando-os a amar a Igreja que os chamou e acompanha: «Amai a vossa mãe, que é a Guarda».

Neste caminho, destacou ainda como essencial a comunhão com o presbitério diocesano e a disponibilidade para se deixar conduzir por Deus.

Três seminaristas, três etapas

A Diocese da Guarda inicia este ano formativo com três seminaristas, cada um numa etapa diferente do caminho de formação.

Mário encontra-se na etapa do discipulado.

Gonçalo prossegue agora a etapa configuradora e, durante esta celebração, foi admitido entre os candidatos às Ordens Sacras. D. José Pereira salientou o seu bom testemunho e os sinais que permitem à Igreja reconhecer nele um caminho possível para o sacerdócio.

Esta admissão, recordou o Bispo, não significa ainda uma garantia de ordenação, mas constitui um sinal de esperança e um novo passo no discernimento: «Deixa-te trabalhar por Nosso Senhor».

Francisco encontra-se na etapa de síntese vocacional e continuará ligado e acompanhado pelo Seminário durante o seu estágio pastoral na Unidade Pastoral de Seia Urbana.

Com uma nova equipa e três seminaristas em diferentes etapas da formação, o Seminário da Guarda inicia assim um novo caminho. Um caminho que não pertence apenas aos que vivem dentro das suas paredes, mas a toda a Diocese.

Porque cuidar do Seminário é também cuidar do futuro da Igreja diocesana. E, como recordou D. José Pereira, é tempo de voltar à raiz, renovar a paixão e, confiando em Jesus Cristo, «em tudo, lançar as redes».